Ouvir Rock e Metal é porta de entrada para virar gay?

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Marcelo Araújo, no Whiplash

A página na internet Love God’s Way foi criada pelo pastor Donnie Davies, pretendendo curar a homossexualidade (!) através de um método poderoso conhecido como C.H.O.P.S., CHANGING HOMOSEXUALS INTO ORDINARY PEOPLE ou TRANFORMANDO HOMOSSEXUAIS EM PESSOAS NORMAIS (!!). Este programa ensina pais e professores como identificar e parar a “homossexualidade” antes que esta crie raízes.

Segundo o pastor, uma das formas mais perigosas que a “homossexualidade” invade uma família é através da música Rock, e para evitar que isso aconteça, ele listou bandas e cantores a serem evitados: Judas Priest, Elton John (sinalizado como “muito gay”), Queen, Motörhead, Nirvana, Metallica, Cannibal Corpse, Red Hot Chili Peppers, Depeche Mode, entre outros.

Para ver a lista completa, basta acessar o link abaixo.

http://lovegodsway.org/GayBands

Por outro lado, entre os artistas que são listados como seguros para se ouvir, temos Evanescence, Creed, The Right Brothers, Cyndi Lauper, entre outros.

dica do Rogério Moreira

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Debate de candidatos no Rio tem bate-boca entre Crivella e Malafaia

Marcado pelas discussões e trocas de acusações entre Luiz Fernando Pezão (PMDB) e o candidato do PRB, evento também teve discussão sobre igrejas evangélicas

No primeiro debate depois do primeiro turno das eleições, candidatos ao governo do Rio trocam acusações e pastor Silas Malafaia discute com Marcelo Crivella, do PRB
No primeiro debate depois do primeiro turno das eleições, candidatos ao governo do Rio trocam acusações e pastor Silas Malafaia discute com Marcelo Crivella, do PRB

Wilson Tosta e Tiago Rogero, em O Estado de S. Paulo

O primeiro debate no segundo turno entre os candidatos ao governo do Rio foi também o mais duro desde o início da campanha, com fortes trocas de acusações entre o governador e candidato à reeleição Luiz Fernando Pezão (PMDB) e o senador Marcelo Crivella (PRB). Houve até um bate-boca entre Crivella e o pastor Silas Malafaia, um dos três convidados pela organização do debate, promovido por revista Veja/Estácio/OAB-RJ, para fazer perguntas aos dois candidatos. Os outros convidados foram o humorista Marcelo Madureira e o cineasta José Padilha.

Chamado ao púlpito para fazer a pergunta, logo no primeiro bloco do debate, Malafaia afirmou que questionaria o “bispo Crivella”. “Porque essa história de licenciado é para boi dormir e eu não sou boi”. O pastor acusou a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), da qual Crivella afirma ser bispo licenciado, de “colocar para fora das TV’s” outras igrejas evangélicas. “Você obedece às ordens do seu tio, o bispo Edir Macedo”, finalizou Malafaia no que foi mais um ataque que pergunta.

Crivella começou a resposta afirmando que as pessoas conhecem as ligações de Malafaia com o governo Cabral/Pezão. O pastor gritou da plateia: “Mentiroso”, e Crivella retrucou: “Mentiroso é você”. O mediador do debate precisou intervir e pedir para Malafaia se conter. O senador prosseguiu: “Essas suas mágoas, seu recalque e suas frustrações com a IURD, eu não tenho nada a ver com as decisões da igreja”. Malafaia começou a rir alto na plateia e o mediador novamente pediu que ele fizesse silêncio.

Luiz Fernando Pezão também tentou ao máximo vincular a imagem de Crivella ao fundamentalismo religioso e à IURD. Sempre que se referia ao concorrente, o fazia como “senador bispo Crivella”, e afirmou que o oponente, enquanto ministro da Pesca, só nomeou pessoas ligadas à Universal. Crivella negou e rebateu: “Na inauguração do Templo de Salomão, você estava lado a lado comigo. Mas você é assim mesmo: uma hora é Dilma e outra Aécio”, disse o senador, em referência ao apoio pessoal que o peemedebista diz ter à candidatura da presidente Dilma Rousseff (PT) enquanto o partido no Rio apóia Aécio Neves (PSDB) desde o começo da campanha, no que ficou conhecido como “Aezão”.

Crivella focou suas críticas no que classificou como desorganização e falta de investinento do governo estadual em áreas como segurança e saúde, além de bater muito na tecla da corrupção na gestão Cabral/Pezão, e repetidas vezes lembrar do episódio em que secretários estaduais foram fotografados em um restaurante de Paris com guardanapos na cabeça.

