O impacto da religiosidade após os 65 anos de idade

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Publicado na Veja

Quanto mais as pessoas oram, mais elas tendem a se sentir felizes. De acordo com novo estudo, publicado no periódico científico Journal of Ageing and Health, pessoas religiosas são mais propensas a terem maior bem-estar na terceira-idade do que os descrentes.

Pesquisadores da Universidade Baylor, nos Estados Unidos, descobriram que pessoas religiosas, com 65 anos ou mais, tendem a ser mais otimistas, seguras de si e satisfeitas com suas vidas em relação às não religiosas. No entanto, os efeitos variam dependendo da forma como as pessoas veem Deus. Aquelas que veem a entidade como “amorosa” e “íntima” são mais propensas e encontrar a felicidade a partir da oração do que aquelas que a vêem como “exigente” e “distante” de si.

O estudo

“O que descobrimos é que a oração pode estar associada a diferentes níveis de bem-estar, dependendo de como você percebe Deus. Em poucas palavras, os benefícios psicológicos da oração para as pessoas parecem depender da qualidade de seu relacionamento com Ele.”, disse Blake Kent, sociólogo da Universidade Baylor, ao tabloide britânico Daily Mail.

Cerca de 1.000 pessoas, próximas dos 65 anos de idade, responderam um questionário sobre sua fé. Os participantes foram divididos em três grupos: cristãos praticantes, ex-cristãos e ateus. Todos responderam as mesmas perguntas concentrando-se em três tópicos: otimismo, autoestima e contentamento. Além disso, foram questionados sobre sua relação com Deus.

Os resultados mostrara que as pessoas que tinham maior confiança em Deus também apresentavam um aumento acentuado no nível de bem-estar quanto mais elas oravam. Aquelas com apego “médio” a Deus, obtiveram um aumento conforme a frequência de suas orações. Já as que se sentiam distantes, mostraram uma queda do nível de bem-estar depois de orar.

Poder da oração

Os resultados sugerem que pessoas com fortes crenças religiosas podem aumentar seu bem-estar praticando-a regularmente. No entanto, segundo os especialistas, aqueles que não têm, não devem ser forçados a acreditar, pois isso pode prejudicar a saúde mental.

“Deus é visto como um porto seguro? Então a oração pode ter um benefício. Se Deus está distante ou não é confiável, então, pode ser uma história diferente. Quando você não pode confiar em Deus, a oração não está associada à procura de ajuda e cuidado, mas com incerteza e ansiedade. Há uma falsa ideia de que a oração é automaticamente boa para o bem-estar, mas esse não é o caso para todos”, explicou Kent.

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