8 motivos para você começar a dormir mais

foto: Getty Images
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Publicado no Terra

Todos sabem que dormir pouco traz inúmeras consequências negativas para nossas vidas, principalmente aquele mau humor no trabalho. O jornal norte-americano Huffington Post fez uma lista com oito motivos para você começar a se preocupar mais com o seu sono a partir de hoje.

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Seu sistema imunológico vai funcionar melhor. Diversos estudos comprovam que nossas defesas naturais se comportam melhor quando temos uma boa noite de sono. Outras pesquisas também apontaram que algumas vacinas contra gripe e hepatite tiveram pouco efeito quando o paciente as recebeu e foi privado de sono.

Sua memória vai melhorar. Já foi comprovado que o período em que dormimos é vital depois que nosso cérebro entra em contato com novas informações.

Você se sentirá emocionalmente melhor. Ter nosso sono privado faz com que nossa ansiedade fique mais alta. A incidência de problemas emocionais, como a depressão, também já foram relacionados com a falta de uma boa noite de sono.

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Seu cérebro estará “mais limpo”. O livro Sleep Soundly Every Night, Feel Fantastic Every Day aponta que o cerébro tem uma capacidade regenerativa durante o sono, onde é capaz de estabelecer novas conexões e caminhos entre os neurônios.

Também é durante o sono quando produzimos mais o hormônio do crescimento. Nas crianças, o momento do sono é crucial para o seu crescimento. Nos adultos, é importante para a criação de tecidos, algo vital para atletas ou qualquer um que faça exercícios. É neste momento que os músculos se reparam.

Ajuda a estabilizar os níveis de açúcar. Pessoas que dormem pouco possuem maior incidência de diabetes. Quem dorme pouco tem mais resistência à insulina.gifsono3

Talvez você perca peso. Algumas pesquisas mostraram que dormir entre sete e oito horas é o ideal. Dormir menos que isso aumenta a produção de um hormônio chamado ghrelin, que aumenta o apetite e impede a produção da leptina, que nos sacia.

É possível que você viva mais. Ter o hábito de dormir menos que sete horas diárias pode nos levar a ter uma vida mais curta. Este tipo de comportamento faz com problemas como pressão alta, AVCs e infartos tenha maior incidência.

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‘Homofobia? Há cristofobia’, afirma Pastor Everaldo

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Guilherme Amado, no Extra

Primeiro candidato a presidente a usar o termo “pastor” nas urnas, Everaldo Pereira afirmou que, uma vez eleito, respeitaria a separação entre religião e estado, sem discriminar nenhuma fé. No entanto, o empresário, ministro da Assembleia de Deus, admitiu que, à frente do país, não iria a uma cerimônia de umbanda ou de candomblé. As ideias do candidato não são polêmicas apenas na seara religiosa: ele defende a privatização da Petrobras e da Infraero. Carioca, nascido em Acari, Pastor Everaldo (PSC), de 58 anos, é o sexto candidato à Presidência a ser entrevistado pelo EXTRA.

Qual é o principal problema do Rio que o senhor, como presidente, poderia ajudar a solucionar?

Hoje, além da segurança, eu ajudaria o estado na mobilidade urbana. Está um caos. Reconheço os esforços do prefeito e do governador, mas a mobilidade está bastante prejudicada.

Mas como o senhor contribuiria, concretamente?

Facilitando com tudo o que o governo federal pudesse, trazendo a livre iniciativa para o transporte de massa.

O senhor quer privatizar a Petrobras. Privatizaria outra estatal? E a Saúde?

Privatizaria a Infraero. Sou a favor da livre iniciativa, mas Saúde, Educação e Segurança são prioridades.

Como presidente, o senhor faria alguma distinção entre as diferentes religiões?

Nunca vi nenhum pastor meu nem ninguém na minha igreja discriminar por religião. O estado é laico.

Mas iria a uma cerimônia de umbanda ou de candomblé?

Sou livre para ir aonde quiser. Eu tenho meus princípios e minha fé, cada um tem a liberdade de exercê-la. Da mesma forma que há pessoas que não querem ir à minha igreja, não iria a um terreiro. Isso é normal. É a liberdade de cada cidadão. Democracia é isso.

Como o senhor combateria a inflação?

A inflação é um componente dentro de uma estratégia de Estado. Hoje, quem provoca a inflação é o governo, que é inchado. Quando nós tivermos ajuste fiscal de verdade, enxugando essa máquina, vamos reduzir a taxa de juros e ampliar os investimentos. Isso vai aumentar a oferta, e os preços vão diminuir.

O senhor diz a todo tempo ser contra a legalização do aborto. É a favor de mudanças na legislação atual?

Não. A legislação atual já trata com bastante clareza os casos excepcionais.

