Um bom casamento vale mais do que bens materiais

young couple making heart by arms on beachAilton Amélio, no UOL

Você sabia que um bom casamento traz um aumento na felicidade que equivale a aumentar quatro vezes o tamanho do salário?

Você sabia que uma boa amizade traz um aumento na felicidade que equivale a aumentar três vezes o salário?

Quem faz essas afirmações e outras mais é Robert Putnam, professor de políticas públicas da Universidade de Harvard.

As duas afirmações acima provavelmente são válidas para pessoas que já ganham, pelo menos, o suficiente para satisfazer suas necessidades básicas. Para aquelas pessoas cujos ganhos são insuficientes para satisfazer essas necessidades, o aumento dos rendimentos contribui, sim, bastante para o aumento da felicidade. Por exemplo, quando alguém está passando fome, passando frio, não tem onde dormir, não tem vestuário adequado ou seus parentes estão doentes e não podem se tratar por falta de dinheiro, o aumento de rendimento aumenta significativamente a sua felicidade.

Como vamos ver neste artigo, não é o casamento em si que traz felicidade. Tem que ser um bom casamento. Um mau casamento pode trazer muita infelicidade. Além disso, o nível de felicidade depende mais da personalidade do que do casamento: quem já era feliz antes do casamento tem maior chance de continuar feliz durante o casamento. Quem já era infeliz antes do casamento tem mais chance de continuar infeliz no casamento!

Possuir mais bens materiais não aumenta a felicidade

Entre 1950 e 2005 os bens dos americanos aumentaram cerca de três vezes. Em 2005, por exemplo, o americano médio possuía computador, celular, ar condicionado e televisão a cores. Muitas dessas coisas nem existiam nos anos 50.  As medições do nível de felicidade, que foram periodicamente realizadas durante este espaço de tempo, mostram que ela não se alterou neste período.

Geralmente a aquisição de bens materiais só aumenta consideravelmente a nossa satisfação na época da aquisição. Por exemplo, quem compra um carrão ou uma casa muito melhor que a anterior fica muito contente antes da compra, com ainda está sonhando com o bem, e logo depois da compra. Tempo depois, aquilo que foi adquirido vai saindo da consciência e deixando de trazer tanta satisfação: a pessoa que fez a compra vai deixando de notar o carro ou a casa. Ela se acostuma com esses bens e começa a pensar em uma nova aquisição. Todos já tivemos a experiências de comprar uma bela roupa e ficarmos muito contente na época da aquisição e, logo após usá-la uma vez ou outra, vamos deixando de pensar nela e podemos até esquecê-la no fundo do guarda roupa.

Outro exemplo: quem ganha na loteria fica muito feliz na ocasião. Depois de certo tempo, o seu nível de felicidade vai voltando ao que era antes, e cerca de um ano depois da premiação, a pessoa que ganhou está tão feliz ou infeliz quanto antes.

Relações sociais podem proporcionar prazer renovado

Claro que também nos acostumamos com as pessoas e elas deixam de ser novidades. Por exemplo, no início de um relacionamento amoroso achamos o parceiro muito excitante e interessante e, após algum tempo, ele perde muito da capacidade para despertar nossa atenção e de nos excitar (este é o famoso “efeito novidade” ou “efeito Coolidge”).

Certas pessoas, no entanto, são capazes de sempre trazer para nós, de forma continuada, uma boa dose imprevisibilidade, vitalidade, e desafio. Outras pessoas passam a nos roubar energia e nos colocar para baixo. A maioria das pessoas fica entre esses dois extremos, neste quesito. Por isso, é bom escolher bem o parceiro e cuidar para que ele continue sempre com a mesma vitalidade que mostrava no início do relacionamento.

Pessoas que não são vitalizadoras

Certas pessoas não contribuem direta ou pessoalmente para dar sentido e energia para nossa vida. Ou elas estão ausentes ou, quando presentes, não são nada energéticas, ou ainda, não estão interessadas em nós. É muito comum ouvirmos afirmações do seguinte tipo sobre essas pessoas ou por parte delas:

- “Ele me dá tudo, mas não presta atenção em mim”.

- “Ele é capaz de fazer qualquer coisa por mim e pelos filhos, mas é muito chato!”

-“Ele não sabe conversar. Não repercute o que eu digo, não compartilha o que está pensando e não inicia assuntos!”

- “Ele não tem sede de viver: não é muito curioso, adora rotinas e odeia surpresas e coisas arriscada”.

- “Ele me ama, mas é impaciente para ouvir minhas opiniões”.

- “Ele me trata como uma obra de arte: gosta de me ver, ama me possuir, cuida de mim, tem orgulho de estar comigo em público, mas não se interessa pela forma como penso, sobre minhas preocupações ou sobre o que gostaria de realizar na vida”.

