Guiomar: Ciência do trânsito aponta perfil de quem bate o carro

Ricardo Mioto

Os americanos estão recrutando alguns dos seus melhores estatísticos para saber quem é o sujeito que bate o próprio carro.

Se você está devendo dinheiro e é médico, esses especialistas em ciência do trânsito já olharão feio.

Se, além disso, você for um homem que costuma andar sozinho em carros grandes e alugados, meu amigo, os estatístico pedem desculpa, mas precisam dizer: você não tem carteira de motorista, você tem porte de arma.

Esse perfil é resultado da análise de milhões de casos em bancos de dados sobre acidentes de carro -americanos amam tanto estatísticas quanto carros, então era mesmo de se esperar que tivessem muito material disponível sobre o assunto.

VAI DEVAGAR, AMOR!
O preço dos seguros não mente: homens realmente se envolvem em mais acidentes do que mulheres. “Homens parecem particularmente perturbados por dois poderosos compostos: álcool e testosterona”, diz o escritor americano Tom Vanderbilt, autor do livro “Por que dirigimos assim?” (Ed. Campus), sobre a ciência do trânsito.

Homens são mais agressivos no trânsito, correm mais. Por isso, um homem tem mais do que o dobro de chance de morrer dirigindo do que uma mulher, ainda que elas se envolvam mais em colisões não fatais -pequenas barbeiragens, digamos.

Os estatísticos descobriram, porém, que um homem dirigindo sozinho tem uma chance maior de se acidentar do que com uma mulher no banco de passageiros.

Ninguém sabe direito o motivo. Uma hipótese é que ele seja mais cuidadoso porque quer protegê-la. A outra, talvez mais provável, é que a mulher incomoda tanto o sujeito com gritos de “cuidado!” que ele se rende -ou para o carro e manda ela descer, em um cenário mais raro.

Esse fenômeno é tão sério que o Exército israelense resolveu treinar soldados do sexo feminino para atuar, nas palavras deles, como “tranquilizadoras” dos soldados homens em deslocamento e evitar mortes -não se sabe se eles ficaram exatamente “tranquilizados”, mas o número de mortes caiu. (mais…)

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Cansei dos cansados

José Barbosa Junior

Cansei!

Não agüento mais ler textos do tipo “a igreja não presta”, “Deixei a igreja para ser cristão”, “a religião é uma porcaria”, “depois que abandonei a igreja é que entendi o que é ser cristão”, etc…

Não! Não falo daqueles que, ao criticarem a religiosidade (e não a religião) e o institucionalismo (e não a instituição), nos desafiam a, em comunidade, buscarmos um meio de “oxigenarmos” algo que parece estar empoeirado e sem vida.

Os que criticam, mas permanecem DENTRO, lutando para que o monstro perca a viscosidade e o lodo que assim lhe fizeram e que se volte ao “primeiro amor”, ou à missão integral… estes têm meu respeito e admiração. Faço coro com eles.

Mas cansei daqueles que falam por falar… que entraram na moda (sim, porque agora é moda) de detonarem a instituição por nada! Gente que não tem compromisso com um grupo local e que, através deste, quer mudar o quadro triste em que nos encontramos não tem meu tempo, que já é escasso, para seus exercícios de “francos-atiradores”.

Cansei daqueles que vociferam contra a “instituição oficial” e criam “instituiçõezinhas” paralelas, com a mesma estrutura, mesmo “formato”, mesma liderança… até porque são formados pelo mesmo tipo de problema da “religião”: pessoas!

Cansei da “apologética” que nada mais é que um humor nonsense , desprovido de compromisso com a Palavra, sem propostas significativas para o que se fazer “no lugar de”. A estes, cabe a mesma crítica que faço ao liberalismo teológico: destroem sem ter nada para construir depois.” Isto é iconoclastia, e não crítica construtiva! Esses nunca souberam o que é a apologética e envergonham aqueles que nos séculos de cristianismo a fizeram às custas de muito estudo, cuidado e zelo.

Cansei!

