Chocolate pode se tornar escasso até 2020, alertam fabricantes do produto

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publicado na Marie Claire

O chocolate, tão amado em todo o mundo, pode estar com os dias contados, alertou o maior fabricante do produto, o suíço Barry Callebaut Group. Segundo a empresa, até 2020 o cacau pode ter se tornado um produto escasso.
Barry Callebaut revelou, ao jornal “The Independent”, que vendeu 11.8% a mais entre os anos de 2013 e 2014 e seu relatório anual indica que o aumento do consumo deve continuar. No entanto, a produção de cacau não é mais suficiente para dar conta da demanda.

Fiona Dawson, ex-presidente da fábrica Mars Chocolate, já havia alertado em 2012 que o setor poderia estar escasso até 2020 por conta do aumento das pressões econômicas e ambientais em cima de produtores de cacau. “Não é sustentável”, avaliou na época.

Com a mesma preocupação, o editor da revista Kennedy’s Confection alertou, no ano passado, que a barra de chocolate do futuro pode ser feita com tão pouco cacau que o sabor “será bem diferente do que conhecemos amamos”.
O preço do doce vem aumentando nos últimos anos não somente pela escassez, mas também pelos temores do Ebola no oeste da África, pelos estragos causados pelo El Niño e pela especulação financeira.

Apesar disso, a demanda não para de crescer, sendo a Ásia a principal responsável pelo aumento da procura. O relatório também cita o Brasil, que já foi um dos maiores produtores de cacau, mas nos últimos anos está se tornando um importador.

Em 2010, John Mason, do conselho pela conservação da natureza em Gana, afirmou que “em 20 anos, o chocolate será como caviar”. Tão caro que pessoas comuns não poderão comprar.

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Pesquisadores buscam entender por que focas estão estuprando pinguins em ilha no Atlântico Sul

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publicado no O Globo

Um grupo de cientistas busca entender um fenômeno recente na Ilha Marion, uma das Ilhas do Príncipe Eduardo, localizada no Atlântico Sul. De acordo com estudo publicado na revista “Polar Biology” deste mês, focas estão abusando sexualmente de pinguins-rei nesse local.

A equipe sul-africana responsável pela pesquisa, formada pelos cientistas Ryan Reisinger, William Haddah, Tristan Scott, Marthán Bester e Nico de Bruyn, documentou três incidentes de focas na ilha abusando sexualmente dos pinguins. Houve outros episódios registrados nos últimos 30 anos.

“Em termos humanos, você chamaria isso de estupro”, disse Reisinger ao jornal “Times Live”. “Os pinguins reagem como se o predador estivesse tentando matá-los, pois eles inicialmente lutam por suas vidas, mas as focas são muito maiores e mais fortes, de modo que eles facilmente dominam os pinguins”.

Em uma ocasião, uma foca tentou copular com um pinguim, e, em seguida, o devorou. Os pesquisadores não têm certeza do que está levando os animais a essa atitude agressiva. No início, pensou-se que era parte do comportamento predatório normal das focas com relação aos pinguins.

O comportamento altamente incomum, explica a equipe, pode ser aprendido, “mas não sabemos o que pode ser a recompensa por aprender esse comportamento”, disse Reisinger.

Uma teoria dá conta de que a concorrência por exemplares do sexo feminino entre as focas tem feito com que alguns machos mais jovens atacassem os pinguins.

“É um pouco desconcertante, chocante e, estranhamente, um pouco embaraçoso de ver, mas não há definitivamente nada de engraçado nisso”, alertou De Bruyn.

