Governo acusa revista Veja de “manipulação jornalística”

O Governo nega que Dilma, então ministra-chefe de Casa Civil, teria recebido por “mensagem eletrônica” de Costa um alerta sobre irregularidades detectadas em Pernambuco

Publicado no Terra

 A presidente Dilma Rousseff (PT) foi acusada por revista de saber sobre esquema desde 2009, o que a Presidência negou  (foto: Ueslei Marcelino / Reuters)
A presidente Dilma Rousseff (PT) foi acusada por revista de saber sobre esquema desde 2009, o que a Presidência negou
(foto: Ueslei Marcelino / Reuters)

Governo acusou neste sábado a revista Veja de “manipulação jornalística por tentar insinuar” que, em 2009, a Presidência sabia da existência de desvios de recursos da Petrobras, investigada por um escândalo de corrupção que está atingindo partidos e políticos.

Em comunicado, a Presidência assinalou que “as práticas ilegais do senhor Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras que está em prisão domiciliar, só foram conhecidas em 2014 graças às investigações feitas pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público”.

Parte das investigações se baseiam em declarações de Costa, diretor de Abastecimento afastado do cargo em 2012 e detido no começo da Operação Lava Jato, e em depoimentos do dono de casas de câmbio Alberto Youssef, preso em Curitiba. Ambos aceitaram colaborar com a Justiça em troca de uma redução de pena.

De acordo com o comunicado, o Governo nega que Dilma, então ministra-chefe de Casa Civil, teria recebido por “mensagem eletrônica” de Costa um alerta sobre irregularidades detectadas nas obras da refinaria Abreu e Lima (Pernambuco) detectadas por órgãos de fiscalização.

As irregularidades, detalhou a Presidência na nota à imprensa, foram informadas pela própria Petrobras, pelo Congresso Nacional e pelo Tribunal de Contas da União (TCU), e, após tomar medidas corretivas e avaliar as consequências, o Governo decidiu vetar a proposta de paralisação das obras.

A Presidência lembrou também que a Veja tentou “interferir no resultado das eleições presidenciais” quando, no dia 24 de outubro, dois dias antes do segundo turno, antecipou para sexta-feira sua habitual edição que começa a circular aos sábados com uma reportagem sobre o mesmo assunto.

Nessa ocasião, a Veja afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua sucessora Dilma conheciam o plano pelo qual a Petrobras cobrava comissão de construtoras para depois dividir esse dinheiro com políticos e partidos.

“Mais uma vez, a Veja desinforma seus leitores e tenta manipular a realidade dos fatos. Mais uma vez vai fracassar”, concluiu a Presidência.

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Com esse governo, pergunto: por que a direita está nas ruas?

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Senadora Kátia Abreu recebe prêmio ‘Motosserra de ouro’ do Greenpeace

Por Leonardo Sakamoto

Desde que foi divulgado que a senadora Kátia Abreu teria sido convidada para o ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, alguns colegas me perguntaram se Dilma não poderia ser acusada de estelionato eleitoral.

Para responder a essa indagação, primeiro, claro, é necessário esperar o anúncio oficial. Porque a esquerda que ainda sobrou no PT está em pânico com a suposta indicação e deve estar ameaçando se acorrentar a uma colheitadeira de soja ou beber agrotóxico.

Dito isso, é preciso lembrar que o governo Dilma não é um governo sensível à dignidade no campo. Indígenas foram aviltados em seus direitos, quilombolas ignorados, camponeses desterrados, trabalhadores rurais tiveram que suar a camisa para manter direitos conquistados, enfim, vocês conhecem a história.

Em suma, um governo que tem dado importância primeiro à defesa de uma noção deturpada de desenvolvimento (em que o de cima sobe e o de baixo desce). Só depois, à ralé que será impactada diretamente no processo de colocar em marcha essa noção. E não me venham falar de Bolsa Família que ele não é, nem de perto, compensação para o rolo-compressor do “progresso”. E ai da ralé se estiver no meio do caminho! O pessoal da região da Volta Grande do rio Xingu que o diga com Belo Monte…

Ou seja, nesse contexto e com um governo com esse espírito, não é surpresa Kátia Abreu assumir um ministério. Ainda mais quando a política agrícola que ela colocaria em marcha não difere muito da que já existe hoje – de prioridade aos grandes empreendimentos agropecuários ligados à indústria e à exportação em detrimento às dificuldades encontradas pela pequena agricultura familiar.

