Reino Unido dará dinheiro ou presentes para quem perder peso

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Publicado no Extra

O serviço de saúde do Reino Unido planeja combater a obesidade dando dinheiro ou presentes para quem perder peso. Mas, para isso, será preciso estar empregado. Mais de dois terços dos adultos no Reino Unido são clinicamente obesos ou estão com sobrepeso, representando um gasto de R$ 20 milhões por ano com o tratamento de doenças relacionadas com a obesidade.

A medida tem gerado polêmica no país. Segundo o médico Clive Peedell disse ao “Mirror”, a política não ajudará os desempregados e, por isso, não funcionará. Já o executivo do sistema de Saúde, Simon Steven, explica que a medida foi um sucesso nos Estados Unidos. “Os empregadores em muitos países dão dinheiro para os funcionários que, por exemplo, participem do Vigilantes do Peso ou façam regimes”, contou.

Segundo Steven, os incentivos podem variar dependendo da quantidade de peso que o trabalhador perdeu, e as pessoas seriam desafiadas a competir umas com as outras. A medida faz parte de uma reformulação do sistema de saúde, que já paga aulas para pacientes obesos. Contou, essa seria a primeira vez que o sistema receberia ajuda das empresas para combater a obesidade.

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Olho biônico permite que homem enxergue pela primeira vez em 33 anos

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Publicado no Hypeness

Sentados na sala, o norte-americano Larry Hester, 66 anos, conseguiu pela primeira vez em três décadas reconhecer a pele de sua esposa e ergueu sua mão, tocando-a no rosto. Cego devido a uma doença herditária chamada Retinite pigmentosa, que degenera a retina, o momento foi possível graças a uma espécie de olho biônico desenvolvido pelo Dr. Paul Hahn, no Duke Eye Center, localizado na Carolina do Norte, EUA.

Larry Hester é uma das sete pessoas nos Estados Unidos a testar a tecnologia, conhecida como Argus II Retinal Prothesis Device, que conta com um sensor no olho e uma câmera embutida em óculos especiais para simular sinais luminosos de diferentes intensidades. A visão gerada pelo aparelho não é a padrão, mas permite que os pacientes identifiquem formas e cores ao emitir flashes de luz.

Por se tratar de uma nova linguagem visual, Larry Lester vai precisar aprender o que a luz simulada quer dizer. Segundo ele, a luz fica mais intensa quando a câmera captura a claridade ou objetos de cores claras. Por enquanto, Lester já conseguiu enxergar cenas como um pato em um lago ou a lua, e foi capaz de distinguir uma porta de uma janela – avanços pequenos, mas incrivelmente significativos para quem, há 33 anos, não enxergava nada além da escuridão.

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Casados há 73 anos, marido e mulher morrem com 28 horas de diferença

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Publicado no Extra

Os americanos Helen e Joe Auer passaram mais de sete décadas juntos e até a morte só conseguiu separá-los por algumas horas. Na última semana, Helen morreu sentada em sua cadeira, em casa, aos 94 anos. Assim que percebeu a situação, Joe deu um beijo de despedida na mulher e sussurrou no ouvido dela: “Helen, me leve para casa”. Apenas 28 horas depois ele morreu, aos 100 anos de idade.

A família disse ao Cincinnati.com que sabia que o veterano da Segunda Guerra Mundial não conseguiria passar mais de uma noite sem seu grande amor. Os corpos do casal foram velados juntos, na mesma igreja em que eles se conheceram e casaram, em 1941.

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O casamento de 73 anos gerou 10 filhos, 16 netos, 29 bisnetos e um tataraneto. Sobreviveu aos 3 anos em que Joe passou em batalhas na Segunda Guerra Mundial. Quando o marido embarcou rumo aos conflitos na Europa, Helen estava grávida do segundo filho do casal. Durante a Guerra, ela conseguiu enviar uma foto dela com os dois filhos, Barry e Judy, que ele mantinha guardada na carteira. Joe só conheceu Judy quando ela tinha 3 anos de idade. “Essa foto nunca saiu da carteira dele. Na verdade, ela ainda está lá”, contou Jerry Auer, o filho caçula.

“É um momento de alegria. Mamãe e papai tiveram uma vida abençoada. Ela amava a família e os amigos. Amava se manter ocupada com a família”, disse Mary Jo Reiners, uma das filhas do casal. “Papai acreditava que seus filhos eram um presente de Deus, essa era uma grande responsabilidade para ele. Ele nos ensinou a servir a Deus e cuidar do planeta. Ele estava fazendo reciclagem no dia em que morreu”, recordou.

Por conta da grande quantidade de filhos, o casal sempre viveu com orçamento apertado e só conseguiu comprar o primeiro carro quando Joe se aposentou. Assim que o filho mais novo foi para o colégio, Helen começou a trabalhar como merendeira em uma escola da região, onde servia os lanches sempre cantando com as amigas. “Eles eram pessoas simples e humildes. Eles não queriam nada e tiveram tudo em troca. Se alguém estiver pensando em se casar, deveria se espelhar nos meus pais”, afirmou Jerry.

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Nasa divulga no SoundCloud áudios como ‘Houston, we’ve had a problem’

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Foguete com comida e roupas decola dos EUA rumo à Estação Espacial. Veículo lançador partiu na tarde desta quarta-feira, de base da Nasa. (Foto: NASA/Bill Ingalls/AP)

Publicado no G1

A Agência Espacial Americana (Nasa) criou uma conta no serviço de música por streaming SoundCloud para publicar áudios famosos de astronautas em missões fora da Terra (Veja a página aqui).

