Relembre 5 filmes clássicos que fazem 50 anos em 2018

Publicado em O Povo

1968 foi um ano e tanto para o cinema. No auge da Guerra Fria e na luta dos direitos humanos, diretores e escritores se engajaram nos comentários sociais daquele período. Isso estimulou a criação de grandes obras, como 2001: Uma Odisseia no Espaço e Planeta dos Macacos, que discutiam a corrida espacial e o papel do ser humano naquele contexto. Além disso, o ano foi marcado pela presença feminina e do negro, que tiveram fortes representações em O Bebê de Rosemary, filme protagonizado por Mia Farrow, e A Noite dos Mortos-Vivos, com Duane Jones, um dos primeiros atores negros que viveu um protagonista em filme de horror. O ano ainda teve Era uma vez no Oeste, obra que lançou o diretor Sergio Leone para a indústria de Hollywood.

O ano ainda serviu para vários outros cineastas se lançarem no mercado comercial de cinema, como Stanley Kubrick, que veio a se tornar um dos maiores diretores de todos os tempos. Do mesmo modo, o subgênero de zumbis se destacou. Ele serve ate hoje de inspiração para filmes e séries contemporâneas, como Guerra Mundial Z e The Walking Dead, que, claramente, se baseiam na obra de George A. Romero, considerado o pai do gênero de zumbis.

Por tantos detalhes, além da qualidade dos filmes, as obras se manifestaram como marcos, que são estudados até hoje. Aproveitando que estamos em 2018, temos o motivo perfeito para revisitá-los.

2001: UMA ODISSEIA NO ESPAÇO

O filme dirigido por Stanley Kubrick fala de uma equipe de astronautas liderados pelo experiente David Bowman que é enviada a Júpiter para realizar uma investigação na nave Discovery, controlada pelo sistema operacional HAL 9000. No meio da viagem, HAL entra em pane e tenta assumir o controle da nave, eliminando todos os tripulantes. A primeira curiosidade é a de que Stanley Kubrick e o autor Arthur C. Clarck desenvolveram simultaneamente a história de 2001: Uma Odisseia no Espaço. Enquanto Kubrick trabalhava em cima do roteiro, Clarke escrevia o livro, com ambos trocando ideias, conselhos e opiniões durante o trabalho. Inclusive, era a intenção de Clarke, ao lançar o livro, colocar Kubrick como co-autor da história, mas o diretor não autorizou a utilização de seu nome no conteúdo do livro. Uma das ideias que a dupla teve durante o processo de criação foi o nome do computador HAL, que serviu como referência indireta para a IBM, gigante do ramo de computação. Cada uma das letras da sigla HAL é exatamente uma anterior, em relação ao alfabeto, às letras de IBM. Depois desse filme, Kubrick popularizou a teoria de que o homem pisou, de fato, na lua, já que algumas imagens de 2001 foram usadas como propaganda espacial.

A NOITE DOS MORTOS-VIVOS

O primeiro filme de zumbis dirigido por George A. Romero fala de uma radiação provocada pela queda de um satélite que fez com que os mortos saíssem de suas covas como zumbis. A partir disso, um grupo de pessoas refugiadas em uma casa luta pela sobrevivência. O longa foi o primeiro de cinco filmes de zumbis dirigido por Romero. Cada obra mostrou como os Estados Unidos ficaram com a epidemia zumbi. As sequências são: O Despertar dos Mortos (1978); Dia dos Mortos (1985); Terra dos Mortos (2005); e Diário dos Mortos (2008). Romero faleceu em julho do ano passado.

ERA UMA VEZ NO OESTE

O filme, dirigido por Sergio Leone, mostra uma viúva e seu parceiro atirador procurando acertar as contas com um brutal matador profissional, que assassinou o esposo e filhos da mulher. Um fato curioso foi que o ator Henry Fonda, conhecidíssimo na época, inicialmente recusou o convite do diretor para estrelar o longa como vilão. Ele só aceitou participar do filme após o próprio Leone viajar para os Estados Unidos e convencê-lo a estrelar. Outra curiosidade é que a obra marca início da trilogia feita pelo diretor sobre a América. Os demais filmes foram Quando Explode a Vingança (1972) e Era uma vez na América (1984).

O BEBÊ DE ROSEMARY

O Bebê de Rosemary, dirigido por Roman Polanski, é cheio de curiosidades. Em primeiro lugar, o diretor contou com o auxílio de Anton LaVey, fundador da Igreja de Satã e autor de The Satanic Bibles, que serviu como consultor nas cenas que incluíam satanismo. Além disso, foi durante as filmagens que a atriz Mia Farrow se divorciou de seu marido da época, o cantor Frank Sinatra, que não gostou que ela participasse de um filme com essa temática. Por último, vale destacar que o prédio usado para gravar o filme era o mesmo em que John Lennon veio a morar anos mais tarde. Doze anos depois do longa ser lançado, o cantor foi assassinado na porta do residencial. Na trama, um jovem casal, Rosemarey e Guy Woodhouse, se muda para um prédio habitado por pessoas estranhas e que se mostram próximos de hábitos satanistas. Quando Rosemary engravida, ela passa a ter alucinações, o que a faz investigar e perceber que o seu marido e uma seita de bruxas querem que ela tenha um filho do demônio.

PLANETA DOS MACACOS

Dirigido por Franklin J. Schaffner, o filme fala de George Taylor, um astronauta que viaja por séculos em estado de hibernação. Ao acordar em um planeta dominado por símios, ele e seus companheiros descobrem que os humanos desse lugar são tratados como escravos, já que são selvagens e não possuem o domínio da fala. O filme foi um sucesso, visto que apresentou conceitos e críticas duras à Guerra Fria. Uma delas foi a ideia da corrida espacial, que trouxe mais problemas que vantagens para a humanidade. Outro ponto de destaque foi o comentário social que o filme fez sobre a superioridade humana para com os animais, que usa os símios na ciência de modos bárbaros. O sucesso garantiu quatro continuações, refilmagens e séries de TV.

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