Descubra no IBGE se seu nome saiu de moda no Brasil ou está na crista da onda

Publicado no El País

O ano era 1995 e a novelista Glória Pérez trazia um novo folhetim de sucesso à TV Globo. Dezenas de vezes por capítulo em Explode Coração, o nome da protagonista soava: “Dara”, dizia o cigano Igor na tela. Anos depois, o IBGE mostra que a personagem interpretada por Tereza Seiblitz calou fundo nos telespectadores. O nome deu um salto espantoso: crescimento de 4.592% na década de 1990. Eram apenas 163 Daras no anos 80 e foram contabilizadas nada menos que 7.648 na década seguinte.

Tereza Seiblitz, a Dara, e Ricardo Macchi, Igor, em 'Explode Coração' TV GLOBO

Tereza Seiblitz, a Dara, e Ricardo Macchi, Igor, em ‘Explode Coração’ TV GLOBO

O dado curioso faz parte do levantamento inédito que o IBGE publicou nesta quarta-feira, com base no Censo de 2010. O instituto registrou 130.348 nomes diferentes na população, 63.456 masculinos e 72.814 femininos. Não há surpresas entre os campeões: Maria, com 11,7 milhões, e José, com 5,7 milhões, são os recordistas. Provavelmente não é uma coincidência que o casal mais emblemático do cristianismo esteja tão bem representado num país como o Brasil.

O mais interessante (e viciante) é o que o IBGE disponibilizou, no site dedicado ao projeto “Nomes do Brasil”, uma ferramenta (clique aqui) onde todo mundo pode ver a evolução da popularidade de seu nome através do tempo. Você se chama como se chama por uma idiossincrasia do seus pais ou apenas por mais um modismo de época?

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O caso de Dara não é isolado. Cauã passou de 2.069 pessoas na década de 90 para 83.253 na década passada, com o estrelato do ator Cauã Reymond. É possível saber que Estado da federação tem predileção por seu nome. No caso de Cauã, é o Rio de Janeiro.

Cauã, que participou de campanha contra violência contra a mulher.

Cauã, que participou de campanha contra violência contra a mulher.

O levantamento por décadas também mostra a ascensão e queda de alguns nomes. É o caso de Raimunda.

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Também mostra que, se você se chama Flávia, por exemplo, o mais provável é que encontre por aí muito mais pessoas na casa dos 30 anos do que crianças se chamando assim. O nome, ao lado de André, era muito mais popular nos anos 80 do que é hoje. Ou seja, Flávia, você não está mais na moda.

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O IBGE também permite também que você veja as variantes de um nome no Brasil: Carolina, Karulina, Caralina. Mas, se você imagina que seus pais foram criativos demais na hora de escolher seu nome, a ferramenta pode te frustrar. O “Nomes do Brasil” avisa que só nomes com mais 20 ocorrências foram contabilizados. Boa sorte!

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