O candidato do PRB, mais uma vez, provocou gargalhadas na plateia. Primeiro ao afirmar que, nas ruas, “o povo tem chamado Pezão de ‘Penóquio'”. Depois, Pezão “provocou” o adversário ao dizer que até a mãe de Crivella queria votar no atual governador. “Ela disse que queria mesmo, mas eu disse: ‘Mãe, ele é um bom filho, um bom moço, mas, mamãe, vamos orar por ele. Votar não, mas orar por ele”, disse, despertando risadas da plateia e de Pezão. O governador continuou: “O voto é secreto e tenho certeza que, na urna, ela te traiu”.

Ao fim do debate, Crivella afirmou que recebeu o voto da mãe: “Até porque pago empregada para ela. Quem não paga para a mãe é o Pezão”, disse, em referência às propagandas do governador nas quais ele afirma orgulhoso que a mãe “nunca teve empregada até hoje”.

Apoio. O pastor Silas Malafaia reiterou ao fim do debate que vai apoiar o tucano Aécio Neves no segundo turno da eleição para a presidência da República. “Eu apoiaria qualquer um, menos a Luciana (Genro, do Psol), para tirar o PT do poder”. O pastor afirmou que vai fazer campanha por Aécio na comunidade evangélica, principalmente na Internet, mas que não chamará o tucano para nenhuma agenda: “Até porque não tenho tempo pra isso”. Na eleição para o governo do Rio, Malafaia disse ser contra Crivella, mas ainda não decidiu se apoiará Pezão, o que só deve anunciar na sexta-feira ou na segunda.

dica do Deiner Urzedo

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Suspeito de divulgar vídeo de sexo faz acordo na Justiça, em Goiânia

Empresário terá que prestar serviços comunitários durante cinco meses.
Vítima, que teve imagens postadas na web, ficou revoltada: ‘Ele saiu rindo’.

inocente

Publicado no G1

O empresário de 23 anos, suspeito de divulgar vídeos de sexo de uma estudante, de 20, com que se relacionou e ficou conhecida como Fran, foi julgado na tarde desta quarta-feira (8), em Goiânia. O caso foi encerrado depois que ele aceitou um acordo proposto pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) para prestar serviços comunitários por cinco meses.

A audiência, que durou cerca de 1h, ocorreu no 3º Juizado Especial Criminal de Goiânia, no Setor Parque Atheneu. O empresário, que respondia por injúria e difamação e sempre negou ter divulgado os vídeos, chegou e saiu sem falar com a imprensa. Já a vítima ficou revoltada com o resultado da sessão.

“[Sensação de] impunidade, porque cinco meses de pena para ajudar as pessoas não vai pagar o que ele me fez. Eu não me conformo. Ele saiu rindo da minha cara, disse que não é ele. Eu estou com muita raiva, sentida mesmo com essa situação toda”, afirmou chorando.

A advogada da vítima, Darlene Liberato, também lamentou a punição branda do empresário, mas disse que foi melhor do que ele ter sido inocentado. “Muito embora não tenha havido uma condenação como deveria, pelo menos foi um princípio. Ele não saiu impune e durante cinco meses ele vai ter que prestar serviços à comunidade”, pontuou.

O caso ocorreu há um ano. Mãe de uma menina fruto de outro relacionamento e atualmente com 3 anos, a estudante perdeu o emprego e interrompeu a faculdade devido a divulgação das imagens.

“A vida dele continua normal. Quem sofreu as consequências fui eu. Eu quero que o meu caso sirva de lição para outras meninas. que passem pelo que eu passei. Eu fui bastante forte em lidar com essa situação, mas várias meninas não”, afirmou.

No fim da audiência, o carro que foi buscar o empresário entrou pelo estacionamento exclusivo para funcionários do juizado. A juíza Sandra Regina Teixeira Mendes, responsável pelo caso, afirmou que abriu uma exceção para evitar tumulto na saída dele.

Sobre o processo, ela disse que não poderia conceder entrevista porque o caso corre em segredo de Justiça.

Vítima saiu chorando da audiência: 'Não me conformo' (foto: Sebastião Nogueira/O Popular)
Vítima saiu chorando da audiência: ‘Não me
conformo’ (foto: Sebastião Nogueira/O Popular)

Vídeos
Os vídeos foram divulgados em outubro do ano passado via mensagens de celular e na web. Nas imagens, é possível ver a estudante em atos sexuais. O caso ganhou repercussão e virou meme [termo usado para frases, imagens e vídeos que se disseminam na internet de forma viral].

As gravações se propagaram rapidamente pelo aplicativo de celular. Em um dos vídeos, a jovem aparece fazendo um sinal de ‘OK’. O símbolo virou piada nas redes, com montagens de políticos. Fotos de celebridades fazendo o gesto também começaram a ser usadas pelos internautas. No entanto, algumas imagens teriam sido tiradas antes da polêmica e não se referiam ao caso.

