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Mulheres elogiam vida sexual aos 70

Marina Azaredo, em O Estado de S.Paulo

Ana Maria diz que tem vida sexual 'sem grilos'. (foto: Daniel Teixeira/Estadão)

Ana Maria diz que tem vida sexual ‘sem grilos’. (foto: Daniel Teixeira/Estadão)

Elas são avós e até bisavós. Mas esqueça aquela imagem da senhora tradicional, que se dedica apenas a cozinhar para os netos e cuidar do lar. As mulheres de 70 anos de hoje malham, vão ao cinema, frequentam restaurantes com os amigos, saem para dançar e têm vida sexual ativa. Sim, nunca as mulheres da terceira idade fizeram tanto sexo.

De acordo com a psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Projeto Sexualidade (ProSex), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, 50% a 60% das mulheres brasileiras de mais de 60 anos mantêm uma vida sexual ativa.

Uma pesquisa americana revelou recentemente que o sexo só melhora ao longo da vida. Segundo Iris Krasnow, professora de Jornalismo e Estudos Femininos da American University, que entrevistou 150 mulheres entre 20 e 90 anos, mulheres com mais de 70, 80 ou até 90 anos desfrutam a melhor atividade sexual de suas vidas.

As conclusões estão no livro Sex After…: Women Share How Intimacy Changes as Life Changes, ainda sem tradução para o português.

“Tenho uma vida sexual sem grilos. É só acender um fósforo que tudo pega fogo”, garante a aposentada Ana Maria Vieira, de 64 anos, três filhos e cinco netas. Viúva há 11 anos, ela namora há quatro o também aposentado Nilvio Machado, de 75. “Pode até não ter tanta quantidade, mas a qualidade é muito maior”, afirma. Os dois se conheceram no Clube Carinhoso, tradicional salão de bailes da região do Ipiranga, na zona sul de São Paulo, e continuam frequentando o clube toda quinta-feira à tarde.

Necessidade. Aos 84 anos, dois filhos, três netos e um bisneto, Irene Zarantonello também é frequentadora dos bailes do Carinhoso. Solteira há cerca de 20 dias, após terminar um relacionamento de um ano, ela considera sexo uma “necessidade”. “É como comer, ir ao banheiro, é importante para a saúde. E hoje é melhor do que antigamente. Antes, era mais beijo e abraço. Hoje, tem umas posições bacanas”, explica.

Para Carmita Abdo, os avanços da medicina possibilitaram essa mudança no perfil das mulheres de mais de 60 anos. “Nessa idade, muitas sofriam com a ausência de lubrificação vaginal, o que tornava o sexo doloroso. Hoje há terapias de reposição hormonal e até cremes de uso tópico que resolvem esse problema”, aponta.

Mais longevas e preocupadas com a saúde, as mulheres também têm cuidados com o corpo até mais tarde. A aposentada Marli Westphal, de 63 anos, dois filhos e uma neta, corre 10 km todo dia, faz musculação e pilates. “Quanto mais exercícios eu faço, melhor eu me sinto. Estou muito satisfeita com o meu corpo”, diz ela, que tem 1,68 metro e 64 kg. A vida saudável contribui para um sexo de mais qualidade, garante Marli, que é casada há 30 anos. “Tudo funciona melhor. O sexo está quase 100% mais gostoso do que quando eu era jovem.”

Para André Pernambuco, médico-assistente da disciplina de Geriatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a mudança se deve também a fatores culturais. “Elas viveram a revolução sexual, o que provocou uma mudança de comportamento enorme. Hoje a mulher de 70 anos é uma jovem. É a nova mulher de 50″, afirma.

Sexo é a chave para um casamento feliz

foto: flickr.com/paranormart

foto: flickr.com/paranormart

Carol Castro, na Superinteressante

Sexo é mesmo o termômetro do relacionamento. E é melhor praticá-lo do que dizer mil vezes “eu te amo” todo dia. É o que garante a ciência.

Pesquisadores da Universidade de Chicago entrevistaram 732 casais, entre 57 e 85 anos, para saber com que frequência faziam sexo. Descobriram que os casamentos mais felizes eram aqueles em que os casais ainda transavam bastante. E o relacionamento saudável ainda deixava os parceiros menos doentes.

“Os resultados sugerem que para proteger a qualidade do relacionamento, pode ser importante manter a vida sexual ativa, mesmo se problemas de saúde prejudicarem”, conclui a pesquisa.

Faz sentido, não?

Em Americana (SP) condomínio pede “sexo light” a moradores

Foto: Jornal Novo Momento

Foto: Jornal Novo Momento

Por Charles Nisz, no Vi na Internet

Os moradores de um condomínio em Americana, cidade no interior de São Paulo, foram surpreendidos com um pedido de uma das moradoras. Ela pede para que os outros moradores evitem fazer barulho durante o ato sexual depois das 22 horas. No pedido, a carta da síndica pede aos condôminos para serem mais comedidos na hora do “rala e rola”, segundo informações do jornal Novo Momento.

“Caros,
Para que possamos ter uma convivência harmônica com todos, peço que, na hora da relação sexual, atente-se à cama. Ela pode estar batendo na parede (pensando nos vizinhos ao lado), ou no chão (pensando nos vizinhos de baixo), incomodando e acordando pessoas não interessadas na sua atividade sexual.
Todos os moradores devem respeitar a lei do silêncio, que começa às 22 horas.
Acreditando na sua compreensão
Condômina.

