Por que o Twitter faz tanto sucesso no Brasil?

O mundo já se acostumou a ver termos em português ocupando os TTs (tópicos mais comentados) do microblog Twitter. Isso  sem dúvida mostra a sua popularidade no Brasil. Um novo estudo publicado este mês pela empresa de marketing digital comScore revela que 23% dos internautas brasileiros – em comparação com 11,9% dos americanos – visitaram o Twitter em agosto. Trata-se da maior taxa de participação de todo o mundo. “Os brasileiros têm se mostrado vorazes”, comentou Katie Stanton, vice-presidente de vendas e marketing internacional do Twitter.

Os americanos ainda possuem o maior número de representantes entre as 160 milhões de pessoas que usam o Twitter, serviço criado em San Francisco em 2006. Mas o tráfego de usuários internacionais hoje responde por 65% do total de acessos, com uso crescente na Europa e na Ásia.

Mas no Brasil, pode-se perceber que o microblog tem criado um nicho especial. Num país conhecido pelo grande abismo entre ricos e pobres, o Twitter parece que consegue diminuir a distância que separa as classes. “Não é algo só para ricos brasileiros”, diz Gabriel Simas, encarregado de promover bandas teen da MTV Brasil através do Twitter. “A principal razão do Twitter ser tão popular no Brasil é porque possibilita pessoas normais a terem contato direto com seus ídolos.” Realmente, no país do futebol alguns jogadores famosos estavam entre os primeiros defensores do Twitter. Por exemplo, Ricardo Izecson dos Santos Leite, também conhecido como Kaká, tem mais de 2 milhões de seguidores na sua conta @realkaka, cerca de um milhão a mais que a estrela da NBA LeBron James.

James Green, professor de Estudos Brasileiros e Portugueses da Brown University, entende que o sucesso do Twitter no Brasil está intimamente ligado à história do país, que saiu da sombra do autoritarismo para uma nova realidade, uma potência global em ascensão. Depois de uma ditadura militar de 21 anos, que terminou em 1985, um conjunto restrito de empresas de mídia ajudou a unir a sociedade civil do país. Apesar de sua imensidão geográfica – desde os confins da selva amazônica até as grandes metrópoles – o país está acostumada com a falta de diversidade na mídia. Então, quando o Twitter chegou, os brasileiros estavam dispostos a abraçar o último fenômeno de mídia.

“Há uma crescente noção da importância do poder do país e o fato de o Brasil estar longe do resto do mundo motiva os brasileiros” diz Green. Há uma sede de descobrir as últimas tendências.” Grande parte da transformação do Brasil pode ser visto através da popularização das telecomunicações e o crescimento dos meios de comunicação social. Com o fim das linhas  de telefone como exclusividade das elites, milhões passaram a usar os celulares como sua forma de conexão primária. Essa mudança funcionou bem com o Twitter, que entrou no mercado brasileiro, primeiro como um serviço de SMS. Para enfrentar o abismo entre ricos e pobres, tanto o governo como ONGs privadas procuraram introduzir a informática entre as classes mais pobres, no início da década de 1990. (mais…)

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Gênios do Marketing (219)

McDonalds usa pessoas dormindo para anunciar café grátis

A agência canadense Cossette, criou uma ação bem interessante para o divulgar a promoção em que oMcDonalds distribuiu cafés grátis por duas semanas: colocou cartazes com os dizeres “Parece que alguém pode fazer uso de um café grátis“, e colocou atores dormindo logo abaixo dele.

Foi uma forma simples e efetiva, já que segundo a agência, estimulou várias pessoas a buscarem o seu café grátis e fixar ainda mais a marca.

Fonte: Comunicadores

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Tweet it, a paródia nerd do megasucesso Beat it

Você tam conta no Twitter? Saiba por que ele é tão popular no Brasil AQUI

Para os amantes de redes sociais e gadgets da Apple, um novo video caiu na web: uma versão do hit “Beat It”, de Michael Jackson. Produzido pelas mentes criativas do Pantless Knights, que também são responsáveis por mostrar ao mundo as versões cômicas de músicas com temas geeks, surge o “Tweet It”, que coloca os iPads versus os iPhones, enquanto os personagens “tuitam” o tempo todo.

No vídeo, os iPads são o gadget da gangue de empresários, enquanto os iPhones são a escolha dos hipsters, “moderninhos”. Já o papel de Michael Jackson fica a cargo do membro do Pantless Knight Peter Furia, e tem um “quê” de Steve Jobs, julga o site Mashable.

Os autores pedem que todos retuitem o video, usem a hashtag #tweetit.

Fonte: Terra

Para quem quiser cantar junto, segue a letra

I told you, don’t write no more letters to me
Don’t wanna read no more, You know I’m A.D.D.
I start to watch Glee, it’s really fast on 4G
So tweet it, just tweet it
You better type, you better do it real fast
Don’t go above the 140 letter max
Remember some devices do not support Flash
So tweet it, while you’re clearin your cache!

