Criador do desafio do balde de gelo morre afogado nos Estados Unidos

Corey Griffin, de 27 anos, lançou campanha após diagnóstico de amigo.
Iniciativa arrecada dinheiro para tratamento da esclerose lateral amiotrófica.

Corey Griffin, um dos criadores do 'desafio do gelo', morreu afogado (foto: Reprodução/Facebook/Corey Griffin)
Corey Griffin, um dos criadores do ‘desafio do gelo’, morreu afogado (foto: Reprodução/Facebook/Corey Griffin)

Publicado no G1

Corey Griffin, um dos criadores do “ALS Ice Bucket Challenge”, o desafio do balde de gelo, morreu afogado em um acidente de mergulho no sábado (16). Aos 27 anos, ele havia arrecadado US$ 100 mil horas antes de sua morte e estava orgulhoso pela popularidade de sua campanha na internet, de acordo com o jornal “Boston Globe”.

Por volta de duas da madrugada daquele dia, Griffin saltou de um cais tradicionalmente usado por moradores de Nantucket, em Massachussetts, para mergulhos. Ele ainda teria voltado à superfície uma vez antes de se afogar. Um salva-vidas que estava de folga e passava pelo local o resgatou, mas ele foi declarado morto ao chegar ao hospital.

O jovem ajudou a popularizar o desafio do balde de gelo depois que seu amigo Pete Frates recebeu o diagnóstico de esclerose lateral amiotrófica, mal degenerativo também conhecido como doença de Lou Gehrig.

A campanha desafia personalidades a jogar um balde de água gelada contra a cabeça ou fazer uma doação de US$ 100 a ALS Association – ou os dois. Caso a pessoa participe da brincadeira, pode desafiar outros a fazer o mesmo em até 24 horas.

A campanha se tornou viral após Mark Zuckerberg, criador do Facebook, e Bill Gates, da Microsoft, terem divulgado seus vídeos. De acordo com o Facebook, 28 milhões de usuários aderiram, incluindo diversos artistas e celebridades que vão de Lady Gaga a Ana Maria Braga. Na quarta (20), por exemplo, o sapo Kermit, dos Muppets, e o ex-presidente dos EUA, George W. Bush, postaram vídeos de seus desafios.

Mais de US$ 15 milhões já foram arrecadados em menos de um mês, segundo comunicado oficial divulgado no site da ALS Association no domingo (17).

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Movimento Novo Jeito leva rosas e conforto para a família de Eduardo Campos

Vestidos de branco, eles chegaram na casa da família, em Dois Irmãos, Zona Norte do Recife, de mãos dadas e com rosas nas mãos

Um grande abraço coletivo de anônimos envolveu a residência dos Campos (foto: Mariana Dantas/ NE10)
Um grande abraço coletivo de anônimos envolveu a residência dos Campos (foto: Mariana Dantas/ NE10)

Mariana Mesquita, no JC Online

Cerca de 200 pessoas do Movimento Novo Jeito estiveram na casa de Eduardo Campos, na manhã deste sábado (16), para levar um pouco de conforto à família do ex-governador, morto em acidente aéreo na última quarta-feira (13). Vestidos de branco, eles chegaram na casa da família, em Dois Irmãos, Zona Norte do Recife, de mãos dadas e com rosas nas mãos, por volta das 11h. Não falaram com ninguém. Apenas entraram.

O grupo passou cerca de 20 minutos na casa de Renata. Juntos, cantaram a música Noites Traiçoeiras, do Padre Marcelo Rossi. Fizeram uma oração e saíram, deixando flores com Renata e os filhos e ao redor da piscina.

Grupo entrou em silêncio (foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem)
Grupo entrou em silêncio
(foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem)

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Pai, eu não te amo como antigamente

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Ruth Manus, no Estadão

Pai,

Há muitos anos que não caibo mais no seu colo. Hoje meu peso já é demais para você me carregar nos seus ombros. E meus anos já não permitem certos mimos de antigamente.

