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Dunga volta ao comando da seleção brasileira

Dunga na final da Copa do Mundo, no Maracanã - NELSON ALMEIDA / AFP

Dunga na final da Copa do Mundo, no Maracanã – NELSON ALMEIDA / AFP

Técnico será anunciado pela CBF na manhã de terça-feira

Pedro Motta Gueiros, em O Globo

RIO — Há exatos 100 anos, a seleção brasileira tinha tudo pela frente ao iniciar sua trajetória com vitória por 2 a 0 sobre os ingleses do Exeter City. Na terça-feira, no primeiro dia do seu segundo século, só resta o passado como estímulo e ameaça para o futebol pentacampeão do mundo manter sua hegemonia. Depois de o Brasil sair da Copa humilhado como o anfitrião que cai com a cara no bolo, o chamado à lucidez não resistiu à tendência de negar a realidade. No momento em que o esporte nacional necessita de uma internação para recuperar a identidade e o prestígio de outrora, a CBF contratou um ex-empresário de jogador, Gilmar Rinaldi, para coordenar a reestruturação, e anunciará a volta do técnico Dunga, símbolo maior do futebol de resultados e da combatividade, dentro e fora do campo.

Enquanto o mundo se pergunta aonde foi parar a alegria e a beleza do futebol brasileiro, os dirigentes preferem exibir a outra face. Ao levantar a taça do tetra, Dunga fez da sua maior glória uma explosão de palavrões e impropérios contra aqueles que supostamente o perseguiam desde a derrota de 1990. Se o revanchismo marcou seu momento de maior alegria, o atual descrédito que cerca a seleção suscita reações tão surpreendentes quanto a virtual escolha da CBF. A julgar pelo fato de a entidade ter anunciado o nome de um gaúcho em quatro das últimas cinco trocas de técnicos, o presidente da federação do Rio Grande Sul, Francisco Noveletto, tem legitimidade para confirmar a volta de Dunga, que comandou a seleção entre 2006 e 2010, com bons resultados até a derrota para a Holanda nas quartas-de-final da Copa da África do Sul.

— Depois que o Dunga acertou para voltar à seleção, sumiu do radar, mas não tenho raiva dele. Até porque, se viesse falar comigo, teria de me contar tudo sobre o retorno — disse Noveletto, ao Lancenet, lembrando que estava intermediando a ida do técnico para a seleção da Venezuela até que o interesse da CBF mudou o rumo da negociação. — É um homem de caráter, correto e ideal para comandar esse processo de reestruturação. Sou opositor ferrenho da atual administração, não fui consultado para nada, mas não poderiam ter escolhido um nome melhor para a seleção.

2010_339120643-2010070159977.jpg_20100701Depois de antecipar a contratação de Gilmar, a Rádio Joven Pan, de São Paulo, também já dava como certa a assinatura do contrato para a volta de Dunga. Apesar do comando gaúcho à beira do campo, a CBF conserva sua ligação histórica com o Rio de Janeiro apenas por obediência ao estatuto que só permite a retirada da sede da capital fluminense com a anuência dos presidentes das 27 federações. Com a renúncia do ex-presidente Ricardo Teixeira, seu sucessor José Maria Marim manteve a estrutura anterior até o fim da última Copa. A partir de agora, a transição surge como uma declaração de princípios de Marco Polo Del Nero, atual comandante da Federação Paulista e presidente eleito da CBF para mandato que já começou de fato embora o cartola só tenha direito a tomar posse do cargo no ano que vem.

— Não vai levar mais de um ano e meio para as pessoas reconhecerem que o valor do trabalho da última comissão técnica _ disse um integrante da gestão anterior, lamentando a troca de Luis Felipe Scolari por Dunga. — A atual geração do futebol brasileiro não tem um único jogador como protagonista no futebol europeu, nem o Neymar que ainda está se firmando no Barcelona. Como o time que tinha, o Felipão foi muito longe ao levar o Brasil entre os quatro. É bom lembrar que o Dunga nem chegou às semifinais em 2010.

