7 atitudes que geralmente levam ao divórcio

Publicado no Hypescience

Ninguém pode dizer com certeza que um casal vai terminar seu relacionamento. Mas os cientistas sociais ficaram muito bons em prever quem tem mais probabilidades de chegar a um divórcio. Esses casais compartilham certas semelhanças – desde a maneira como eles brigam e da maneira como ele descrevem seus relacionamentos, mas também no nível de educação e no status de emprego que possuem.

Abaixo, estão sete fatores que preveem um divórcio.

7. Casar-se na adolescência ou após os 32 anos

O melhor momento para se casar é quando você se sente pronto e quando você encontra alguém com quem você acredita que possa passar o resto da vida. Ninguém deve forçar ou evitar nada nesse caso por causa de um estudo social.

Porém, as pesquisas sugerem que os casais que se casam na adolescência e casais que se casam no meio de seus 30 anos mais correm maior risco de divórcio do que os casais que se casam no fim de seus 20 anos ​​e no início dos 30. O risco é especialmente elevado para adolescentes.

Estas informações estão de acordo com pesquisas conduzidas por Nicholas Wolfinger, professor da Universidade de Utah, nos EUA. Após os 32 anos, Wolfinger descobriu que as chances de divórcio aumentam cerca de 5% ao ano. “Para quase todos, o final dos vinte anos parece ser o melhor momento para acasar”, diz ele.

Outras pesquisas, publicadas em 2015 na revista Economic Inquiry, descobriram que as chances de divórcio entre os casais heterossexuais aumentam com a diferença de idade entre os cônjuges.

O estudo descobriu que uma diferença de um ano nas idades de um casal torna-os 3% mais propensos a se divorciar quando comparados com um casal da mesma idade. Uma diferença de 5 anos faz essa probabilidade subir para 18%, e uma diferença de 10 anos faz com que a probabilidade de divórcio seja 39% maior.

6. Ter um marido que não trabalha em tempo integral

Um estudo de Harvard de 2016, publicado na American Sociological Review, sugere que não são as finanças de um casal que afetam suas chances de divórcio, mas sim a divisão do trabalho.

Quando a pesquisadora, Alexandra Killewald, analisou os casamentos heterossexuais que começaram após 1975, ela descobriu que os casais em que o marido não tinha um emprego em tempo integral tinham uma chance de 3,3% de se divorciar no ano seguinte, em comparação com 2,5% entre os casais em que o marido tinha um emprego assim.

O status de emprego das esposas, no entanto, não afetou muito as chances de divórcio do casal. A pesquisadora conclui que o estereótipo de sustento masculino ainda está muito vivo e pode afetar a estabilidade conjugal.

5. Não terminar o ensino médio

Pesquisas sugerem que casais que passam mais tempo na escola têm menos chances de divorciar-se.

Uma publicação no site do Bureau of Labor Statistics ilustra um resultado do National Longitudinal Survey of Youth (1979), que analisou os padrões de casamento e divórcio de um grupo de jovens.

“A chance de um casamento terminar em divórcio foi menor para as pessoas com mais educação, com mais da metade dos casamentos daqueles que não completaram o ensino médio terminando em divórcio em comparação com aproximadamente 30% dos casamentos de graduados na faculdade”, diz a publicação.

Pode ter que ver com o fato de que uma menor escolaridade prevê uma menor renda – o que, por sua vez, prevê uma vida mais estressante.

“O que eu acho que está acontecendo é que é realmente difícil ter um casamento produtivo e feliz quando suas circunstâncias da vida são tão estressantes e quando sua vida cotidiana envolve, digamos, três ou quatro rotas de ônibus para chegar ao seu trabalho”, diz o psicólogo Eli Finkel.

4. Mostrar desprezo pelo seu parceiro

John Gottman, psicólogo da Universidade de Washington e fundador do Gottman Institute, chama certos comportamentos em um relacionamento de “os quatro cavaleiros do apocalipse”. Isso porque eles prevêem o divórcio com uma precisão assustadora:

Desprezo: ver o seu parceiro abaixo de você (Gottman chama esse comportamento do “beijo da morte” para uma relação).
Crítica: transformar um comportamento em uma declaração sobre o caráter do seu parceiro.
Defensividade: se fazer de vítima durante situações difíceis.
Obstrução: Bloquear as conversas com respostas evasivas ou falta de respostas.

Essas conclusões são baseadas em um estudo de 14 anos de 79 casais de todo o meio-oeste dos EUA, que Gottman realizou junto com o psicólogo Robert Levenson, da Universidade da Califórnia. Mesmo que esse estudo particular seja pequeno, outra década de pesquisa apoia os resultados.

3. Ser excessivamente carinhoso como os recém-casados

Se você não está inclinado a abraçar e beijar e segurar as mãos como os recém-casados, isso pode ser um problema. Mas se você praticamente precisa ser desgrudado de seu parceiro, isso também pode ser um problema.

O psicólogo Ted Huston acompanhou 168 casais por 13 anos – desde o dia do casamento. Huston e sua equipe realizaram várias entrevistas com os casais ao longo do estudo.

Aqui está uma descoberta fascinante, do artigo resultante que foi publicado na revista Interpersonal Relations and Group Processes em 2001: “Como os recém-casados, os casais que se divorciaram depois de sete ou mais anos eram quase afetuosos demais, mostrando cerca de um terço mais carinho do que os cônjuges que mais tarde estavam felizmente casados”.

“Casais cujos casamentos começam em felicidade romântica são particularmente propensos a divórcios porque essa intensidade é muito difícil de manter. Acredite ou não, casamentos que começam com menos romance geralmente têm futuros mais promissores”, resumiu Aviva Patz na revista Psychology Today.

2. Se retirar durante o conflito

Evitar conversas difíceis não é um bom sinal. Um estudo de 2013, publicado no Journal of Marriage and Family, descobriu que os comportamentos de “abstinência” dos maridos predisseram maiores taxas de divórcio. Esta conclusão baseou-se nas entrevistas dos pesquisadores com cerca de 350 casais recém-casados​ em Michigan, nos EUA.

Enquanto isso, um estudo de 2014, publicado na revista Communication Monographs, sugere que os casais envolvidos em padrões de “demanda e retirada” – ou seja, um parceiro pressionando o outro e recebendo o silêncio em troca – são menos felizes em seus relacionamentos.

O principal autor do estudo, Paul Schrodt, da Universidade Cristã do Texas, diz que é um padrão difícil de quebrar porque cada parceiro pensa que o outro é a causa do problema. Isso exige ver como seus comportamentos individuais estão contribuindo para o problema e usar estratégias de gerenciamento de conflitos diferentes e mais respeitosas.

1. Descrever seu relacionamento de forma negativa

Em 1992, Gottman e outros pesquisadores da Universidade de Washington desenvolveram um procedimento chamado “entrevista da história oral”, no qual eles pedem aos casais que conversem sobre diferentes aspectos de sua relação.

Ao analisar as conversas, os pesquisadores conseguem prever quais casais se dirigem para o divórcio.

Em um estudo, publicado em 2000 no Journal of Family Psychology, Gottman e colegas colocaram 95 casais recém-casados no procedimento da entrevista da história oral. Os resultados mostraram que as pontuações dos casais em certas medidas prevêem a força ou fraqueza de seu casamento.

Essas medidas incluíram:

Afeto um pelo outro; “Nós”: o quanto cada cônjuge enfatiza a unificação no casamento; Expansividade: quanto cada parceiro elabora o que o outro está dizendo; Negatividade; Decepção no casamento; e o quanto o casal descreve seu casamento como caótico. [Science Alert]

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