Conseguiram quebrar a tela inquebrável do iPhone 6

Possível novo iPhone 6

publicado na INFO

Uma das grandes novidades sobre o iPhone 6 é a sua tela. Ela será feita usando cristal de safira. O nível de dureza do material é tão alto, que é quase comparável ao do diamante.

Até agora, a tela parecia inquebrável. Ela poderia ser torcida, dobrada, pisada e nada aconteceria. Nós escrevemos sobre isso e até postamos alguns vídeos sobre o assunto.

Mas um novo vídeo publicado no YouTube mostra que, sim, é possível quebrar a tela do iPhone 6. Todo em chinês, o vídeo mostra até alguém martelando um parafuso sobre a superfície do vidro.

Não foi isso, no entanto, que foi capaz de destruir. O teste final foi feito colocando o vidro no chão e passando com um carro sobre ele. Infelizmente, ele não é à prova de carros.

Veracidade

Neil Alford, um especialista em materiais da Imperial College, uma universidade em Londres, conversou com o The Guardian sobre o assunto. Ele afirmou ter sido consultado pela Apple sobre o assunto.

“Eu me lembro de pessoas da Apple vindo falar comigo há 18 meses sobre telas de safira. Eles obviamente estiveram bem ocupados desde então”, disse Alford.

De acordo com o olhar do especialista, os vídeos mostram mesmo uma tela feita com o material. “Em minha opinião, a tela mostrada nos vídeos pode muito bem ser de safira. Se você faz a safira fina o suficiente e sem imperfeições, você pode curvá-la consideravelmente, já que ela tem um nível de dureza muito alto”, afirmou ele ao Guardian.

Mesmo assim, ela não parece ser completamente inquebrável, como mostra o vídeo (em chinês) abaixo:

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Ex-Apollo 11 volta a contar como encontrou ovni em missão

publicado no Terra

O segundo homem da história a pousar na Lua, o ex-astrônomo Buzz Aldrin, revelou como foi seu encontro com um suposto óvni, 45 anos após a missão Apollo 11. A informação é do Huffington Post.

No relato, cheio de detalhes, Aldrim diz que quando estava no espaço, durante a missão, ele viu uma luz fora da janela que parecia estar se movendo ao lado da nave americana.

“Havia várias explicações para o que poderia ser, como o foguete do qual havíamos nos separado, ou os quatro painéis que se moveram quando retiramos a sonda espacial do veículo. Eu estou absolutamente convencido de que era um objeto não identificado”, contou.

Aldrin contou essa história pela primeira vez em 2005 e, na ápoca, os entusiastas que acreditam em objetos voadores não identificados ficaram chateados porque o ex-astronauta não havia compartilhado essa informação antes.

Hoje, quase dez anos depois, Aldrin falou também sobre sua esperança de que os humanos possam viajar para Marte em um futuro próximo. “Não tenho dúvidas de que a próxima conquista da humanidade será Marte”.

Segundo ele, um grupo com as ‘melhores pessoas do mundo’ deveria pousar em Marte para estabelecer um assentamento permanente, ao contrário de mandar representantes de empresas privadas interessados no turismo espacial.

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Efeitos benéficos da maconha

maconhamedicinal2Drauzio Varella, na Folha de S.Paulo

Não são poucos os benefícios potenciais da maconha. Na última coluna falamos sobre os efeitos adversos, apresentados numa revisão recém-publicada no “The New England Journal of Medicine”.

Explicamos que os estudos nessa área padecem de problemas metodológicos. Geralmente envolvem usuários que consomem quantidades maiores, por muitos anos, acondicionadas em baseados com concentrações variáveis de tetrahidrocanabinol (THC), o componente ativo.

Como consequência, ficam sem respostas claras as consequências indesejáveis no caso dos usuários ocasionais, a grande massa de consumidores.

Em compensação, o uso medicinal do THC e dos demais canabinoides dele derivados está fartamente documentado.

A descoberta de que os canabinoides se ligavam aos receptores CB existentes na membrana celular dos neurônios aconteceu em 1988. Dois anos mais tarde, esses receptores foram clonados e mapeadas suas localizações no cérebro. Em 1992, foi identificada a anandamida, substância existente no sistema nervoso central, relacionada com os receptores, mas distinta deles.

A partir de então, diversos trabalhos revelaram que os canabinoides naturais ou sintéticos desempenham papel importante na modulação da dor, controle dos movimentos, formação e arquivamento de memórias e até na resposta imunológica.

Pesquisas com animais de laboratório demonstraram que o cérebro desenvolve tolerância aos canabinoides e que eles podem causar dependência, embora esse potencial seja menor do que o da heroína, nicotina, cocaína, álcool e de benzodiazepínicos, como o diazepan.

Hoje sabemos que o uso de maconha tem ação benéfica nos seguintes casos:

1) Glaucoma: doença causada pelo aumento da pressão intraocular, pode ser combatida com os efeitos transitórios do THC na redução da pressão interna do olho. Existem, no entanto, medicamentos bem mais eficazes.

2) Náuseas: o tratamento das náuseas provocadas pela quimioterapia do câncer foi uma das primeiras aplicações clínicas do THC. Hoje, a oncologia dispõe de antieméticos mais potentes.