Cansei porque mesmo achando a RELIGIOSIDADE um câncer no meio da igreja, entendo a religião como algo inerente ao ser humano, que já nasce com essa “falta”, com esse desejo de se “re-ligar” a algo ou alguma coisa. Bater na religião por causa da religiosidade é como desfazer-se da política, como ciência e realidade de um povo, por causa dos políticos e do mau uso que fazem daquilo que deveria ser bom.

Cansei porque mesmo considerando um absurdo e um abuso o que muitos pastores fazem em relação ao dinheiro, sugando literalmente o suado trabalho de seus “fiéis”, valendo-se de ameaças e maldições para aqueles que não lhes entregam os bens, ainda acredito na liberalidade e na validade ainda para hoje dos princípios de sustento e manutenção da obra através de dízimos e ofertas, como frutos de gratidão e consciência.

Cansei porque mesmo não fechando os olhos para os inúmeros pastores pilantras e suas igrejas alienadas, ainda acredito que haja gente séria à frente de ministérios sérios e que há, SIM, igrejas onde a instituição está a serviço do povo e não o contrário. Acredito que aqui e ali, ainda encontramos gente sincera, honesta e que quer realmente ser igreja, UNS COM OS OUTROS, porque entenderam que NÃO EXISTE IGREJA SEM COMUNIDADE!

Cansei porque mesmo sabendo das imperfeições da igreja local é justamente por isso que entendo a graça manifesta no meio da comunidade, onde há a troca de experiências, o “suportar-se uns aos outros”, onde o defeito do outro não é maior que o meu (antes me ensina e me alerta), e JUNTOS, experimentamos da graça que nos une, perdoa e nos transforma dia-a-dia, na nova criação de Deus, sinalizando seu Reino de justiça e amor, apesar de nossas imperfeições.

Cansei!

Quero fazer diferença onde eu estiver, no meio do povo, sem pensar que “me excluindo é que consigo realizar o que Cristo quer”. Isso não existe.

Repito: Só há cristianismo ou “evangelho do Cristo” como preferem os puristas, na vida em comunidade, porque mesmo Deus desconhece a solidão, e existe em comunidade: a trindade! Quando dizemos que podemos viver a vida do Cristo sozinhos, ofendemos a Deus e sua unidade na diversidade trinitariana.

Cansei, mas minhas forças se renovam ao ouvir gente como Ed Rene Kivitz, Ricardo Gondim, Carlos Novaes, Ricardo Barbosa, Valdir Steuernagel, Robinson Cavalcanti, entre outros… que mesmo reconhecendo a fragilidade (e acho que essa fragilidade é boa) e os defeitos da instituição, a criticam para mudá-la, colocando-a no devido lugar, como serva das pessoas que se reúnem e não como senhora de seus desejos e caprichos.

Àqueles que criticam por criticar… que “cansaram”, mas estão “descansando em seu cansaço”, perdoem-me… cansei de vocês!

fonte: Crer é também pensar
dica do Robson Mioto

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Bíblia e crucifixo são retirados do gabinete de Dilma no Planalto

Em sua primeira semana, Dilma Rousseff fez mudanças em seu gabinete. Substituiu um computador por um laptop e retirou a Bíblia da mesa e o crucifixo da parede.

Durante a campanha eleitoral, a então candidata se declarou católica e foi atacada pelos adversários sob a acusação de ter mudado suas posições religiosas.

A presidente também trocou móveis para deixar o ambiente “mais confortável”. Os estofados coral, usados no Palácio do Catete no governo Vargas, foram substituídos por poltronas e um sofá da linha Navona, do arquiteto Sergio Rodrigues.

Dilma começou a trabalhar às 9h30. O primeiro compromisso é com Helena Chagas (Comunicação Social) para se informar; a seguir, com o chefe de gabinete, Gilles Azevedo; depois com Antonio Palocci (Casa Civil).

A presidente não tolera atrasos. Pede objetividade e não gosta de expressões como “eu acho”. Apesar do estilo rígido, um interlocutor que acompanhou os primeiros dias de Lula no poder diz que a sensação é de que Dilma está “mais à vontade”.