As acusações entre antigos aliados só reforçam a prevalência dos projetos pessoais sobre soluções institucionais. Antes que se estabeleça uma discussão sobre o papel da CBF, para além da negociação de patrocínios e de amistosos para a seleção, a imediata troca de nomes celebra a mudança para manter a máquina em funcionamento. Antes que a rejeição angariada por Dunga, principalmente por conta de sua relação difícil com a imprensa, sirva para condenar sua escolha, é preciso separar as relações pessoais da sua capacidade de trabalho. Desde os tempos de jogador, Dunga foi mais avaliado pelo temperamento do que pelo futebol. Apesar do apetite pelos carrinhos e dividias, era um volante que raramente errava passes e que usava o lado de fora do pé para dar lançamentos, como aquele em que Romário fez um dos gols na vitória sobre Camarões em 1994.

A dificuldade de estabelecer as nuances que formam a personalidade esportiva de Dunga faz o futebol brasileiro sofer de uma certa bipolaridade desde 1982. Embora aquela seleção tenha sucumbido ao maior equilíbrío do ótimo time da Itália, sua eliminação foi interpretada como a vitória da força sobre a técnica. Desde então, a tendência dos técnicos brasileiros a encher o meio-campo de volantes, a começar por Telê Santana, que jogou com Elzo e Alemão em 1986, deu origem a Era Dunga, que já entra no segundo século da história da seleção. Visto como uma antítese da última geração romântica do futebol brasileiro, Dunga se alimentou desse confronto que até hoje prejudica o diálogo entre a organização e o talento.

A BUSCA PELO EQUILÍBRIO

Enquanto os campeões do pragmatismo insistem que a beleza da geração de Zico, Sócrates e Falcão tem a marca da derrota, os românticos preferem perder com classe do que ganhar de qualquer jeito. Muitas vezes, os extremos estão de um lado só. De símbolo da derrota de 1990 a capitão da conquista na Copa seguinte, Dunga foi líder capaz de preservar o gênio de Romário em 1994 e de dar uma cabeçada em Bebeto quatro anos depois. A busca pelo equilíbrio de todo o futebol brasileiro começa pelo seu futuro comandante.

Reação normal depois de um período de extrema excitação, a depressão pode se tornar algo mais grave quando os sintomas se agravam em vez se serem atenuados com o tempo. Passada uma semana do fim da Copa, as decorações e as lembranças ainda vivas fazem o torcedor brasileiro vagar pelas ruas como um zumbi, à espera do próximo revés. Depois da saraivada de gols nos últimos dois jogos, as declarações de Felipão, de que o trabalho fora bem feito.

Luiz Felipe Scolari não é mais treinador da seleção brasileira

Felipão mostra desespero durante a derrota brasileira por 3 a 0 para a Holanda, no Mané Garrincha (foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)

Felipão mostra desespero durante a derrota brasileira por 3 a 0 para a Holanda, no Mané Garrincha (foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)

Paulo Passos, Pedro Ivo Almeida, Ricardo Perrone e Rodrigo Mattos, no UOL

Luiz Felipe Scolari não é mais o técnico da seleção brasileira de futebol. A Confederação Brasileira de Futebol tomou a decisão durante a tarde deste domingo e definiu que Felipão não ficaria mais como treinador da seleção. Dois dirigentes que conversaram com José Maria Marin, presidente, e Marco Polo Del Nero, vice e futuro mandatário, ouviram que o treinador será sacado. Segundo os relatos, a cúpula da CBF afirmou que a situação ficou insustentável depois da derrota para a Holanda, na disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo. A entidade informa que irá se pronunciar nesta segunda-feira.

“Ontem à noite após do jogo Marin e Del Nero tomaram a decisão. Não houve um anúncio formal para as federações, mas os presidentes já sabem”, afirmou Delfim Peixoto, presidente da Federação Catarinense de Futebol e vice-presidente eleito da CBF para a gestão que inicia em 2015 e tem Del Nero como presidente.

A informação foi dada inicialmente pela TV Globo. Depois da tarde de hoje, com a decisão já tomada, o treinador foi desligado do comando do Brasil na noite deste domingo e seu pedido foi aceito pela CBF. Carlos Alberto Parreira também não faz mais parte da comissão técnica da equipe.

O auxiliar técnico Flávio Murtosa, o preparador de goleiros Carlos Pracidelli e o preparador físico Anselmo Sbragia também saíram. A decisão poderá ser anunciada nesta segunda-feira por Luiz Felipe Scolari e pelo presidente da CBF José Maria Marin.

