Vídeo de inseto “encurralado” em labirinto invisível feito de caneta faz sucesso na web

Bichinho tentava escapar de folha em branco mas era “preso” pela tinta da caneta.

Vídeo de inseto “encurralado” em labirinto invisível feito de caneta faz sucesso na web

publicado no TechMestre

Um usuário do YouTube publicou um vídeo curioso onde mostra como brincar com um inseto. Em uma folha de papel, ele é capaz de “encurralar” o bichinho marcando com caneta supostos obstáculos onde ele não passa. 

O “labirinto invisível” foi registrado enquanto o inseto tentava sair do papel e escapar da situação. A cada traço ou círculo feito, o bicho se via obrigado a parar e tentar sair por um local alternativo. 

Quando era completamente preso por conta de círculos ao ser redor, ele decidia superar a tinta fresca e passava por cima. 

A cena foi filmada e postada no YouTube, onde já superou a marca de 580 mil visualizações. É possível assisti-la abaixo: 

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20 fotos mágicas de crianças brincando ao redor do mundo que vão contagiar seu dia

publicado no Criatives

No mundo de hoje, com tantas opções tecnológicas de entretenimento para as crianças, é raro sair na rua e encontrar crianças brincando de carrinho, pega-pega ou até mesmo tomando um simples e divertido banho de chuva.Até o futebol tem sido trocado por video-games… Mas confesso que depois dessas fotos comecei a acreditar um pouco mais na essência de “o que é ser criança”.

Isso esta em falta no mundo, a alegria de sair nas ruas e ver crianças brincando, rindo, se divertindo… Mas isso ainda pode ser resgatado! Não importa sua origem cultural, sua cor ou raça, toda criança tem criatividade de sobra para criar brincadeiras com coisas tão simples, basta deixa-las livres para botar a criatividade em ação! A baixo uma lista de fotos de crianças brincando ao redor do mundo, para  fazer reviver a criança que existe em você!

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Amarelou

Um dia a seleção brasileira é inspiração para todos, outro dia é alvo de laranja podre; o fã é mesmo infiel

3057955137Luiz Felipe Pondé, na Folha de S.Paulo

Acho excessiva a ideia de que a derrota (merecida) do Brasil para a Alemanha demande cuidados especiais para com as crianças ou os adultos. Afinal, “é só futebol”. Parece-me um tanto ridícula toda essa frescura com o “Mineiraço”. Mas vivemos mesmo num mundo meio ridículo em que todo mundo precisa de “cuidados”.

A inflação do afeto tornou-se valor. Esses exageros têm um valor evidente: escondem, como todo mundo sabe, o medo. Isso nunca dá certo na vida real. E a seleção amarelou mesmo. Não aguentou a pressão. E o povo esperava apenas uma coisa: sucesso. Não se perdoa o fracasso, ainda que um monte de gente diga o contrário, e diga isso por mau-caratismo ou porque quer vender autoestima.

Por outro lado, sim, precisamos de cuidados psicológicos para viver. A vida moderna nos brinda com incertezas, ambivalências, dúvidas quanto aos afetos, aos valores, aos horizontes, aos comportamentos. Os modos antigos de vida não servem mais porque (supostamente) não dão conta da complexidade da vida. Já disse nesta coluna algumas vezes que duvido dessa história de que o mundo mudou muito. Acho que tem muito papo furado nessa história de “as novas gerações têm uma outra cabeça” (a frase é ridícula por si só). Mudou o cenário, o enredo continua sendo escrito pelo bobo de “Macbeth”.

Mas, sem dúvida, “futebol é mais do que apenas futebol”. Não, não estou me contradizendo. O esporte é parte da cultura e, portanto, futebol é, num certo sentido, mais do que futebol. Mesmo que não tenha uma relação direta com o resultado das urnas ou com as decisões de consumo, a seleção é parte do universo de representações culturais que os brasileiros têm de si mesmos. E esse 7 X 1 é mais uma crise de representação num mar de crises de representações no Brasil desde o ano passado.

