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		<title>Maldito mosquito!</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Feb 2012 02:00:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>massuia</dc:creator>
				<category><![CDATA[sexo]]></category>

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		<description><![CDATA[Budah, no Uhull]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="620" height="349" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=35631862&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=0&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=00adef&amp;fullscreen=1&amp;autoplay=0&amp;loop=0" /><embed width="620" height="349" type="application/x-shockwave-flash" src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=35631862&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=0&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=00adef&amp;fullscreen=1&amp;autoplay=0&amp;loop=0" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" /></object></p>
<p>Budah, no <a href="http://www.uhull.com.br/02/02/maldito-mosquito/" target="_blank">Uhull</a></p>
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		<title>Um artista da fome</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Feb 2012 23:20:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jarbas Aragão</dc:creator>
				<category><![CDATA[mundo]]></category>

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		<description><![CDATA[Inspirado em conto de Franz Kafka, artista belga monta castelo de alimentos industrializados e junk food em galeria paulistana Paula Alzugaray, na Istoé Independente Le Chatêau/ O Castelo – Various Artists/ Galeria Luisa Strina, SP/ até 3/3, vernissage 16/2 CASTELO DE AREIA Detalhe da instalação feita à base de alimentos com excesso de gordura transgênica [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Inspirado em conto de Franz Kafka, artista belga monta castelo de alimentos industrializados e junk food em galeria paulistana</strong></p>
<div id="materiaTopo">Paula Alzugaray, na <a href="http://www.istoe.com.br/reportagens/188361_UM+ARTISTA+DA+FOME" target="_blank">Istoé Independente</a></div>
<div></div>
<div id="divCompleta">
<p style="text-align: center;"><strong>Le Chatêau/ O Castelo – Various Artists/ Galeria Luisa Strina, SP/ até 3/3, vernissage 16/2</strong></p>
<p style="text-align: left;"><img class="aligncenter" title="Credito: " src="http://content-portal.istoe.com.br/istoeimagens/imagens/mi_1558775034437027.jpg" alt="chamada.jpg" width="483" height="303" /><br />
<strong>CASTELO DE AREIA<br />
Detalhe da instalação feita à base de alimentos com excesso de gordura transgênica</strong></p>
<p>Enquanto o Carnaval não chega e o ano não começa de verdade no Brasil, a Galeria Luisa Strina aproveita o recesso prolongado com um projeto bastante original. Desde 16 de janeiro, o artista belga Trudo Engels ocupa a galeria montando a instalação “Le Chatêau”, em processo aberto ao público. “A instalação é de fato uma performance, na qual participam nove artistas, que na realidade são ele mesmo”, explica a curadora Catherine Bompuis. Em uma espécie de exposição coletiva com vários artistas, Engels trabalha na montagem de um castelo fictício, cuja mobília é composta por balas, salgadinhos, refrigerantes e alimentos com altos índices de gordura transgênica. “Uso só alimentos mortais”, declara Engels.</p>
<p>O artista conta que sua ideia original era alugar um apartamento em São Paulo, passar seis semanas comprando comida em casas de alimentação baratas e, no entanto, ficar sem comer nada. “Depois, achei que seria mais forte deslocar a exposição para dentro de uma galeria comercial”, conta Engels, que manteve o projeto de jejuar durante um mês. Com isso, ele pretende colocar em questão “a relação entre o sistema comercial da arte e a fome”.</p>
<p style="text-align: left;"><img class="aligncenter" title="Credito: " src="http://content-portal.istoe.com.br/istoeimagens/imagens/mi_1558828024908137.jpg" alt="img.jpg" width="326" height="490" /><br />
<strong>DENÚNCIA<br />
Objetos feitos com papéis de balas revelam comunicação<br />
visual agressiva das embalagens de produtos</strong></p>
<p>O projeto é inspirado no conto “Um Artista da Fome”, de Franz Kafka, que aborda a perda de interesse público em vítimas de greves de fome. Um tema bastante oportuno, a considerar a morte recente do preso político cubano Wilman Villar Mendoza, em 19 de janeiro, após uma greve de fome que durou 56 dias.</p>
<p>Até 16 de fevereiro, quando “Le Chatêau” ganhará um vernissage para oficializar sua abertura, Engels manterá o jejum. “O estado de abstinência enfraquece o corpo, mas reforça mentalmente sua ação. Essa é uma forma de purificar o trabalho”, afirma. Até a abertura oficial, Engels e seus nove colaboradores representados por ele mesmo (os “vários artistas” citados no título da mostra) recebem o público todas as quintas-feiras para uma série de workshops e discussões sobre a indústria de produtos de consumo.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Credito: " src="http://content-portal.istoe.com.br/istoeimagens/imagens/mi_1558844517670774.jpg" alt="img1.jpg" width="483" height="303" /></p>
