Arquivo do autor:Chicco Sal

Gabriel García Márquez: ‘Não acredito em Deus, mas tenho medo dele’

Famoso por livros como “Cem Anos de Solidão”, escritor colombiano morreu nesta quinta-feira (17), aos 87 anos

gabriel-garcia-marquez-02Publicado no iG

O escritor Gabriel García Márquez morreu nesta quinta-feira (17), aos 87 anos. Ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 1982, o autor de “Cem Anos de Solidão” foi um dos mais importantes escritores da América Latina e de toda a língua espanhola.

O iG separou 15 frases marcantes do escritor:

1 - “Nenhuma medicina cura o que a felicidade não pode curar.”

2 - “O que importa na vida não é o que acontece com você, mas o que você lembra e como você lembra.”

3 - “Um escritor famoso que quer continuar escrevendo precisa se defender constantemente da fama.”

4 - “Não acredito em Deus, mas tenho medo dele.”

5 - “A pior forma de sentir saudade de alguém é estar sentado ao seu lado e saber que nunca o poderá ter.”

6 - “Não há na vida lugar mais triste do que uma cama vazia.”

7 - “A sabedoria é algo que quando nos bate à porta já não nos serve para nada”

8 - “O único arrependimento que eu vou ter de morrer é se não for por amor”

9 - “O problema do casamento é que ele acaba toda noite depois de fazer amor, e precisa ser reconstruído toda manhã após o café.”

10 - “A mentira é mais confortável do que a dúvida, mais útil do que o amor e mais duradoura do que a verdade.”

11 - “Um verdadeiro amigo é alguém que pega a sua mão e toca o seu coração.”

12 - ” O sexo é o consolo que a gente tem quando o amor não nos alcança.”

13 - “Todo ser humano tem três vidas: a pública, a privada e a secreta.”

14 - “Não é verdade que as pessoas param de buscar seus sonhos porque envelhecem. Elas envelhecem porquem param de buscar seus sonhos.”

15 - “Não chore porque acabou, sorria porque aconteceu.”

10 traduções fabulosas de itens de cardápios

Insetos ao molho e cerveja que late são apenas algumas das maravilhas criadas por tradutores automáticos

Clarissa Passos, no BuzzFeed

1

Twitter: @semfimlucrativo

Twitter: @semfimlucrativo

Quer aprender inglês? Vá a este restaurante e peça uma porção generosa de AMERICAN LANGUAGE.

2

Twitter: @BoerDboer

Twitter: @BoerDboer

Against the brazilian beef, ou contra o filé brasileiro, serve de tradução para o contra-filé.

3

Twitter: @thalescmachado

Twitter: @thalescmachado

E se o contra-filé é à campanha, é só mandar um campaign.

4

Twitter: @followfabio

Twitter: @followfabio

Tem também o contra-filé simples, apenas against filet.

5

Via traduzame.blogspot.com.br

Via traduzame.blogspot.com.br

Cupim, o inseto, é termite em inglês. Mas tenho quase certeza que o restaurante não estava servindo insetos ao molho de laranja.

6

Via blogdobranquinho.blogspot.com.br

Via blogdobranquinho.blogspot.com.br

O verbo matar, em inglês, se traduz como kill. Já o chá, vamos ficar devendo uma tradução apropriada.

7

Via traduzame.blogspot.com.br

Via traduzame.blogspot.com.br

Entre tantas pérolas, um destaque: a agulhinha frita, ou FRIEND NEEDLE — agulha amiga.

8

crisdias.com

crisdias.com

A coxinha virou coxinh (?), folhado é turned pages (literalmente, páginas viradas) e pastel, que maravilhoso, virou crayon — sabe, aquele giz pastel?

9

Via avi.alkalay.net

Via avi.alkalay.net

Cuidado, cerveja que late.

10

Twitter: @gisadeschamps

Twitter: @gisadeschamps

A diferença que um acento não faz…

Os nomes estranhos em Stars Wars

star-wars-thumb-600x337-62265Publicado no Obvious

Tanto os fãs de Star Wars como aqueles que assistiram sem empolgação a alguns dos episódios devem ter percebido uma razoável quantidade de personagens com nomes bem estranhos. Mais do que estranhos, bizarros, principalmente para os falantes da língua portuguesa.

