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O fim da barba está próximo

zach-beard-838x542Natasha Romanzoti, no HypeScience

De acordo com biólogos evolucionários (não com estilistas de moda), o fim da barba está próximo. O decreto deve durar só uns 30 anos, no entanto.

Cientistas australianos descobriram que, conforme o pelo facial se torna mais comum, também fica menos atraente, e assim o “look” barbeado torna-se mais desejável para potenciais companheiras(os).

Anos mais tarde, no entanto, se todos os homens tiverem a cara lisa, a barba pode voltar a ter mais apelo sexual.

O experimento

No experimento feito pelos pesquisadores da Universidade de New South Wales, 1.453 mulheres e 213 homens foram convidados a avaliar faces diferentes.

Os participantes viram 36 imagens de rostos de homens. As primeiras 24 fotos destacavam homens totalmente barbudos ou sem nenhuma barba, ou uma mistura dos dois. As 12 imagens finais, em seguida, mostravam homens com barbas de vários níveis, e os voluntários tinham que avaliar sua atratividade.

Tanto as mulheres como os homens julgaram a barba cheia (ou barba completa) como mais atraente quando elas eram raras. A mesma coisa ocorreu com rostos barbeados.

Segundo os cientistas, esse padrão reflete um fenômeno evolutivo, da “seleção sexual dependente da frequência negativa”. Em outras palavras, a evolução dá uma vantagem para traços raros – quem os têm se torna então preferido por potenciais parceiros para a procriação.

Ciclo

Essa preferência dependente da frequência negativa pode, portanto, contribuir para um fim próximo da barba, que anda na moda atualmente.

Os cientistas dizem que, neste momento, chegamos ao “auge das barbas”, já que até profissões naturalmente associadas a um queixo limpo – banqueiros, estrelas de cinema e jogadores de futebol – começaram a ostentar pelos faciais.

Se a biologia estiver certa, então, o fim da cara peluda nada rara está decretado.

“Nós sabemos que as barbas passam por modas cíclicas. Pessoas costumam falar de uma escala de tempo de 30 anos”, disse o professor Rob Brooks, um dos pesquisadores do estudo. “Há uma pesquisa maravilhosa que analisou fotografias de homens entre 1871 e 1972 no Illustrated London News. Costeletas mudaram para bigodes e, em seguida, para barbas cheias”.

De fato, a década de 1970 foi a dos bigodes finos. Nos anos 80, a moda era bigodes grossos. Nos anos 90, os homens assumiram o look bunda de bebê, até a volta das grandes barbas nos recentemente.

Brooks sugere que esse “boom” pode ter suas raízes na crise financeira de 2008. “Eu acho que uma das razões para a barba voltar é que agora é um momento difícil. Os jovens estão competindo para atrair alguém, quando emprego não é fácil de encontrar”.

O problema com querer se sobressair usando uma barba é que em breve isso provavelmente já não será possível, devido ao seu uso generalizado pelo mundo todo. Logo, se você, homem, quiser se destacar na multidão, é melhor comprar uma lâmina de barbear. [BBC, Express]

Copa expõe as “falhas horríveis” do Brasil, afirma jornal britânico

Dois operários morreram em obras no estádio de Manaus para Copa do Mundo, a Arena da Amazônia, em 14 de dezembro de 2013. Parte dos trabalhos foi interditada pela Justiça (foto: Renata Brito/AP0

Dois operários morreram em obras no estádio de Manaus para Copa do Mundo, a Arena da Amazônia, em 14 de dezembro de 2013. Parte dos trabalhos foi interditada pela Justiça (foto: Renata Brito/AP0

Publicado no UOL

“A Copa do Mundo começa daqui a menos de dois meses, quando o Brasil enfrentará a Croácia em São Paulo, no dia 12 de junho. Isso considerando, é claro, que o estádio estará pronto – ele ainda está em obras. De qualquer forma, parece que a principal competição do futebol mundial irá definir outras coisas além de qual nação tem o melhor futebol do mundo. Ela também poderá exercer influência crucial nas eleições presidenciais brasileiras, marcadas para outubro”.

