Ministro é jogado dentro de lixeira na Ucrânia; vídeo

Publicado no Extra

Manifestantes jogaram um ministro dentro de uma lata de lixo, durante um ato em frente ao parlamento da Ucrânia, nesta terça-feira. Vitaly Zhuravsky, de 59 anos, ex-membro do partido do presidente deposto Viktor Yanukovich, é acusado por parte dos ucranianos de não apoiar leis que poderia dar fim à crise na região. Cenas do momento foram gravadas e publicadas no YouTube. As informações são da agência Reuters.

“Vivemos em um país onde o sangue escorre por sua causa”, gritavam os manifestantes, antes de jogarem o político na lixeira. Zhuravsky não ficou ferido.

O incidente aconteceu pouco antes de os parlamentares se reunirem e ratificarem um acordo do país com a União Europeia apoiando leis para um “status especial” a regiões controladas por separatistas. O acordo foi ratificado por 535 votos a favor, 127 contrários e 35 abstenções.

Vitaly Zhuravsky não ficou ferido (foto: Reprodução / YouTube)
Vitaly Zhuravsky não ficou ferido (foto: Reprodução / YouTube)

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Na CNBB, face diabólica da sucessão apareceu

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Josias de Souza, no UOL

Foi ao ar na noite passada o debate presidencial promovido pela CNBB, entidade máxima da Igreja Católica no Brasil. Deus esteve no controle até o terceiro bloco. Zelou para que as regras engessadas inibissem as possibilidades de confronto. No quarto bloco, Ele, que já não é full time, foi dormir. E o Diabo assumiu, ateando fogo no evento. O Coisa-Ruim proporcionou à plateia alguns dos mais eletrizantes momentos da atual temporada eleitoral. Passou a impressão de estar fechado com a evangélica Marina Silva.

Cavalgando a língua do Pastor Everaldo, o Tinhoso endereçou a Aécio uma açucarada pergunta sobre a Petrobras. O tucano alçou voo: “Os brasileiros estão envergonhados, indignados com aquilo que vem acontecendo com a nossa mais importante empresa pública, submetida à sanha de um grupo político que, para se manter no poder, permitiu que um vale-tudo fosse feito na nossa maior empresa.”

Aécio bicou: “…Uma gravíssima denúncia surgiu, que fez com que o mensalão parecesse coisa pequena. Denúncia feita pela Polícia Federal, que disse que existe uma organização criminosa atuando no seio da nossa maior empresa. A partir daí, um diretor nomeado pelo governo do PT e confirmado pela atual presidente da República disse que, durante todos esses últimos anos, financiava com propinas, com parcelas de recursos das obras sob sua alçada, a base de sustentação do governo.”

Sob olhares atentos de Marina, Aécio retorceu o bico: “…Não é possível que o Brasil continue a ser administrado com tanto descompromisso com a ética, com a decência, com os valores cristãos. A vida pública não é para ser exercida dessa forma. Quem não teve condições de administrar nossa maior empresa não tem condições de administrar o país.”

Abespinhada, Dilma solicitou direito de resposta. E Marina só de olho. Enquanto o pedido era analisado, o mediador sorteou o nome do candidato que faria a indagação seguinte. O Capiroto guiou a escolha: Aécio Neves pergunta para Luciana Genro. Quais são as suas propostas, candidata, para melhorar a educação no Brasil? Como que tomada pelo Cramulhão, a candidata do PSOL preferiu dizer a Aécio que sabia o que o tucanato fizera no verão passado.

“O senhor fala como se no governo do PSDB nunca tivesse havido corrupção”, disse Luciana Genro. “Na realidade, nós sabemos que o PSDB foi precursor do mensalão, com seu correligionário e conterrâneo Eduardo Azeredo. E o PT deu continuidade a essa prática de aparelhamento do Estado, que o PSDB já havia implementado durante o governo Fernando Henrique.”

A filha de Tarso Genro, o governador petista do Rio Grande do Sul, prosseguiu: “Também foi público e notório o processo de corrupção que ocorreu durante a compra da [emenda] da reeleição… E a corrupção nas empresas públicas que foram privatizadas, num processo que ficou conhecido como privataria tucana…”

Luciana chutou o balde: “Então, o senhor, Aécio, falando do PT, é como o sujo falando do mal lavado. Porque o senhor é de um partido que tem promovido a corrupção… As empreiteiras que fizeram o escândalo de corrupção da Petrobras são as mesmas que financiam a sua campanha, a da Marina e a da Dilma… Fale do PT, mas fale do seu partido também.”

Na tréplica, Aécio saudou o retorno da ex-petista Luciana Genro “às suas origens, atuando como linha auxiliar do PT”. Ignorando-a, pôs-se a falar bem de si mesmo, enaltecendo a obra educacional que realizara como governador de Minas. Mas Lúcifer reservara uma tréplica para Luciana: “Com todo o respeito, linha auxiliar é uma ova, candidato Aécio… O senhor não tem resposta para debater comigo a corrupção, até porque foi protagonista de um dos últimos escândalos…”

O Rabudo, definitivamente, apossara-se dos lábios de Luciana Genro. Ela recordou o caso do aeroporto da cidade mineira de Cláudio. “…O senhor é tão fanático pela corrupção que consegue usar dinheiro público para construir um aeroporto beneficiando exclusivamente a sua família. É realmente escandaloso o que o PSDB faz no Brasil.” Aécio requereu direito de resposta.

