Vereadora segura calcinha durante discurso contra violência da mulher

Ela disse que comentário de colega incita a violência.
Vereador diz que Lucimara quer aparecer na mídia.

Vereadora do PCdoB usa tribuna para destacar violência contra a mulher (foto: Acrisio Siqueira/CMA)
Vereadora do PCdoB usa tribuna para destacar violência contra a mulher (foto: Acrisio Siqueira/CMA)

Publicado no G1

Em sessão realizada nesta terça-feira (25) na Câmara dos Vereadores de Aracaju, o Dia Internacional de Combate à Violência Contra Mulher, foi destaque no discurso da vereadora Lucimara Passos, (PCdoB).

Com uma calcinha nas mãos, ela falou sobre os dados da Organização das Nações Unidas (ONU), que revelam que uma em cada três mulheres no mundo já sofreu violência física ou sexual, e que cerca de 120 milhões de meninas já foram submetidas a sexo forçado, e 133 milhões de mulheres já sofreram alguma mutilação genital.

Parte da sua fala na tribuna se referiu aos comentários feitos pelo vereador Agamenon Sobra (PP) na semana passada sobre uma mulher cujo casamento foi cancelamento por ela está sem calcinha. Na ocasião, o parlamentar teria dito que mulher merecia ter sido surrada.

“O foco do meu discurso não era exibir uma calcinha. Isso foi feito para chamar à atenção contra as atitudes de preconceito relacionados a mulher. Como a realizada pelo vereador Agamenon. Atitude essa que ajuda a promover o preconceito contras às mulheres que não seguem um determinado padrão de comportamento”.

“Isso vai contra toda uma luta de anos, que travamos para nos libertar da opressão masculina. Não tem como calar diante de uma pessoa que tem acesso a Tribuna da Câmara e a imprensa para fazer esse tipo de comentário”, desabafou.

O vereador falou sobre o pronunciamento de Lucimara Passos através de uma nota enviada a equipe do G1 por sua assessoria. “Apareço na mídia com frequência buscando soluções para os problemas do povo de Aracaju, já a vereadora busca em mim uma maneira de estar na mídia, ela quer Ibope. Para mim esse assunto está encerrado, tenho outros temas mais importantes a discutir”.

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A cada R$ 10 desviados e localizados, governo recupera R$ 1

Em quase 5 anos, governo localiza R$ 12,4 bi desviados, mas só recupera 10%

Com o dinheiro recuperado pela AGU (Advocacia-Geral da União) entre 2010 e 2014, seria possível construir 15,7 mil casas populares com valor médio de R$ 76 mil. Desde 2010, a AGU conseguiu recuperar R$ 1,2 bilhão referentes a crimes de corrupção e improbidade administrativa.
Com o dinheiro recuperado pela AGU (Advocacia-Geral da União) entre 2010 e 2014, seria possível construir 15,7 mil casas populares com valor médio de R$ 76 mil. Desde 2010, a AGU conseguiu recuperar R$ 1,2 bilhão referentes a crimes de corrupção e improbidade administrativa.

Leandro Prazeres, no UOL

Desde 2010, o governo federal recuperou R$ 1,2 bilhão em dinheiro desviado em esquemas de corrupção semelhantes aos da operação Lava Jato. Apesar de ser suficiente para construir 15,7 mil casas populares, o montante corresponde a apenas 10% de tudo o que a União tentou reaver no período, cerca de R$ 12,4 bilhões. Isso significa que a cada R$ 10 desviados e localizados, apenas R$ 1 volta aos cofres públicos.

Os dados são da AGU (Advocacia-Geral da União), órgão do governo federal especializado na recuperação de dinheiro desviado em esquemas de corrupção, e correspondem ao período entre 2010 e outubro de 2014. A entidade não tem estimativas de quanto foi desviado e não foi localizado.

Os recursos recuperados pela União são destinados à Conta Única do Tesouro Nacional e não têm um destino específico. Os valores, no entanto, podem ser maiores, pois um dos dois órgãos internos da AGU responsáveis pela recuperação desses recursos só repassou dados referentes ao período de 2010 a 2013, enquanto que o outro tinha valores até o mês passado.

