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No free walk

No free walk
Juliana Dacoregio Persigo a paz, mas ela não está comigo e eu nem sempre estou com ela. Uma paz que foge, sai correndo quando me vê chegar. Tudo me engole. Engole minha vida, meu sopro de vida, meu ânimo, minhas palavras. Lá fora o menino canta e isso me esmaga. O menino canta sempre a mesma música e, apesar de gostar dela, hoje ela me é insuportável. Olho para a […]

Não use protetor solar

Não use protetor solar
Juliana Dacoregio O mundo não precisa ser sempre igual. Seus dias não precisam passar de repente. Pegue uma fórmula pré-fabricada, testada e aprovada e rasgue-a em mil pedacinhos. Deixe pra qualquer manhã o que não precisa fazer hoje. E guarde um mês inteiro para não cair em tentação, Amém. Sorria ao lembrar que ninguém aqui é permanente. Não imagine as pessoas nuas para perder a timidez ao falar em público. […]

Há uma vaga mágoa no meu coração

Há uma vaga mágoa no meu coração
Juliana Dacoregio E quando a oração deixa uma tristeza? Cheguei em casa alegre. Vestido novo – há muito tempo não saía de casa tão bem vestida – cabelos com cachos do jeito que eu gosto, belos cachos (me desculpem, mas vou ter que usar a expressão) cachos formando uma cascata de ouro em meus cabelos; a gatinha tão querida, minha nova e amada paixão: cheirosinha, de banho tomado, pelo escovado, […]

Frases da Libélula

Frases da Libélula
Juliana Dacoregio “Há pessoas que são assassinadas quando forçadas a existir.” “Aproximaram-se cada vez mais. Suas personalidades combinavam. Até que um dia ambas assumiram a responsabilidade de ser uma a melhor amiga da outra. Fio tivera outros amigos antes de Zora, pois todo mundo tem amigos. Tinha também uma torradeira; nem todo mundo tem uma torradeira.” “Não podemos nos defender da admiração, não podemos desconfiar de quem gosta de nós, […]

Anarquia particular

Juliana Dacoregio Eu quis cantar Minha canção iluminada de sol Soltei os panos sobre os mastros no ar Soltei os tigres e os leões nos quintais Mas as pessoas na sala de jantar São ocupadas em nascer e morrer Mandei fazer De puro aço luminoso um punhal Para matar o meu amor e matei Às cinco horas na avenida central Mas as pessoas na sala de jantar São ocupadas em […]