A essa altura, o Pata-Rachada já havia decidido que Dilma teria direito de responder aos petro-ataques do rival tucano. O Chifrudo concedeu-lhe um minuto. E ela: “Ao longo da minha vida, eu tive sempre tolerância zero com a corrupção.” No que se refere ao convívio com malfeitores, não teve a mesma intolerância.

“No caso da Petrobras, eu quero lembrar ao candidato Aécio que quem investigou e descobriu todos os crimes foi um integrante do governo.” Um integrante do governo? Imaginou-se que Dilma anunciaria ao país o nome de um investigador secreto. Mas ela se equivocara. Quisera dizer não um integrante, mas um órgão do governo, a Polícia Federal.

Expressando-se num idioma muito parecido com o português, Dilma afirmou: “Fica claro que não é fácil descobrir um sistema daquele tamanho, na medida em que está metida a Polícia Federal, o Ministério Público e o Judiciário.” Quem ouviu ficou com a sensação de que a presidente acusava os investigadores de estarem metidos nos crimes. Mas ela queria dizer o oposto.

“Quero dizer que nós fortalecemos a Polícia Federal, criamos o Portal da Transparência… Nunca escolhemos engavetador-geral da República. Se hoje descobrem atos de corrupção e ilícitos é porque nós não varremos para baixo do tapete…” Dilma se absteve de mencionar que o governo testa permanentemente os órgãos de controle do Estado, fornecendo-lhes escândalos em série. O tapete ficou pequeno.

Antes de encerrar o penúltimo bloco, o Demo autorizou Aécio a usufruir do direito de responder aos ataques de Luciana Genro. “Política é isso: aquele que se propõe a governar o Brasil tem que ouvir impropérios. E aqueles que são irrelevantes fazem acusações absolutamente irresponsáveis e levianas.” Falou de sua infância católica, de sua formação cristã, do seu apreço pela ética, de sua obra no governo mineiro. Nada que pudesse suscitar um novo pedido de resposta de Luciana Genro.

No último bloco do debate, dedicado às considerações finais, Marina Silva, que observara calada a troca de ofensas, caminhou sobre o mar de lama. “Tenho dito que quem vai ganhar essas eleições não são as estruturas dos partidos da polarização: PT e PSDB, que acabaram de aqui se digladiar. Quem vai ganhar as eleições é uma nova postura, principalmente do cidadão brasileiro, que está disposto a fazer a mudança, blá, blá blá…”

Eis as duas grandes mensagens que o Príncipe das Trevas passou por meio do debate da CNBB: 1) o que o país está assistindo nos últimos 20 anos é apenas uma sucessão de exemplos de tucanos e petistas distraídos sendo usados, vendo sua respeitabilidade e sua boa imagem exploradas por gatunos. 2) se Aécio e Dilma estiverem corretos, Marina é apenas uma biografia imaculada que ainda não teve de negociar um projeto de lei com a bancada do PMDB.

montagem: Internet

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Reeleição é “a mãe de todas as corrupções”, diz Joaquim Barbosa

Guilherme Balza, no UOL

Joaquim Barbosa dá sua primeira palestra após deixar o Supremo
Joaquim Barbosa dá sua primeira palestra após deixar o Supremo

Na primeira palestra após ter se aposentado, o ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa fez duras críticas à reeleição para cargos executivos no Brasil.

“A possibilidade real de mudança periódica dos agentes políticos, com o voto universal e livre, é um elemento essencial de frenagem e de calibração democrática, mas essa possibilidade real de mudança periódica fica prejudicada quando se tem o instituto da reeleição para os cargos executivos”, disse o ex-ministro.

A palestra foi dada na manhã desta terça-feira (16), em São Paulo, no 13º Congresso Internacional de Shopping Centers, evento organizado pela Abrasce, entidade representativa dos shoppings do Brasil.

Sem citar casos concretos, Barbosa afirmou que é necessário acabar com a reeleição, tratada por ele como a “mãe de todas as corrupções” nos países em que as instituições ainda não estão consolidadas. “Ressalto veementemente que estou falando em termos puramente hipotéticos, sem nenhuma relação a qualquer caso concreto da atualidade”, afirmou Barbosa.

“Em países ainda em fase de consolidação institucional, ou que tenham instituições débeis, a reeleição funciona como o carro-chefe, a mãe de todas as corrupções de toda a espécie. Ela condiciona tudo: de projetos essenciais à coletividade à pauta diária do governo e até mesmo a projetos individuais e pessoais daqueles que se associam ao governante que busca se manter perene no poder”, disse o ex-ministro, que foi o relator do caso do mensalão no Supremo.