Mas me flagro, às vezes, desejando que você ainda pudesse administrar minha vida, escolhendo os caminhos mais seguros para eu caminhar. Caminhada essa, livre de todo medo, por saber que você me observava a cada passo, tentando impedir meus tombos e tropeços.

Os anos passaram. E a vida não perdoa atrasos.

A cada dia, por mais que nenhum de nós tivesse pedido, menos controle você passou a ter sobre a minha vida. Não pôde escolher meus empregos como escolhia minhas escolas. Não pôde vetar aquela última dose de vodka como vetava o chocolate antes do almoço. Não pôde me ajudar com aquela baliza na vaga pequena como me ajudava com os pedais da bicicleta. Não pôde evitar a queda do meu celular na privada como evitou vasos quebrados por causa da bola dentro de casa.

E tudo aquilo que você fazia, e que um dia me pareceu infernal: horários estipulados para voltar para casa na noite de sábado, olhares tortos para amigos que não te pareciam boa coisa, reclamações por tempo demais no telefone, controle do dinheiro que eu tentava gastar, hoje faria todo sentido. Seria tão bom se hoje em dia você pudesse me garantir mais horas de sono, amigos mais confiáveis, uma conta de celular mais barata ou uma fatura de cartão de crédito um pouco menos imbecil…

Mas agora é comigo, pai.

E seria bom voltar ao tempo em que você me parecia imortal. Tempo em que era você quem se preocupava com a minha saúde e não eu com a sua. Tempo em que você tentava evitar meu resfriado ou ficava preocupado com meus 39 graus de febre. Mas hoje sou eu que cobro seus exames de sangue, seus exercícios físicos e tento te fazer ver que amendoim, álcool e carne vermelha não garantem uma velhice boa a ninguém.

Pois é, pai. No fundo, todo mundo já sabia que ia ser assim. Mas às vezes essa síndrome de Peter Pan nos invade e a vontade de ficar debaixo de suas asas é quase irresistível.

Mas a vida chama.

Então me levanto, lavo o rosto, vou trabalhar. Porque você me levou no colo, me carregou nos ombros, mas também me ensinou a caminhar com minhas próprias pernas. E se hoje estou na estrada, trilhando caminhos bonitos, você bem sabe que isso é obra sua.

E sabe, pai? Nesse domingo posso te dar um presente. Provavelmente não será grande coisa. Não é aquele super carro com o qual você ainda sonha, mas é fruto do meu trabalho. Fruto do que só existe por sua causa. Pela educação que você me deu, pelas notas das quais você reclamou na escola, pelas festas que você vetou em vésperas de prova.

E eu vou te olhar durante o almoço. Não com o encantamento que tinha aos 6 anos… Porque aos 6 anos era aquele amor cego das crianças. Já hoje, tenho esse olhar cirúrgico, avalio suas atitudes, aponto seus erros, reclamo dos seus defeitos. A verdade, pai, é que eu não te amo como antigamente. A verdade é que te amo ainda mais.

Te amo mais porque te vejo de verdade, com tudo de bom e de ruim, consciente de que você é um ser falho, como todos os outros, mas que, mesmo assim, consegue se manter como meu porto seguro, meu norte, aquele que me construiu, me guiou e ainda me guia, me acode nas quedas que não pode evitar, me ama com todos meus defeitos e é quem dá vida à ideia de “amor incondicional”.

É, pai, hoje você já não é tudo aquilo que foi para mim um dia.

Porque agora você é tudo aquilo que é para mim hoje. E hoje é amor dobrado, é amor firme e deliberado, desse filho, adulto e crítico, com um sentimento cada vez mais consolidado.

