Vítima de câncer, garoto de 5 anos morre nos braços do Papai Noel após ter seu último desejo realizado

Aos 80 anos, Eric é engenheiro e Papai Noel: abraço em pequeno fã antes de sua partida (foto: Reprodução/Facebook)

Aos 80 anos, Eric é engenheiro e Papai Noel: abraço em pequeno fã antes de sua partida (foto: Reprodução/Facebook)

Publicado no Extra

Quem vê Eric Schmitt-Matzen andando pela rua, pode imaginar que o senhor de 80 anos é, na verdade, a encarnação do Papai Noel. E não é para menos: sua barba cheia e branca já lhe deu até vitória em concursos. Seu nascimento data de 6 de dezembro, dia de São Nicolau, figura religiosa ligada ao mito do “Santa Claus”. Já fez curso profissional de Papai Noel, tem traje oficial guardado em casa e se apresenta em hospitais, shoppings e eventos natalinos.

Eis que há alguns dias Eric teve de botar à prova toda essa aura de Papai Noel. Voltando de mais um dia de trabalho na empresa que comanda, na cidade de Jacksboro, no Tennessee (EUA), o engenheiro recebeu o telefonema de uma amiga enfermeira. Ela contava que havia um garotinho de 5 anos, vítima de um câncer terminal, que tinha um último pedido: conhecer o Papai Noel.

Eric chegou a sugerir à amiga que voltaria até sua casa para vestir seu “uniforme” de Natal. No entanto, ela afirmou que não havia tempo e que sua barba e biotipo dariam conta. O Bom Velhinho de Jacksboro, então, chegou ao hospital em 15 minutos.

Lá, encontrou os pais do menino, que haviam comprado e embrulhado um brinquedo para que ele desse ao filho. Eric, então, foi sincero: antes de entrar na UTI, pediu para eles ficassem do lado de fora, caso não conseguissem controlar a emoção. E assim aconteceu: o Papai Noel ficou a sós com seu pequeno fã.

“Quando cheguei perto dele, estava tão fraco que parecia que iria adormecer a qualquer momento. Disse a ele: ‘Ei, que história é essa que ouvi sobre você sentir saudade do Natal: Não tem como você sentir falta do Natal? Sabe por quê? Porque você é meu duende número 1’. Ele olhou pra mim e disse: ‘Sou?’. Eu respondi: ‘Claro!’. Então dei a ele o presente, que ele quase não conseguiu desembrulhar, de tão fraco que estava”, contou Eric em entrevista ao jornal local “Knoxville News Sentinel”.

“Eles dizem que vou morrer”, continuou o menino. O Papai Noel, então, relata que o garotinho perguntou a ele como ele diria, após sua morte, para onde deveria ir. “Quando você chegar lá, diga a eles que você é o duende número 1 do Papai Noel, e eu saberei que eles deixarão você entrar”, relembra Eric.

Em seguida, o garoto abraçou o Velhinho e dito mais uma pergunta: “Papai Noel, você pode me ajudar?”. “Envolvi meus braços em torno dele. Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ele morreu naquele momento. E fique ali, abraçando-o por mais alguns minutos”, conta o engenheiro em sua entrevista.

“Todos notaram o que havia ocorrido. A mãe, desesperada, gritava: ‘Não, não, não agora!’. Deixei ele deitado e saí da UTI o mais rápido que pude. Fui para casa chorando o caminho todo, mal conseguia dirigir. Passei quatro anos no Exército, vi muita coisa…sei que médicos e enfermeiras estão acostumados com esse tipo de situação diariamente, mas eu não sei como eles enfrentam”, confessa Eric.

Ao “Knoxville News Sentinel”, o Papai Noel comenta que chegou a cogitar o abandono da função natalina, mas logo depois de seu primeiro show realizado depois da morte do pequeno fã, voltou atrás da ideia. “Ver aquelas crianças rindo me fez refletir que devo continuar atuando. Por elas e por mim”, diz Eric.

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