Luiz Felipe Scolari já havia afirmado que colocaria o cargo à disposição da CBF, independentemente do resultado na Copa do Mundo, ao final da participação do Brasil no torneio.

O treinador, após a derrota para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar da Copa, não quis falar sobre o futuro abertamente. Apesar de não ter recebido apoio público com ênfase no discurso dos jogadores, recebeu o abraço simbólico de Neymar, que invadiu a última entrevista coletiva para isso.

O Brasil de Felipão não conseguiu produzir bom futebol nessa Copa do Mundo. Estreou jogando mal contra a Croácia e dependeu de grandes atuações individuais de David Luiz, Oscar e Neymar para não perder a primeira partida. Depois, continuou irregular contra México e Camarões. Nas oitavas de final, jogou menos do que o Chile e dependeu dos pênaltis para passar. Contra a Colômbia, fez atuação boa na primeira etapa e conseguiu definir a partida, antes do inexplicável massacre alemão, por 7 a 1, no Mineirão.

O técnico Luiz Felipe Scolari tinha uma contrato com a Confederação Brasileira de Futebol que tinha duração até o dia 13 de julho, com o fim da Copa do Mundo.

Veja lições que o Brasil pode aprender com a Alemanha após surra histórica

Müller e Schweinsteiger consolam o brasileiro Dante, companheiro de Bayern de Munique, após a vitória alemã por 7 a 1, no Mineirão (foto:  Martin Rose/Getty Images)

Müller e Schweinsteiger consolam o brasileiro Dante, companheiro de Bayern de Munique, após a vitória alemã por 7 a 1, no Mineirão (foto: Martin Rose/Getty Images)

José Ricardo Leite e Vanderlei Lima, no UOL

Mentalidade forte, capacidade de absorver um duro golpe e usar os erros para uma virada. Aceitar as deficiências com humildade, analisar as virtudes dos rivais e usá-las, sem perder sua essência. Isso é o que o Brasil pode aprender com a Alemanha que a humilhou com um 7 a 1 para conseguir se recuperar de seu maior vexame, segundo a opinião de quem conhece bem o país tricampeão e vivenciou toda a ressurreição que ele passou.

Na virada do milênio, os alemães passaram por uma situação semelhante à do Brasil de hoje. Com uma base envelhecida do título mundial de oito anos atrás, fizeram uma Copa de 98 ruim e levaram um 3 a 0 da Croácia nas quartas. Dois anos mais tarde, caíram na primeira fase da Eurocopa ao perderem da Inglaterra e tomar um 3 a 0 para Portugal. Naquele momento foi identificado que seu futebol baseado na força e contato físico estava defasado. Os alemães estavam em crise.

“A partir dali houve uma mudança, uma revolução. Viram que o estilo alemão de contato, bola pra frente e todo mundo correndo atrás já não adiantava mais. Mudaram tudo. O Brasil foi massacrado pela Alemanha na forma de jogo. Se não mudarmos agora, vamos passar vergonha. A Alemanha não baixou a cabeça e aprendeu com os erros”, falou o ex-atacante do Bayer de Munique Elber, que jogou mais de dez anos na Alemanha, de 1993 a 2003, e voltou em 2005.

“Houve ali uma reestruturação total na organização e o futebol deles teve uma melhora muito grande desde então. O Brasil parou no tempo”, opinou Amoroso, que passou de 2001 a 2004 no Borussia Dortmund.

Os brasileiros que vivenciaram a mudança de postura e mentalidade do jogo alemão listam exemplos do que foi reestruturado pelo país europeu que pode ser feito por aqui também e o que podemos tirar do jeito alemão. Após a mudança, a Alemanha chegou na final de 2002, nas semifinais em 2006, na final da Euro de 2008, semi da de 2012 e final da Copa do Mundo de 2014, só restando um título para coroar a mudança de mentalidade.

“A modernidade está aí para quem quiser usá-la e se atualizar. Você vê o Guardiola, um cara que busca a informação. E o próprio (Joachim) Low, que fez uma reformulação na seleção alemã”, disse o tetracampeão Paulo Sérgio, que jogou sete anos no país bávaro por Bayer Leverkusen e Bayern de Munique.

