Mulher tem últimos anos apagados após convulsão e esquece marido

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Publicado no Catraca Livre

A inglesa Sally Hobson, 39, sofreu há 3 anos uma convulsão e, desde então, a qualquer momento pode esquecer-se de todos os fatos relacionados à sua vida, como hobbies, compromissos e até o marido. É ele que, junto com amigos e familiares, ajuda Sally a relembrar momentos preciosos.

A história lembra o filme “Como Se Fosse a Primeira Vez” (2004) que conta a história de como Henry (Adam Sandler) faz para conquistar diariamente a amada, Lucy (Drew Barrymore), que sofre de ‘perda de memória recente’ em decorrência de um acidente de carro.

No caso da vida real, o problema teve início em janeiro de 2014, quando Sally sofreu uma convulsão que a deixou em coma por seis semanas.

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Quando acordou, era como se a mente dela tivesse sido reprogramada e a inglesa não conseguia lembrar-se dos últimos cinco anos, esquecendo inclusive que se casou e quem era o marido, segundo matéria do Daily Mail.

Após esse episódio, ela foi diagnosticada com epilepsia incomum e toda vez que ela tem uma convulsão – que pode ser sete vezes por mês – sua memória é parcialmente apagada.

“Essa condição é tão injusta. Eu sofro severamente, perda de memória longa e curta após as convulsões. Esta condição parece piorar com cada ataque. Cada episódio vai tirando um pouco mais da minha vida. Não me lembro do dia do meu casamento, das festas de aniversário que tive, dos hobbies que tenho”, disse Sally, em sua primeira entrevista.

Com a ajuda de amigos, familiares e particularmente de seu devotado marido, Neil, 41, ela começou a reunir o quebra-cabeça de sua vida juntos. Casados desde 2012 em, eles estavam tentando ter um bebê antes do ocorrido com Sally.

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Ela não lembra a data de seu aniversário, detalhes significativos de seu passado, esquece nomes e eventos pouco depois que eles acontecem.

“Não vou lembrar se um amigo me convidou para jantar na próxima semana. É inútil ler um livro, se você esquecer o primeiro parágrafo antes de chegar ao segundo capítulo. O passado é apenas um borrão, quase um sonho vago” diz.

Sally, que não tem história de epilepsia em sua família, conta como aconteceu a primeira convulsão: “Aparentemente, eu me virei para o meu marido quando subi na cama uma noite e comecei uma conversa. As palavras eram claras e articuladas, mas a sentença não era”. Neil percebeu que algo estava errado e chamou a emergência.

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Quando acordou do coma induzido ela não conhecia ninguém – incluindo seu marido, pai Mick, 67, mãe Pat, 65 anos e irmã Helen, 33.

Gradualmente, com a reabilitação, sua presença e amor contínuos, ela percebeu – embora não recordasse seu papel exato em sua vida – que conhecia e amava Neil.

A lembrança da família voltou. Mas, ainda assim, grandes pedaços de seu passado permanecem envoltos em mistério.

Sally diz nunca ter certeza se ela realmente lembra-se das coisas e fatos ou se sabe da existência deles porque alguém lhe mostrou fotos de um evento ou contou sobre isso, na tentativa de que ela reavive a memória.

“Neil me mostrou as nossas fotos de casamento repetidamente. Nós costumávamos muito para a Cornualha, então nós visitamos lá. No entanto, não lembro disso” conta.

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Ela chegou a retornar para o emprego como gerente em uma rede de varejo, mas acabou deixando o trabalho devido às convulsões descontroladas – provavelmente o resultado de um vírus desconhecido.

“No começo, imaginava-se que sofria com perda de memória de um determinado período no tempo, mas agora é evidente que não consigo reter mais do que algumas lembranças. É difícil lidar com o olhar nos olhos de alguém que você ama quando você diz a eles que não se lembra de algo que é precioso ou óbvio para eles – como um feriado que vocês desfrutaram juntos, alguém que vocês conhecem ou um marco em suas vidas”, conta.

Sally afirma que é como se sua memória tivesse sido roubada e, muitas vezes, a fez duvidar de quem era ela e as coisas ao seu redor.

“Você confia em outros para contar sobre seu passado, então você está vivendo quase sempre em uma história”, finaliza.

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