O senhor é a favor da criminalização da homofobia?

A lei já é suficiente para qualquer tipo de injúria, calúnia. O que é homofobia? Há cristofobia, uma porção de coisas. Preconceito contra homossexual, negro, amarelo, branco, índio. O que querem fazer, hoje na lei, é dizer que um pastor e um padre não podem dizer, na sua fé, que a prática do homossexualismo é um pecado. Querem proibir quem crê nisso de falar nesse assunto.

Tem algum gay na família?

Já tive no passado, que até faleceu, coitado. Um primo.

Como reagiria se um filho seu dissesse que é gay?

Eu ia lamentar profundamente, diria que não era o que eu queria para ele, mas continuaria amando, porque é o meu filho.

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8 razões pra começar a correr

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publicado na Galileu

Eu fui uma criança e adolescente sedentária e, mais do que isso, com aversão a exercícios físicos. Cresci com uma bronquite crônica e esse era um dos motivos, mas o outro era falta de costume, mesmo. Se a gente cresce sem se movimentar, não toma gosto pela coisa e acaba levando isso pra vida adulta. Mas há dois anos, unindo uma temporada em um inverno quase polar, quando morei em Berlim, que me levou à necessidade de me mexer pra espantar a falta de ânimo que os muitos graus negativos fazem, comecei a correr na esteira. Depois, em uma temporada na América Central, segui com o hábito, então ao ar livre. Reaprendi a correr no chão duro, em oposição a esteira (sim, dá muita diferença) e vi alguns quilos indo embora, meu fôlego e disposição aumentando e 1km viraram 2km, 5km, 7km…

Correr exige esforço e disciplina no início, mas depois se torna praticamente um vício, do qual não se consegue permanecer distante. Na boa: se eu consegui tomar gosto pela coisa, você consegue. E existem muitos motivos pra que você compre um par de tênis, shorts, uma camiseta leve e saia de casa:

1. Dá pra fazer em qualquer lugar
Por mais que muita gente tenha hábito de pegar uma academia pra se exercitar, correr é o mais democrático dos esportes, porque ele pode ser feito em qualquer lugar. Se você viajar a trabalho, tirar férias ou estiver em qualquer outro contexto, ainda assim pode sair pra correr.

2. É um tempo seu com você mesmo
Você pode correr em grupo, mas uma coisa que eu gosto sobre a corrida é que ela se torna um exercício profundo de concentração, de relação com o corpo e com os movimentos e de reflexão da sua vida. A gente tem, hoje em dia, raros momentos em que estamos sozinhos – especialmente quem tem mania de smartphone. Correr possibilita isso.

3. Para se relacionar de maneira mais próxima com a cidade, a arquitetura e as condições de acessibilidade
Se você anda muito de carro, talvez não tenha a visão do pedestre, importantíssima pra compreender sua cidade como um lugar que deve ser feita não para carros, mas para pessoas. Você vai perceber problemas de acessibilidade nas calçadas, vai notar mais espaços de convivência social e lazer livre, como parques e praças.

4. Porque é bom pra saúde
Dessa parte, voce está cansado de saber: correr (com acompanhamento médico e do jeito certo, claro) faz bem pro coração, pros pulmões, pra oxigenação das células, pros ossos e até pra depressão.

5. Porque elimina gordura e te faz perder peso
5e você quer também garantir essa parte da sua saúde, a corrida não te deixa na mão. Claro que esse é um dos principais motivos pelos quais as pessoas se exercitam, mas com tantos outros, isso se torna apenas um detalhes.

6. Porque te deixa feliz, concentrado e produtivo
A ciência já comprovou: correr também melhora sua concentração e foco, sua produtividade em casa e no trabalho e sua satisfação geral com a vida, aliviando o stress, por exemplo.

7. Porque você dorme melhor

As substâncias liberadas durante uma corrida também te ajudam a ter um sono mais pesado e completo durante a noite.

8. Porque você consegue
Acho que uma das coisas mais legais, pra mim, foi quando corri meus primeiros 5km em 40 minutos. Me lembrei que, quando era criança, com os brônquios rapidamente inflamados, não corria mais de um minuto sem me cansar. Depois de 40 minutos sem parar, me senti muito bem comigo mesma e capaz de alcançar outros objetivos.

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A importância de ter tempo para pausas

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Publicado no Papo Feminino

Você já reparou como corre durante o dia? Não estamos falando em corrido de atividade física, mas em como as 24h diárias passam por você e você mal percebe. Afinal, ser mulher te encarrega de acordar, ficar linda, cuidar dos filhos e do marido, levar os filhos para a escola, ir trabalhar, fazer o almoço, buscar os filhos na escola, pagar as contas, voltar para o trabalho, voltar para casa, fazer o jantar, arrumar a bagunça, colocar os filhos para dormir e, enfim, poder descansar. Ufa, dá canseira só de pensar né? Foi pensando nisso que a especialista em inteligência relacional Thirza Reis escreveu um artigo sobre a importância de termos tempo para parar e refletir, decidir qual caminho tomar. Confira!

