Só um pedido, Lula

Luluzela

Ele já disse que preferia Dilma eleita sua sucessora ao Brasil ser hexacampeão em 2010. Mesmo assim, Lula colocou a boca na corneta para comemorar o gol de Maicon contra a Coreia do Norte. Dona Marisa dá uma força para o fôlego presidencial.

fonte: Blog da Redação UOL

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Marina você já é bonita com o que Deus lhe deu (9)

Marcio Campos no Tubo de Ensaio

Uma amiga me enviou esse vídeo da candidata à Presidência pelo PV, Marina Silva. Em entrevista a editores da IstoÉ, ela falou sobre ciência e religião; mais especificamente, sobre três assuntos: a pesquisa com células-tronco embrionárias, o criacionismo e o ensino de “alternativas à evolução” (leia-se criacionismo e DI) nas escolas.

Não tenho lá muita simpatia pelo PV (a frase não é minha, mas também acho que “o verde é o novo vermelho”), nem pela Marina, ainda mais depois do discurso “votem em mim porque sou negra, mulher, pobre etc.” Mas acho que ela se saiu bem no vídeo. A primeira pergunta tentou estabelecer aquela falsa dicotomia entre ciência e religião, como se todo cientista fosse favorável às pesquisas com embriões (o que é mentira) e como se todo religioso fosse contrário às pesquisas (o que também é mentira). Marina deu uma resposta bem clara: não é questão de religião, e sim de ética. É a ciência, e não a religião, que determinou o status do embrião como novo ser humano, com um código genético único. É partindo desse status que os cientistas devem tomar decisões éticas.

Marina é integrante da Assembleia de Deus, e não sei se essa denominação tem alguma posição oficial acerca do criacionismo, o que justificaria o uso do termo “dogma” por parte da jornalista (se bem que tradicionalmente o jornalismo usa muito mal o termo “dogma” quando o assunto é religião). Achei que na segunda pergunta a candidata foi um pouco mais escorregadia, afinal a questão não é se “99% dos brasileiros” acreditam em um Deus criador; o que diferencia um criacionista é que ele tem uma visão particular sobre como se deu essa criação. Mas o seu comentário sobre a fé não se justificar pela ciência, e sobre a ciência não precisar da chancela da fé, é perfeito.

Já na terceira pergunta, se o episódio se deu exatamente como a candidata descreve, só posso lamentar que a coisa tenha sido distorcida assim. O Reinaldo Azevedo, que também não morre de amores pela Marina, já previa que ela seria vítima de um bombardeio do “politicamente correto” por causa de sua posição sobre certos temas. Vai saber se essa discussão sobre o criacionismo na escola foi reflexo da “blitz midiática”… curiosamente, a própria Sociedade Criacionista Brasileira é contra o ensino do criacionismo nas escolas, como me disse o biólogo criacionista Tarcísio Vieira em uma entrevista.

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No me siento bien

No me siento bien… y qué?

Por qué tengo que sentirme bien?

No quiero sentirme bien
No tengo que sentirme bien
No tengo por qué sentirme bien

No tengo ganas de celebrar nada
No tengo ganas de reírme
No tengo ”abundancia”

Me siento así

No me importa si está mal
O que dé mal testimonio

No me importa… en realidad

No quiero consoladores molestos
No quiero predicadores de la felicidad
No quiero profetas de la prosperidad

No tengo anhelos
de parecerle feliz a nadie

No quiero me pidan que esté bien
No quiero me obliguen a sonreír si no quiero
No quiero ser condescendiente con nadie

No me siento bien ………y qué?

Benjamin Parra (via Monja Guerrillera)

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As Moscas Livres

Luiz Felipe Pondé

SOU UM HEREGE: acredito mais em horóscopo do que nessa “ciência da sustentabilidade”.

Duvido desse personagem, “o ativista”, que mais parece uma mosca que voa sobre o desespero alheio. Confio na Cruz Vermelha, nos Médicos sem Fronteira, mas desconfio desse personagem.

Pergunto de onde vem essa grana toda. Hoje em dia ser ativista pode ser uma boa pedida para quem gosta de conhecer o mundo e aparecer na mídia como bonzinho.

Afinal, quem pagou a conta daquela “flotilha da liberdade” (que brincou com o estado de guerra continuo que o Oriente Médio vive há uns três mil anos)? Santa Klaus?

Imagina só que legal para o book de um ativista poder dizer “I was there”… Tem ativista que vai viver uns vinte anos por conta daquela viagem “humanitária”. Vai acabar pousando em campanha publicitária por aí.

Voltando a sustentabilidade. Claro que devemos cuidar da natureza. Uma coisa é impedir que uma fábrica jogue lixo no mar, outra coisa é calcular quanto uma pessoa polui o mundo em seu cotidiano e gerar impostos, leis, moral e espiritualidade em cima disso.

Quando se delira com demônios, o ridículo é visível. Mas quando o delírio vem regado a cálculos “científicos”, se torna invisível. A modernidade tem um fetiche pelo controle científico da vida, não resiste ao gozo da opressão em nome da ciência. Continue lendo

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