Nossa Senhora Gaga?

Helen Lee

Lady Gaga lançou semana passada “Born This Way” [Nasci Assim] e ontem a cantou pela primeira vez ao vivo, na cerimônia do Grammy (vídeo acima). Sua nova música deve se tornar uma espécie de hino para as pessoas que se consideram diferentes. A letra oferece encorajamento para todos que estão à margem da sociedade, incluindo homossexuais, membros de minorias raciais e até mesmo os “falidos”. Ela enfatiza: “Deus não comete erros”, e depois acrescenta:

Se a vida trouxe dificuldades
O fez sentir isolado, perseguido ou sacaneado
Alegre-se e ame-se hoje
Porque,  baby, você nasceu assim

Intencionalmente ou não, Gaga está espalhando as boas novas de Jesus Cristo. Sua opinião sobre o celibato, a força de cada pessoa e a individualidade certamente são louváveis. Muito mais impactante é o que ela tem a dizer sobre a natureza e o sofrimento humanos.

Ao contrário de Madonna, a quem é frequentemente comparada, Lady Gaga parece entender que a natureza humana não se reduz ao sexo. Os seres humanos são complicados. Gaga entende isso. Podemos ser feios – é verdade – mas ela entende que a beleza humana só tem sentido em contraste com a feiúra humana. Logo, sim, somos monstros (caídos), mas como diz a canção, “nascemos para sobreviver” (nascemos para a vida eterna).

Lady Gaga é capaz de abraçar o feio. Ao fazê-lo, abraça também o que é belo, pois ela tem sensibilidade e apreço pelo inevitável sofrimento humano. Ela reconhece que as pessoas lutam constantemente com sua natureza caída, incertos de seu potencial para serem bons. Ela admite que a vida põe as pessoas para baixo. E, como sempre pede que seus monstrinhos [fãs] se amem, ela declara nesta nova música:

Seja prudente
E ame seus amigos

Vendo a atenção dada por ela ao sofrimento humano, lembro-me do ensinamento cristão de unir seus sofrimentos aos sofrimentos de Cristo. Gaga está exigindo que os marginalizados sejam vistos como pessoas valiosas, bonitas, pessoas feitas à imagem de Deus, como realmente são.

Certamente Lady Gaga é excêntrica. Por vezes, pode ser até grotesca e vulgar. No entanto, é um modelo de virtudes cristãs, justamente porque parece improvável que possa ser. Ela tem o potencial de apresentar Deus a muitas pessoas, principalmente porque não parece que está fazendo isso. A estrela pop está dizendo a uma audiência enorme de fãs que Deus os ama.

Tradução de Agência Pavanews do artigo do Washington Post

Confira a letra traduzida abaixo

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Marina Silva é indicada ao Prêmio Personalidade do Ano do GreenBest


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Marina Silva está entre os dez finalistas na categoria “Personalidade do Ano” do Prêmio de Consumo e Iniciativas Sustentáveis GreenBest. O prêmio é realizado pelo Greenvana, empresa que comercializa e orienta o consumo sustentável, e idealizado pelo empresário Marcos Wettreich, criador do prêmio iBest no Brasil, México e Espanha.

O Personalidade do Ano do GreenBest vai oferecer dois prêmios em cada categoria, um por voto popular e outro por votação oficial da Academia GreenBest, formada por especialistas no tema. A votação popular teve início na segunda quinzena de janeiro e os vencedores receberão o troféu GreenBest em cerimônia de premiação no próximo dia 17 de maio.

Voto popular – Na primeira fase do prêmio, os internautas vão votar em três candidatos de cada categoria. Cada pessoa poderá votar uma única vez em até três nomes por grupo. Posteriormente, no período de 29 de março e 4 de maio, o voto popular escolherá um nome dentre os três vencedores de cada categoria para receber o prêmio principal.

Sobre o prêmio GreenBest – O GreenBest é o primeiro prêmio de consumo e iniciativas sustentáveis com abrangência nacional e que elege os vencedores de diversas áreas e setores que investem na sustentabilidade por meio de votação popular e de um júri especializado. O objetivo é dar visibilidade para as melhores iniciativas e produtos. Esta é a primeira vez que um prêmio de sustentabilidade é desenvolvido no Brasil permitindo votação popular integrando a web e as redes sociais na votação. Os votos serão auditados pela Ernst & Young Terco.

fonte: Blog da Marina
foto: Agência Estado

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Empresária constrói “cidades do bem” no Nordeste para gerar emprego e renda

Léo Caldas

Alcione e as crianças da agrovila construída na Serra do Catimbau, acima. Abaixo, Silva e Helena na sala da casa em que vivem com os filhos. “Agora eu tenho fogão e geladeira”, diz ela
Léo Caldas

  ReproduçãoVictor Ferreira

Em 2004, a empresária paulista Alcione de Albanesi passava pela Serra do Catimbau, em Pernambuco, quando deu de cara com uma fazenda com 548 hectares de terras improdutivas. Ao explorar a propriedade, Alcione bateu à porta da primeira casa que viu e perguntou pelo dono do terreno. Ao ouvir que as terras não estavam à venda, insistiu. “Eu queria construir uma cidade naquele terreno”, diz ela. O projeto, nascido de uma inspiração súbita, deu certo. Atualmente, 600 pessoas vivem na nova “cidade” – uma agrovila que produz 100 toneladas de caju por ano. A usina de beneficiamento da castanha, inaugurada em novembro do ano passado, mudou ainda mais a vida dos moradores da região do Catimbau, oferecendo emprego e renda.