Assim começa reportagem do jornal britânico “Financial Times” publicada no último domingo, cujo título é “O belo jogo expõe as falhas horríveis do Brasil” (The beautiful game exposes Brazil’s ugly flaws). De acordo com a publicação – um dos jornais de economia mais respeitados do mundo -, a Copa do Mundo é “uma nuvem negra” no horizonte da presidente e candidata a reeleição, Dilma Rousseff.

“Grande parte dos problemas se anunciam no Rio de Janeiro, onde uma série de crises colocaram um grande ponto de interrogação sobre a pretensa capacidade do Brasil de organizar um evento tão complexo quanto uma Copa do Mundo, para não falar dos Jogos Olímpicos, que a capital fluminense sediará daqui a dois anos”, escreve o “FT”.

A matéria recorda ainda as manifestações ocorridas durante a Copa das Confederações, em junho do ano passado, que teriam chocado a classe política brasileira. “Centenas de milhares tomaram as ruas da nação e enfrentaram a polícia, exigindo o fim da corrupção que aflige todas as instituições”, afirma a reportagem, que afirma também que as manifestações foram mais intensas no Rio de Janeiro, onde há falta de infraestrutura e onde políticas de pacificação das favelas falharam.

Para o jornal, incidentes envolvendo corrupção policial e a volta de traficantes a favelas ‘pacificadas’ deixaram a cidade ainda menos segura do que era há um ano: “Roubos e assassinatos estão em alta, e confrontos armados entre traficantes e policiais estão de volta ao noticiário. A população está assustada”.

A reportagem britânica afirma que os protestos do ano passado foram feitos majoritariamente pela população de classe média, e que “os moradores da favela se mantiveram fiéis ao Partido dos Trabalhadores, de Dilma”, mas, durante a Copa, “se os manifestantes voltarem às ruas, não serão necessários muitos incidentes envolvendo gangues cariocas e turistas estrangeiros para que se levantem dúvidas quanto a competência de Dilma Rousseff”.

Por fim, a reportagem do Financial Times profecia: “Se o Brasil falhar na organização da Copa, Dilma talvez tenha que procurar outro emprego, e só poderá culpar a si mesma. (…) A mensagem dos protestos do ano passado não poderia ter sido mais clara. O Brasil precisa acabar com a corrupção e focar em saúde, educação e transporte. Se não fizer isso, o governo será punido”.

Os 10 experimentos militares que vão chocar você

Felipe Mafra e Fernando Costa, no Point Notícias

No filme “X-Men Origins: Wolverine” um programa militar para a criação de um super-soldado, a arma IX. Conheça alguns dos experimentos militares reais mais bizarros feitos nos Estados Unidos, testados em civis e em soldados – tudo para aperfeiçoar a ciência da guerra. Os militares não tentaram inserir adamantium no esqueleto de ninguém, ou sequer criaram garras retráteis, mas atiraram plutônio em vítimas de acidentes, testaram gás neurotóxico em marinheiros e tentaram Percepção Extra Sensorial.

10.      VISÃO NOTURNA

A marinha estadunidense queria aperfeiçoar seus soldados e “instalar” neles uma visão noturna, que os ajudaria a enxergar raios infravermelhos durante a Segunda Guerra Mundial. No entanto, os nossos olhos não são capazes de captar esses sinais, pois não são tão sensíveis. Os cientistas da época sabiam que vitamina A melhorava a recepção de imagem nos olhos e então procuraram desenvolver uma vitamina alternativa para que seus soldados tivessem visão noturna. Alimentaram os voluntários com suplementos à base de fígado de peixe – depois de vários meses, a visão dessas pessoas começou a se modificar e alguns realmente conseguiram captar sinais infravermelos. Mas logo em seguida, outros cietistas desenvolveram os óculos de visão noturna e, mesmo tendo algum sucesso, a forma mais drástica de “ver melhor” foi pelo ralo.