- “Estou o tempo todo trabalhando e quase não tenho tempo para a família. Faço isso para que proporcionar para eles o melhor conforto possível e segurança econômica”.

Essas frases dizem respeito a pessoas que proporcionam coisas, mas elas próprias não são fontes de vitalidade para seus familiares.

Contribuições de um bom parceiro para a nossa satisfação

Algumas pessoas são verdadeiros espetáculos contínuos. Quando estamos perto delas, não experimentamos o aborrecimento e o desânimo. O cotidiano ao lado delas parece sempre renovado porque elas agem sempre de forma inesperada e viva ao que está acontecendo. Elas são cheias de iniciativas e reagem aos nossos comportamentos de forma verdadeira e, por isso, criativa. Elas usam menos clichês do que outras pessoas para responder ao que dizemos e sempre nos estimulam a ver as coisas de forma diferente do habitual. São verdadeiras usinas de vida.

Quem não gostaria de ter um parceiro que proporcionasse pelo menos algumas das seguintes dádivas:

- Companheiro para tudo na jornada da vida.

- Conversas envolventes, criativas e nutritivas.

- Transmutador da realidade: a paixão amorosa que ele inspira transforma magicamente a nossa realidade.

- Prazer enlouquecedor através do sexo criativo, envolvente e competente.

- Ampliador dos limites do eu: a sua forma de ver a realidade, a todo o momento, amplia a minha forma de perceber as coisas e estimula continuamente o meu crescimento psicológico.

- Apoio ilimitado: “Na saúde e na doença”, “Na alegria e na tristeza” …

- Fã incondicional: fonte inesgotável de admiração pela minha forma de ser, pensar e agir.

- Sócio nos lucros e perdas: estamos no mesmo barco na luta para conquistar aquilo que a vida oferece de melhor.

- Bem sucedido: bem sucedido na área econômica e social.

- Sempre lutando ombro a ombro: sempre dispostos a assumir os afazeres e obrigações que são necessários para a manutenção do lar e a educação dos filhos.

Ter um parceiro que proporcione os benefícios citados acima realmente afeta muito mais o nosso nível de felicidade do que possuir muitos bens ou obter um aumento significativo do nosso rendimento econômico. Da mesma forma, proporcionar essas coisas para o parceiro é extremamente importante.

O nosso tempo e a nossa energia são limitados. Temos que investi-los da melhor forma possível. Temos que decidir quanto tempo e quanta energia vamos usar para tentar obter bens materiais ou para cultivar bons relacionamentos.

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Monte atrai evangélicos em busca de cura na região de Ribeirão Preto

O pastor João Paulo Pinheiro Filho, que frequenta o 'monte da cordinha' desde 94, na região de Ribeirão (foto: Silva Junior/Folhapress)
O pastor João Paulo Pinheiro Filho, que frequenta o ‘monte da cordinha’ desde 94, na região de Ribeirão (foto: Silva Junior/Folhapress)

Camila Turtelli, na Folha de S.Paulo

Bem longe da ostentação do Templo de Salomão –nova e luxuosa sede da Igreja Universal do Reino de Deus inaugurada em julho em São Paulo– o “monte da cordinha”, na região de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo), atrai centenas de evangélicos diariamente que buscam “encontrar Deus” no local isolado.

O monte fica no quilômetro 324 da rodovia Candido Portinari e é visitado por religiosos, na maioria pentecostais, para orações, leituras e conversas sobre cristianismo.

Não há nenhum tipo de construção no local, apenas bancos de pedra, madeira e bambu na área que tem cerca de 12 clareiras espalhadas na mata e que são usadas como espaços para cultos.

O apelido dado ao local faz referência a uma corda amarrada em troncos de madeiras que forma um corrimão improvisado e ladeia o caminho que leva ao cume do monte.

A maioria dos fiéis se reúne no alto do monte durante a noite. Além da Bíblia, eles levam colchas e sacos de dormir para se sentarem na mata. Alguns chegam a passar várias noites e dias no local orando.

Eles vão em grupos de até cem pessoas, liderados por pastores, ou mesmo sozinhos.

Para chegar ao cume, é preciso subir com cuidado a trilha estreita e íngreme de cerca de 300 metros. É necessário também fôlego e preparo físico.

Apesar da dificuldade, doentes costumam subir em busca de cura espiritual.

“Quando fui, tinham medo que eu pudesse cair e despencar de lá, mas fui com um propósito e cheguei”, disse a enfermeira Francine de Arruda da Silva, 38.

Ela tinha 28 anos quando foi diagnosticada com síndrome do pânico e passou a tomar medicação controlada, que a deixava com tonturas.

“Não queria ficar viciada em remédio”, disse. “Então, resolvi ir ao monte pedir pela minha saúde e desci curada.”

Segundo Francine, ela deixou de tomar os remédios e suas crises cessaram.