A lentidão da Justiça e a sofisticação usada pelas quadrilhas para ‘lavar’ dinheiro público estão entre as principais dificuldades encontradas pelo governo para reaver os recursos. Os procuradores são responsáveis por recuperar recursos desviados dos 39 ministérios e 159 autarquias e fundações como INSS e Funasa.

Entre os casos recentes mais volumosos estão a recuperação de R$ 183 milhões de um total de R$ 468 milhões desviados pelo Grupo OK, do ex-senador Luiz Estevão, durante a construção da sede do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo.

Outro caso conhecido é o da fraudadora do INSS Jorgina de Freitas. No início da década de 1990, Jorgina foi acusada de participar de um esquema que desviou em torno de R$ 500 milhões. Deste valor, AGU conseguiu recuperar R$ 151 milhões desde 2010.

Segundo a coordenadora-geral de Cobrança e Recuperação de Créditos da PGF (Procuradoria-Geral Federal) – um dos ‘braços’ da AGU – Tarsila Ribeiro Marques Fernandes, um dos dois principais entraves para o aumento no percentual de dinheiro desviado que retorna aos cofres públicos é a demora do processo legal.

Por lei, o dinheiro só pode retornar efetivamente aos cofres da União depois que o caso é transitado em julgado, ou seja, quando não há mais possibilidade de recurso, o que pode levar anos.

“É natural que se dê o direito à ampla defesa, mas o rito é normalmente longo. Passa por vários órgãos até chegar à gente. Mesmo assim, estamos tentando diminuir esse lapso”, disse a coordenadora.

Para que o dinheiro de um desvio de recursos do FNDE (Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Educação) retorne aos cofres públicos, por exemplo, ele normalmente passa por pelo menos cinco etapas: apuração interna do órgão, análise do caso pela CGU (Controladoria-Geral da União), julgamento no TCU e julgamentos das ações de recuperação na Justiça comum.

Antes de ser efetivamente recuperado, o dinheiro ou os bens adquiridos com os recursos desviados precisam ser bloqueados judicialmente. O bloqueio, explica Tarsila, evita que os recursos desapareçam durante o decorrer do processo.

Somente depois que os réus são condenados é que os bens bloqueados podem ser recuperados. No caso de bens móveis ou imóveis, a maior parte deles vai a leilão e o dinheiro arrecadado é revertido para o Tesouro Nacional.

A AGU afirma que, desde 2009, conseguiu o bloqueio de R$ 2,2 bilhões em bens e dinheiro oriundos de irregularidades.

Um exemplo de como esse processo pode demorar é a fraude de quase R$ 500 milhões do caso Jorgina de Freitas, do início da década de 90. Somente nos últimos anos é que a Justiça autorizou o leilão de centenas de imóveis adquiridos pela quadrilha.

Lavagem de dinheiro

Outro fator que dificulta a recuperação do dinheiro desviado é a sofisticação dos esquemas de lavagem de dinheiro.

“Não é um procedimento muito simples. Existem técnicas sofisticadas de lavagem de dinheiro, não é uma coisa óbvia, pegar da conta do ‘João’ e transferir para conta da ‘Maria’. Normalmente eles pulverizam esse dinheiro em contas off shore em países que não repassam informações a respeito delas para o Brasil”, explicou Teresa Cristina de Souza, chefe da divisão responsável pela recuperação de recursos da PGF.

Tarsila afirma que a AGU provavelmente não atuará na recuperação do dinheiro supostamente desviado pelo esquema investigado pela Lava Jato. “A Petrobras é uma empresa de economia mista e nós não deveremos ter atuação no caso, mas ainda é cedo para dizer. A princípio, não iremos atuar”, afirmou.

Na última segunda-feira (24), um grupo de procuradores federais viajou para a Suíça para tentar identificar o paradeiro do dinheiro supostamente desviado pelo esquema investigado pela operação Lava Jato.