No julgamento, ele foi protagonista de uma série de polêmicas com outros ministros. Barbosa aposentou-se em 1º de julho, após 11 anos na Corte.

Para Barbosa, o instituto da reeleição favorece o “toma lá da cá” entre o Executivo e o Legislativo. “Consiste em concessões reciprocas nas matérias submetidas à aprovação legislativa ou executiva. É o nosso toma-lá-da-cá.”

O ex-presidente do Supremo afirmou também que o os mandatos no Executivo tem de durar cinco anos e defendeu o voto distrital para representantes do Legislativo em contraposição ao modelo atual. “A grande vantagem é você saber em quem está votando.”

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Vereador de Dourados sugere colocar homossexuais numa ilha por 50 anos

Pastor Sérgio Nogueira (PSB) manifestou preocupação quanto a uma série de palestras contra a homofobia organizada pela prefeitura

Vereador disse estar preocupado com série de palestras contra a homofobia que a prefeitura organiza
Vereador disse estar preocupado com série de palestras contra a homofobia que a prefeitura organiza

André Bento, no site da 94 FM Dourados

Durante um inflamado discurso na tribuna da Câmara Municipal de Dourados na sessão desta segunda-feira (15), o vereador Sérgio Nogueira (PSB) propôs enviar homossexuais a uma ilha por 50 anos. O parlamentar, que é pastor, fez essa proposta para ilustrar o que considera um meio de comprovar a inviabilidade dos núcleos familiares compostos por pessoas do mesmo sexo.

“Não podemos passar a ideia de que o anormal é normal”, disparou. “Bota as pessoas que pensam assim numa ilha por 50 anos. Coloca essas pessoas numa ilha e depois de 50 anos volta para ver; não vai ter mais ninguém”.

O que motivou as afirmações do parlamentar foram convites que disse ter recebido para uma série de palestras contra a homofobia que a Secretaria Municipal de Assistência Social organiza para Dourados.

Aliado do prefeito Murilo Zauith (PSB), o vereador Sérgio Nogueira preside a Comissão de Assistência Social da Câmara e cobrou da prefeitura o material das palestras.

Na avaliação do vereador douradense, o governo federal atua na “desconstrução da família”. “Para esse governo a família tem que ser desconstruída no seu padrão normal para dar lugar a outros conceitos de família. Isso vem rasgar nossa Constituição ao meio, dizer que família é qualquer coisa”, ressaltou, pontuando não ser homofóbico.

O parlamentar conclamou o bispo Dom Redovino Rizzardo e o Padre Crispim a unirem forças contra “a prática do homossexualismo condenada nas escrituras sagradas”.

“Perguntaria para qualquer vereador se podendo ser adotado se optaria por ser adotado por uma família de homossexuais. Não sou a favor da homofobia. Quero colocar a população para refletir. Isso é contra os nossos princípios”, concluiu.

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Ignorância ou má-fé para cair na campanha do PT contra Marina

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título original: Me engana que eu gosto

Eliane Cantanhêde, na Folha de S.Paulo

Marketing é coisa de gênio e nós, meros mortais, não somos gênios. Mas também não precisam tratar os 145 milhões de eleitores do país como idiotas.

Querer vender Marina como “elite branca”, quem sabe como “elite branca de olhos azuis”, quem sabe até como “elite branca de olhos azuis do capitalismo paulista”, vai colar?

Depois do sociólogo, do migrante nordestino e da primeira mulher, faz sentido uma mulher negra, saída dos cafundós do Acre e alfabetizada a duras penas aos 16 anos. Um “Lula de saias”. Daí o pânico da campanha de Dilma. O poder da imagem de Marina, a força da sua simbiose com a maioria do povo brasileiro.

E lá vem Dilma e sua propaganda deformando a cor, a cara, a imagem, a história e as intenções de Marina, adulterada como representante de banqueiros e um perigo para o prato de comida dos pobres. E lá vem João Pedro Stedile, do MST, ameaçando invadir tudo, todo dia, se ela vencer. É a implosão da Marina real e a construção da Marina “de direita”.

Será que os eleitores brasileiros somos tão imbecis, caímos como patinhos em qualquer lorota? Ou será que só cai quem é manipulável e quem está pendurado nas boquinhas e verbonas, na promiscuidade entre o público e o privado? Para cair no engodo, na “genialidade” da propaganda, só por ignorância ou por má-fé, pura e simples.

Se Lula saiu de um casebre do interior de Pernambuco, Marina emergiu de um seringal do Acre. Se Lula fez curso de torneiro mecânico, Marina teve de lavar chão para formar-se em história. Se Lula se tornou o grande líder sindical no Sul Maravilha, Marina impõe-se na órbita do ambientalista Chico Mendes.

A diferença é que Lula se rendeu aos lucros estratosféricos do setor financeiro, aos jatinhos das empreiteiras, às vantagens camaradas para filhos e noras e aos convescotes das oligarquias políticas mais atrasadas. Logo, o candidato dos sonhos dos banqueiros não é Marina. É Lula.

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