Humildade para querer aprender e intercâmbio

A primeira recomendação dada é a de querer mudar e achar que tem que aprender com o que estava errado e pode ser melhorado, como fez a Alemanha. O Brasil não pode achar que os 7 a 1 foi por acaso e apenas uma pane de poucos minutos.”Precisamos que uma comissão técnica futura das seleções e clubes queiram aprender. O problema do brasileiro é que ele não é humilde (como o alemão) e não acha que tem que aprender com os outros. Tem que ter humildade para querer aprender com o que acontece lá fora”, opinou Amoroso. Elber lembra que a partir do momento da virada alemã eles passaram a contratar técnicos estrangeiros para desenvolver o jogo interno do país. “Quando cheguei no Stuttgart você não via treinador estrangeiro. Só alemão. Depois o Bayern trouxe o (italiano) Trapattoni, que ajudou muito nas táticas. O Dortmund trouxe o Nevio Scala. Passou a ter uma mudança já na parte de cima. O Brasil precisa urgentemente disso. O Tite fez um estágio na Europa. O treinador brasileiro tem que recorrer a isso. Se você ligar pro Bayern, o Guardiola abre as portas pra te receber lá, falou Elber. E Alemanha, mesmo sendo uma potência, é humilde. Eles chegaram pianinho aqui. Vieram pra jogar.”

Jogo coletivo sem depender da individualidade
A Alemanha sempre teve um jogo coletivo. Admirava a habilidade e a capacidade de improvisação do jogador brasileiro para decidir um jogo e tentou formar atletas que arriscassem mais no drible e nas jogadas. Mas nem por isso abandonaram o que já faziam bem e lhe rendeu seus títulos; uma equipe que não joga em função de um único atleta. Na opinião dos ex-jogadores, falta o Brasil querer jogar mais coletivamente. “Os times lá jogam de forma compacta, com todos auxiliando os outros”, disse Amoroso.”Eles sempre ganharam pela coletividade, é a forma alemã de se pensar. Você tem que ajudar o time, não pode só ficar parado. Tem que correr mais, se movimentar. Eu falei em uma TV alemã certa vez que quando eu estava na seleção brasileira com Vanderlei Luxemburgo, voltei pra marcar e ele falou que eu tinha que ficar só do meio pra frente. Não é assim. E eles quiseram aprender com nossa improvisação indo jogar fora”, falou Elber. Ainda assim, de lá pra cá, conseguiu formar jogadores com mais habilidade para decidir um jogo. “Tem caras com muita técnica, como Ozil e Goetze. Eles têm mais gingado e habilidade do que os mais antigos. Estão mesclando”, opinou Paulo Sérgio.

Respeito ao adversário
Chamou a atenção de todos que durante a humilhante goleada, nenhum jogador alemão esboçou alguma atitude de desrespeito ou menosprezo ao adversário. Firulas, dribles e provocações são bem mais comuns no Brasil quando uma equipe vence um time por larga diferença de gols. Entendem que o respeito ao adversário é algo que precisa existir na cabeça do brasileiro.”Eles ficaram constrangidos com o que acontece. Mesmo com resultado ganho, não teve nada de chapeuzinho e bola no meio das pernas. Eles jogaram pra fazer o que tinha que fazer. É uma cultura de respeito. Tanto que depois todos eles falaram que admiram o Brasil e pregaram respeito”, opinou Elber. “É o jeito deles de não querer desmoralizar. O sul-americano já ia querer fazer gracinha, dar chapéu. O alemão procura manter a educação e respeitar”, endossou Amoroso.

Aceitar a derrota e menos pressão
A Alemanha organizou o Mundial de 2006 em casa e não ganhou. Estava do início para o meio do processo de reestruturação. A derrota em casa para a Itália na semi não foi vista como fracasso. Aquela Copa é conhecida por lá como “sonho de verão” por ter resgatado o orgulho alemão por sua seleção e pelo país. A boa organização fez os alemãs entenderam que dali o time colheria frutos no futuro e que mostraram uma boa imagem ao mundo com a Copa, mesmo não ganhando. “O Brasil tem essa coisa de que tem que ganhar quando joga em casa. Tem outras seleções que vem jogar. E aí se coloca muita pressão em cima dos jogadores. Vimos contra o Chile que eles estavam se desmantelando. Acham que porque joga aqui é primeiro o Brasil e depois o resto. Eles reconhecem a força do adversário. Foi um sonho de verão mesmo. Eles resgataram o patriotismo que o alemão deixou dentro da gaveta. Isso foi um ganho pra eles na Copa”, explicou Elber.