Pastor em Jardinópolis, Givaldo Lima é um dos que costuma levar fiéis ao local. “É abençoado”, afirmou.

O professor de sociologia da teologia da PUC São Paulo Edin Sued Abu Manssur disse que a prática de buscar morros para rezar é comum entre os pentecostais e tem raízes bíblicas.

“Há vários locais desse tipo na região do ABC paulista, por exemplo.”

Apesar de receber uma grande quantidade de visitantes de forma livre, o “monte da cordinha” fica em uma área particular.

A Folha procurou o dono do local, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

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Pai, eu não te amo como antigamente

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Ruth Manus, no Estadão

Pai,

Há muitos anos que não caibo mais no seu colo. Hoje meu peso já é demais para você me carregar nos seus ombros. E meus anos já não permitem certos mimos de antigamente.

Mas me flagro, às vezes, desejando que você ainda pudesse administrar minha vida, escolhendo os caminhos mais seguros para eu caminhar. Caminhada essa, livre de todo medo, por saber que você me observava a cada passo, tentando impedir meus tombos e tropeços.

Os anos passaram. E a vida não perdoa atrasos.

A cada dia, por mais que nenhum de nós tivesse pedido, menos controle você passou a ter sobre a minha vida. Não pôde escolher meus empregos como escolhia minhas escolas. Não pôde vetar aquela última dose de vodka como vetava o chocolate antes do almoço. Não pôde me ajudar com aquela baliza na vaga pequena como me ajudava com os pedais da bicicleta. Não pôde evitar a queda do meu celular na privada como evitou vasos quebrados por causa da bola dentro de casa.

E tudo aquilo que você fazia, e que um dia me pareceu infernal: horários estipulados para voltar para casa na noite de sábado, olhares tortos para amigos que não te pareciam boa coisa, reclamações por tempo demais no telefone, controle do dinheiro que eu tentava gastar, hoje faria todo sentido. Seria tão bom se hoje em dia você pudesse me garantir mais horas de sono, amigos mais confiáveis, uma conta de celular mais barata ou uma fatura de cartão de crédito um pouco menos imbecil…

Mas agora é comigo, pai.

E seria bom voltar ao tempo em que você me parecia imortal. Tempo em que era você quem se preocupava com a minha saúde e não eu com a sua. Tempo em que você tentava evitar meu resfriado ou ficava preocupado com meus 39 graus de febre. Mas hoje sou eu que cobro seus exames de sangue, seus exercícios físicos e tento te fazer ver que amendoim, álcool e carne vermelha não garantem uma velhice boa a ninguém.

Pois é, pai. No fundo, todo mundo já sabia que ia ser assim. Mas às vezes essa síndrome de Peter Pan nos invade e a vontade de ficar debaixo de suas asas é quase irresistível.

Mas a vida chama.

Então me levanto, lavo o rosto, vou trabalhar. Porque você me levou no colo, me carregou nos ombros, mas também me ensinou a caminhar com minhas próprias pernas. E se hoje estou na estrada, trilhando caminhos bonitos, você bem sabe que isso é obra sua.

E sabe, pai? Nesse domingo posso te dar um presente. Provavelmente não será grande coisa. Não é aquele super carro com o qual você ainda sonha, mas é fruto do meu trabalho. Fruto do que só existe por sua causa. Pela educação que você me deu, pelas notas das quais você reclamou na escola, pelas festas que você vetou em vésperas de prova.

E eu vou te olhar durante o almoço. Não com o encantamento que tinha aos 6 anos… Porque aos 6 anos era aquele amor cego das crianças. Já hoje, tenho esse olhar cirúrgico, avalio suas atitudes, aponto seus erros, reclamo dos seus defeitos. A verdade, pai, é que eu não te amo como antigamente. A verdade é que te amo ainda mais.

Te amo mais porque te vejo de verdade, com tudo de bom e de ruim, consciente de que você é um ser falho, como todos os outros, mas que, mesmo assim, consegue se manter como meu porto seguro, meu norte, aquele que me construiu, me guiou e ainda me guia, me acode nas quedas que não pode evitar, me ama com todos meus defeitos e é quem dá vida à ideia de “amor incondicional”.

É, pai, hoje você já não é tudo aquilo que foi para mim um dia.

Porque agora você é tudo aquilo que é para mim hoje. E hoje é amor dobrado, é amor firme e deliberado, desse filho, adulto e crítico, com um sentimento cada vez mais consolidado.