Na época em que as imagens foram divulgadas, Fran afirmou que não se arrependeu de gravar os vídeos porque fez por amor. “Era com uma pessoa que eu amava e em quem eu confiava”. Só que isso não deveria ter sido mostrado para ninguém”, disse. No entanto, por causa da publicação dos vídeos, ela disse que sua vida “virou um inferno”.

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Mais votado no Rio para a Câmara, Bolsonaro mira a Presidência em 2018

Deputado do PP faz ataques a Dilma Rousseff e à Comissão da Verdade

Bolsonaro mira na Presidência em 2018 e faz ataques à Comissão da Verdade (foto: Ailton de Freitas / Agência O Globo/Arquivo)
Bolsonaro mira na Presidência em 2018 e faz ataques à Comissão da Verdade (foto: Ailton de Freitas / Agência O Globo/Arquivo)

Rafael Galdo, em O Globo

Mais votado do Rio para a Câmara dos Deputados, com 464.572 votos, Jair Bolsonaro (PP) já faz planos para 2018, quando pretende se lançar candidato à Presidência da República. Nesta terça-feira, ele voltou a criticar o governo federal e a postulante à reeleição Dilma Rousseff (PT), reiterou suas posições sobre temas polêmicos, como o Plano Nacional de Cidadania e Direitos Humanos LGBT, e fez ataques à Comissão da Verdade. Quanto à intenção de concorrer ao Palácio do Planalto, afirmou que, terminadas estas eleições, inicia as articulações para daqui a quatro anos.

— Vou dar uma de político tradicional: o povo está pedindo. Fiz muita campanha em São Paulo, com meu filho (Eduardo Bolsonaro, do PSC, eleito deputado federal pelo estado). Lá também ouvi isso. Quero ser uma das opções de 2018, a direita mostrando a sua cara. Estarei na contramão de tudo que está aí — afirma Bolsonaro.

Por enquanto, no segundo turno para a disputa presidencial, ele declara apoio a Aécio Neves, do PSDB. E mira sua artilharia contra a adversária do tucano nas urnas.

— Mesmo que ele não queira, voto no Aécio — diz o deputado. — O grande mal do Brasil é o PT. Se Dilma conseguir a reeleição, não fugiremos de uma ida para Cuba sem escala na Venezuela. É um governo que se preocupa em caluniar as Forças Armadas 24 horas por dia — continua ele, que é militar da reserva.

Com posicionamento conhecido contra a Comissão da Verdade, que tem por finalidade averiguar violações de direitos humanos entre 1946 e 1988, Bolsonaro também dirigiu suas críticas ao colegiado que realiza as apurações (são sete os membros que compõem a comissão). Frisou que recorreria a uma hipérbole, mas disparou.

— Uma cafetina resolve fazer sua biografia. Escolheu sete prostitutas para realizá-la. No final, a conclusão das prostitutas é de que a cafetina deveria ser canonizada. Essa é a Comissão da Verdade da Dilma — afirmou, depois de ressalvar: — Não estou chamando ninguém de cafetina ou prostituta. É uma hipérbole.

Bolsonaro disse ainda não concordar com quem afirma que ele tenha sido eleito com base numa agenda que chamou de “antigay”. Afirmou que, se homofobia for definida como “o respeito à família e querer que uma criança siga o destino dado a ela quando nasce”, ele, então, é homofóbico. Mas que sua briga não é contra os homossexuais.

— Minha bronca sempre foi e será contra o material escolar (numa referência ao Plano Nacional de Cidadania e Direitos Humanos LGBT, que ele chama de “kit-gay”). Acho impossível uma pessoa não ter um parente ou amigo gay. A grande maioria cuida da vida dela. Uma minoria que quer tratar desse assunto em vida pública — diz. — Nunca preguei dar porrada em homossexual. Mas defendo a família — conclui.

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O Congresso não ficou pior. Apenas está mais parecido com o Brasil

eleições

Publicado por Leonardo Sakamoto

Foi interessante ver as reações do day after eleitoral. Vi colegas passando por uma genuína depressão profunda ao constatarem a eleição de um Congresso com perfil mais conservador que a atual legislatura.

Alguns culparam as Jornadas de Junho, FHC, Lula, o Papa Francisco, a falta de água crônica em São Paulo, o alinhamento dos planetas, o Pikachu e o Manoel Carlos pelo ocorrido.

Os mais desesperados, que procuravam uma razão, esqueceram, contudo, de algo bem simples: o Brasil é conservador. Nada mais racional, portanto, que o Congresso Nacional traduza essa condição.

Mas, então, por que só agora isso? Bem, alguns chutes educados:

1) Os movimentos sociais e organizações da sociedade civil de caráter mais progressista sempre empurraram o Congresso Nacional para que ele fosse menos conservador do que a população do país.

Em outras palavras, a força da mobilização e da organização desses grupos na política nacional conseguia fazer com que esse descompasso acontecesse.