<p style="text-align: left;"><img class="aligncenter" title="Credito: " src="http://content-portal.istoe.com.br/istoeimagens/imagens/mi_1558876694670864.jpg" alt="img2.jpg" width="300" height="400" /><br />
<strong>VÁRIOS ARTISTAS<br />
Trudo Engels é um dos dez papéis representados pelo artista belga</strong></p>
</div>
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		<title>Rita Lee: &#8216;Deus me defenda da sua macumba&#8217;</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Feb 2012 23:00:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pavarini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>

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		<description><![CDATA[Rita Lee lança a inédita "Reza", faixa do novo disco]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="620" height="385" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/zwHArG7XI_s?version=3&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="620" height="385" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/zwHArG7XI_s?version=3&amp;hl=pt_BR" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
<p>Publicado originalmente na <a href="http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1043479-rita-lee-lanca-a-inedita-reza-faixa-do-novo-disco.shtml">Folha.com</a></p>
<p>A cantora Rita Lee lançou nesta sexta-feira (3) a inédita &#8220;Reza&#8221;, composta em parceria com Roberto de Carvalho.</p>
<p>A faixa faz parte de seu novo disco, &#8220;Radar&#8221;, que deve chegar às lojas no fim de abril, pela Biscoito Fino.</p>
<p>No início do vídeo que apresenta a nova canção, a cantora comenta: &#8220;É reza de proteção. Coisa de benzedeira. Invejas, raivas, pragas, mantenham a distância, porque o santo é forte. E a gente falando do universo, como se nada fosse e como se fosse tudo&#8221;.</p>
<p>O comunicado à imprensa diz que a letra &#8220;cai como uma luva&#8221; diante dos últimos acontecimentos &#8211;a <a href="http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1041813-governador-de-sergipe-diz-que-nao-vai-processar-rita-lee.shtml">confusão</a> com a polícia em seu último show em Sergipe&#8211;, e que &#8220;a decisão de estrear a canção no canal oficial de Rita tem tudo a ver com isso: retribuir o carinho e o apoio dos fãs, revelando primeiro para eles a novidade&#8221;.</p>
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		<title>Homens escolhem mais as loiras do que as morenas em site de relacionamentos</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 02:00:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jarbas Aragão</dc:creator>
				<category><![CDATA[comportamento & saúde]]></category>

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		<description><![CDATA[A metade dos homens que fazem pesquisas (50,89%) não apontam a cor do cabelo da pretendente como um fator a ser considerado na busca, mas 10,71% do total de homens que pesquisam por mulheres marcam a preferência por loiras.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.pavablog.com/wp-content/uploads/2012/02/12361729.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-52779" title="12361729" src="http://www.pavablog.com/wp-content/uploads/2012/02/12361729.jpg" alt="" width="306" height="210" /></a>Publicado originalmente no <a href="http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/donna/noticia/2012/02/homens-escolhem-mais-as-loiras-do-que-as-morenas-em-site-de-relacionamentos-3650327.html">Zero Hora</a></p>
<p>Descobrir com quem os homens se casam é difícil, mas saber o que eles escolhem quando estão procurando mulheres para namorar não é. O site de relacionamentos ParPerfeito divulgou dados buscados por homens e mulheres quando estão à procura de alguém para namorar.</p>
<p>A metade dos homens que fazem pesquisas (50,89%) não apontam a cor do cabelo da pretendente como um fator a ser considerado na busca, mas 10,71% do total de homens que pesquisam por mulheres marcam a preferência por loiras. Em seguida (10,09%) a busca é por cabelos castanhos claros.</p>
<p>No caso das pesquisas feitas por mulheres, 60% delas não escolhem a cor do cabelo, mas os homens loiros é que estão em desvantagem, bem como os ruivos. O homem de cabelos castanho escuro é buscado por 8,5% das mulheres que filtram a pesquisa por cor de cabelo, seguido de 8,35% de procuras por homens de cabelo castanho claro.</p>
<p>Veja os dados da pesquisa:</p>
<p><a href="http://zerohora.clicrbs.com.br/rbs/image/12967612.jpg" target="_blank"><img src="http://zerohora.clicrbs.com.br/rbs/image/12967612.jpg" alt="" border="0" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Como a Internet está mudando a amizade</title>
