Sabia que existe uma teoria de que não estamos em 2017, mas sim em 1720

publicado no Mega Curioso

A humanidade certamente não concorda em tudo, não é mesmo? Afinal, nem todo mundo torce para o mesmo time, segue a mesma crença, defende a mesma ideologia política, tem os mesmos gostos musicais… enfim! As opiniões divergem, e isso é absolutamente normal. Entretanto, se há uma coisa com a qual a grande maioria das pessoas concorda é que estamos no ano de 2017, certo? Bem, mais ou menos! Isso porque existe um pesquisador que garante que quase 300 anos foram adicionados à nossa história e que, na realidade, estamos em 1720.

De acordo com Katie Serena, do site All That Is Interesting, essa é a teoria proposta por um historiador alemão chamado Heribert Illig, que acredita que o calendário gregoriano é uma picaretagem e que 297 anos na Idade Média não passam de invenção. E o mais fascinante é que, apesar de parecer maluquice, Heribert se baseou em levantamentos históricos, registros arqueológicos e muita pesquisa para desenvolver a sua ideia.

Hipótese do Tempo Fantasma
Segundo Katie, a teoria de Heribert foi batizada de “Hipótese do Tempo Fantasma” e, de acordo com ela, a confusão de calendários remonta ao ano 1000 da Era Cristã e se trata de uma conspiração envolvendo três líderes mundiais da época para alterar o sistema de datação. Calma… já vamos explicar melhor!

Heribert acredita que Oto III, do Sacro Império Romano-Germânico, Constantino VII, Imperador Bizantino, e o Papa Silvestre III se reuniram e fizeram umas tramoias para mudar o calendário de forma que o reinado de Oto pudesse ser iniciado no ano 1000 — em vez de no ano de 996. Segundo o alemão, a razão seria simplesmente que o trio achava que esse ano soava muito mais imponente e significativo do que o de 996.

Então, de acordo com Heribert, para pôr o plano em andamento, Oto, Constantino e o Papa alteraram documentos da época, criaram uma porção de acontecimentos que nunca existiram e inventaram pessoas de mentirinha. Sendo assim, segundo a teoria do alemão, Carlos Magno, o primeiro Imperador dos Romanos, por exemplo, não passou de uma lenda que foi “produzida” pelo o trio, juntamente com 297 anos de história. Tudo lorota.

Evidências
De acordo com Katie, Heribert alega que a “mentira” pegou porque o sistema de datação de artefatos medievais é falho e também porque a grande maioria dos estudiosos se apoia nos documentos escritos da época medieval para reconstruir a História. Contudo, os levantamentos dele teriam mostrado que existe algo muito estranho com o período compreendido entre os anos de 614 e 911.

Antes de 614, conforme observou Hilbert, existem registros de diversos acontecimentos significativos, assim como após 911. Entretanto, entre esses dois anos, por alguma razão, não rolou nada de muito interessante — e o alemão acha isso muito suspeito. Ademais, o historiador diz ter descoberto discrepâncias matemáticas entre o calendário Juliano, que divide o ano em 365 dias e 25 minutos, e o Gregoriano, que é o que se encontra em uso oficial atualmente e tem 11 minutos a mais.

Você achou que esse papo de que Oto, Constantino e o Papa se uniram para conspirar meio sem pé nem cabeça? Pois existe outro estudioso que apoia a teoria de Heribert. Segundo Katie, esse cara se chama Hans-Ulrich Niemitz e chegou a publicar um livro sobre o assunto, no qual lista mais evidências quanto à Hipótese do Tempo Fantasma.

Niemitz defende a ideia de que, na cronologia aceita pela maioria dos historiadores, entre a Antiguidade e a Renascença — período compreendido entre os anos 1 e 1500 — existem 300 “sobrando”. É claro que a hipótese proposta por Heribert e apoiada por Niemitz tem muitos (muitos mesmo) críticos na área acadêmica, mas, pelo menos, Niemitz admite que existem argumentos que podem invalidar essa fascinante proposta. E aí, caro leitor, já pensou se os dois estão certos e, de repente, todo mundo tem quem se acostumar com a ideia de que estamos em pleno século 18?

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