STF decide mandar goleiro Bruno de volta à prisão

Bruno Fernandes begins training as the new goalkeeper at the BOA Esporte club in the city of Varginha, Minas Gerais, southeast Brazil on March 14, 2017. Boa Esporte signed Fernandez, a former goalkeeper of Atletico MG and Flamengo, who was in prison since 2010, accused of involvement in the murder of his girlfriend Eliza Samudio and sentenced in 2013 to 22 years. He was released from prison last month after an appeal to the Supreme Court. / AFP PHOTO / CRISTIANE MATTOS

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Publicado em O Povo

Por 3 a 1, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu ontem mandar de volta para a prisão o goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza, condenado a 22 anos e 3 meses de prisão pela morte e ocultação de cadáver de Eliza Samudio e pelo sequestro e cárcere privado do filho.

Por maioria, o colegiado decidiu não referendar a liminar que havia sido concedida pelo ministro Marco Aurélio Mello no dia 21 de fevereiro deste ano. Ao analisar o caso, Marco Aurélio considerou o fato de o jogador possuir bons antecedentes, além de destacar que o recurso apresentado pela defesa ainda não havia sido apreciado pela Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

“Não podemos julgar a partir do clamor social. Se fizermos uma pesquisa hoje, vamos ver que a sociedade está indignada com a corrupção que assola o País e quer sangue, vísceras, e não o devido processo legal”, disse Marco Aurélio.

Os ministros Alexandre de Moraes, Rosa Weber e Luiz Fux votaram a favor de mandar de volta para a prisão o goleiro, conforme havia sido pedido pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O ministro Luís Roberto Barroso não compareceu à sessão.

Em 2013, o Tribunal do Júri da Comarca de Contagem (MG) condenou Bruno pelo assassinato e ocultação de cadáver de Eliza Samudio e também pelo sequestro e cárcere privado do filho. O goleiro foi solto com a liminar de Marco Aurélio, após cumprir seis anos e sete meses de detenção em regime fechado.

“O próprio corpo de jurados assentou a crueldade do crime, a impossibilidade de defesa da vítima, a tortura, as mutilações e as degradações do corpo e o pior, da memória, já que o corpo não foi encontrado”, ressaltou Fux.

“Estamos diante de um crime hediondo. Não se dá liberdade provisória a crime hediondo, são fatos gravíssimos. Casos como esse merecem um tratamento diferenciado”, concluiu Fux.

Fora da prisão, Bruno fechou um contrato com o Boa Esporte, clube mineiro de Varginha, que foi criticado nas redes sociais após anunciar a aquisição do passe do jogador.

O STF deve enviar “imediatamente” um ofício à Vara de Execução Penais de Contagem (MG), comunicando as autoridades locais que a liminar do Marco Aurélio Mello foi revogada. (Agência Estado)

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