“Outro dia fui a um restaurante que costumo ir em Brasília. O garçom me atendeu e, depois de anotar o pedido, colocou em minha frente, sobre a mesa, um jogo americano com a frase de Drummond “a vida precisa de pausas”. Essa frase é antiga e o jogo americano também. Já o tinha visto várias vezes. Mas dessa vez me impactou de um jeito diferente. Não sei se é porque estou em pleno processo de saída da pausa (voltando de férias) ou se porque esse tempo de férias me fez refletir e olhar para o tempo a partir de outra perspectiva. É essa perspectiva que gostaria de compartilhar. O tempo de hoje nos pede urgência, rapidez.

As mudanças são constantes e não há muito tempo para refletir sobre elas. Somos demandados a tomar as melhores decisões, de forma inovadora e criativa, em menor tempo possível, gastando o mínimo possível. Não é isso? Pelo menos, é este o apelo que tenho visto em algumas empresas. Faz sentido. E é exatamente por isso que precisamos de pausas. Para melhor saber no que investir nosso tempo, nosso dinheiro e, mais importante que tudo isso, no que investir nossas vidas e nossos afetos. A ansiedade por fazer sempre do jeito certo (e rápido!) tem gerado em nós desconexão uns com os outros e com nós mesmos. Não conseguimos desfrutar. Estamos no agora pensando no por vir, o que tira de nós a integralidade da experiência de estar simplesmente presente.

Por isso, precisamos de tempo para contemplar, para nos dar a chance de observar a vida, nos distanciar um pouco do problema e das questões cotidianas para permitir que o essencial emirja. Tempo para nos permitir reconhecer e dizer que, às vezes, não sabemos o que fazer (ainda). Esse reconhecimento é importante e nos acalma, quando somos capazes de fazê-lo. Esse reconhecimento faz a poeira baixar e, com ela baixa, conseguimos ver horizontes que antes não víamos. Dar pausa é garantir esse tempo para a poeira decantar. Tem decisões na vida que precisam desse tempo para amadurecer, para se tornarem possíveis, para ganharem forma. As vezes nos apresamos em tomar decisões e justificamos a intempestividade por não ter tempo para pensar melhor.

É preciso coragem e sensibilidade para romper com esse discurso e permitir pensar e fazer diferente. É preciso que nos deixemos sentir para sermos capazes de concretizar novas realidades. Sou uma defensora do tempo da observação, do tempo para ver como vemos, isto é, ver a nossa forma de nos relacionarmos com o mundo e de interpretarmos a realidade. Só conseguimos fazer isso, quando estamos na “pausa”. É nela que tomamos a distância necessária para ver como vemos. Depois desse momento, ainda na pausa, precisamos nos permitir continuar no ciclo do aprendizado. Precisamos redirecionar o olhar para, então, ver a partir do todo. Por vezes é difícil. Precisamos de ajuda de outras pessoas para contemplarmos o todo, para ver aquilo que, sozinhos, não víamos.

Ao fazer isso, começamos a experimentar o Presenciar, que tem a ver com o “abrir-se para receber” o novo a partir de uma participação consciente que, agora, considera um campo mais vasto de mudança. Nessa presença o que está em questão é “o deixar ir para deixar vir”. Precisamos abrir espaço para a novidade. E isso envolve abrir mão de modos de fazer antigos. Só a partir desse momento que começarmos o movimento de realizar. Só então saímos da pausa para coordenar as ações e, assim, incorporar o novo ao nosso fazer. Até este momento, as ações estavam em fase de incubação. Ao vivermos esse processo, ganhamos maior consciência do todo. Essa consciência promove uma ação mais efetiva, isto é, uma ação que beneficia cada vez mais o todo.

Por isso, é importante sistematizarmos e incluirmos em nosso dia-a-dia os momentos de pausa, para não sermos engolidos por uma rotina que não nos permite pensar e sentir com dignidade. Essa pausa é indicativo de saúde, psíquica e emocional. Nos permitir a pausa, se feito com integridade, nos torna mais presentes, mais vivos e conectados. E essa presença tem a ver com estar mais atento e consciente do aqui-agora, abrindo espaço genuíno para pensar o futuro (sem que isso se traduza em ansiedade). Não sei se Drummond pensava nisso quando escreveu sua célebre frase ou se sua intenção era essa. Mas, ler essa frase na minha pausa, gerou essas reflexões. Espero que encontre eco no corações de vocês como encontrou no meu. E pausa…”

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