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Marido frustrado cria tabela com desculpas da mulher ao negar sexo

Documento que continha frases como “Estou muito cansada”, “Preciso de um banho” ou “Amanhã levanto muito cedo” foi compartilhado milhares de vezes em rede social

16720584Publicado no Zero Hora

Um marido frustrado com a frequência sexual que mantinha com a mulher resolveu elaborar uma planilha na qual listou as desculpas diárias utilizadas pela companheira para “negar fogo”. Irritada com a iniciativa, ela compartilhou o documento no Reddit, fórum online, o que gerou uma grande repercussão, com milhares de mensagens e manifestações de apoio para ambos os lados, informou o The Telegraph. Segundo a lista do homem, que já foi apagada, em 30 dias, o casal transou apenas três vezes.

“Estou cansada”, “Estou tentando assistir ao filme” (dormiu menos de 15 minutos depois), “Preciso de um banho”, “Comi demais”, “Acho que estou ficando doente”, “Ainda não me sinto bem”. Essas são algumas das respostas dadas por uma mulher, que não teve a identidade e nem a nacionalidade reveladas, para negar sexo ao marido durante 30 dias, entre os meses de junho e julho.

Insatisfeito, o homem listou todas elas e resolveu mandar para a mulher por e-mail enquanto ela se dirigia ao aeroporto para uma viagem a trabalho de 10 dias.

Irritada depois de não ter suas diversas ligações atendidas, a mulher resolveu compartilhar o documento no Reddit com um texto no qual dizia, segundo o Daily Mail, que os dois estão juntos há cinco anos, mas casados há dois. Sem filhos, eles compraram uma casa há cinco meses.

“Ele nunca fez isso, nós sempre nos comunicamos pessoalmente ou por texto. Eu abri isso agora e percebi que essa tabela é um levantamento sarcástico no qual ele deixa claro que não sentirá a minha falta pelos próximos dez dias (…) Nossas vidas têm sido uma loucura de tão ocupadas. Passamos toda a primavera renovando a nossa nova casa. No meu trabalho, me deram quase o dobro da minha carga de tarefas habitual depois de alguns dos meus colegas terem sido demitidos. Ganhei algum peso no inverno e estou me arrebentando na academia para me livrar dele”, disse.

Antes de ser deletado, o documento foi compartilhado milhares de vezes, recebendo inúmeras mensagens de apoio para ambos os lados. A maioria das pessoas criticou a “imaturidade” do marido e disse que ele deveria ter lidado com o problema de uma forma diferente.

Hoje não vai dar
No Brasil, um perfil de Twitter chama a atenção também ao listar desculpas, mas para recusar o convite para sair. O @hojenaovaidar – Melhores desculpas para não sair com você – cita diariamente desculpas engraçadas e pouco convincentes que poderiam ser substituídas simplesmente por um não. Confira algumas abaixo:

Hoje não vai dar, não quero estragar a nossa amizade.
Hoje não vai dar, mas me encontra lá no Tinder
Hoje não vai dar, ainda tô com ressaca da Copa
Hoje não vai dar, quebrou meu forninho
Hoje não vai dar, tenho chá de fralda da minha prima

dica do Gerson Caceres Martins

18 coisas que você tem feito errado toda a sua vida

Publicado no BuzzFeed

1. Jogar Monopoly.

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As regras são bem explícitas: Se você parar numa propriedade, pode comprá-la. Se você decidir não comprar, a propriedade pode ser leiloada a todos os outros jogadores.
O lance pode começar com qualquer valor. Jogar por estas regras encurta dramaticamente o jogo, e o torna significativamente menos irritante.

2. Comer biscoitos digestivos de chocolate.

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O CHOCOLATE ESTÁ EMBAIXO.

3. Comer asas de frango.

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Se você pegar os dois ossos (o menor primeiro), torcer e puxá-los, você terá uma asa de frango desossada – algo glorioso de fato.

4. Cortar bolo.

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Na realidade, você deve cortar o bolo do meio para fora, se quer que ele fique fresco.
#alucinado.

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5. Tirar a camiseta.

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Sim, você pode fazer isso com uma mão. É fácil assim.

6. Comer Tic Tacs.

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Deixe o sulco da tampa fazer a sua mágica e tire um de cada vez.

7. Descascar uma manga.

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Tudo que você precisa é de um copo resistente e um pouco de coordenação.

8. Descascar uma banana.

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Abra-a na outra ponta para evitar que ela se divida e fique amassada enquanto você tenta abri-la.