Ela discorda da forma como o combate ao trabalho escravo ocorre no Brasil? Estou desde 1999 acompanhando o tema e posso afirmar que não seria a primeira nem a última pessoa que ocupou aquela cadeira a fazer isso.

Aliás, para muita gente, é até melhor que ela vá para o ministério e não crie mais entraves no Congresso.

Do ponto de vista simbólico, é claro, a coisa muda de figura. Pois oferecer esse cargo a uma pessoa que representa o que há de mais atrasado no pensamento e na prática do setor agropecuário é uma ofensa a todos que tiveram seus direitos negados no campo. E também aos que ainda vão ter nos próximos quatro anos.

Pois, certamente, a senadora usará o peso do cargo e sua boa oratória para fazer uma disputa política em outro nível, não mais na planície do Congresso Nacional mas com a chancela presidencial.

Se isso se concretizar, isso dirá muito sobre ela. Não sobre Kátia Abreu, que estará apenas defendendo suas posições bem conhecidas. Mas sobre Dilma e o Brasil que ela prometeu no segundo turno das eleições.

Diante disso, a minha surpresa não é com indicações ministeriais. Mas com os ultraconservadores, que estão na rua denunciando o governo “bolivariano” do PT.

Pessoal… Vai pra casa.

E dá lugar para a esquerda. Que essa sim vai ter muito o que protestar.

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Câmara de Sertãozinho decreta dia em “Homenagem à Consciência Branca”

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Publicado na Folha de S.Paulo

O presidente da Câmara de Sertãozinho (a 333 km de São Paulo), Rogério Magrini dos Santos (PTB), decretou ponto facultativo nesta sexta-feira (21) em “Homenagem à Consciência Branca”.

A medida foi tomada no mesmo decreto que validou ponto facultativo para o Legislativo local pelo Dia da Consciência Negra, comemorado na quinta-feira (20).

A “homenagem” gerou polêmica e críticas de instituições que combatem o preconceito. Vereadores ouvidos pela Folha criticaram a medida e ameaçam até abrir uma comissão processante para apurar o caso.

O presidente da Câmara, que foi eleito vereador com o apelido de “Zezinho Atrapalhado”, não foi encontrado pela Folha nesta sexta-feira e sábado (22) para comentar o assunto.

Segundo os colegas de Santos, ele criou o decreto sem o aval do restante do Legislativo. Os vereadores querem derrubar a medida criada por ele.

“Ele fez uma reunião na segunda-feira (17) porque queria decretar ponto facultativo pelo Dia da Consciência Negra, mas fomos contra porque não há lei municipal aqui”, disse o vereador Agnaldo Bonfim de Souza (PSDB).

“Fomos surpreendidos ao chegar na Câmara na quinta e ver que ele havia decretado dois pontos facultativos”, disse o vereador Silvio Blancacco (PSDB).

O presidente da ONG Cabeça Di Nego de Sertãozinho, Luís Honório, disse que o movimento negro da cidade irá realizar um protesto na Câmara nesta segunda-feira (24) contra o decreto.

“Por uma questão histórica, este decreto é um absurdo e um ato de preconceito”, afirmou Honório.

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Artista cria intervenção para chamar a atenção para a crise da água

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publicado no Mistura Urbana

O artista de rua Mundano, criador do projeto “Pimp my Carroça” resolveu chamar a atenção para o grande problema que estamos enfrentando que é a crise da água. Infelizmente nossos rios estão secando, os reservatórios estão com baixo índice e se não tivermos uma atitude sustentável, reduzindo o consumo pelo menos, a situação vai ficar ainda pior.

Mundano criou a intervenção no Sistema Cantareira, que consiste em um cacto com torneiras, e contou com a ajuda dos grafiteiros Subtu e Fel. Eles ficaram tão chocados com a represa que preferiram ir conferir de perto a atual situação. É hora de mudar, de repensar, de cobrar, porque olha, o negócio tá feio!