No período inicial, uma semelhança entre eles: Lula priorizou a agenda interna. Dilma faz o mesmo ao ter o trabalho dominado por reuniões com ministros.

fonte: Folha.com
dica do José Miguel Medina

atualização às 18h

Crucifixo retirado de gabinete pertencia a Lula, diz Planalto

A Secretaria de Comunicação Social divulgou neste domingo (9) nota no Blog do Planalto para explicar a retirada de um crucifixo e uma Bíblia no gabinete presidencial.

Hoje, reportagem da Folha mostrou que os artigos religiosos haviam sido retirados da sala, recém-transferida para Dilma Rousseff.

A Secom afirma que o crucifixo pertencia ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De origem portuguesa, seria presente de um artista no início de seu mandato.

No Twitter, Helena Chagas, ministra da secretaria, acrescentou que a peça foi despachada na mudança que levou de Brasília para São Paulo objetos pessoais de Lula.

Quanto à Bíblia, a secretaria afirma que o livro agora fica em uma sala contígua ao gabinete, sobre uma mesa. “Onde por sinal a presidenta já encontrou ao chegar ao Palácio do Planalto”, diz a nota.

Por último, a nota nega que Dilma tenha aposentado o computador da sala.

“Embora goste de trabalhar com laptop, a presidenta não mudou o computador da mesa de trabalho. Continua sendo um desktop.”

 

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Odiando o mundo e amando a Terra

Caio Fábio

Sigo Jesus pelas mesmas razões de Pedro: “Só tu tens as Palavras da vida eterna”!

Sigo Jesus pelas mesmas razões de Paulo: “Cristo em nós é a Esperança da Glória”! E também “porque se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens”!

Sigo Jesus pelas mesmas razões de João: “Deus é amor”… e quem ama conhece a Deus e já tem a vida eterna presente em si mesmo…!

Sigo Jesus pelas mesmas razões que Jesus me disse para segui-Lo: “Aquele que me ama, esse tem os meus mandamentos e os guarda, e meu Pai o amará, e eu me manifestarei a ele”.

Não sigo a Jesus para reinar em vida [entenda-se “reino” por conquista], mas para servir em vida[para Jesus o “reinar em vida” é provar os “poderes do mundo vindouro” no tempo/espaço]; e isto apenas para servir os filhos e principes disfigurados do reino de Deus [ou dos céus] nesta dimensão…

Não sigo a Jesus para me mostar diferente dos homens, mas sim para entre os homens tornar-me um dos mais humanos…

Não sigo a Jesus para mudar o mundo, mas sim para odiar o mundo amando indivíduos…

Não sigo a Jesus para mudar a História, mas para ter a minha vida mudada na História do meu coração… — minha única chance de mudar a História!…

Não sigo a Jesus em razão do céu e nem do inferno, mas sim em razão dos Seu Fascínio Divino/Louco/Absoluto/Absorvente/Delirante/Lucido/Vitorioso/Supra-Mortal/Eterno… — em mim!

Não sigo a Jesus olhando para o Mundo!

Não! Sigo-o olhando a Eternidade, sem fuga e sem escapismos, porém, sem a ilusão de que minha Pátria esteja em qualquer lugar que não seja o céu; e, além disso, vejo-me no Mundo como um transeunte apressado e feliz; não carregando comigo nada além do bordão, das sandálias, e do poder de levar paz, de curar, de expulsar demônios, de levantar mortos…, sim, enquanto os leprosos são purificados!

Entretanto, essa não esperança mundana…, nada rouba de mim! (mais…)

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Evangelho no morro

Engana-se quem julga que adolescentes entram no crime simplesmente em busca de dinheiro fácil ou por falta de opção. A questão é mais complexa.

Baixada a poeira do espetáculo pirotécnico da operação que desbaratou os traficantes da Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro, cabe às autoridades públicas uma reflexão séria acerca do problema da violência. Semanas atrás não faltaram explicações para as causas – e eventuais soluções – do drama carioca. Porém estávamos todos embevecidos pela catarse proporcionada por nossos Capitães Nascimento da vida real. É hora de passarmos da ficção à realidade.

O caso do Rio de Janeiro é o paradigma maior de um problema que assola boa parte das cidades brasileiras: sem a presença efetiva do Estado, surge em algumas periferias um novo tipo de coronelismo. Legitimados por suas armas, estabelece-se uma ordem na qual prevalece tanto a lei do mais forte quanto a do silêncio, dando a impressão de que a solução definitiva mostra-se inalcançável.