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Menina consegue arrecadar fundos para levar à Disney o pai, que tem câncer terminal

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publicado no Extra

A reação de Ruby Myles, de 5 anos, à notícia de que seu pai, vítima de um câncer terminal, tinha poucos meses de vida surpreendeu sua família. A jovem rapidamente decidiu que queria ir com Damian Myles, de 42 anos, ao complexo de parques de diversão da Disney. Eles ficaram tristes de constatar que não poderiam bancar o passeio, já que tinham usado suas economias no tratamento do pai. Foi então que a menina conseguiu o apoio de um pub de sua cidade, Southport, na Inglaterra, para arrecadar fundos, de acordo com o jornal local Southport Visiter.

Os moradores da pequena cidade britânica se uniram para ajudar a menina em sua única chance de realizar a viagem de seus sonhos ao lado do pai. Em apenas uma semana, o pub The Wellington conseguiu arrecadar 4.130 libras esterlinas, cerca de R$ 16 mil. Pai, mãe e filha já estão com as passagens compradas para os Estados Unidos, na próxima terça-feira.

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Uma das funcionárias do The Wellington Annie McTaggart organizou as doações. “Foi tão emocionante. Eles são uma família muito linda e o Damian é uma das melhores pessoas do mundo”, afirmou. “A Ruby chegou para ele e disse: ‘Papai, vou te levar à Disney antes que os anjos venham te buscar’”, lembrou a funcionária.
A família de Damian recebeu o valor em uma festa temática de princesas da Disney, promovida por uma casa de festas local, a Part of Your World. “Acho que todos ficaram com lágrimas nos olhos quando Ruby viu as princesas. Ela começou a chorar, foi muito emocionante. Fazer parte disso é incrível”, celebrou o dono da casa de festas, Mike Parks.

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Conheça o CEO que abandonou o posto para ser um pai melhor

Presidente da MongoDB comunicou nesta semana, por meio meu de seu blog, que deixará o cargo para poder se dedicar mais à família

foto: MongoDB
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Luísa Melo, na Exame

Histórias de executivas bem-sucedidas que deixaram tudo para trás ou botaram o pé no freio na carreira para cuidar dos filhos não são incomuns. Exatamente por esse motivo, muitas empresas tem criado benefícios exclusivos para ajudar suas funcionárias a conciliarem trabalho e vida pessoal.

Nesta semana, porém, foi um homem que decidiu abrir mão de seu cargo de CEO para ser um pai melhor.  Na terça-feira, Max Schireson, presidente da MongoDB – uma fornecedora de banco de dados que tem clientes como IBM, Intel e Cisco – comunicou em seu blog que deixaria o posto para poder estar mais próximo da família.  A decisão foi bastante repercutida na mídia internacional.

No post, entitulado “Por que estou deixando o melhor emprego da minha vida”, o executivo ironizou o fato de nunca ter sido questionado sobre a paternidade. “Como um CEO do sexo masculino, tenho sido perguntado sobre qual tipo carro eu dirijo ou de que estilo de música eu gosto, mas nunca sobre como eu balanceio as demandas de ser um pai e um CEO”, escreveu.

Schireson tem três filhos (de 9, 12 e 14 anos) que vivem com sua esposa em Palo Alto, no estado da Califórnia, nos EUA. A maioria das atividades da MongoDB, porém, são baseadas em Nova York. Por conta disso,  ele precisava viajar entre as duas cidades a cada duas ou três semanas, além dos deslocamentos a trabalho.

“Durante essas viagens, tenho perdido muitos momentos de diversão da minha família, e talvez mais importante que isso, eu não estava com as minhas crianças quando nosso cachorro foi atropelado por um carro ou quando meu filho precisou de uma cirurgia (pequena, bem-sucedida e, é claro, não esperada)”, disse no texto.

Na postagem, ele diz que sua esposa também tem uma carreira importante como médica e professora na Universidade de Stanford e que nunca poderá compensá-la por conseguir se dedicar aos filhos, mesmo com tanto trabalho.

“Ela é uma mãe fantástica, brilhante, linda e infinitamente paciente comigo. Eu a amo, eu estarei infinitamente em débito com ela por ter encontrado um jeito de manter a família unida apesar das minhas viagens loucas. Eu não deveria continuar a abusar da paciência dela”, brincou.

Na carta, ele afirma que dentro de cerca de um mês passará o comando da companhia para outra pessoa e que estará ao lado desse profissional para ajudar no que for preciso “em tempo integral, mas não em tempo integral louco”.

“Eu reconheço que ao escrever isso devo estar me desqualificando para um papel de CEO no futuro. Isso vai me custar dezenas de milhões de dólares um dia? Talvez. Mas a vida é feita de escolhas. Agora, eu escolhi passar mais tempo com a minha família e estou confiante de que posso continuar tendo uma atuação significativa e gratificante no trabalho fazendo isso”.

O executivo também falou sobre a dificuldade de tomar a decisão. “No princípio, pareceu uma escolha difícil, mas quanto mais eu abraço essa escolha, mais convencido eu estou de que ela é a certa”.

dica do Gerson Caceres Martins

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