7 dicas para capturar fotos mais nítidas

publicado no Designerd

Desfocar uma foto é muito fácil e pode dar efeitos interessantes para criar planos de fundo em banners, montagens, etc. Mas dar nitidez a uma foto muitas vezes é uma tarefa que não tem um resultado satisfatório na pós produção. Então, o jeito é focar na hora da captura, literalmente.

Pensando nisso separamos 7 dicas que podem ajudar os amantes de fotografia nesse sentido. Confira:

Use a velocidade correta do obturador

Regra básica, mas sempre bom lembrar: fotos em movimento só podem ser capturadas pela velocidade correta. Se deixar a velocidade muito baixa, tudo sairá borrado, se deixar muito alta, tudo será congelado, dando uma impressão de que o movimento nem estava acontecendo.

Conforme a situação, você conseguirá resultados surpreendentes. Mas muitas vezes não poderemos fazer todas as configurações manuais para não perder o momento que está literalmente correndo a nossa frente.

Ainda bem que muitas câmeras tem o modo S, que te dá o controle da velocidade do obturador e o restante é definido automaticamente. Assim conseguimos congelar o momento do jeito que achar melhor.

Faça alguns testes e divirta-se.

Use lentes de qualidade

Aqui não tem jeito. As lentes são os olhos da câmera e responsáveis por grande parte do resultado positivo ou negativo de uma foto. E melhores lentes (em termos de tecnologia) serão bem mais caras mesmo.

Mesmo dentro das lentes originais da fabricante de sua câmera você poderá encontrar exemplos que não trarão bons resultados.

Mas uma boa lente não quer dizer necessariamente uma lente enorme.

Pelo menos no início (e dependendo do ramo, para sempre), podemos utilizar algumas lentes ótimas para determinadas situações, mas elas serão limitadas àquele tipo de fotografia, que são o caso das objetivas fixas.

Essas tem um custo bem reduzido mas trazem uma qualidade muito boa. As tradicionais 35, 50, 60, 100mm são prova disso. Conseguem resultados ótimos, mas por não ter “zoom” não são as mais flexíveis em fotos de diferentes situações. Mas sua inflexibilidade é compensada nos valores que sua abertura podem chegar.

Use um tripé

Paisagens combinam com fotos capturadas com uma exposição um pouco maior, permitindo capturar mais detalhes. Mas o fato da paisagem estar parada não quer dizer que você também esteja. Por isso um tripé aqui é muito importante para não dar aquela mexidinha na mão.

Existem tripés de preços e qualidades beeem diferentes. Vai muito da sua necessidade de utilização. Tripés mais pesados e estáveis serão mais caros, mas podem poupar que sua máquina leve um tombo e cause um prejuízo muito maior.

Mas se não tiver dinheiro na hora, você pode colocar algo pesado pendurado para segurar um tripé de qualidade inferior que já ajuda a manter ele mais preso ao chão.

Use o ISO nativo da câmera

O ISO tem uma relação muito íntima com a qualidade da imagem, não apenas na granulação, mas também na nitidez.

Em imagens com pouca iluminação existe o recurso do ISO estendido para forçar, mas isso degrada não só a granulação da imagem como a própria nitidez.

Cada câmera tem uma faixa de ISO aceitável, o chamado ISO nativo (ou padrão). Por exemplo: o ISO padrão da Nikon D610 é de 100 até 6400, mas em suas especificações diz que é possível alcançar até de 50 a 25600.

Esse enorme valor extra permite tirar fotos em lugares bem mais escuros onde não há possibilidade de ter uma longa exposição. Mas o resultado nunca será tão bom quanto do ISO nativo da máquina.

Encontre a melhor abertura para sua lente

Assim como pessoas gostam mais de um lado do que de outro, as lentes também tem suas características preferidas. A abertura não permite apenas que entre mais luz, mas também define o que será mais ou menos focado. E cada objetiva tem uma faixa de abertura preferida, que só bons testes vão mostrar.

Uma dica é tentar em números levemente maiores que o menor número disponível. Por exemplo: em lentes 1.8, existe uma chance razoável de que valores próximos de 2.8 trarão um resultado mais nítido. Mas como não é uma regra, o que vale mesmo é testar.

Capture em RAW

Um erro muito cometido por fotógrafos iniciantes é tirar fotos importantes em JPG com a intenção de economizar espaço no cartão.

Infelizmente toda compactação traz perda de qualidade ou de informações. Isso é o que acontece quando você salva uma imagem em JPG, ela passa a reconhecer um número mais limitado de cores, independente da qualidade configurada no menu.

Já fotos em RAW tem um arquivo astronomicamente maior, mas compensa muito em sua qualidade e quantidade de informações salva.

Na maioria das câmeras que permitem capturar imagens assim elas salvam 14bits de informação de cor por canal (14 em vermelho, 14 em verde e 14 em azul), muito diferente dos 8 bits por canal que uma imagem JPG salva.

Isso permite que tenhamos 5 vezes mais informação de cores extra para trabalhar na edição, permitindo um tratamento de imagem muito mais profundo sem perda significativa de qualidade.

Abuse da luz

Na verdade todas as dicas que passamos dependem dessa: a luz. Porque é como vemos as imagens, através da projeção dessas luzes.

A regra é simples. Quanto mais luz, mais fácil será ter um resultado bem nítido, já que poderemos usar todas as dicas anteriores, como utilizar valores do ISO menores, aberturas e velocidades corretas, por exemplo. Sem luz, sem foto.

Claro que excesso de luz também estraga, mas é mais fácil compensar ajustando as configurações na hora da captura do que em um ambiente com pouca luz.

É claro que nem sempre será possível tirar fotos em estúdio como na imagem acima. Mas luz natural e, no caso de fotos internas, luzes improvisadas, podem ajudar muito.

Até mesmo uma lanterna de celular pode ser o suficiente para que o objeto em questão fique iluminado na medida desejada.

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