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Menina consegue arrecadar fundos para levar à Disney o pai, que tem câncer terminal

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publicado no Extra

A reação de Ruby Myles, de 5 anos, à notícia de que seu pai, vítima de um câncer terminal, tinha poucos meses de vida surpreendeu sua família. A jovem rapidamente decidiu que queria ir com Damian Myles, de 42 anos, ao complexo de parques de diversão da Disney. Eles ficaram tristes de constatar que não poderiam bancar o passeio, já que tinham usado suas economias no tratamento do pai. Foi então que a menina conseguiu o apoio de um pub de sua cidade, Southport, na Inglaterra, para arrecadar fundos, de acordo com o jornal local Southport Visiter.

Os moradores da pequena cidade britânica se uniram para ajudar a menina em sua única chance de realizar a viagem de seus sonhos ao lado do pai. Em apenas uma semana, o pub The Wellington conseguiu arrecadar 4.130 libras esterlinas, cerca de R$ 16 mil. Pai, mãe e filha já estão com as passagens compradas para os Estados Unidos, na próxima terça-feira.

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Uma das funcionárias do The Wellington Annie McTaggart organizou as doações. “Foi tão emocionante. Eles são uma família muito linda e o Damian é uma das melhores pessoas do mundo”, afirmou. “A Ruby chegou para ele e disse: ‘Papai, vou te levar à Disney antes que os anjos venham te buscar’”, lembrou a funcionária.
A família de Damian recebeu o valor em uma festa temática de princesas da Disney, promovida por uma casa de festas local, a Part of Your World. “Acho que todos ficaram com lágrimas nos olhos quando Ruby viu as princesas. Ela começou a chorar, foi muito emocionante. Fazer parte disso é incrível”, celebrou o dono da casa de festas, Mike Parks.

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Garota cria ‘fábrica’ de limonadas e vende US$ 100 mil em 6 meses

Valor arrecadado foi doado à instituição que luta contra escravidão infantil.
Empresa com fins sociais começou com uma barraquinha de rua nos EUA.

A Make a Stand emprega hoje dez pessoas nos EUA (foto: Divulgação/Make a Stand)
A Make a Stand emprega hoje dez pessoas nos EUA (foto: Divulgação/Make a Stand)

Anay Cury, no G1

Vivienne Harr é uma garota norte-americana que, além de estudar e brincar como qualquer outra criança de 10 anos, também gosta de empreender. De uma banquinha de limonada na rua de casa, em Marin County, Califórnia, a menina criou, com ajuda dos pais, uma empresa que tem dez funcionários e conseguiu faturar US$ 100 mil nos seis primeiros meses.

O negócio cresceu tanto em um ano que o pai da garota deixou o emprego para coordenar o que hoje é a empresa e fundação Make a Stand (expressão que significa “tome uma posição”).

Orgânicos e produzidos nos moldes do comércio justo (fair trade), os sucos de Vivienne têm parte do lucro com as vendas doado a entidades de combate à escravidão infantil. “Nosso negócio é chamado de ‘empresa de finalidade social’. Não usamos ingredientes vindos de pessoas que trabalhem de forma contrária ao nosso pensamento, em condições injustas”, diz Vivienne.

As limonadas são oferecidas em garrafas de vidro e, diferente de tudo o que se encontra à venda, não têm preço definido. Cabe ao consumidor escolher quanto quer pagar. Hoje, elas são vendidas em 152 supermercados em toda a costa oeste dos Estados Unidos e no Texas.

Vivienne garante que o suco é delicioso. A receita foi passada pela família, que vem fazendo limonadas por “centenas de anos”, de acordo com ela. Com menos açúcar, o sabor é um pouco azedinho.

Como tudo começou

Vivienne Harr e sua criação, a Lemon-aid (foto: Divulgação/Make a Stand)
Vivienne Harr e sua criação, a Lemon-aid
(foto: Divulgação/Make a Stand)

No primeiro dia em que Vivienne montou sua barraquinha, em 2012, faturou US$ 100 com as limonadas feitas com a ajuda da mãe.

No 52º dia, a história de Vivienne, que vendia os sucos diariamente, sob chuva ou sol, chegou aos ouvidos de Nicholas Kristof, renomado repórter do jornal “The New York Times” e ganhador de um prêmio Pulitzer (considerado o reconhecimento máximo no jornalismo). Ele compartilhou um post do pai da garota, Eric Harr, no Twitter.