Contudo, ao menos um dos pilares do crime parece ter sofrido um duro golpe durante a operação carioca. A cultura da malandragem, que ao longo dos anos povoou o imaginário de nossos intelectuais, reconhecendo no marginal um agente de resistência, erodiu no momento em que víamos os traficantes da Vila Cruzeiro correndo desesperados para salvar suas vidas. Outrora tidos como fortes – tais quais os sertanejos de Euclides da Cunha, vítimas das circunstâncias que mostravam uma bravura que desmentia a aparente fragilidade de seus corpos –, eram espantados como “baratas”, segundo a manchete de um jornal popularesco.

A dimensão simbólica é evidente: desmistificava-se ali o “herói”, e isso não é pouca coisa. Engana-se quem julga que adolescentes entram no crime simplesmente em busca de dinheiro fácil ou por falta de opção. A questão é mais complexa. Pesquisas recentes mostram que o baixo escalão do tráfico, os chamados “soldados”, ganham pouco e trabalham em condições para lá de precárias. A migração para a delinquência se dá por outras vias. É, sobretudo, o glamour, a possibilidade de empunhar uma arma e ser visto com alguma relevância que os seduz.

E aí entramos, inevitavelmente, no problema da exclusão: como a sociedade, que clama por paz, absorveria os arrependidos, ou aqueles que já pagaram sua dívida com a sociedade? É incrível a inépcia do Estado nesta tarefa. Não à toa, hoje são as igrejas, sobretudos as denominações evangélicas, as organizações que mais tiram delinquentes do mundo do crime. E entender o porquê desse sucesso dos evangélicos pode trazer novas luzes para a discussão do problema.

Podemos interpretar as conquistas das igrejas numa abordagem estritamente religiosa, ressaltando a ação de Deus e sua capacidade de transformar a vida dos homens. É o pecador sendo chamado ao arrependimento, sentindo em si a misericórdia do Criador que lhe oferece uma nova chance. Mas como o mundo é lugar fértil ao ceticismo, cabe também uma explicação de caráter, digamos, mais profano.

O discurso cristão propõe que, a partir de um processo de conversão, os homens nasceriam para uma nova vida, na qual os antigos pecados estão devidamente perdoados. As igrejas acolhem os ex-traficantes não mais como delinquentes, mas como homens que conseguiram superar uma vida de pecados. O passado de crime não é visto como uma chaga: ao contrário, é um trunfo, um exemplo de superação usado para que novas vidas sejam salvas; para que outros não cometam os mesmos erros.

Retoma-se, assim, a questão da busca pela relevância. A estima alcançada antes ao empunhar uma arma é substituída pela importância que esse indivíduo passa a ter no processo de salvação de almas. O saldado do crime passa para o exército de Jesus sem ter de esconder seus desvios passados.

Não estou, obviamente, propondo uma anistia para os criminosos, mas apenas chamando a atenção para essa dimensão do problema: “o desejo não apenas de igualar-se, ou assemelhar-se, mas de distinguir-se”, que, segundo John Adams, logo abaixo da autopreservação, será para sempre a grande mola impulsionadora das ações humanas. Adams, um dos pais da independência americana, disse também que “a consciência do pobre é límpida; contudo, ele se envergonha (…), sente-se alijado da visão dos outros, tateando no escuro. A humanidade não toma conhecimento dele, e ele vagueia e perambula, despercebido. Em meio à multidão, ele está tão na obscuridade como se estivesse no sótão ou num porão. Ele não é nem desaprovado, nem censurado, nem acusado; ele simplesmente não é notado”.

Se esta “paixão pela distinção” não for levada em consideração, a política de segurança pública se limitará a tentar separar lobos e cordeiros. Sem sucesso, como temos visto. Seja no Alemão, em São Paulo ou em Curitiba, nossos marginais continuarão a mostrar que existem. Sempre à força, única linguagem que conhecem.

Elton Frederick é especialista em Política e Relações Internacionais pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo. E-mail: eltonfrederick@gmail.com

Fonte: Gazeta do Povo

Dica do Willian Cruz

 

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