Organização para se reestruturar
O jeito organizado do alemão pode ser usado como espelho para que tanto fora de campo como em equipe dentro das quatro linhas não haja bagunça. Os alemães hoje contam até com serviços de tecnologia que ajudam a seleção, como tecnologia SAP para analisar os rivais e ter em mãos estatísticas e dados sobre seus jogadores e os concorrentes. “Eles são organizados, dificilmente fazem loucas financeiras, por exemplo, se não têm como honrar o compromisso. Os gestores da seleção e de clubes são profissionais, enquanto aqui vemos muito amadorismo. Hoje se você entrar no vestiário do Bayern, cada armário do jogador tem uma tela de LCD com informações pra ele. Tem quem queira fazer isso no Brasil?”, questionou Paulo Sérgio. “A CBF e os clubes têm que ser mais profissionais como eles são lá. E dentro de campo time deles é organizado jogando, não são 10 caras dependendo do Neymar”, disse Amoroso.

Garota de 15 anos não suporta vexame brasileiro e se suicida no Nepal

Brasil x Alemanha foi o jogo mais tweetado da história do Twitter | Crédito: Laurence Griffiths/Getty Images

Brasil x Alemanha foi o jogo mais tweetado da história do Twitter | Crédito: Laurence Griffiths/Getty Images

Publicado no Terra

A nepalesa Pragya Thapa, uma garota de apenas 15 anos, não suportou a goleada sofrida pela seleção brasileira diante da Alemanha e se suicidou. O Brasil era o seu time favorito, e ela sentiu-se deprimida após o jogo, deixando uma carta aos familiares explicando os motivos da sua decisão antes de se enforcar. As informações são do jornal Ekantipur.

Ela, que morava com a mãe e a avó, se suicidou dentro da própria casa e foi encontrada pela sua família. Ela assistiu ao jogo ao lado de alguns amigos, em Bharaul, a 400 km da capital do país. Segundo informações da polícia local ao jornal, Pragya havia discutido com os colegas por causa da partida.

Na carta de despedida, ela revelou que sentia “uma dor profunda” pelo massacre que o Brasil estava sofrendo: 7 a 1.

Pragya era a filha mais velha da família e estudava na ‘décima série’ da Siddhartha Memorial School, no Nepal. Ela era esportista e considerada uma boa lançadora de dardos.

Site lista motivos para brasileiros ficarem otimistas após derrota

Bruno Astuto, na Época

Torcedores se divertem antes do início da partida entre Brasil e Alemanha, em Belo Horizonte, em Minas Gerais (Foto: Dario Lopez-Mills/AP)

Torcedores se divertem antes do início da partida entre Brasil e Alemanha, em Belo Horizonte, em Minas Gerais (Foto: Dario Lopez-Mills/AP)

O site Hollywood.com  decidiu enviar uma mensagem de otimismo aos brasileiros no dia seguinte à derrota de 7 x 1 para a Alemanha. “Foram os 45 minutos mais chocantes da TV desde o fim da temporada de Game of Thrones”, diz o site, ironizando. “Mas não é só porque o Brasil está cabisbaixo, que está completamente acabado.

Então, anime-se Brasil, você tem muito do que se orgulhar”, diz o artigo, listando os motivos:

1- Você ainda tem mais títulos da Copa do Mundo do que qualquer outra nação.

2- Você ainda é o maior país da América do Sul.

3- Você ainda tem uma população inteira de pessoas que se parecem com a Gisele Bündchen (um tanto exagerados, não?).

4- Você ainda tem na memória os dias de glória de Pelé.

5- Você ainda tem o Cristo Redentor, a maior estátua art déco do mundo. Ei, espere….

6- O Carnaval está apenas a sete meses de acontecer…

7- Você ainda têm essa versão estranha do vôlei, em que só pode usar seus pés. Isso é quase como futebol, certo?

8- Você ainda tem Cidade de Deus, o único filme no mundo que todo mundo acha que é bom.

9- Você ainda produz mais modelos da Victoria’s Secret do que qualquer outro país.

10- A maioria dos outros países parecem idiotas quando tentam dançar samba.

E vão existir provavelmente mais duas sequências do filme Rio, no mínimo. Isso deve valer alguma coisa, certo?