Refrão
Just tweet it, tweet it, tweet it, tweet it
Justin Bieber gets defeated!
We’re all micro-bloggers, with a device
In YouTube comments, we win the fights
Just tweet it, tweet it
Just tweet it, tweet it
Just tweet it, tweet it
Just tweet it, tweet it

You wanna go beyond emoticon frowns
Don’t wanna use a gun, your twitter gets a round
You’re Siskel and you’re Ebert, please don’t put your thumbs down
So Tweet it, just tweet it
You got an iPhone and you gotta be glad
Until you saw your Dad whip out his new iPad
You want an iPatch, gonna be the new fad
So Tweet it, cuz you gotta beat Dad!

Just tweet it, tweet it, tweet it, tweet it

REFRÃO

Tweet it, tweet it, tweet it, tweet it
Kids with A.D.D. can read it
Show ‘em, they’re hungry, for your insight
It doesn’t matter, if you can’t write
Tweet it, tweet it, tweet it, tweet it
Get this hashtag retweeted! (oh no)
Trends that keep rockin’, with you all night
ROTFL from Pantless Knights! (pantlessknights)
Trends that keep rockin’, with you all night
ROTFL from Pantless Knights!
Just tweet it

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Devo, não nego

Ana Cristina Gontijo

Em maio de 2007, escrevi:

“(…) Minha visita à comunidade Vila Estrela teve a ver com uma moça que vigiou meu carro enquanto eu almoçava em um restaurante perto de casa. Viciada em crack há dois anos, ela não fuma há quase três semanas. Estava sendo ameaçada de morte pelos traficantes por uma dívida de sessenta reais. Por isso, vinha passando as noites na rua, perto do tal restaurante ali na esquina, ali embaixo, sem poder subir. Não pôde participar da festa do dia das mães promovida pela escolinha do morro. Ela tem três filhos. Naquele dia, antes que o sol despontasse, para não ser vista, tinha ido a sua casa para pegar uma muda de roupas. Aproveitou para dar um beijo nos filhos e coar um café para a mãe.

Durante as últimas três semanas, sem pouso, ela começou a ter contato com a graça libertadora de Deus de uma forma que, para qualquer um de nós, pareceria que Deus estava agindo no conta-gotas. Aparentemente, as coisas não haviam mudado tanto. Mas ela demonstrava grande alegria ao descobrir que seu Criador estava disposto a aceitá-la. Para ela, era como se uma forte chuva de graça estivesse descendo do céu sem nuvens, e ela dançando e comendo as gotas da chuva.

Eu vi. Uma moça jurada de morte, viciada há dois anos, finalmente passou três semanas sem fumar crack. Ela atribui o fato à libertação que vem de Deus. Para muitas pessoas lá no morro, é apenas fogo de palha: “Ela vai voltar, essa aí não tem jeito”. Para mim, o maior milagre da Terra; o momento em que Deus se revela a um pequenino e o toma nos braços. Isso é suficiente para encher meu mundo todo de alegria.”

No período em que escrevi o texto, tive bastante contato com ela. Depois, sua irmã me procurou para dizer que ela vendeu todas as roupas que ganhou de mim e foi comprar a porcaria. Disse ainda que ela não prestava e que eu não perdesse meu tempo. Insisti ainda uma vez, consegui uma vaga em um projeto de recuperação da igreja batista mais perto de casa. Ela foi, depois voltou para casa e para o fumo. E eu me permiti desistir.

Acho que me satisfiz com as bondades que tinha feito, e, verdade seja dita – pensei – quem quer ajuda, quer; quem não quer, não quer. Fiz minha parte para um mundo melhor. Imagine você que saí do meu cercadinho e cruzei as chamadas fronteiras do submundo com uma moça que devia dinheiro a traficantes. Deus deveria estar muito feliz e orgulhoso de mim. Mas, agora que eu me sentia usada e enganada, melhor procurar outro depositário para minha caridade cristã. E foi assim, com desculpinhas esfarrapadas, que a eu-boa-samaritana modelo falsificado despiu sua fantasia e voltou ao normal. (mais…)

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Bebendo com Deus

Marcos Mayer

É isso mesmo que você leu. Bebendo com Deus.

Pode ser que, num primeiro momento, você fique meio chocado, como eu também fiquei, com este título.

Se for esse o caso, bem que você poderia tentar ler este texto até o fim antes de tirar as suas conclusões finais. Que mal pode fazer, certo? Mas, também, se você decidir não ler, tudo certo. Continuamos amigos. Ou não.

Bebendo com Deus é um fórum para a expressão de ideias, não para a proclamação da verdade.

Aqui a razão e a verdade não serão escravas. Elas serão livres para ir e vir quando bem entenderem.

Nós temos perguntas. Perguntas que não cabem dentro de nenhuma instituição religiosa, que precisam ser investigadas de outra forma, fora dos muros da prepotência e da arrogância de quem é dono da verdade.

Seria muito fácil tentarmos estabelecer algumas razões pelas quais escolhemos o nome do blog. Veja quais poderiam ser algumas delas:

1. Bebidas com algum teor alcoólico alegram o coração: Vivemos em um mundo que sente muitas dores. Nós temos sentido essas dores e elas incomodam. A bebida nos alegra, nos torna um pouco mais leves durante alguns momentos, e nós precisamos disso, de poder enxergar alegria em meio a uma densa névoa de tristeza. Precisamos suportar as dores que sentimos, enquanto caminhamos por essa estrada chamada vida. (mais…)

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