Colocado no mural do prédio, o aviso foi comentado pelos moradores, mas não chegou a ser discutido na reunião de condomínio. De forma bem humorada, eles dizem que após às 22 horas entrou em vigor a “lei do silêncio sexual”. A moradora reclamava das vibrações das camas nas paredes e no chão dos apartamentos vizinhos ao dela. Pelo visto, o pessoal está animado, né?

dica do Fabio Martelozzo Mendes

Estudo associa perda da virgindade à incidência de divórcios

Patricia Zwipp, no Terra

Pesquisa indica que mulheres que perdem a virgindade na adolescência estão mais expostas ao divórcio (foto: Getty Images)

Pesquisa indica que mulheres que perdem a virgindade na adolescência estão mais expostas ao divórcio (foto: Getty Images)

Começar a vida sexual mais cedo pode não ser vantajoso para as mulheres. Pelo menos é o que indica um estudo da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, que aponta que mulheres que perdem a virgindade na adolescência são mais propensas ao divórcio.

A conclusão foi baseada em informações fornecidas por 3793 voluntárias, casadas e divorciadas. Das voluntárias que fizeram sexo pela primeira vez quando adolescentes, com idades até os 16 anos, 31% se divorciaram em cinco anos e, 47%, em dez. O estudo não aponta se as pesquisadas se casaram com o mesmo homem com quem teriam tido as primeiras experiências sexuais.

Apenas 1% afirmou que quis ter relações sexuais aos 13 anos ou menos, comparado com 5% aos 14 ou 15 e 10% aos 16 ou 17. A perda da virgindade antes dos 18 não foi completamente desejada por 42%. Do total, 58% esperaram até os 18 ou mais para iniciar a vida sexual. Nesse grupo, 22% disseram que o ato foi indesejado e, 21%, desejado.

Relações com múltiplos parceiros representam a realidade de 31% das que perderam a virgindade na adolescência e de 24% das que aguardaram por mais tempo. Uma em cada quatro mulheres, que tiveram relações sexuais quando adolescentes, deu à luz antes de casar, contra uma em dez que esperou até a idade adulta.

Os pesquisadores concluíram que o sexo em si não pode aumentar a probabilidade de divórcio, mas sim maior número de parceiros sexuais e gravidez fora do casamento, por exemplo. “Se o sexo não foi completamente desejado ou ocorreu em um contexto traumático, é fácil imaginar como isso poderia ter um impacto negativo na forma como as mulheres podem se sentir em relacionamentos”, completou o autor da pequisa Anthony Paik ao jornal Daily Mail.

Mulheres com mais de 70 têm ‘o melhor sexo de suas vidas’

Pesquisadora americana conclui que mulheres mais velhas são mais aventureiras e confiantes na sua sexualidade que as jovens.

Publicado por BBC [via Bem Estar]idosos

Segundo a crença popular, o desejo e a atividade sexual diminuem com a idade, especialmente nas mulheres. Mas uma acadêmica da American University, de Washington, sugere que mulheres com mais de 70, 80 ou até 90 desfrutam a melhor atividade sexual de suas vidas.

Iris Krasnow, professora de Jornalismo e Estudos Femininos, entrevistou 150 mulheres entre 20 e 90 anos sobre os seus segredos mais íntimos e teve conversas surpreendentes e reveladoras – que acabada de publicar no livro Sex After…: Women Share How Intimacy Changes as Life Changes (‘Sexo depois dos…: Mulheres compartilham como a intimidade muda com as mudanças da vida’, em tradução livre).

Krasnow abordou o assunto de vários ângulos, indagando sobre a atividade sexual em diferentes fases da vida: depois da faculdade, da maternidade, da menopausa e da viuvez.

Descobriu que as mulheres mais velhas eram mais aventureiras e mais confiantes na sua sexualidade que as jovens que estão em fase de ‘envolvimento’ ou namoro. ‘A era da senhora’, diz.

‘Frágil, enrugada e seca’
Suas entrevistadas eram de diferentes idades, classes sociais, raças, culturas e religiões. Mas o fator comum é que relatos de sexo bom estavam sempre ligados ao desenvolvimento de intimidade e conexão emocional.

‘As pessoas pensam sobre o sexo até o momento em que morrem’, disse Iris Krasnow, em entrevista à BBC Mundo (serviço espanhol).

E, de acordo com o que dizem, não estão só pensando, mas também praticando e se divertindo. ‘A era da mulher de 78 anos, frágil, enrugada e seca é coisa do passado’, disse a autora.

Ela acrescentou que as mulheres entre 80 e 90 anos estão na faixa etária que mais cresce dentro da população idosa, em muitos países ocidentais. O que estamos vendo agora é não só um aumento na longevidade, mas o aumento da atividade sexual neste setor da sociedade.

Este crescimento da expectativa de vida vem com melhores remédios, mais vigor, mais exercício, melhor dieta e saúde – o que resulta numa população de terceira idade mais sexual e saudável do que antes.

Igualmente arcaico, indica Krasnow, é o mito de que as mudanças fisiológicas, como a menopausa, cirurgias de câncer ou histerectomia (retirada do útero), não permitem o desenvolvimento da atividade sexual saudável.

‘Uma das minhas entrevistadas fez uma histerectomia aos 30 e, depois disso, melhorou sua vida sexual’, deu como exemplo. ‘Também inclui no livro as histórias de mulheres de 90 que estão iniciando relacionamentos’, destacou.

Segundo a especialista em Estudos Femininos, a alegada incapacidade das mulheres permanecerem sexualmente ativas na velhice é um mito perpetuado por homens mais velhos que querem firmar sua juventude e, com a ajuda de Viagra, buscam relacionamentos com mulheres mais novas.

Embora não seja necessariamente defensora do uso de medicamentos, que podem ter efeitos colaterais graves, a acadêmica argumenta que hoje há acesso a uma gama de opções de tratamentos, desde os hormonais e lubrificantes aos antidepressivos, que podem devolver o entusiasmo e a capacidade de desfrutar do sexo. Continue lendo