Inclusive, alguns desses nomes foram modificados nas versões dubladas e com legendas: Syfo-Dias virou Zaifo-Vias e o Conde Dooku virou Dookan.

Vejamos:

Syfo-Dias (apenas mencionado nos filmes)

syfo-thumb-600x846-62285Conde Dooku

dookuCapitão Panaka

panaka-thumb-600x451-62287Fodesinbeed Annodue

fodesinbeed-thumb-600x255-62277Capitão Typho

typho-thumb-600x474-62279Princesa Amidala

amidala-thumb-600x337-62281Difícil tudo isso ser coincidência, não é mesmo? Ainda mais com o forte boato da presença de um brasileiro brincalhão dentro da Lucas Film.

No mínimo, curioso…

‘Corrijo erros de Deus’, diz cirurgião que já fez 320 mudanças de sexo

Monge budista e cantora pop estão entre pacientes de médico coreano.
Considerado ‘pai dos transgêneros’ da Coreia do Sul, ele desafia cultura local

A cantora, atriz e modelo sul-coreana Harisu, uma das pacientes do Dr. Kim Seok-Kwun (foto: Ahn Young-joon/AP)

A cantora, atriz e modelo sul-coreana Harisu, uma das pacientes do Dr. Kim Seok-Kwun (foto: Ahn Young-joon/AP)

Publicado no G1

Conhecido como o “pai dos transgêneros sul-coreanos”, o médico Kim Seok-Kwun desafia os costumes conservadores de seu país. Ele já fez mais de 320 cirurgias de mudança de sexo em sua carreira – acredita-se que seja o maior número de operações desse tipo feitas por um único médico na Coreia do Sul. Cerca de 210 dessas cirurgias foram para transformar corpos masculinos em femininos.

Kim é cirurgião plástico no Hospital Universitário Dong-A, na cidade de Busan, no sul do país. Ele se especializou em deformidades faciais e começou a fazer cirurgias de mudança de sexo em 1986, após ser procurado por vários pacientes homens usando roupas de mulher, que pediram que ele construísse vaginas para eles.

O cirurgião Kim Seok-Kwun com um paciente em seu consultório (foto: Ahn Young-joon/AP)

O cirurgião Kim Seok-Kwun com um paciente
em seu consultório (foto: Ahn Young-joon/AP)

Protestante, o médico diz que inicialmente se questionou se deveria realmente fazer esse tipo de procedimento. Seu pastor foi contra. Amigos e colegas de trabalho brincaram que ele iria para o inferno.

“Decidi desafiar a vontade de Deus”, diz Kim, de 61 anos, em uma entrevista logo antes de operar um monge budista que nasceu mulher, mas toma hormônios e vive como homem há muitos anos. “No início, eu pensei muito se deveria fazer essas operações porque pensava se estaria desafiando a vontade de Deus. Mas meus pacientes precisavam das cirurgias desesperadamente. Sem isso, eles se matariam”, diz. Ele acredita estar corrigindo o que ele chama de “erros de Deus”.

Agora, Kim afirma ser um profissional realizado por ajudar pessoas que se sentem aprisionadas no corpo errado. A cirurgia do monge, que não quis dar entrevista, durou 11 horas.

O médico Kim Seok-Kwun em uma cirurgia de mudança de sexo (foto: Ahn Young-joon/AP)

O médico Kim Seok-Kwun em uma cirurgia de mudança de sexo (foto: Ahn Young-joon/AP)

Cantora transexual
A maioria dos pacientes de Kim tem cerca de 20 anos. As cirurgias para transformar homens em mulheres custam de US$ 10 mil (cerca de R$ 22,7 mil) a US$ 14 mil (cerca de R$ 31,8 mil). O procedimento oposto, mais complexo, custa cerca de US$ 29 mil (R$ 65,8 mil).

Sua cliente mais conhecida é a mais famosa transexual do país, a cantora, modelo e atriz Harisu. Segundo ela, a dor que sentiu após a cirurgia que a transformou em mulher em 1995 era “como se um martelo estivesse batendo em seus genitais”. Mas dias depois, ao deixar o hospital, ela se sentiu renascida.