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Condenado no Mensalão, Pizzolato diz que aceitou Jesus e testemunha: Agora sei que o Senhor Jesus me ama

“Meu único desejo é fazer a vontade de Deus”

pizzolato

Publicado no JM Notícia

Henrique Pizzolato, o ex-diretor do Banco do Brasil condenado a mais de 12 anos no julgamento do Mensalão, diz que encontrou Jesus e agora frequenta a igreja todos os dias

APROXIMAÇÃO

Henrique Pizzolato encontrou Jesus. Pelo menos é o que o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil condenado a mais de 12 anos no processo do Mensalão anda dizendo para os amigos mais próximos desde que deixou a Penitenciária de Sant’Anna, em Modena, na Itália, onde passou os últimos meses encarcerado. Praticamente recluso desde que conquistou a liberdade ao ter sua extradição para o Brasil negada pela Justiça italiana no dia 28 de outubro, o ex-diretor de marketing continua vivendo em Modena e se tornou um dos frequentadores mais assíduos da Igreja Pentecostal Cristã Carismática Fonte di Vita, uma denominação protestante localizada na região central da cidade italiana de 180 mil habitantes.

CONVERSÃO

Pizzolato tornou-se religioso na cadeia. O ex-diretor do Banco do Brasil passou a frequentar um grupo de orações e estudos bíblicos organizado pelo pastor Romulus Giovanardi, um dos líderes da Fonte di Vita. Lentamente, Pizzolato passou a frequentar com assiduidade os encontros promovidos pelo religioso todas as quintas-feiras na Penitenciária de Sant’Anna. “Quando chegou à prisão Pizzolato era um homem esfacelado, mal caminhava, não falava, tremia, era confuso, ansioso e tinha medo de tudo”, conta o pastor que se transformou em um amigo e espécie de porto seguro para o condenado pelo Supremo Tribunal Federal. “Depois que encontrou Jesus, Pizzolato é um outro homem, saiu da prisão de cabeça erguida”.

TESTEMUNHO

Na manhã do domingo 16, Pizzolato decidiu, pela primeira vez, dar um testemunho público de sua fé. Junto com a mulher, Andrea Haas. Henrique Pizzolato subiu no palco da pequena igreja por volta das 10 horas e durante 30 minutos contou como sua vida se transformou após aproximar-se da religião. “Uma noite, após ter participado da quinta-feira de oração e louvor, senti dentro de mim o desejo de pertencer a Jesus”, disse ele, emocionado e quase indo às lágrimas. “O aceitei como meu Senhor e Salvador e imediatamente me senti leve, cheio de paz e alegria. Eu estava atrás das grades, mas livre.”, disse ele, arrancando lágrimas da mulher, Andrea Haas, que acompanhava o testemunho do marido na primeira fileira.

Pizzolato aproximou-se da religião nos momentos que ele considerava mais difíceis na cadeia e que não tinha certeza se conseguiria realmente evitar a extradição. O executivo condenado a 12 anos de prisão passou a depositar na fé as esperanças de permanecer na Itália, país do qual é cidadão, e livrar-se da cadeia no Brasil. Pizzolato passou a ter certeza que seria liberto ao iniciar um período de leitura quase compulsiva da bíblia, que lia diariamente na prisão. “No dia anterior ao seu julgamento escrevi uma carta a ele dizendo que ‘Jesus é seu advogado’”, conta Giovanardi. “Ele, naquele dia, estava mais seguro que sairia do tribunal um homem livre do que seu advogado”.

LIBERDADE NA PRISÃO

Pizzolato e Andrea falam com o padre quase que diariamente. Não raro, saem para almoçar com o pároco e são presença frequente na igreja. Em seu testemunho no domingo, o ex-diretor do Banco do Brasil disse que se precisasse voltar à penitenciária não teria problema algum. “Se me perguntassem quais momentos da minha vida eu gostaria de reviver, não tenho dúvida: todos aqueles dias na (Penitenciária de) Sant´Anna, porque ali eu conheci Deus e sofri uma profunda mudança. Se antes conhecia um Deus distante, que às vezes o percebida como um juiz, agora sei que o Senhor Jesus me ama”, afirmou.