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Alto escalão da TAM decide embarcar em voo condenado por vidente

A premonição era de que a aeronave se chocaria contra um prédio na avenida Paulista

Publicado no R7

Executivos do alto escalão da TAM decidiram embarcar no voo JJ 4732 (São Paulo/Congonhas – Brasília) para tranquilizar a população sobre um possível acidente aéreo na avenida Paulista, marcado para a manhã desta quarta-feira (26). O vidente Jucelino Nóbrega da Luz previu que o avião que faria a viagem se chocaria com um edifício na esquina da avenida Paulista com a alameda Campinas.

O voo está marcado para as 8h30. Segundo a assessoria de imprensa da TAM, estarão presentes o vice-presidente de Operações, Ruy Amparo, e a diretora de Relações Institucionais e Sustentabilidade, Gislaine Rossetti.

Este é um dos prédios que estariam na rota da colisão da aeronave J. Duran Machfee/ AE/ Estadão Conteúdo
Este é um dos prédios que estariam na rota da colisão da aeronave
J. Duran Machfee/ AE/ Estadão Conteúdo

De acordo com o vidente, a previsão não vai se concretizar porque a companhia aérea mudou o número do voo e a aeronave que apresentaria uma pane mecânica. Originalmente, o número do voo era JJ 3720.

Ainda por conta da premonição de Luz, a administração do condomínio Barão de Serro Azul distribuiu, de porta em porta, um comunicado aos condôminos sobre a possível tragédia. O condomínio fica na “rota” da possível batida, no número 1.156 da emblemática avenida da capital.

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Nunca se roubou tão pouco

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Ricardo Semler, na Folha de S.Paulo

Nossa empresa deixou de vender equipamentos para a Petrobras nos anos 70. Era impossível vender diretamente sem propina. Tentamos de novo nos anos 80, 90 e até recentemente. Em 40 anos de persistentes tentativas, nada feito.

Não há no mundo dos negócios quem não saiba disso. Nem qualquer um dos 86 mil honrados funcionários que nada ganham com a bandalheira da cúpula.

Os porcentuais caíram, foi só isso que mudou. Até em Paris sabia-se dos “cochons des dix pour cent”, os porquinhos que cobravam 10% por fora sobre a totalidade de importação de barris de petróleo em décadas passadas.

Agora tem gente fazendo passeata pela volta dos militares ao poder e uma elite escandalizada com os desvios na Petrobras. Santa hipocrisia. Onde estavam os envergonhados do país nas décadas em que houve evasão de R$ 1 trilhão –cem vezes mais do que o caso Petrobras– pelos empresários?

Virou moda fugir disso tudo para Miami, mas é justamente a turma de Miami que compra lá com dinheiro sonegado daqui. Que fingimento é esse?

Vejo as pessoas vociferarem contra os nordestinos que garantiram a vitória da presidente Dilma Rousseff. Garantir renda para quem sempre foi preterido no desenvolvimento deveria ser motivo de princípio e de orgulho para um bom brasileiro. Tanto faz o partido.

Não sendo petista, e sim tucano, com ficha orgulhosamente assinada por Franco Montoro, Mário Covas, José Serra e FHC, sinto-me à vontade para constatar que essa onda de prisões de executivos é um passo histórico para este país.

É ingênuo quem acha que poderia ter acontecido com qualquer presidente. Com bandalheiras vastamente maiores, nunca a Polícia Federal teria tido autonomia para prender corruptos cujos tentáculos levam ao próprio governo.

Votei pelo fim de um longo ciclo do PT, porque Dilma e o partido dela enfiaram os pés pelas mãos em termos de postura, aceite do sistema corrupto e políticas econômicas.

Mas Dilma agora lidera a todos nós, e preside o país num momento de muito orgulho e esperança. Deixemos de ser hipócritas e reconheçamos que estamos a andar à frente, e velozmente, neste quesito.

A coisa não para na Petrobras. Há dezenas de outras estatais com esqueletos parecidos no armário. É raro ganhar uma concessão ou construir uma estrada sem os tentáculos sórdidos das empresas bandidas.

O que muitos não sabem é que é igualmente difícil vender para muitas montadoras e incontáveis multinacionais sem antes dar propina para o diretor de compras.