Lançada na semana passada, a reunião de 62 áudios é descrita pela agência como uma “coleção da Nasa de sons de voos históricos ao espaço e de missões em andamento”. Inclui por exemplo o comunicado do astronauta Jack Swigert, da Apollo 13: “Houston, we’ve had a problem” (Houston, tivemos um problema)

Ao criar o canal no SoundCloud, a Nasa permite que os usuários baixem as trilhas sonoras e as utilizem como quiserem, já que os arquivos publicados na ferramenta automaticamente entram em domínio público, assim como o conteúdo da agência.

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O astronauta Edwin “Buzz” Aldrin na Lua, com Neil Armstrong refletido em seu visor. Os dois, além de Michael Collins, foram os primeiros homens a pousar na Lua, em 1969 (Foto: Divulgação/Nasa)

A própria Nasa dá sugestões do que fazer. “Você pode ouvir o rugido do lançamento de um ônibus espacial ou a frase ‘Um pequeno passo para um homem, um gigante salto para a humanidade’, de Neil Armstrong, todas as vezes que você pegar o seu celular se você fazer dos nossos sons os seus toques de ligação”, propõe a organização

“Ou você pode ouvir as memoráveis palavras ‘Houston, we’ve had a problem’ toda vez que você cometer um erro no computador”, brinca a Nasa. Segundo Jason Towsend, diretor de redes sociais da Nasa, afirmou ao site “The Verge”, o áudio mais popular até agora é o da construção do próximo foguete que irá ao espaço.
Bastante usado por produtores musicais, o SoundCloud é um dos parceiros do Twitter na iniciativa de permitir que os tuiteiros ouçam música sem precisar deixar o microblog

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Jovem com ‘síndrome da Bela Adormecida’ dorme 22 h por dia

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publicado no G1

Enquanto muitos de nós sonham com algumas horas extras de sono, para uma adolescente britânica essa ideia é motivo para pesadelos.

Durante os surtos da síndrome extremamente rara de que ela sofre – que podem durar semanas – Beth Goodier se mantém acordada por apenas algumas horas por dia.

A jovem de 20 anos, de Stockport, perto de Manchester, sofre da Síndrome de Kleine-Levin (SKL), também conhecida como a “síndrome da Bela Adormecida”.

A condição afeta apenas 40 pessoas no Reino Unido, a maioria deles, meninos adolescentes. No mundo, os casos conhecidos somam em torno de mil.

Apesar do nome evocativo do conto de fadas, Beth disse ao programa de TV Inside Out, transmitido pela BBC na noite da segunda-feira, que viver com a síndrome é um fardo.
“Não é nada bonito, não é nada romântico, é horrível”, afirmou.

Comportamento infantil

Os especialistas ainda não sabem apontar exatamente as causas da síndrome de Kleine-Levin, cujos sintomas tendem a aparecer na adolescência. No caso de Beth, aos 16 anos de idade.

Além dos episódios de sono prolongado, a condição tipicamente causa mudanças de comportamento e leva os pacientes a um estado quase onírico, agindo de maneira infantil e comendo compulsivamente.

A doença desaparece depois de dez a 15 anos. Mas durante esse período a vida tende a avançar lentamente para os que sofrem da síndrome, enquanto segue normalmente para todos os outros ao seu redor. O resultado pode ser uma forte sensação de isolamento.

Nos momentos em que está bem e ativa, Beth procura se ocupar blogando sobre a SKL e expressando-se em vídeos postados no YouTube. “Quero poder fazer algo produtivo nos momentos em que estou bem”, disse a jovem. “Quero ser produtiva para a sociedade”.

Beth depende quase inteiramente da mãe, Janine, que abandonou o trabalho para cuidar da filha. Ela explica que os períodos de sono prolongado são apenas uma parte do problema. Quando está desperta neste período, a filha se comporta como uma criança e permanece confusa em relação ao que é sonho e o que é realidade.

“Quando ela está acordada, o que faz na verdade é ficar na cama ou no sofá”, conta. “Ela assiste às mesmas coisas na TV repetidas vezes, porque gosta da previsibilidade.”

Mãe e filha tentam aproveitar cada oportunidade entre os surtos da síndrome para fazer coisas juntas. “Quando ela está bem, nunca discutimos o que vamos fazer na semana que vem”, diz Janine. “Fazemos agora porque pode ser o único momento que conseguimos.”

Por causa da síndrome, Beth não foi à universidade nem tem condições de sair da casa da mãe.
“Estou em uma idade em que adoraria sair de casa, porque estou pronta”, conta. “Mas não posso, porque preciso do acompanhamento da minha mãe para os períodos em que estou doente. É muito frustrante.”
Condição ‘devastadora’

O especialista em neurologia Guy Leschziner, que acompanha Beth no Guy’s Hospital, em Londres, diz que a síndrome é uma condição “devastadora” para jovens que já estão vulneráveis na época da vida em que aparecem os primeiros sintomas.

“Eles estão em um ponto crucial da sua educação, da sua vida social, da sua vida familiar e da sua vida profissional”, observa Leschziner. “É uma condição muito, muito devastadora nesse sentido, porque é imprevisível.”
Segundo a organização KLS Support UK – que desde 2011 dá apoio aos portadores da síndrome, e leva em seu nome a sigla da síndrome em inglês – muitas vezes o diagnóstico da doença é retardado pela falta de conhecimento geral da população, e mesmo da classe médica, sobre o problema.

Beth espera que, falando sobre a sua própria condição, possa elevar a conscientização geral, ajudar os afetados e apoiar a pesquisa médica para entender melhor as causas e o tratamento da condição.

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