9.         VACINA DE PLUTÔNIO

Na mesma época do desenvolvimento da bomba atômica, o plutônio virou febre entre os cientistas. Eles queriam saber quais seriam os possíveis males causados pela substância. Os testes começaram dia 10 de abril de 1945, quando pesquisadores injetaram plutônio em uma vítima de acidente para ver quanto tempo demorava até que seu corpo se livrasse da substância radioativa. Esse foi apenas o primeiro de 400 experimentos com radiação. Estudos mais comuns incluiam análises da radiação no organismo, em diferentes doses, e possíveis tratamentos para o câncer.

8.         DIRIGIR UM FOGUETE

Antes do homem ir para o espaço, ele dirigiu foguetes no chão. Cientistas da Nasa criaram projéteis que alcançavam a velocidade de 640 km/h – e, sim, não foram só os chimpanzés que os testaram (aliás, os macacos saíam dos testes, se não mortos, com sérios danos cerebrais). Foi em 1954 que o Coronel John Stapp, da Força Aérea, se submeteu ao teste. Ele alcançou a velocidade incrível de 1017 km/h, mas teve concussões, costelas quebradas, pulsos fraturados, perdeu alguns dentes e veias e seus dois olhos estouraram.

7.         PORQUINHOS-DA-ÍNDIA PACIFISTAS

A maioria dos soldados não se apresentou para lutar contra vírus e bactérias mortais, mas 2300 adventistas do sétimo dia o fizeram. Em uma interpretação literal da Bíblia (“Tu não matarás”), os religiosos se candidataram para servir de cobaias, no lugar de porquinhos da índia, no desenvolvimento de vacinas contra armas biológicas. Ninguém morreu na chamada “operação casaco branco”, mas os adventistas passaram por desconforto, febres, calafrios e dores.

6.         CAIR NA VELOCIDADE DO SOM

A Força Aérea queria descobrir como os pilotos poderiam sobreviver, caindo de grandes altitudes – como se estivessem saltando de um avião. A missão foi concedida ao Capitão Joseph Kittinger, que saltou várias vezes, cada vez quebrando recordes. A terceira vez que quebrou seu próprio recorde, ele saltou de 32 quilômetros de altura. A velocidade da queda foi tanta que ele quase quebrou a barreira do som: 988 quilômetros por hora (a velocidade do som é de 1224 km/h). Além disso, durante a queda, ele precisou suportar temperaturas extremas como 70 graus Celsius negativos!

5.         ALUCINÓGENOS

Algumas drogas não têm apenas valor nas ruas, pelo menos era o que achavam alguns cientistas. O LSD, por exemplo, quase foi promovido a arma de guerra – já que, teoricamente, deixaria o inimigo tão doidão que ele não conseguiria lutar. De 1955 a 1972 alguns soldados fumaram, cheiraram e injetaram tudo o que aparecia de novidade. Foi cogitada a criação de uma artilharia de alucinógenos, que despejaria as substâncias nos inimigos, deixando-os sonolentos.

4.         GÁS

Em 2002 foi revelado que, durante os anos 70, alguns integrantes da marinha americana receberam pulverização de gases “experimentais”. Na época, eles tinham como objetivo evitar a contaminação dos tripulantes dos navios com doenças, mas posteiormente começaram os experimentos que criariam o Gás Mostarda. Possíveis doenças causadas nos marinheiros daquela época, como diversos tipos de câncer, ainda estão sendo analisadas.

3.         PERCEPÇÃO EXTRA SENSORIAL

Pessoas que dizem terem poderes psíquicos não têm muito crédito entre cientistas – o que não impediu o Pentágono de investir 20 milhões de dólares em pesquisas sobre o assunto. O objetivo era que os “superdotados” pudessem “ver” bunkers e outras estruturas militares dos inimigos à distância, descrevendo-as depois para os militares. O projeto foi cancelado depois de tentativas falhas.

