Infantilização: falar no diminutivo é benéfico para as crianças?

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Publicado no Catraca Livre

É quase patológico: bastou avistar um bebê ou criança pequena para sairmos falando em uma sucessão de diminutivos: “Cadê o bebezinho da mamãezinha?”, “Vamos colocar a roupinha?”, “Hum, que delicinha essa sopinha de cenourinha!” e outras variações do dialeto alternativo que assumimos na frente de uma criança. Mas afinal, essa postura prejudica o desenvolvimento infantil? Como agir quando os pequenos começam a se comunicar com palavras?

Há especialistas que até defendem alterar a entonação na hora de conversa com o bebê, com o intuito de construir uma ligação afetiva com ele. Não por acaso, em todos os idiomas, há um jeito ‘infantil’ de falar: o bom e velho ‘tatibitate’: falar errado de modo deliberado. Porém, a fala exageradamente infantilizada passa a ser um problema quando se mantém mesmo depois de a criança aprender as palavras de forma correta. O importante é o adulto ter o cuidado de acompanhar o ritmo de desenvolvimento das crianças.

“Até que a criança tenha domínio dos fonemas e de algumas palavras, pode usar diminutivo e alongamento de palavras. Após a fase de aquisição de linguagem, é importante que falemos em ritmo e modulação mais adequados, utilizando uma tonalidade menos infantil”, alerta a fonoaudióloga Alessandra Garcia, em entrevista ao site Disney Babble.

Para ela, mais importante do que o que falamos, é como falamos. Isso impacta diretamente nos vínculos que o adulto estabelece com as crianças. “Fale sempre olhando nos olhos e articule bem as palavras. Use bastante modulação na voz, para permitir uma interação maior, explica.

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