9. Comer Toblerone.

Apenas quebre-o para trás num movimento fácil.

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10.
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11. Guardar suas camisetas.

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Coloque-as de lado e você poderá ver exatamente o que tem e não vai bagunçar toda a gaveta.

12. Usar livro de receitas.

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É só fazer uma tatuagem temporária.

13. Levar seu celular para a praia.

Não há necessidade de capas caras à prova d’agua.

14. Comprar lâminas de barbear.

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Tudo que você precisa fazer é afiar sua lâmina atual usando um par de calças jeans.

15. Cortar tomates.

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Coloque-os entre dois pratos e corte pelo vão, usando uma faca afiada para evitar uma sujeira.

16. Guardar as chaves.

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É só usar o Lego.

17. Cozinhar ovos.

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18. Pedalar de saia.

Use um elástico e uma moeda para manter a saia no lugar.

Blogueira é condenada por criticar restaurante em post

Segundo juiz, o texto tinha grande relevância nas buscas do Google e prejudicava o estabelecimento

taca-vinho-porto-size-598Publicado na Veja on-line

A blogueira francesa Caroline Doudet tem razões a mais para não visitar o restaurante Il Giardino, em Cap-Ferret, na França. A crítica que ela fez do local, que falava mal do estabelecimento, foi considerada ofensiva pela justiça francesa. Segundo o veredicto de um juiz de Bordeaux, o post da blogueira tinha grande relevância nas buscas do Google e, por isso, prejudicava o estabelecimento. Caroline foi condenada a mudar o título de seu review e a pagar uma indenização ao restaurante.

O título em questão, “O lugar para evitar em Cap-Ferret: Il Giardino”, não agradou o dono do restaurante, que procurou a justiça francesa. Segundo o processo, o texto aparecia em quarto lugar no Google quando um usuário fazia uma pesquisa pelo nome do estabelecimento. Para o proprietário, o review prejudicava o seu negócio injustamente. Carolina discorda. De acordo com a blogueira, o serviço do local, bem como o atendimento do proprietário, foram ruins e não mereciam elogios.

A popularidade de Caroline nas redes sociais influenciou a decisão do juiz. A blogueira, que escreve sobre moda, literatura e gastronomia, tem mais de 2.000 seguidores no Twitter e uma comunidade de leitores bastante ativa. A justiça determinou que ela não use a construção “lugar para evitar” no título do post e pague o valor de 1.500 euros (4.578 reais) para o restaurante. A blogueira acabou tirando o texto do ar.

Crime — Para Caroline, a decisão transformou em disparate aparecer bem nas buscas do Google. A blogueira reclamou: “Esta decisão cria um novo crime: o de ter uma influência muito grande na internet”, disse a crítica para a rede britânica BBC. Para um site local, o proprietário do restaurante se manifestou: “As pessoas podem criticar, mas com respeito”. A blogueira disse que não vai recorrer da decisão.

Geração “só a cabecinha”

Se Caetano Veloso já achava que tinha muita notícia nos anos 1960, o que dizer de hoje?

(foto: Nik Neves/ Editora Globo)

(foto: Nik Neves/ Editora Globo)

Bia Granja, na Galileu

Outro dia vi um estudo que diz que 25% das músicas do Spotify são puladas após 5 segundos. E que metade dos usuários avança a música antes do seu final. Enquanto isso, no YouTube, a média de tempo assistindo a vídeos não passa dos 90 segundos. O mais chocante desses dois dados é que o uso do Spotify e do YouTube, em geral, está focado no lazer, no entretenimento. Ou seja, se a gente não tem paciência para ficar mais de 90 segundos focado em uma atividade que nos dá prazer, o que acontece com o resto das coisas?

Você ficou sabendo da entrada do ator Selton Mello no seriado Game Of Thrones? Saiu em vários grandes portais brasileiros e a galera na internet compartilhou loucamente a notícia. Tudo muito bacana, não fosse a notícia um hoax, um boato inventado por um empresário brasileiro apenas pra zoar e ver até onde a história poderia chegar. Bem, ela foi longe: mais de 500 tuítes com o link, mais de 3 mil compartilhamentos no Facebook, mais de 13 mil curtidas, matéria no UOL, Ego, Bandeirantes, O Dia e vários outros sites.