3) Anorexia e caquexia associada à Aids: a melhora do apetite e o ganho de peso em doentes com Aids avançada foram descritos há mais de 20 anos, antes mesmo de surgirem os antivirais modernos.

4) Dores crônicas: a maconha é usada há séculos com essa finalidade. Os canabinoides exercem o efeito antiálgico ao agir em receptores existentes no cérebro e em outros tecidos. O dronabinol, comercializado em diversos países para uso oral, reduz a sensibilidade à dor, com menos efeitos colaterais do que o THC fumado.

5) Inflamações: o THC e o canabidiol são dotados de efeito anti-inflamatório que os torna candidatos a tratar enfermidades como a artrite reumatoide e as doenças inflamatórias do trato gastrointestinal (retocolite ulcerativa, doença de Crohn, entre outras).

6) Esclerose múltipla: o THC combate as dores neuropáticas, a espasticidade e os distúrbios de sono causados pela doença. O Nabiximol, canabinoide comercializado com essa indicação na Inglaterra, Canadá e outros países com o nome de Sativex, não está disponível para os pacientes brasileiros.

4) Epilepsia: estudo recente mostrou que 11% dos pacientes ficaram livres das crises convulsivas com o uso de maconha com teores altos de canabidiol; em 42% o número de crises diminuiu 80%; e em 32% dos casos a redução variou de 25 a 60%. Canabinoides sintéticos de uso oral estão liberados em países europeus.

Com tal espectro de ações em patologias tão diversas, só gente muito despreparada pode ignorar o interesse medicinal da maconha. Qual a justificativa para impedir que comprimidos de THC e de seus derivados cheguem aos que poderiam se beneficiar deles? Está certo jogar pessoas doentes nas mãos dos traficantes?

No entanto, o argumento de que o uso de maconha deve ser liberado em virtude dos efeitos benéficos que acabamos de enumerar, é insustentável: a imensa maioria dos usuários não o faz com finalidade terapêutica, mas recreativa.

Como diz o povo: uma coisa é uma coisa…

Acho que a maconha deve ser legalizada, sim, mas por razões que discutiremos em nossa próxima coluna.

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Projeto da Câmara prevê prisão para assédio sexual no transporte público do Brasil

Estação de metro em São Paulo lotada

Publicado no Brasil Post

A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 7372/14, do deputado Romário (PSB-RJ), que torna crime o ato de constranger alguém por meio de contato físico com fim libidinoso. A intenção é punir o assédio sexual no transporte público, em que homens – os chamados “encoxadores” – se utilizam da superlotação para se aproveitar de mulheres.

Segundo o projeto, quem for enquadrado no crime pode pagar multa e cumprir detenção (prisão em regime aberto ou semiaberto) de três meses a um ano. A pena poderá ser convertida em prestação de serviços ou outro tipo de pena alternativa.

Romário critica o fato de a lei que revisou os crimes sexuais em 2009 ter retirado a punição do abuso em transporte ou aglomerações públicas. A conduta, segundo ele, precisa voltar a ser crime, já que a impunidade incentiva o assédio.

Em São Paulo, foi aprovada recentemente a obrigatoriedade de vagão exclusivo para as mulheres, o chamado “vagão rosa”.

Divulgadores

A proposta também aplica a punição a quem divulgar imagem, som ou vídeo com a prática do ato libidinoso.

“Uma busca rápida pela internet revela que a prática é exaltada em redes sociais, sites e blogs. Sem pudor ou constrangimento, os ‘encoxadores’, como se autodenominam, compartilham experiências, marcam encontros e trocam imagens das vítimas e relatos do que, muitas vezes, chamam de ‘brincadeira’. As histórias, que vêm de várias partes do País, chamam atenção pela quantidade de detalhes e descortinam a certeza da impunidade”, argumenta Romário.

O projeto de lei também exige que os responsáveis pelos serviços de transportes reservem área privativa para as mulheres e afixem avisos de que é crime constranger alguém mediante contato físico com fim libidinoso.

Repressão

O relator da proposta na Comissão de Seguridade Social e Família, deputado Paulo Foletto (PSB-ES), apresentou parecer favorável, que aguarda votação. Foletto diz que a punição não é o melhor caminho, mas afirma que ela se torna necessária diante do aumento dessa agressão. “Não é polícia nem punição que resolvem o problema, mas passa a haver um temor”, afirma.

Foletto lembra que, atualmente, o agressor, quando punido, cumpre somente pena alternativa, como prestação de trabalho comunitário. “Se for só ‘sem-vergonhice’, cabe mais ainda a punição penal. Se for desvio de conduta na personalidade, também há necessidade de se encaminhar para um tratamento porque, aí, só a punição não vai resolver”, ressalta.

O advogado criminalista Pedro Paulo Castelo Branco, que é professor da Universidade de Brasília (UnB), dá apoio integral a essa proposta. “Não resolve, mas ameniza. É preciso reprimir esse tipo de contato físico, que nós chamamos de ‘encoxada’, e também essas outras situações de se tirar fotografias e de se filmar as partes íntimas de uma pessoa que, de repente, se vê constrangida em uma situação dessas.”

Tramitação

O projeto precisa ser analisado pelo Plenário, mas ainda depende de votação nas comissões de Seguridade Social e Família; de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

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