Que ser mais feliz? Dê cinco abraços por mês

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publicado no Ciência Maluca

Largue esse celular, desencane do WhatsApp e vá encontrar alguém pessoalmente. Mas conversar, cara a cara, não é suficiente. Se você quiser mesmo se sentir mais feliz, o negócio é tocar, abraçar, beijar seus amigos.

Parece ciência de boteco? Ideia de hippie paz e amor? Pois não é. Isso é papo da neurociência. “Tocar não é uma opção para os seres humanos. É fundamental”, escreve David Linden, neurocientista da Universidade Johns Hopkins.

A explicação dele começa com recém-nascidos. Bebês que não recebem toques carinhosos no começo da vida levam mais tempo para se desenvolver e ainda tendem a apresentar mais problemas de cognição e autocontrole ao longo da vida. Não é preciso muito para colocar um fim nessa carência: uma horinha de carinho resolve o problema.

Mas não é só no começo da vida. A necessidade de receber carinho vai te acompanhar para sempre. “Toque interpessoal é crucial para formar uma ‘cola social’. Reforça os laços entre pais e filhos, entre casais. Aumenta as emoções de gratidão, simpatia e confiança”, completa Linden.

O segredo dessa mágica está na liberação de uma substância: a ocitocina. Ela faz parte do sistema de recompensa do cérebro e, para te estimular a repetir uma ação, enche seu corpo com uma sensação de prazer e bem-estar, quando você recebe ou dá um abraço.

Não à toa, quando estudantes da Universidade da Penn State receberam a missão de trocar pelo menos 5 abraços por mês, o nível de felicidade reportado por eles aumentou.

Fácil, não é?

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