Depois disso, o faturamento cresceu a uma velocidade tão grande que, em seis meses, a garota atingiu os US$ 100 mil. O valor foi doado para uma entidade que luta contra a escravidão infantil, a Not For Sale (que significa “não está à venda”).

“Quando Nicholas Kristof escreveu sobre nós, tudo mudou. As mídias sociais fizeram toda a diferença – o Twitter, principalmente. Sem o Twitter, eu teria feito US$ 100 e alcançado nossa vizinhança. Em vez disso, eu fiz US$ 100 mil e atingi o mundo todo. Isso significa que você não precisa ser grande ou poderoso para mudar o mundo”, conta.

Com a ajuda da família e de parceiros, Vivienne conseguiu arrecadar US$ 1 milhão e deu início à empresa Make a Stand. De acordo com o pai da garota, Eric Harr, 5% do lucro bruto vai para a fundação Make a Stand, que doa a quantia para as organizações de combate à escravidão infantil de todo o mundo.

“Não podemos doar tudo, porque nós temos que pagar pessoas, comprar os ingredientes e tal. Mas temos esperança de conseguir doar ainda mais”, diz Vivienne. O lucro da empresa não é informado.

A garota decidiu lutar pela causa depois que seus pais mostraram fotos de dois garotos escravos, contrariando o que ela havia aprendido nos livros.

“Achei que isso tinha acabado com Abraham Lincoln [presidente americano que aboliu a escravidão no país no século 19]. Fiquei triste ao saber que estava enganada. Não é certo que as crianças trabalhem assim. Elas deveriam estar brincando. Então, decidi fazer alguma coisa. Eu queria ajudar. A única ‘experiência de negócio’ que tinha era uma barraca de limonada, então fiz o que sabia! Quem podia imaginar que isso iria tão longe? Estou muito feliz por ter ido. Grandes coisas têm pequenos começos”, afirma a menina.

Atleta, cantora e poeta
Como a maioria das crianças, Vivienne gosta de brincar com as amigas e especialmente com seu irmão mais novo – também melhor amigo. Eric Harr disse que a filha é muito doce e apaixonada. Além do seu trabalho social, Vivienne é corredora e nadadora. Já participou de provas como a Deepsea Race e a Keiki Dash no Ironman, voltada para crianças. Nas poucas horas vagas, a garota ainda desenha e escreve poesia.

Vivienne não vai à escola, é educada em casa, no chamado “homeschooling”. Sua mãe é dona de casa em tempo integral e o esquema de trabalho do pai é “home office”. “Somos extremamente próximos. Nunca deixamos ninguém de lado”, diz Harr.

Vivienne Harr tocou o sino da bolsa de Nova York, ao lado do ator do filme Star Trek Patrick Stewart (foto: AFP)
Vivienne Harr tocou o sino da bolsa de Nova York, ao lado do ator do filme Star Trek Patrick Stewart (foto: AFP)

Fama e futuro
Em novembro do ano passado, o mundo conheceu o projeto de Vivienne. Ela foi escolhida para tocar o sino que marcou a estreia das ações do Twitter na Bolsa de Valores de Nova York, ao lado do ator do filme Star Trek Patrick Stewart.

A menina contou que a experiência foi incrível. “O homem que me levou até o pódio, o presidente da bolsa, disse: ‘Ok, querida, agora você tem cem milhões de pessoas te assistindo. Vai dar tudo certo!’ Nessa hora eu pensei: ‘Caramba!’ Mas eu fiz o que deveria”, relembra.

Apesar de liderar esse grande projeto, que se transformou em uma empresa, a garota diz que não sabe ainda o que “será quando crescer”. “Acho que não penso sobre isso. Estou só tentando aproveitar esse momento e ajudar o máximo de pessoas que conseguir. Acho que, no final, tudo vai funcionar bem.”

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