Iceberg gigantesco está quase se desprendendo na Antártida

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publicado na Galileu

Um pedaço de iceberg de 5 mil quilômetros quadrados, quase do tamanho da área do Distrito Federal, está prestes a se desprender de uma plataforma de gelo conhecida como Larsen C, na Antártida. O acontecimento é resultado de uma fenda que se abriu na geleira em 2010 e hoje passa dos 130 quilômetros de extensão —dentro de alguns meses o iceberg poderá se soltar totalmente, de acordo com especialistas.

O Larsen C é uma das maiores extensões flutuantes de geleiras que formam o continente de gelo e possui aproximadamente 50 mil quilômetros quadrados de área. A única coisa agora que a prende ao fragmento de iceberg é uma faixa de apenas 20 quilômetros de gelo.

A fissura entre eles já possui 100 metros de largura e 500 de profundidade: só no mês de maio, o crescimento da fisurra foi de 18 quilômetros. Quando ela se quebrar por completo, o Larsen C perderá 10% de sua área e o iceberg entrará para a lista das dez maiores massas de gelo que já se soltaram da Antártica.

Os pesquisadores do Levantamento Antártico Britâncio (BAS) e do Projeto Midas — uma parceria entre as Universidades de Swansea e Aberystwyth, no País de Gales — vêm monitorando a situação da plataforma de gelo por meio de visitas ao local e o uso de satélites. Segundo alguns deles, a soltura deste grande pedaço de gelo pode significar o início do colapso da Larsen C.

Para eles, a plataforma irá seguir os exemplos de suas irmãs, Larsen A e B. A primeira era a menor delas, que se soltou em 1995 e já derreteu completamente. A segunda perdeu um fragmento grande no ano de 2002 e, desde então, foi encolhendo rapidamente. A previsão é de que seu desaparecimento completo ocorrerá até o final da década atual.

Segundo os pesquisadores, o derretimento dessas plataformas não aumentará muito o nível do mar do planeta, já que essas plataformas se encontram na água. Se todo o Larsen C desaparecer, os oceanos do mundo subirão apenas 10 centímetros. Porém, seu derretimento é preocupante porque acelera o deslocamento de geleiras continentais para o litoral antártico, o que poderia afetar seriamente a altura das águas globais.

Os cientistas explicam, no entanto, que não é possível afirmar com certeza que o episódio é resultado direto do acontecimento global. Segundo eles, isso pode fazer parte do ciclo de vida natural dessas plataformas. Mas ressaltam que o efeito estufa com certeza “não ajudou” na contenção de episódios como esse.

“A desintegração do Larsen A e Larsen B, ligeriamente ao norte, é algo amplamente aceito como resultado direto do aquecimento global”, explicou Adrian Luckman, um dos líderes do Projeto Midas e professor da Universidade de Swansea ao periódico britânico The Guardian.

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