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BC consegue bloquear de acusados apenas 7% do estimado pela PF

Cerca de R$ 47 milhões estavam nas contas de envolvidos nos desvios da Petrobras. Destes, R$ 3,2 milhões com o ex-diretor da Petrobras Renato Duque. Justiça esperava bloquear até R$ 20 milhões das contas de cada um dos executivos investigados

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Cleide Carvalho, em O Globo

O Sistema de Atendimento ao Poder Judiciário do Banco Central informou à Justiça Federal de Curitiba que foram bloqueados até agora R$ 47,2 milhões nas contas de 16 dos presos na sétima fase da Operação Lava Jato, a maioria dirigentes de empreiteiras, e de três empresas. O valor é bem abaixo da expectativa da Justiça Federal, que esperava bloquear até R$ 20 milhões em cada instituição financeira em que os envolvidos tivessem conta ou aplicações financeiras. A PF chegou a afirmar que os valores a serem bloqueados poderiam alcançar R$ 720 milhões.

O ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, que teve prisão preventiva decretada na última terça-feira e segue preso na carceragem da PF em Curitiba, teve R$ 3,247 milhões bloqueados. O executivo Júlio Camargo, que assinou acordo de delação premiada, afirmou que Duque mantém contas em nome de off shore na Suíça e que fez depósitos milionários a título de propina para fechar negócios com a Petrobras.

Apenas as contas de Gerson de Mello Almada, vice-presidente da Engevix, tinham saldo para o bloqueio de R$ 22.615.150,27. O executivo com a segunda maior quantia de dinheiro bloqueado é Ricardo Pessoa, da UTC, que teve R$ 10,221 milhões identificados em instituições financeiras.

De acordo com o Banco Central, também foram bloqueados R$ 8,562 milhões nas contas das empresas Technis Planejamento e Gestão em Negócio (R$ 2,001 milhões) e Hawk Eyes Administração de Bens (R$ 6,561 milhões), que seriam de Fernando Antonio Falcão Soares, apontado como operador do PMDB na diretoria Internacional da Petrobras. Na conta particular de Soares foram bloqueados R$ 8.872,79.

Na conta de outra empresa, a D3TM Consultoria e Participações, foram bloqueados R$ 140.140,69.

Na edição desta quinta-feira, o GLOBO mostrou que as primeiras varreduras feitas para o bloqueio de até R$ 720 milhões de dirigentes de empresas presos na Operação Lava-Jato indicavam que as contas bancárias dos investigados podiam ter sido esvaziadas antes da determinação da Justiça Federal. Primeiro a informar à Justiça, o Banco Itaú encontrou com saldo zerado na conta de três dos presos e bloqueou apenas os R$ 4,60 que estavam na conta de Ildefonso Colares Filho, que deixou a presidência da Queiroz Galvão em abril passado, depois que a Operação Lava Jato foi deflagrada.

De acordo com o relatório desta quinta-feira do BC, encaminhado à Justiça Federal, estavam zeradas as contas em nome de Valdir Lima Carreiro, da Iesa, e de Erton Medeiros Fonseca, Galvão Engenharia. Carreiro foi libertado na última terça-feira, depois de cumprir prisão temporária por cinco dias. Fonseca segue preso.

Veja quanto foi bloqueado até agora de cada um dos envolvidos:

Renato Duque, ex-diretor da Petrobras: R$3.247.190,63

Gerson de Mello Almada: R$ 22.615.150,27

Ricardo Ribeiro Pessoa, da UTC: R$ 10.221.860,68

Dalton dos Santos Avancini, da Camargo Corrêa: R$ 852.375,70

Sérgio Cunha Mendes, da Mendes Jr: R$ 700.407,06

José Ricardo Nogueira Breghirolli, da OAS: R$ 691.177,12

Eduardo Hermelino Leite, da Camargo Corrêa: R$ 463.316,45

Othon Zanoide de Moraes Filho, da Queiroz Galvão: R$ 166.592,14

João Ricardo Auler, da Camargo Corrêa: R$ 101.604,14

José Aldemário Pinheiro Filho, da OAS: R$ 52.357,15

Agenor Franklin Magalhães Medeiros, da OAS: R$ 46.885,10

Walmir Pinheiro Santana, da UTC: R$ 9.302,59

Fernando Antônio Falcão Soares (lobista) : R$ 8.873,79

Ildefonso Colares Filho, da Queiroz Galvão: R$ 7.511,80

Valdir Lima Carreiro, da Iesa: zero

Erton Medeiros Fonseca, Galvão Engenharia: zero

Empresas:

Technis Planejamento e Gestão em Negócio: 2.001.344,84

Hawk Eyes Administração de Bens: 6.561.074,74

D3TM Consultoria e Participações: R$ 140.140,69.

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