2.         GUERREIRO 24 HORAS

O sono pode ser o pior inimigo de um guerreiro, seja durante o dia ou a noite, já que batalhas não têm hora para acabar. Mas vários grupos militares tentaram mudar isso, distribuindo estimulantes entre seus soldados. Mais recentemente, uma droga que faria com que os militares ficassem acordados até 40 horas foi testada. Atualmente, os cientistas americanos estão desenvolvendo maneiras de manter o cérebro ativo com eletromagnetismo – se você está com sono, um pequeno choque logo resolve.

 

1.         CONSTRUA SUA ARMADURA INTERIOR

Não estamos longe de ter soldados como o Wolverine, de X-Men. Cientistas buscam implantar nos militares qualidades encontradas em animais, como a resistência a altitudes de determinados tipos de pássaro e a capacidade de redirecionar o fluxo sanguíneo para regiões “não-críticas” do corpo durante o mergulho, como os leões-marinhos. O objetivo final é fazer com que os soldados sejam “a prova de morte”, contra qualquer tipo de condição: doenças infecciosas, armas radioativas, altitudes e temperaturas extremas e ambientes naturais perigosos. Exatamente como super-heróis mutantes.

 

 

EUA acusam a TelexFree de fraude e congelam seus bens

cropped-telexfree1Isabel Fleck, na Folha de S.Paulo

Autoridades americanas congelaram milhões de dólares em bens e entraram com uma ação contra a TelexFree nos EUA nesta semana acusando o grupo de promover “esquema ilegal de pirâmide” financeira.

Segundo a SEC (Comissão de valores mobiliários dos EUA), autora da ação na Corte Distrital de Massachusetts, a TelexFree opera por meio de “oferta fraudulenta e não registrada de títulos”, que tem como principais alvos brasileiros e dominicanos que vivem nos EUA.

A própria empresa diz ter arrecadado mais de US$ 1 bilhão, segundo o documento apresentado pela SEC ao tribunal, mas não torna pública nenhuma documentação comprovando a receita.
No Brasil, as operações da Telexfree foram bloqueadas em 2013, por tempo indeterminado, a pedido do Ministério Público do Acre.

A decisão da comissão americana veio depois que, na segunda-feira passada, a TelexFree LLC, a TelexFree Inc. e a TelexFree Financial Inc., subsidiárias e afiliadas da TelexFree, pediram concordata em uma Corte de Nevada.

Segundo a acusação apresentada pela SEC, as três empresas declararam dever até US$ 600 milhões, mas possuir não mais que US$ 120 milhões.

De acordo com a SEC, os títulos são oferecidos pela TelexFree aos investidores com a promessa de até 250% de retorno do valor pago, por ano.

É possível escolher entre um “pacote” que custa US$ 289 e inclui um kit de publicidade, ou o de US$ 1.375, que vem com cinco kits. Segundo a própria TelexFree, 88% dos investimentos feitos em Massachusetts foram do segundo pacote, de US$ 1.375.

Em março, a TelexFree alterou seu plano de compensações, tornando muito mais difícil aos investidores atingir metas para receber seu pagamento. A mudança gerou reclamações e colocou o esquema mais em evidência.

A ação do SEC foi movida contra a TelexFree e oito de seus integrantes.

Um deles, o brasileiro Sanderley Rodrigues de Vasconcelos, conhecido como Sann Rodrigues, convocou para hoje, por meio de sua página no Facebook, uma reunião em Orlando, na Flórida, com os “líderes” que participam da empresa para “entender tudo o que aconteceu, está acontecendo e possivelmente vai acontecer com a TelexFree agora”.

Em post na quarta, ele escreveu: “Infelizmente, eu fui surpreendido e soube do ocorrido da mesma forma que vocês: pela internet”.

Segundo ele, é possível “identificar falhas e até analisar tudo o que aconteceu de forma crítica, especialmente em relação às abruptas mudanças”. Procurado pela Folha, ele não respondeu ao pedido de entrevista.

O advogado americano Gerald Nehra, citado na acusação, disse à reportagem que não responderia sobre a ação movida pela comissão.

Os diretores não foram encontrados para comentar as acusações ontem, e a página “telexfree.com” estava “em manutenção” durante o dia.