Essa mudança é resultado do projeto Amigos do Bem, que, desde 2004, tem construído agrovilas com infraestrutura de cidades em Pernambuco, no Ceará e em Alagoas. Já são quatro “cidades do bem” equipadas com centro educacional, mercearia, centro médico, farmácia e área de lazer. Nelas vivem 3.410 pessoas, cerca de 300 delas com carteira de trabalho assinada. “Nossas agrovilas ainda não são autossuficientes em termos econômicos, mas caminham para isso”, diz Alcione. Em 2007, os Amigos do Bem venceram a primeira edição do Projeto Generosidade, da Editora Globo, e receberam R$ 100 mil. O dinheiro foi investido na construção de um centro odontológico.

O projeto Amigos do Bem começou em 1993, quando Alcione levou pela primeira vez um grupo de empresários para doar cestas básicas a famílias pobres do sertão nordestino. Dez anos depois, a distribuição passou a ser mensal. Mas, para ela, ainda não bastava. Para transformar – palavra que Alcione gosta de repetir –, era preciso mais. Nasceu então o projeto de agrovilas que dura até hoje. Ele é sustentado por uma instituição com sede em São Paulo que capta doações de empresários e administra a parte empresarial do empreendimento. O prestígio de Alcione como empresária ajuda nas arrecadações. “Em julho do ano passado, em 48 horas eu consegui duas carretas com roupas de frio.” A organização distribui alimentos e roupas todo mês a 9.600 famílias. Alcione passa de dez a 15 dias por mês no Nordeste monitorando os trabalhos da instituição.

Aos poucos, em consequência dessa atividade, a vida na Serra do Catimbau vai mudando. A casa de taipa em que José Pereira da Silva e Helena Tavares da Silva viviam com os 12 filhos era pequena. O fogão, uma improvisada pilha de tijolos com lenha. Sem emprego, Silva sustentava a família “criando uns bichos para vender”. Os filhos menores não iam à escola. Os maiores, quando iam, tinham de caminhar seis horas para ir e voltar. A vida no Breu, um povoado na região do Catimbau, ainda é assim – a família de Silva, porém, não vive mais lá. Mora na agrovila do Vale do Catimbó, numa casa bem mais espaçosa. “Cada um tem sua cama”, diz Silva, de 40 anos. Com carteira assinada, ele recebe um salário mínimo por mês para trabalhar na plantação de caju. Todos os filhos vão à escola de ônibus, em dez minutos. Enquanto o marido conta a história, a mulher, Helena, sorri. “Aqui a gente mudou nossa vida”, diz ela. “Muita coisa que eu não tinha antes, aqui eu posso ter.”

Nas quatro agrovilas construídas pelos Amigos do Bem, as famílias vivem em casas de alvenaria mobiliadas e cada uma delas tem pelo menos uma pessoa contratada com carteira assinada para trabalhar na lavoura. Em contrapartida, as famílias têm de mandar os filhos para a escola e se comprometem a ficar longe do álcool e das drogas. Isaías Bezerra da Silva está na fila para um emprego na fazenda. Enquanto isso, vive fora da vila, na zona rural. Depende das doações mensais dos Amigos do Bem para criar, sozinho, três filhas de 15, 14 e 8 anos. “A mulher foi embora com outro cabra”, diz. Enquanto as meninas se dividem entre as tarefas domésticas e a escola, Bezerra faz bicos. Conta que precisou de meses para guardar dinheiro suficiente para comprar a casa de taipa em que vive com as filhas. O valor: R$ 600.

Alcione, a presidente dos Amigos do Bem, leva todos os anos um grupo de empresários para participar da distribuição de cestas básicas no sertão. É sua forma de colocá-los em contato direto com a realidade que estão ajudando a mudar. No mês passado, um grupo que saiu de São Paulo ficou impressionado com a pobreza da casa de Isaías. O anfitrião não entendia por que tiravam tantas fotos da palha que faz as vezes do colchão e das pedras usadas como fogão. Mas não se incomodou. “Podem ir entrando. É pequeno, mas a gente dá um jeito”, disse. Essa é uma vida que os Amigos do Bem podem transformar.

Conheça a ONG Amigos do Bem AQUI.

Fonte: Época

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O mundo em uma bolha de sabão

Trata-se de um projeto curioso, descoberto ao acaso pelo fotógrafo Tom Storm. Durante férias na Irlanda, ele viu bolhas de sabão voando ao seu redor e decidiu tirar umas fotos. Posteriormente, percebeu que dentro de cada bolha existe um mundo. Foi então que decidiu criar a série World In a Bubble [Mundo em uma bolha]. Veja algumas das imagens que fazem parte de sua mostra. Seu projeto tem uma página no Facebook onde é possível ver mais de seu trabalho AQUI.


Agência Pavanews, com imagens de Dull Sheep

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