Negócios românticos são o futuro, diz guru de marketing

Em sua palestra na HSM Expo 2016, Tim Leberecht fala de como a falta de intimidade pode influencia na relação das empresas com os consumidores

Tim Leberecht: Steve Jobs, Richard Branson e Elon Musk são os melhores exemplos de empresários apaixonados

Tim Leberecht: Steve Jobs, Richard Branson e Elon Musk são os melhores exemplos de empresários apaixonados

Tatiana Vaz, na Exame

Em mundo cada vez mais conectado e digital, as pessoas estão cada vez mais depressivas e sozinhas. A intimidade e o acolhimento nunca foram tão importantes para todos.

“Os profissionais, e as empresas, passaram a competir com máquinas e deveriam investir na única coisa que só os humanos possuem: romantismo, amor pelo que faz”, diz o alemão Tim Leberecht, guru de marketing, em sua palestra na HSM Expo 2016, em São Paulo.

Com mais de vinte anos de experiência no ramo, Leberecht fundou a Romantic Business Society, um coletivo mundial que ajuda empresas a fortalecer suas marcas.

Romântico assumido, ele defende a ideia de que as companhias – e as pessoas por trás delas – não podem deixar de lado o romantismo, ingrediente que fez Steve Jobs levar a Apple chegar onde está.

“Steve Jobs, Richard Branson e Elon Musk são os melhores exemplos de empresários apaixonados por seus negócios e são exemplos a serem seguidos”, afirma o especialista.

É a paixão que move as pessoas, que as fazem buscar o novo, o imprevisível, o criativo. “É ela também que nos diferencia das máquinas e que nos une em essência”, afirmou ele.

O uso desse conceito de imagem é o que traz sucesso para o Airbnb, com a ideia de sua casa em qualquer lugar, e a Moleskine, fabricante de um modelo de caderno, algo analógico, mas pessoal e que remete ao passado.

“São negócios que trazem uma experiência real e de intimidade com os consumidores, além de uma certa nostalgia com algo que perdemos e nos faz falta”, disse.

A necessidade desse contato físico real entre as pessoas é o que as motiva, na opinião de Leberecht, a enfrentar longas filas no lançamento de iPhones ou na disputa pela caça de Pokemons nas ruas.

“As empresas precisam entender que deixar o romantismo de estar presente, de fazer as pessoas estarem presentes só as fará bem”, concluiu.

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