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Quantos escravos você tem?

Se você acha que a resposta é “nenhum”, talvez você deva conhecer esta ferramenta online…

slaves1Ana Freitas, na Galileu

Conheça a Slavery Footprint, uma ferramenta que informa a quantidade de trabalho escravo usado para produzir os bens de consumo que você usa.

O app faz parte de uma ação  da ONG Made In A Free World, que tem como objetivo erradicar o trabalho escravo no mundo. De acordo com a entidade, são mais de 29 milhões de pessoas, incluindo crianças, sendo escravizadas no planeta em 2014. E e o pior: elas trabalham, frequentemente, na cadeia de produção de muitos dos bens de consumo que a gente tem em casa, do seu celular e suas roupas até na extração de matéria prima para produtos de beleza e de limpeza, construção civil e mineração.

Para saber quantos escravos trabalham para você, é preciso responder a um questionário interativo que investiga todo o seu perfil: onde você mora, sua idade, o que você come, o que você tem no gabinete no banheiro, no guarda-roupa, na mesa do escritório e na garagem. No final, você pode ver o número de pessoas que seus hábitos de consumo podem estar ajudando a manter em condições desumanas de trabalho e dá meios de ajudar a combater isso, informando os pontos mais sensíveis dos seus hábitos de consumo e os meios para contatar as empresas para que elas fiscalizem melhor suas linhas de produção.

Holandês de 19 anos cria sistema que promete limpar metade do Oceano Pacífico

Garoto criou forma de despoluir oceanos através de barreiras flutuantes - Divulgação

Garoto criou forma de despoluir oceanos através de barreiras flutuantes – Divulgação

Boyan Slat montou uma ‘vaquinha virtual’ para captar U$ 2 milhões para realizar a ação que deve durar 10 anos

Publicado em O Globo

RIO – Com apenas 19 anos, o holandês Boyan Slat encontrou uma possível solução para limpar metade do oceano Pacífico em 10 anos. O plano de Slat consiste em uma barreira flutuante que aproveita as correntes oceânicas fazendo uma espécie de trincheira que bloqueia o lixo encontrado nas águas.

Slat pensou sobre a iniciativa quando foi mergulhar na Grécia e viu um volume de plástico no mar maior do que de peixes.

— Eu primeiro tomei conhecimento do problema da poluição quando mergulhei na Grécia, onde tinha mais sacos de plástico do que peixes. Infelizmente, o plástico não desaparece por si só. Daí eu me perguntei, por que não podemos limpar isso?

Em um experimento com um protótipo, o sistema flutuante recolheu plásticos em até três metros de profundidade e coletou uma quantidade pequena de zooplânctons, que auxilia a reciclagem do plástico.O conceito de Slat usa as correntes oceânicas naturais e ventos para transportar naturalmente os plástico para uma plataforma de coleta. Em vez de usar redes e embarcações para remover o plástico da água, barreiras flutuantes sólidas são usados ​​para fazer o entrelaçamento.

A iniciativa tem apoio de mais de 100 pesquisadores e ambientalistas, com a meta de remover 65 metros cúbicos de lixo por dia. Com um site que mostra todo o procedimento, Slat faz uma “vaquinha virtual” para colocar seu plano em ação. O valor de 2 milhões de dólares é alto mas, em apenas duas semanas, o jovem já conseguiu 34% do montante com doações que variam de cerca de cinco dólares até dez mil dólares. Ao colaborar, o doador sabe o quanto o valor dado significa em retirada de lixo do oceano.

As doações podem ser feitas pelo site desenvolvido por Slat para o projeto.

Menina de 8 anos cria empresa de venda de limonada para ajudar a acabar com a escravidão infantil

Vicente Carvalho, no Hypeness

Quando Vivienne Harr, na época com apenas 8 anos, via uma exposição, em maio de 2012, observou uma fotografia de dois rapazes escravos carregando pedras grandes e a foto a deixou tão chocada que ela sabia que precisaria fazer alguma coisa para tentar mudar a situação.

Daquele dia em diante, Vivienne não conseguiu mais ficar indiferente e decidiu então agir: criou uma banca de limonada, onde inicialmente vendia a bebida por 2 euros. Inicialmente, o resultado não foi muito bom, até que a menina decidiu parar de cobrar um valor, deixando o preço livre para quanto a pessoa quisesse pagar. “O que seu coração mandar”, podia ler-se na banca, junto com o anúncio da razão de estar vendendo a limonada: para ajudar as crianças que trabalham sob escravidão.

Tudo então mudou e Vivienne chegou a conseguir mais de 115 mil euros (cerca de 350 mil reais),  o valor necessário para ajudar a libertar 500 escravos.

Mas depois de conseguir essa quantia, ela não conseguiu mais parar, pois sabe do número absurdo de crianças que ainda vivem em situação de semi ou total escravidão, e com a ajuda da família, especialmente do pai, Eric Harr, a jovem lançou o projeto “Make a Stand”, para vender a sua limonada orgânica, a “Lemon-aid”. 5% do lucro da empresa vai para a Fundação Make a Stand, que ela fundou para destinar os recursos a parceiros como a UNICEF, por exemplo. Como o negócio social começou a crescer, seu pai pediu demissão do emprego e atualmente se dedica integralmente à empresa fundada pela filha, que em uma palestra disse: “Se a vida te der um limão, mude o mundo com ele!”

A empresa ainda usa produtos orgânicos, sem conservantes e todos os ingredientes estão claramente descritos nos rótulos, além da transparência total caso alguém precise de informações sobre como o dinheiro levantado será aplicado para a erradicação da escravidão infantil.

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Atualmente a empresa integra o grupo B Corporation, uma certificação internacional que valida que a empresa tem em toda sua estrutura os cuidados com impacto social, ambiental e financeiro (aqui no Brasil, uma das únicas que tem o selo é a Natura).

Recentemente foi lançado um documentário contando a trajetória da menina norte-americana. Vale a pena assistir ao trailer abaixo:


Post por Razões para Acreditar.

Em vez de dinheiro, festival de metal cobra ingressos com cabelo para amenizar a dor de crianças com câncer

Publicado no Hypeness

Uma das formas de amenizar o sofrimento de crianças que lutam contra o câncer é devolvendo a elas o cabelo, perdido durante a quimioterapia. Isso é feito por meio de perucas que chegam a custar US$ 1.500 cada, mas que poderiam ser feitas a partir da doação de cabelo humano.

Foi então que um festival de bandas de metal, evento com a maior quantidade de cabeludos por metro quadrado na região, tornou-se a forma perfeita de ajudar os pequenos que passam por esta batalha: em vez do dinheiro, o ingresso seria comprado com cabelo.

Realizado na Cidade do México, o Hair Fest contou com 9 bandas para comandarem cerca de 8 horas de metal. E nos riffs de guitarra, os headbangers, conhecidos por balançarem o cabelo ao som da música, tiveram que se contentar com a careca. A iniciativa conseguiu arrecadar cabelo suficiente para 107 perucas (o equivalente ao arrecadado durante todo um ano) e virou notícia nos principais veículos do mundo.

Além de ajudar as crianças com câncer, o projeto ainda serviu para provar de uma vez por todas que metaleiro também faz o bem. Confira tudo isso no vídeo e nas fotos abaixo:

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