Projeto torna crime invasão de computador

Denise Madueño, no Estadão

Estimulados pelo episódio envolvendo a atriz Carolina Dieckmann, os deputados aprovaram nesta terça-feira projeto tornando crime invasão de computadores, violação de senhas, obtenção de dados sem autorização, a ação de crackers e a clonagem de cartão de crédito ou de débito – os chamados cibercrimes. Fotos da atriz nua foram furtadas e vazadas na internet e teriam chegados a sites pornográficos.

‘O projeto criminaliza o uso indevido da internet. Ele vai permitir punir atos como os que atingiram Carolina Dieckmann. O projeto vai produzir uma transformação importante no uso da internet no Brasil’, comemorou o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS). Ele comandou uma votação relâmpago, que durou menos de cinco minutos, surpreendendo os autores e relatores do projeto, que ainda discutiam algumas pequenas alterações no texto. O projeto segue para votação no Senado. ‘O crime de phishing, que teria acontecido com a atriz, será punido no nosso projeto’, afirmou o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), um dos autores da proposta aprovada. O chamado phishing é o envio de mensagens de spam contendo links para sites falsos que ao serem acessados baixam programas no computador alheio, permitindo devassar dados.

O texto aprovado prevê prisão de três meses a um ano para quem ‘devassar dispositivo informático alheio, conectado ou não a rede de computadores, mediante violação indevida de mecanismo de segurança e com o fim de obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização expressa ou tácita do titular do dispositivo, instalar vulnerabilidades ou obter vantagem ilícita’. A mesma pena é aplicada para quem produz, oferece, distribui, vende ou difunde programa de computador com o intuito de permitir a invasão de computador alheio. A pena será maior – prisão de seis meses a dois anos – se a invasão resultar em obtenção de conteúdo de comunicações eletrônicas privadas, segredos comerciais e industriais e informações sigilosas.

A pena aumenta de um terço à metade se o crime for praticado contra os presidentes dos três Poderes nos três níveis – federal, estadual e municipal. No caso de falsificação de documentos, como cartão de crédito e de débito, a pena é de prisão de um a cinco anos e multa.

O deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG), autor de outro projeto tratando de crimes da internet, reclamou. Ele queria que o texto de sua autoria, tramitando na Comissão de Ciência e Tecnologia, fosse votado primeiro. ‘Há pressão para votar por causa da Carolina Dieckmann. É uma vaidade política querer aprovar esse projeto (o do deputado Paulo Teixeira). O governo quer mostrar ação, mas de uma maneira ineficaz’, disse Azeredo. O projeto do tucano é polêmico e abre brecha para punir ações cotidianas e corriqueiras de usuários da rede de computadores.

foto: Info

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Patrão que queria secretária ‘até com rodelas de cebolas’ pagará indenização de R$ 60 mil

Publicado originalmente no Extra

“Eu acho que a gente tem uma química. Sabe por que eu acho? Tu me excita muito quando tô perto de ti [...] S. te quero, te quero até com umas rodelas de cebolas [...] Tu gostaria de transar comigo? A é, nem curiosidade não tem?”. Com frases como essas, o sócio de uma empresa de veículos em Porto Alegre assediava sua secretária, que após trabalhar de de 5 de abril a 24 de junho de 2010 para ele, pediu demissão. Na semana passada, a 5ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul (TRT-RS) condenou o ex-patrão e a empresa a pagar uma indenização de R$ 60 mil pelo ato.

Com o assédio sexual constante, a trabalhadora resolveu gravar as cantadas do chefe no celular, que foram utilizadas como prova no processo. Por ela estar em contrato de experiência quando o caso ocorreu, recebendo um salário de R$ 621, o TRT considerou que a atitude do sócio era ainda mais grave. Na sentença há um trecho do depoimento da secretária em que ela conta que foi avisada por outra funcionária de que o sócio tentava transar com empregadas e as que não aceitavam eram despedidas. Ela narra no processo que um dia chegou para trabalhar e havia uma rosa na sua mesa, com um bilhete dizendo que deveria se sentir segura, que o sócio dizia coisas tipo “tu tem a bunda grande”, “eu adoro o furinho que tu tem na barriga” e “se tu ficasse comigo eu te daria a vida que tu sempre quis”, além de dizer que seu marido devia traí-la, pois todo homem faz isso.

Baseado nos depoimentos e nas gravações, o TRT definiu que a situação mexeu com o psicológico da autora e com suas próprias condições de trabalho, uma vez que os atos de assédio praticados de forma reiterada forçaram-na a pedir demissão durante o período do contrato de experiência. Assim, houve a punição por indenização. A empresa e o sócio, contudo, ainda podem recorrer.

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Valdemiro Santiago faz proposta para comprar Diário de S.Paulo

Paulo Roberto Lopes, no Paulopes

Valdemiro Santiago (foto), da Igreja Mundial do Poder de Deus, fez uma proposta de compra do Diário de S.Paulo, do grupo J. Hawilla. A informação é do Jornal do Brasil, que não noticiou o montante oferecido pelo evangélico.

Mesmo que o negócio não seja concretizado, a proposta confirma que Valdemiro segue os passos de Edir Macedo, da Universal, que edita o semanário Folha Universal. O dono da Igreja Mundial também quer ter uma emissora de TV com cobertura nacional, a exemplo do seu concorrente.

O Diário de S.Paulo é o sucessor do paulistano Diário Popular, fundado em 1884 por José Maria Lisboa. Em 1988, Rodrigo Lisboa Soares, bisneto do fundador, vendeu o jornal para o político Orestes Quércia. Em 2001, ele repassou o jornal para a Infoglobo, do grupo Organizações Globo, que mudou o nome do Diário. Hawilla comprou o jornal em 2009.

O arquivo centenário do Diário Popular é uma preciosidade da história brasileira. O jornal foi defensor da abolição dos escravos e da implantação do regime republicano.

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Auto-defesa para mulheres


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fonte: Malvadas

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Aula de português com a Mulher Melão

Lele, no Te dou um dado?

Mulher Melão contando prum cara no Twitter que Suellen da Avenida Brasil tá fazendo laboratório com ela. Isso já renderia um post, mas ela fez questão de fazer o post todo pra gente quando explicou como ele podia perceber que era verdade:

3jeitos Tem jeito?

Nunca mais falaremos a palavra trejeitos novamente. Grande abraço.

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