Garotos que brincam com bonecas se tornam crianças mais carinhosas e empáticas

publicado na Galileu

A norte-americana Kristen Jarvis vasculhou as lojas de brinquedos em busca de uma boneca para o filho de dois anos. Só achou bonecas femininas, bebês e super-heróis. Não era nada do que esperava. Grávida, Jarvis queria um boneco para mostrar a ele como seria divertido ter um irmão. Mas se nos Estados Unidos é difícil encontrar um brinquedo desses, imagine, então, no Catar, onde Jarvis vivia.

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Porém, brinquedos assim deveriam existir. De acordo com Christia Spears Brown, psicóloga da Universidade do Kentucky, nos Estados Unidos, bonecas ajudam as crianças a desenvolver empatia. Como simulam situações reais da vida, elas conversam e tomam conta das bonecas, como se fossem amigas de verdade, aprendendo a ser mais carinhosas e cuidadosas.

E meninos gostam dessas brincadeiras tanto quanto as garotas, principalmente até o primeiro ano de vida. “Eles recebem menos estímulos para desenvolver empatia. Ainda que o cérebro seja um pouco diferente, eles se interessam por pessoas tanto quanto as meninas, passam o mesmo tempo observando os outros”, escreve Brown no livro Parenting Beyond Pink & Blue (Paternidade Além do Rosa e Azul, em tradução livre). Ou seja, nada prova que garotos tenham desinteresse nato por brincadeiras que simulem interações humanas, como as com bonecas. Existe só o preconceito dos pais.

Foi por isso que Jarvis e a irmã decidiram criar a marca Boy Story, que lançou recentemente os primeiros bonecos, graças a mais de US$ 28 mil arrecadados em crowdfunding. Deram vida a Billy, negro de cabelos crespos, e Mason, branco de cabelos lisos. “Queremos diversidade, fazer com que mais crianças sejam representadas”, diz.

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