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Chicago faz campanha com garotos “grávidos” para evitar maternidade na adolescência

Mensagem da secretaria de saúde da cidade também foca o uso de camisinha para evitar a transmissão de doenças

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Publicado originalmente no Opera Mundi

Na tentativa de diminuir o número de casos de gravidez em adolescentes, a Prefeitura de Chicago acaba de implementar uma campanha publicitária focada na conscientização de garotos.

Com o uso do Photoshop, a secretaria de Saúde da cidade criou imagens em que meninos aparecem com barriga de grávida. As fotos são acompanhadas pelo slogan da campanha: “Inesperado? A maioria das gravidezes em adolescente é. Evite gravidezes não planejadas e DSTs. Use camisinha. Ou espere”.

Nas redes sociais, a ideia de Chicago tem sido muita elogiada e recebido o apoio do público em geral. Alguns poucos usuários do Facebook criticaram as imagens por lembrarem transexuais.

Antes de Chicago, Milwaukee também já havia feito campanha publicitária semelhante.

Psiquiatra Flávio Gikovate prega extinção dos termos ‘hetero’ e ‘homo’ em sabatina

O psiquiatra Flávio Gikovate durante sabatina no Teatro Folha, em São Paulo (Jorge Araujo/Folhapress)

O psiquiatra Flávio Gikovate durante sabatina no Teatro Folha, em São Paulo (Jorge Araujo/Folhapress)

Publicado originalmente na Folha de S.Paulo

No futuro, haverá uma troca erótica “mais lúdica” entre as pessoas e a identidade sexual do parceiro não fará a menor diferença, quer dizer: definições como “homossexual” e “heterossexual” devem deixar de existir e todos poderão circular livremente entre relacionamentos afetivos com pessoas do mesmo sexo e do sexo oposto.

Essa é a mais nova e controversa ideia de “Sexualidade sem Fronteiras” (MG Editores, 136 págs., R$ 37,40), último livro do psiquiatra e psicoterapeuta Flávio Gikovate, 70. O médico, que calcula já ter atendido mais de 9.000 pessoas em consultório, está acostumado a causar impacto e a fazer sucesso falando sobre sexualidade.

Reflexões sobre os dilemas sexuais e amorosos de seus pacientes são os temas de grande parte de seus 32 livros publicados e das colunas que assinou em jornais e revistas.

Sua estreia como conselheiro na mídia, em 1977, em uma revista para adolescentes, já ligava seu nome a polêmicas, porque seu texto insistia na separação entre sexo e amor. Hoje, é lugar-comum, mas a opinião era potencialmente escandalosa na época, quase 40 anos atrás.

Na semana passada, Gikovate participou de sabatina promovida pela Folha, em São Paulo. Diante de cem pessoas, respondeu às perguntas das jornalistas Cláudia Collucci, Iara Biderman e Heloísa Helvécia, editora de “Equilíbrio”, e da plateia e expôs conceitos que deram origem à tese básica do livro, como o lado agressivo, machista e negativo do desejo.

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ORIENTAÇÃO SEXUAL

O muro que separa a homossexualidade da heterossexualidade tem que cair. Não há impedimento para a troca de carícias sexuais.

Preconceito é algo todo regulamentado. Na ausência de mulheres, homem transar com homem é ser muito macho. Na presença de mulher, é ser gay. Tudo burocracia.

A orientação sexual vai seguir o encantamento amoroso. Se for orientada pela noção de desejo, será deixada por conta de coisas que têm a ver com agressividade, competição, rivalidade.

SEXO LÚDICO

Sexo lúdico são todas as trocas de carícias eróticas com qualquer tipo de parceiro. Tudo aquilo que as crianças também fazem. Sexo reprodutor é essencialmente heterossexual, está mais comprometido com a agressividade do que com o amor. Do ponto de vista da reprodução, é o macho mais agressivo o que consegue copular.

O erotismo, sem estar ligado à reprodução, é um fenômeno pessoal. Começa no segundo ano de vida: a criança toca certas partes do corpo e sente a estimulação. Como é agradável, ela repete esse padrão de comportamento. A excitação é um prazer positivo, porque não serve para atenuar a sensação de desamparo: não é preciso um desconforto prévio para a pessoa poder curtir o erotismo. Já o desejo é um prazer negativo.

DESEJO

Desejo, especialmente o visual, é uma característica dos homens. As mulheres se excitam, mas desejo é uma coisa ativa, uma vontade de agarrar o outro.

O desejo é de direita, não é de esquerda como se costumava colocar nos anos 1960, quando se acreditava que a liberação da sexualidade fosse trazer um mundo de paz, em que todos se sentiriam confortáveis, as moças não iam regular tanto o sexo.

Elas continuaram regulando do mesmo jeito e tudo ficou um pouco mais tenso por conta da rivalidade entre as mulheres, para ver quem chama mais a atenção, e entre os homens, para ver quem consegue ter acesso às garotas mais interessantes. Trouxe um mundo de competição e tensões muito maiores do que antes. O mundo do desejo ficou comprometido com o do mercado e do capital.