Quem não tem paciência de ouvir cinco segundos de uma música tem menos paciência ainda pra ler uma notícia inteira. Pesquisas já mostraram que a maioria das pessoas compartilha reportagens sem ler. Viramos a Geração “só a cabecinha”, um amontoado de pessoas que vivem com pressa, ansiosas demais pra se aprofundar nas coisas. Somos a geração que lê o título, comenta sobre ele, compartilha, mas não vai até o fim do texto. Não precisa, ninguém lê!

Nunca achei que a internet alienasse as pessoas ou nos deixasse mais burros, pois sei que a web é o que fazemos dela. Ela é sempre um reflexo do nosso eu, para o bem e para o mal. Mas é verdade que as redes sociais causaram, sim, um efeito esquisito nas pessoas. A timeline corre 24 horas por dia, 7 dias da semana e é veloz. Daí que muita gente acaba reagindo aos conteúdos com a mesma rapidez com que eles chegam. Nas redes sociais, um link dura em média 3 horas. Esse é o tempo entre ser divulgado, espalhar-se e morrer completamente. Se for uma notícia, o ciclo de vida é ainda menor: 5 minutos. CINCO MINUTOS! Não podemos nos dar ao luxo de ficar de fora do assunto do momento, certo? Então é melhor emitir logo qualquer opinião ou dar aquele compartilhar maroto só pra mostrar que estamos por dentro. Não precisa aprofundar, daqui a pouco vem outro assunto mesmo.

Por outro lado… quem lê tanta notícia? Se Caetano Veloso já achava que tinha muita notícia nos anos 1960, o que dizer de hoje? Ao mesmo tempo em que essa atitude é condenável, também é totalmente compreensível. Todo mundo é criador de conteúdo, queremos acompanhar tudo, mas não conseguimos. Resta-nos apenas respirar fundo, tentar manter a calma e absorver a maior quantidade de informação que pudermos sem clicar em nada. Será que conseguimos?

* Bia Granja é co-criadora e curadora do youPIX e da Campus Party Brasil. Seu trabalho busca entender como os jovens brasileiros usam a rede para se expressar e criar movimentos culturais

Os perigos de estar sempre conectado

Jairo Bouer, na Época

Quem acha que o comportamento dos jovens – e de muitos adultos – que não desgrudam os olhos e os dedos da tela de um celular quando estão em grupo é apenas sinal de falta de educação ou de respeito com quem está em volta pode começar a se preocupar com outras questões mais sérias.

Um estudo da Universidade Estadual de Michigan, nos Estados Unidos, noticiado recentemente pelo jornal britânico Daily News, mostra que mesmo os alunos mais inteligentes podem piorar seu desempenho acadêmico quando o uso de celulares, tablets ou notebooks torna-se frequente em sala de aula. Foram avaliados 500 alunos de psicologia. Todos eles (mesmo aqueles com melhores habilidades intelectuais) tiveram uma queda de rendimento e notas, à medida que crescia o uso de internet durante as aulas – olhando notícias, respondendo a e-mails ou publicando nas redes sociais.

Se o fenômeno ocorre com os mais jovens – em teoria, mais bem adaptados a administrar múltiplas tarefas ao mesmo tempo –, não é difícil imaginar que os mais velhos enfrentem o mesmo tipo de problema em seu trabalho, quando pulverizam sua atenção em estímulos vindos do celular e dos computadores. Os resultados desse trabalho da Universidade de Michigan sugerem que as atividades extremamente envolventes da internet podem tirar até os mais “brilhantes” do rumo.

Outro grande estudo, a Pesquisa nacional de comportamentos de risco do jovem, feito a cada dois anos pelo Centro de Controle de Doenças, de Atlanta, nos EUA, com mais de 13 mil alunos de 42 Estados americanos, investigou, pela primeira vez, o fenômeno das mensagens pelo celular (texting), entre outros hábitos.

O resultado mostrou que 41% dos jovens que já dirigem admitiram ter mandado um texto ou um e-mail enquanto guiavam seu carro, no mês anterior à pesquisa. Em alguns Estados, esse índice ultrapassou 60%. Claramente trata-se de um comportamento cada vez mais comum entre eles. A questão aqui é a habilidade em conduzir um veículo de maneira segura quando o foco de atenção do motorista, além dos olhos e das mãos, está longe do volante. Os jovens, que tendem a ter comportamentos mais impulsivos, correm maior risco de acidentes.

Como não é possível imaginar um mundo e uma escola em que os celulares e a internet não sejam onipresentes, é importante discutir com os jovens o momento mais adequado e seguro para usar essas tecnologias. Que tal desligar o aparelho e prestar um pouco mais de atenção à aula e ao trânsito?