		<link>http://www.pavablog.com/2012/02/02/como-a-internet-esta-mudando-a-amizade/</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 00:30:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Akamine</dc:creator>
				<category><![CDATA[comportamento & saúde]]></category>
		<category><![CDATA[e-saco]]></category>
		<category><![CDATA[amizade nas redes sociais]]></category>
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		<category><![CDATA[Sérgio Pavarini]]></category>
		<category><![CDATA[superinteressante]]></category>
		<category><![CDATA[twitter]]></category>

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		<description><![CDATA[Há diversos estudos comprovando que interagir com outras pessoas, principalmente com amigos, é o que mais fazemos na internet. Só o Facebook já tem mais de 500 milhões de usuários, que juntos passam 700 bilhões de minutos por mês conectados ao site]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Camilla Costa, em <a href="http://super.abril.com.br/cotidiano/como-internet-esta-mudando-amizade-619645.shtml">Superinteressante</a></p>
<p><img class="alignleft" title="internet" src="http://super.abril.com.br/imagem/redes-sociais.jpg" alt="" width="324" height="150" />Qual é a primeira coisa que você faz quando entra na internet? Checa seu e-mail, dá uma olhadinha no Twitter, confere as atualizações dos seus contatos no Orkut ou no Facebook? Há diversos estudos comprovando que interagir com outras pessoas, principalmente com amigos, é o que mais fazemos na internet. Só o Facebook já tem mais de 500 milhões de usuários, que juntos passam 700 bilhões de minutos por mês conectados ao site &#8211; que chegou a superar o Google em número de acessos diários. A internet é a ferramenta mais poderosa já inventada no que diz respeito à amizade. E está transformando nossas relações: tornou muito mais fácil manter contato com os amigos e conhecer gente nova. Mas será que as amizades online não fazem com que as pessoas acabem se isolando e tenham menos amigos offline, &#8220;de verdade&#8221;? Essa tese, geralmente citada nos debates sobre o assunto, foi criada em 1995 pelo sociólogo americano Robert Putnam. E provavelmente está errada. Uma pesquisa feita pela Universidade de Toronto constatou que a internet faz você ter mais amigos &#8211; dentro e fora da rede. Durante a década passada, período de surgimento e ascensão dos sites de rede social, o número médio de amizades das pessoas cresceu. E os chamados heavy users, que passam mais tempo na internet, foram os que ganharam mais amigos no mundo real &#8211; 38% mais. Já quem não usava a internet ampliou suas amizades em apenas 4,6%.</p>
<p>Então as pessoas começam a se adicionar no Facebook e no final todo mundo vira amigo? Não é bem assim. A internet raramente cria amizades do zero &#8211; na maior parte dos casos, ela funciona como potencializadora de relações que já haviam se insinuado na vida real. Um estudo feito pela Universidade de Michigan constatou que o 20 maior uso do Facebook, depois de interagir com amigos, é olhar os perfis de pessoas de gente que acabamos de conhecer. Se você gostar do perfil, adiciona aquela pessoa, e está formado um vínculo. As redes sociais têm o poder de transformar os chamados elos latentes (pessoas que frequentam o mesmo ambiente social que você, mas não são suas amigas) em elos fracos &#8211; uma forma superficial de amizade. Pois é. Por mais que existam exceções a qualquer regra, todos os estudos apontam que amizades geradas com a ajuda da internet são mais fracas, sim, do que aquelas que nascem e crescem fora dela.</p>
<p>Isso não é inteiramente ruim. Os seus amigos do peito geralmente são parecidos com você: pertencem ao mesmo mundo e gostam das mesmas coisas. Os elos fracos não. Eles transitam por grupos diferentes do seu, e por isso podem lhe apresentar coisas e pessoas novas e ampliar seus horizontes &#8211; gerando uma renovação de ideias que faz bem a todos os relacionamentos, inclusive às amizades antigas. Os sites sociais como Orkut e Facebook tornam mais fácil fazer, manter e gerenciar amigos. Mas também influem no desenvolvimento das relações &#8211; pois as possibilidades de interagir com outras pessoas são limitadas pelas ferramentas que os sites oferecem. &#8220;Você entra nas redes sociais e faz o que elas querem que você faça: escrever uma mensagem, mandar um link, cutucar&#8221;, diz o físico e especialista em redes Augusto de Franco, que já escreveu mais de 20 livros sobre o tema. O problema, por assim dizer, é que a maioria das redes na internet é simétrica: se você quiser ter acesso às informações de uma pessoa ou mesmo falar reservadamente com ela, é obrigado a pedir a amizade dela, que tem de aceitar. Como é meio grosseiro dizer &#8220;não&#8221; a alguém que você conhece, mesmo que só de vista, todo mundo acabava adicionando todo mundo. E isso vai levando à banalização do conceito de amizade. &#8220;As pessoas a quem você está conectado não são necessariamente suas amigas de verdade&#8221;, diz o sociólogo Nicholas Christakis, da Universidade Harvard. É verdade. Mas, com a chegada de sites como o Twitter, a coisa ficou diferente.</p>