Boa parte desse pessoal, contudo, conta ou contava com relações com o Partidos dos Trabalhadores e, na minha opinião, enfraqueceram ao fazer parte de sua base de apoio por várias razões – do “menos pior” ao “cargo amigo”.

Além disso, houve um afastamento dos militantes tradicionais desses movimentos sociais ou mesmo de partidos políticos com o distanciamento do governo federal com pautas tradicionais da esquerda.

A militante lá no Largo do Campo Limpo que fazia campanha nas eleições de 2002 era uma moradora do bairro, participante de um movimento por moradia. No último domingo, foi substituída por uma pessoa contratada pelo partido no poder para distribuir santinho.

2) Há um intenso desgaste com a atuação média de representantes sindicais que estavam no Parlamento, independentemente de partido. Não é que o motor capital-trabalho tenha deixado de empurrar a História, muito pelo contrário. Mas parte das pessoas que clamam para si a autoridade de falar pelos trabalhadores há muito só falam por interesses corporativistas (na melhor das hipóteses) ou por si mesmas, na maioria das vezes. Muitos deles nem participaram de ações importantes, como a aprovação da PEC do Trabalho Escravo ou a campanha contra a ampliação da terceirização legal. Enfim, quem disse que sindicalista é obrigatoriamente progressista precisa de um chazinho calmante.

3) As narrativas da violência urbana, que já existiam, circularam com mais força graças não apenas às redes sociais, mas também a determinadas pessoas que se dizem jornalistas mas, na verdade, espalham o ódio e o terror na TV (lembrando, é claro, que a mídia pode funcionar como partido político). A situação da segurança pública é ruim mas, acredite: não raro, a espiral do vale-tudo pela audiência do jornalismo faz ela parecer o rascunho do mapa do inferno.

Há soluções mais efetivas do que a redução da maioridade penal (usada para atacar a “causa” do problema quando, na verdade, nem resvala na “consequência”). Contudo, mandar a criançada para o xilindró é um discurso facilmente deglutível – tanto que pesquisas mostram 93% da população a favor dele. Usar e abusar desse discurso, bem como o da repressão policial, ajudou a elevar o número de pessoas eleitas que surfaram no medo da população, aumentando a Bancada da Bala.

4) O número de parlamentares evangélicos cresceu porque tinha que crescer mesmo. Havia uma subrepresentação desses grupos, organizados em uma série de igrejas com pontos de vista diferentes. Eles não formam um movimento coeso como a Frente Parlamentar da Agropecuária (que cresceu junto com a força econômica do agronegócio no país). Pelo contrário: há gente que se detesta de ódio mortal entre eles. E, ao contrário do que pregam críticos inconsequentes, nem todos são reacionários.

5) Por fim, há uma desmotivação muito grande com a democracia representativa tradicional. Se consideramos brancos, nulos e a abstenção, o “Ninguém” ficou em segundo colocado no primeiro turno da eleição presidencial.

Isso vale tanto para jovens que estão cheios de gás para “mudar o mundo” quanto para militantes, ativistas e figuras proeminentes da esquerda brasileira. Pessoas que, em outras épocas, aceitariam candidatar-se ao Parlamento para serem puxadoras de votos. Hoje, muitas querem distância. Tem medo de pegar tétano se chegarem muito perto.

A democracia, vale lembrar, não é um regime em que a vontade da maioria passa feito um rolo compressor, mas em que essa vontade é efetivada desde que respeite a dignidade das minorias. E, a trancos e barrancos, fomos conseguindo avançar em muitas pautas, apesar de tantos retrocessos.

Mas esse descompasso entre o “Brasil real” e o “Brasil no parlamento” parece ter se reduzido nesta eleição por conta desses elementos que elenquei e de uma série de outros que ainda teremos que analisar.

Há boas pessoas que fazem um bom trabalho, independente do partido, sejam elas conservadoras ou progressistas. Pessoas que estão no parlamento e honram a função que exercem e outras disputando pela primeira vez, cheias de ideias. Algumas foram eleitas e reeleitas, outras ficaram de fora. Faz parte do jogo.

Meu receio é que a maioria queira agir como maioria idiota, passando por cima das (poucas) conquistas obtidas a duras pequenas para preservar as minorias. Para isso, será mais do que nunca a participação da população e de organizações e movimentos sociais. Ou seja, talvez um efeito colateral de tudo isso seja, por necessidade, fortalecer a atuação sociedade civil.

Como já disse aqui, de certa forma, o Congresso é o reflexo da população no que diz respeito à visão de mundo e ação diante desse mundo. Talvez não daquilo que ela gostaria de ser, mas daquilo que ela efetivamente é.

Enfim, com o resultado dessas eleições, não é que o Congresso ficou pior. Ele apenas está mais parecido com o Brasil.

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