É lógico que as defesas desses executivos presos vão entrar novamente com habeas corpus, vários deles serão soltos, mas o susto e o passo à frente está dado. Daqui não se volta atrás como país.

A turma global que monitora a corrupção estima que 0,8% do PIB brasileiro é roubado. Esse número já foi de 3,1%, e estimam ter sido na casa de 5% há poucas décadas. O roubo está caindo, mas como a represa da Cantareira, em São Paulo, está a desnudar o volume barrento.

Boa parte sempre foi gasta com os partidos que se alugam por dinheiro vivo, e votos que são comprados no Congresso há décadas. E são os grandes partidos que os brasileiros reconduzem desde sempre.

Cada um de nós tem um dedão na lama. Afinal, quem de nós não aceitou um pagamento sem recibo para médico, deu uma cervejinha para um guarda ou passou escritura de casa por um valor menor?

Deixemos de cinismo. O antídoto contra esse veneno sistêmico é homeopático. Deixemos instalar o processo de cura, que é do país, e não de um partido.

O lodo desse veneno pode ser diluído, sim, com muita determinação e serenidade, e sem arroubos de vergonha ou repugnância cínicas. Não sejamos o volume morto, não permitamos que o barro triunfe novamente. Ninguém precisa ser alertado, cada um de nós sabe o que precisa fazer em vez de resmungar.

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Terror: ligações para celular no Brasil estão entre as mais caras do mundo

celular

Publicado no Tecmundo

Você está satisfeito com o preço que paga pelo minuto da ligação em seu telefone celular? E se disséssemos que um estudo aponta que o Brasil oferece o 119° serviço mais caro neste segmento levando em consideração um total de 166 países? E se, por outro lado, contássemos que, em outro levantamento, nosso amado país ocupa a quarta posição? Estranho, não é mesmo? Nós explicamos.

Nesta segunda-feira, dia 24 de novembro, a União Internacional de Telecomunicações (UIT) divulgou o seu estudo relativo ao preço praticado pelo minuto de ligação pelo celular em 166 países. De acordo com os resultados desse levantamento, o Brasil não está nada bem, ocupando a centésima décima nona posição neste ranking.

Entretanto, segundo o SindiTelebrasil, órgão que representa as empresas prestadoras desse serviço, o nosso país, na verdade, ocupa a quarta posição nessa classificação. De acordo com o sindicato, a metodologia e os dados utilizados pela UIT, por estarem defasados, fazem com que o Brasil não consiga uma boa posição no ranking.

Resultados divergentes

Os dados apresentados pelos dois estudos são bastante divergentes. Segundo a UIT, a média de um serviço básico pré-pago, composto por 30 ligações e 100 mensagens de textos por mês, custa US$ 38,32 (aproximadamente R$ 120). No entanto, segundo o SindiTelebrasil, o mesmo serviço, na realidade, ocasiona um rombo bem menor aos bolsos do brasileiros: US$ 16,9 (aproximadamente R$ 42).

Quando o cenário muda para os serviços de telefonia fixa, o Brasil melhora um pouco no ranking, ocupando a 110° posição entre os 166 países. Um pacote que oferece recursos específicos para essa classe de serviço custa para os brasileiros, em média, US$ 24,43 (aproximadamente R$ 60). Quando considerado a banda larga fixa, nosso país ocupa a 81° do ranking.

4° x 119°? O que justifica essa diferença?

“Apesar daquilo que UIT divulga estar correto, isso não representa a realidade”, conta Eduardo Levy, diretor-executivo do SindiTelebrasil. Segundo o figurão, o erro está em levar em consideração os valores homologados nos mais diferentes países. Por aqui, estes números são artificialmente inflados.

“É como os preços que os hotéis apresentam no balcão, quatro ou cinco vezes maiores que o valor a ser pago por alguém que fez uma reserva com antecedência”, explica Levy. “No Brasil, temos 278 milhões de clientes e uma infinidade de planos que faz com que o preço real do minuto de ligação seja bem mais barato do que foi apontado pelo UIT”. E aí, em quem devemos confiar, no final das contas?

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