Pizzolato ainda não sabe seu destino final. Nesta segunda-feira o Ministério Público italiano entrou com um recurso na corte suprema do país pedindo novamente sua extradição para o Brasil, onde ele terá que cumprir sua pena em regime fechado. Diante dos fiéis da Fonte di Vita, Pizzolato, no entanto, disse que seu maior objetivo na vida não está mais relacionado a ambições terrenas. “ Hoje meu maior desejo é fazer a vontade de Deus e ajudar os outros.”

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Mundo tem 35,8 milhões de escravos

Brasil tem cerca de 155.000 pessoas submetidas à servidão, diz ONG

Criança em campo de refugiados no sudoeste da Mauritânia. País tem a maior proporção de escravos no mundo (foto: VEJA)
Criança em campo de refugiados no sudoeste da Mauritânia. País tem a maior proporção de escravos no mundo (foto: VEJA)

Publicado na Veja on-line

Um novo levantamento mostra que 35,8 milhões vivem como escravos no mundo. O total chega a 0,5% da população mundial, segundo a fundação Walk Free, que analisou dados em 167 países.

De acordo com o levantamento, o país com o maior número de escravos, proporcionalmente, é a Mauritânia, no noroeste da África, com 4% de sua população de 3,9 milhões submetida à servidão. Em números absolutos, a Índia aparece na frente, com 14 milhões de escravos. Tanto a Ásia quanto a África apresentam os números mais preocupantes, segundo a organização. A prática é menos prevalecente na Europa, mas a Rússia aparece em quinto lugar em números absolutos, com 1,05 milhão de escravos. Juntos os cinco países com mais escravos no mundo respondem por 61% dos números de pessoas submetidas à prática.

O número total revelado no relatório deste ano é 20% mais alto do que o apurado em 2013. Segundo a Walk Free, a explicação é a mudança na metodologia, e não um aumento geral da prática.

Embora ainda existam cativos à moda das antigas sociedades escravagistas, a pesquisa mapeia principalmente o que se convencionou chamar de trabalho escravo contemporâneo ou moderno. São pessoas vítimas de trabalho forçado – por violência ou por dívida -, tráfico humano, exploração sexual e casamentos forçados. Outros levantamentos, como da Organização Internacional do Trabalho, estimam que 21 milhões de pessoas vivem como escravos.

O Brasil tem 155.300 escravos, segundo o levantamento, ou 0,0775% de sua população, aparecendo em 143° lugar entre os países analisados. O número total é mais baixo do que o dado apurado no ano passado, 220.000. O relatório aponta alguns pontos preocupantes no Brasil, como a alta incidência de adolescentes trabalhando em serviços domésticos, mas faz elogios ao Brasil no combate à escravidão, citando o Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, que foi assinado por mais de 300 empresas até o ano passado.

Nas conclusões, a Walk Free pede mais esforços da comunidade internacional para combater a escravidão e aumentar as punições por tráfico humano e para as empresas que fazem uso da prática.

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Música triste deixa você feliz

foto: wikicommons
foto: wikicommons

Carol Castro, no Ciência Maluca

Pode apostar nessas Adele da vida. Músicas tristes deixam você mais feliz do que as canções animadas e para cima.

A descoberta vem lá da Alemanha. As pesquisadoras Liila Taruffi e Stefan Koelsch entrevistaram 772 pessoas do mundo todo para saber com que frequência e em quais situações costumam ouvir músicas tristes e como se sentem. Eles relataram sentir uma série de emoções complexas e positivas: paz de espírito, ternura, docilidade, nostalgia, transcendência e encantamento. E quase sempre recorrem a elas quando se sentem solitários ou com algum problema emocional.

“Os ouvintes frequentemente escutam essas músicas quando experimentam estresse emocional para facilitar e espantar as emoções negativas”, diz o estudo. É que a ideia de ver a infelicidade expressada (e até transcendida) em músicas parece aliviar a dor deles.  Como se, enfim, alguém pudesse entender e compactuar com a tristeza deles.

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