CASUAL E VIRTUAL

O sexo casual não tem futuro, provavelmente vai ser substituído pelo virtual. Esse tipo de prática é infidelidade? Na internet as pessoas podem interagir, ter conversas íntimas com um parceiro determinado, aí o virtual e o real se aproximam. Só porque é virtual o indivíduo casado pode ficar namorando outra pessoa? Não tenho nenhuma simpatia por essas ideias, pelo que chamam de poliamor. E, na verdade, isso tem aceitação muito baixa: ciúme não desaparece por decreto.

AMOR

A sexualidade percorre um caminho que não é o do amor, o que explica tantas más escolhas sentimentais. O sexo, diferentemente do amor, é mais comprometido com a agressividade, e muitos homens acabam escolhendo suas parceiras em função do encantamento erótico.

Evangélicos usam sex shop ‘gospel’ e esquentam a cama

Casais cristãos compram pela web artigos para apimentar a relação, como fantasias, jogos eróticos, algemas e massageadores

Para o casal cristão Hugo e Lorena Brandão, de 28 e 27 anos, juntos há cinco e pais de bebê de 1 ano, usar brinquedinhos não é pecado | Foto: Alexandre Brum / Agência O Dia

Para o casal cristão Hugo e Lorena Brandão, de 28 e 27 anos, juntos há cinco e pais de bebê de 1 ano, usar brinquedinhos não é pecado | Foto: Alexandre Brum / Agência O Dia

Publicado originalmente em O Dia

Ao contrário do que muita gente pensa, evangélicos sabem muito bem curtir a vida a dois quando o assunto é sexo. Sex shops cristãos estão surgindo em todo o mundo, e o Brasil já tratou de inventar o seu. Fantasias, jogos eróticos, algemas e massageadores são alguns dos apetrechos usados pelos fiéis na hora de animar o casamento. E pela Internet eles sentem menos vergonha de comprar seus acessórios preferidos.

O idealizador do site brasileiro SexshopGospel, Maicon Santos, um solteiro de 30 anos, conta que se inspirou em páginas americanas para criar a versão tupiniquim. “A ideia surgiu ao ler livros evangélicos sobre sexo, divórcios e casamentos nas igrejas. Percebi a falta de ‘atrativos’ para ajudar na manutenção do relacionamento. Após pesquisas, descobri que já existem sites no exterior e adotei a ideia”, explicou o mineiro, que mora há 10 anos no Rio.

Maicon conta que o diferencial da sua empreitada está na venda de produtos para casais e produtos sensuais ‘leves’. “Não temos artigos sadomasoquistas, anais, nem homossexuais. O site já está no ar há um ano e vende bem”, anuncia Maicon, que é evangélico mas não frequenta a igreja. Entre os produtos mais vendidos no site estão vibradores, massageadores, bolinhas excitantes, fantasias e lubrificantes. Sobre as críticas, ele rebate: “São naturais do homem, até Cristo foi criticado.”

Para o casal cristão Hugo e Lorena Brandão, de 28 e 27 anos, juntos há cinco e pais de bebê de um ano, usar brinquedinhos não é pecado. “Tudo vale a pena com moderação. Fantasias, gel e algemas deixam o relacionamento renovado, surpreendem o parceiro”, acredita Hugo, que só não vê revistas ou vídeos pornográficos porque quer “sempre manter a esposa como foco principal do desejo”.

O pastor Daniel Lopes, da Assembleia de Deus de Rocha Miranda, encara com naturalidade a novidade, mas diz que ainda há limites. “Não vejo problema de casais casados comprarem artigos de sex shops, contanto que os dois concordem”, explica o pastor, casado há mais de 20 anos.

Tema não deve ser tabu, diz pastor

Para o pastor Daniel, o tema ainda é tabu por causa de pensamentos atrasados. “Existem muitas pessoas retrógradas, que não leem a Bíblia. O livro de Cantares mostra como deve ser uma vida a dois. O mais importante é que haja amor, compreensão, diálogo, sinceridade e respeito entre o casal. Não existe casamento perfeito, mas existe casamento feliz”, esclarece o religiosos, que libera jogos, óleos e uma lingerie especial para apimentar a relação.

A agente de viagens Aline Suzano e o militar André Sanches, ambos de 31 anos, são casados há três anos e não dispensam novidades que agitem a rotina. “Já usei óleos, balas, roupas, bolinhas. Só nunca usei vibrador porque acho muito estranho e acaba estimulando um sexo egoísta”, pondera Aline, que espera ver as igrejas tratarem o tema com mais abertura: “Nas reuniões de jovens que estão se preparando para se casar o assunto deve ser discutido”.

SITES GRINGOS

MY BELOVED’S GARDEN
“Yes even christians have sex” (Sim, até cristãos fazem sexo), é o que diz a página inicial deste site americano Mybelovedsgarden.net.

INTIMACY OF EDEN
Considerado o melhor deles, não vende “produtos ofensivos”, como pornografia explícita.

BOOK22
Primeiro site do gênero (www.covenantspice.com), o casal que fundou cansou de procurar turbinar a vida sexual e só encontrar pornografia. O item mais vendido é um vibrador rosa.

dica da Raquel Polydoro