E nesse sentido, o futebol, como o grande Nelson Rodrigues dizia, é uma tragédia grega. Cai bem chamar os estádios de arenas, já que os jogares são um pouco como gladiadores. E o comportamento da torcida é um pouco como o da torcida que assistia aos gladiadores na antiga Roma: o povo podia passar do desprezo à misericórdia, ou o inverso, em segundos, caso julgasse que um gladiador ou outro merecia uma das duas atitudes. Um dia a seleção brasileira é inspiração para os jovens, outro dia é alvo de laranja podre. O fã é um infiel por excelência.

O povo, ao contrário do que a esquerda mentirosa e os marqueteiros dizem (ambos dizem isso por interesses comerciais, só que os marqueteiros são honestos e confessam), nunca foi de confiança.

Quer um exemplo de que, apesar de todo o blablabá emocional e “psi” ao redor do fracasso da seleção, o mundo não mudou? Vejamos:

Nas antigas arenas romanas, o povo podia ser misericordioso ou cruel segundo alguns critérios, um deles se o gladiador resistia ou não à pressão da luta. Uma velha virtude em jogo: a coragem.

Infelizmente, a seleção brasileira não resistiu à pressão. Amarelou. Claro, não jogava bem, bons jogares sem conjunto e tudo aquilo que os especialistas já falaram. Mas, além disso, ficou clara a dificuldade de suportar a enorme pressão de um povo com uma expectativa excessiva em relação à Copa em casa.

Podemos apontar a diferença entre, por exemplo, holandeses e alemães e seu futebol “científico”, por oposição ao nosso latino-americano, o futebol-arte. Mas tudo isso é passado. Não existe futebol-arte, assim como não existem mais vovôs e vovós (estão todos na academia querendo se parecer com os netos). Mas temo que o problema foi além disso.

A seleção foi bem representativa da cultura brasileira dos últimos tempos. Chorona, ressentida, delirante, sem resultados.

Com a era Lula, muitos acreditaram mesmo que sairíamos do buraco com a “bolsa-voto”, casas de graça, carros sem impostos e outras invenções baratas.

A palavra “autoestima” foi muito ouvida nos últimos tempos, principalmente na Copa. É comum hoje as pessoas acharem que todo mundo (e a mídia também) deve se preocupar antes de tudo com a autoestima das pessoas. Discordo. É este mundo da autoestima que forma os amarelões.

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Luiz Felipe Scolari não é mais treinador da seleção brasileira

Felipão mostra desespero durante a derrota brasileira por 3 a 0 para a Holanda, no Mané Garrincha (foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)

Felipão mostra desespero durante a derrota brasileira por 3 a 0 para a Holanda, no Mané Garrincha (foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)

Paulo Passos, Pedro Ivo Almeida, Ricardo Perrone e Rodrigo Mattos, no UOL

Luiz Felipe Scolari não é mais o técnico da seleção brasileira de futebol. A Confederação Brasileira de Futebol tomou a decisão durante a tarde deste domingo e definiu que Felipão não ficaria mais como treinador da seleção. Dois dirigentes que conversaram com José Maria Marin, presidente, e Marco Polo Del Nero, vice e futuro mandatário, ouviram que o treinador será sacado. Segundo os relatos, a cúpula da CBF afirmou que a situação ficou insustentável depois da derrota para a Holanda, na disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo. A entidade informa que irá se pronunciar nesta segunda-feira.

“Ontem à noite após do jogo Marin e Del Nero tomaram a decisão. Não houve um anúncio formal para as federações, mas os presidentes já sabem”, afirmou Delfim Peixoto, presidente da Federação Catarinense de Futebol e vice-presidente eleito da CBF para a gestão que inicia em 2015 e tem Del Nero como presidente.

A informação foi dada inicialmente pela TV Globo. Depois da tarde de hoje, com a decisão já tomada, o treinador foi desligado do comando do Brasil na noite deste domingo e seu pedido foi aceito pela CBF. Carlos Alberto Parreira também não faz mais parte da comissão técnica da equipe.

O auxiliar técnico Flávio Murtosa, o preparador de goleiros Carlos Pracidelli e o preparador físico Anselmo Sbragia também saíram. A decisão poderá ser anunciada nesta segunda-feira por Luiz Felipe Scolari e pelo presidente da CBF José Maria Marin.