Kim é um pioneiro na lenta mudança na visão sobre sexualidade e gênero na Coreia do Sul, onde mesmo discussões básicas sobre sexo são um tabu para muita gente.

Mas a situação vem mudando. Filmes e seriados com personagens gays se tornaram famosos. Um ator que já foi banido do show business por ser homossexual voltou a trabalhar. Um conhecido diretor de cinema fez uma cerimônia simbólica para se unir ao seu parceiro – o casamento gay não é reconhecido na Coreia do Sul.

Antes de operar seus pacientes, Kim pede que eles tenham o testemunho de ao menos dois psiquiatras afirmando que há transtorno de identidade de gênero. Eles também são orientados a viver por ao menos um ano usando roupas do gênero oposto e a conseguir a aprovação dos pais.

Muitos pacientes veem a operação como uma questão de vida ou morte. Antes da cirurgia, Harisu assinou um termo afirmando ter conhecimento de que poderia morrer durante o procedimento – apesar de Kim dizer que isso nunca aconteceu com nenhum de seus pacientes. “Se eu continuasse vivendo como um homem, eu já estaria morto, de qualquer forma”, diz Harisu. “Eu já era mulher, exceto pelos meus genitais. Eu sou uma mulher, então eu queria viver como uma.”

As histórias bíblicas de Adi Nes

Publicado no Obvious

O Estudo de Adi Nes sobre Histórias Biblicas, busca no Antigo Testamento a essência ética que se tornou referência na nação israelense. Formando um painel de quatorze fotografias, o artista traz com autenticidade a identidade histórica, cultural e a tradição de uma comunidade que hoje ainda luta com problemas como êxodos e expulsões, pobreza e miséria. O artista motivou-se a concluir o trabalho em virtude de experiências de vida em sua cidade residência, Tel-Aviv, que ao contrário do imaginário coletivo retrata uma Israel totalmente adversa. Que possui assim como toda e qualquer cidade da contemporaneidade seus problemas urbanos e sociais, apesar de ser um lugar extremamente atrativo como também todo centro urbano.

As fotografias da série Histórias Biblicas foram produzidas por Nes como filmes. Cada uma delas teve uma pesquisa especifica para se escolher locação, figurino. Houve design de produção, etc. Após tudo isso a montagem de cada cena foi feita com atores ou personagens importantes da própria vida do artista, como por exemplo na montagem de “Job” onde Nes gostaria de ter fotografado o próprio pai, pela trajetória de vida dele e também por conseguir-se extrair através de sua face sensações únicas. Mas como seu pai já havia morrido, Nes escolheu o tio, que possuía semelhanças físicas e de trajetórias de vida. Em outros casos a escolha dos atores é tão bem feita e a montagem dos cenários tão adequada que emociona em um piscar de olhos.

Outro artifício usado por Adi Nes neste e também em outros trabalhos anteriores, é a referência de precedentes da história da arte, tornando seu trabalho ainda mais forte e consistente.

Abel

Abel

Elias

Elias

Rute e Noemi

Rute e Noemi

Rute e Noemi

Rute e Noemi

Jó

Hagar

Hagar

José

José

Jacó e Esaú

Jacó e Esaú

Caim e Abel

Caim e Abel

Jó e seus amigos

Jó e seus amigos

Davi e Jônatas

Davi e Jônatas

Abraão e Isaque

Abraão e Isaque

O Trabalho de Adi Nes, sempre foi impregnado por sua trajetória de vida. Ser um total “Outsider” em todo lugar onde esteve faz com que suas fotos sejam o que são. Olhar para uma obra de Adi Nes é mergulhar em um mundo a parte. Adi Nes, nasceu no Iran, em uma Família tradicional Sefaradi que migrou para Israel onde a cultura mostrava-se distinta do que estavam acostumados, somando-se a todas estas a identidade Gay de Adi Nes está muito presente também em sua vida e obra. Todos estes registros estão impregnados na sua arte. Nacionalidade, homossexualidade, cultura, tradição, etc. Conhecer a arte de Adi Nes é conhecer um mundo único de identidade própria, é conhecer alguém que se importa com os problemas reais do mundo, do seu lócus, do seu povo e do outro.