<p><strong>Amizade assimétrica</strong></p>
<p>No Twitter, eu posso te seguir sem que você tenha de autorizar isso, ou me seguir de volta. É uma rede social completamente assimétrica. E isso faz com que as redes de &#8220;seguidores&#8221; e &#8220;seguidos&#8221; de alguém possam se comunicar de maneira muito mais fluida. Ao estudar, com um time de pesquisadores, a sua própria rede no Twitter, Christakis percebeu que seu grupo de amigos tinha começado a se comunicar entre si independentemente da mediação dele. Pessoas cujo único ponto em comum era o próprio Christakis acabaram ficando amigas entre si. &#8220;As redes sociais estão ficando maiores e mais diversificadas&#8221;, diz o sociólogo e pesquisador de redes Barry Wellman, da Universidade de Toronto.</p>
<p>É o seguinte. Eu posso me interessar pelo que você tem a dizer e começar a te seguir. Nós não nos conhecemos. Mas você saberá quando eu o retuitar ou mencionar seu nome no site, e poderá falar comigo. Meus seguidores também podem se interessar pelos seus tuítes e começar a seguir você. Os seus seguidores podem ter curiosidade sobre mim e entrar na conversa que estamos tendo. Em suma: nós continuaremos não nos conhecendo, mas as pessoas que estão à nossa volta estabelecem vários níveis de interação &#8211; e podem até mesmo virar amigas entre si.</p>
<p>Mas boa parte dos cientistas ainda acha que, mesmo estando em contato com qualquer pessoa mais facilmente e a todo o momento, a distância conti-nuará prejudicando as amizades. &#8220;A internet faz com que você consiga desacelerar o processo, mas não salva as relações&#8221;, acredita o antropólogo Robin Dunbar. &#8220;No fim das contas, ainda precisamos estar próximos das pessoas de vez em quando.&#8221; É verdade. A maioria dos especialistas em relacionamento humano acredita que a proximidade física é essencial para sentirmos os efeitos benéficos das amizades profundas. Só que o cérebro pode estar começando a mudar de opinião.</p>
<p>Um estudo que está sendo realizado na Universidade da Califórnia começou a desvendar o efeito que as redes sociais produzem no organismo. Mais precisamente, o que acontece com os níveis de ocitocina quando usamos o Twitter, por exemplo. É há um efeito. Os primeiros resultados mostraram que tuitar estimula a liberação desse hormônio, e consequentemente diminui os níveis de hormônios como cortisol e ACTH, associados ao estresse.</p>
<p>Isso significa que o cérebro pode ter desenvolvido uma nova maneira de interpretar as conversas no Twitter. &#8220;O cérebro entende a conexão eletrônica como se fosse um contato presencial&#8221;, diz Paul Zak. Isso seria uma adaptação evolutiva ao uso da internet. &#8220;O sistema de ocitocina está sempre se ajustando ao ambiente em você está&#8221;, diz. &#8220;Pode ser que, de tanto interagir em redes sociais, as pessoas estejam se tornando mais sintonizadas para a amizade. E aí elas acabam fazendo mais amigos, inclusive presencialmente.&#8221; Ou seja: além de mudar as amizades, a internet também pode acabar modificando o próprio cérebro humano. Mas ainda é cedo para dizer se acabaremos nos tornando seres hiperssociais, com cérebros capazes de acomodar um número maior de amigos. O próprio Paul Zak diz que não é possível desconsiderar a importância do contato físico &#8211; um dos mais importantes estimulantes da liberação de ocitocina no organismo. &#8220;No máximo, vamos ter mais possibilidades de manter relações íntimas a distância por mais tempo&#8221;, diz. Outros, como Robin Dunbar, acham que a tecnologia ainda pode nos surpreender, e romper a última barreira da amizade online: &#8220;O Skype e outros serviços do tipo não são bons o suficiente, porque não nos permitem tocar um no outro em realidade virtual. Ainda.&#8221;</p>
<p><strong>AMIZADE POS-MODERNA</strong><br />
A internet e as redes sociais se baseiam em dois tipos de relação:</p>
<p><strong>Amizade simétrica</strong><br />
É recíproca: se eu quiser ter você como amigo e acessar o seu perfil, você precisa autorizar o pedido e se tornar meu amigo também.<br />
<strong>Pró:</strong> Privacidade. Você decide quem terá acesso às suas informações.<br />
<strong>Contra:</strong> Reduz a possibilidade de conhecer gente nova.<br />
<strong>Exemplos:</strong> Facebook / Orkut / Flickr / Linkedin / MSN / Last.fm<br />
<strong><br />
Amizade assimétrica</strong><br />
Não é recíproca: eu posso adicionar ou seguir você sem precisar pedir permissão (e posso inclusive fazer isso sem que você saiba).<br />
<strong>Pró: </strong>Torna muito mais fácil a formação de laços e comunidades.<br />
<strong>Contra: </strong>Mais difícil de virar amizade íntima, pois a interação é pública.<br />
<strong>Exemplos: </strong>Twitter / Buzz / Tumblr / Blip.fm</p>
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