Luiz Felipe Scolari já havia afirmado que colocaria o cargo à disposição da CBF, independentemente do resultado na Copa do Mundo, ao final da participação do Brasil no torneio.

O treinador, após a derrota para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar da Copa, não quis falar sobre o futuro abertamente. Apesar de não ter recebido apoio público com ênfase no discurso dos jogadores, recebeu o abraço simbólico de Neymar, que invadiu a última entrevista coletiva para isso.

O Brasil de Felipão não conseguiu produzir bom futebol nessa Copa do Mundo. Estreou jogando mal contra a Croácia e dependeu de grandes atuações individuais de David Luiz, Oscar e Neymar para não perder a primeira partida. Depois, continuou irregular contra México e Camarões. Nas oitavas de final, jogou menos do que o Chile e dependeu dos pênaltis para passar. Contra a Colômbia, fez atuação boa na primeira etapa e conseguiu definir a partida, antes do inexplicável massacre alemão, por 7 a 1, no Mineirão.

O técnico Luiz Felipe Scolari tinha uma contrato com a Confederação Brasileira de Futebol que tinha duração até o dia 13 de julho, com o fim da Copa do Mundo.

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O Brasil é melhor do que a sua seleção

foto: Veja

foto: Veja

título original: Balanço

Antonio Prata, na Folha de S.Paulo

Tem muita gente afirmando que o fiasco de 2014 foi pior do que o de 1950. Futebolisticamente, não dá pra negar: em 50, ficamos em segundo, por um único gol. Aqui, acabamos em quarto, tomando sete dos alemães, na semi, mais três dos holandeses, na disputa pelo terceiro lugar. A reação do país lá e cá, contudo, sugere que a derrota de 2014 não deixará, fora dos gramados, nem sombra da cicatriz uruguaia.

Diz a lenda que em 50, depois do jogo, havia banquetes abandonados pelas ruas, sendo devorados por pombas e vira-latas. O povo chorava em casa, como se o gol de Ghiggia selasse não apenas o campeonato mas nosso destino de fracassados, fadados ao eterno subdesenvolvimento.

Bem diferente do cenário que encontrei na Savassi, bairro boêmio de BH, voltando do Mineirão, na terça. Mesmo depois da derrota, as ruas continuavam cheias. Ambulantes seguiam vendendo cerveja. Embaixo de uma marquise, um casal se beijava sôfrega e desajeitadamente, como costumam se beijar os casais, na primeira vez. Apesar da tristeza e da perplexidade, a vida seguia seu rumo.

Por muito tempo, fomos um arremedo de país com uma seleção deslumbrante. Eu não cairia no exagero de dizer que a equação se inverteu: estamos longe de ser um país deslumbrante –socialmente, economicamente, eticamente–, mas o que percebi em meio à muvuca e me salvou da depressão foi que, hoje, o Brasil é melhor do que a sua seleção.

Dado o peso que o futebol tem entre nós, tendemos a supervalorizar a sua interpretação. Se a seleção ganha, é o brasileiro mostrando ao mundo o quão incrível ele é. Se a seleção tem um desempenho pífio, é essa porcaria do brasileiro que não consegue mesmo fazer nada que preste.

O fracasso do time serve para escancarar o atraso, a incompetência, a ganância, a burrice e a má-fé que administram o nosso futebol, mas não deve ser estendido ao país como um todo. Claro que os defeitos da cartolagem brotam de certas vicissitudes nacionais, mas a gente não se resume a elas. Temos inúmeros exemplos de brasileiros que se unem com um objetivo e chegam, com trabalho e competência, a resultados extraordinários.

Das meninas do vôlei ao Impa, Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada, no Rio de Janeiro. Do Grupo Corpo ao Instituto Butantan. Da Osesp à Pastoral da Criança. De Inhotim ao programa gratuito de tratamento da Aids. Da cozinha do Alex Atala aos programas sociais que tiraram 50 milhões de pessoas da miséria. Sem falar na Copa, que, apesar da seleção, deu certo.

O jogo ainda não está ganho. Longe disso. É preciso mexer bastante no meio de campo, mas não somos uns fracassados, fadados ao eterno subdesenvolvimento. Não sei quanto a você, amigo, mas esse futebol não me representa.

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