SBT cede a pressão e afasta Rachel Sheherazade do ar

Ricardo Feltrin, no UOL

Pressionado por comissões parlamentares e pela ameaça de perder mais de R$ 150 milhões em verbas publicitárias governamentais, o SBT decidiu retirar –ao menos temporariamente– a âncora e comentarista Rachel Sheherazade do ar.

A desculpa oficial da emissora é de que a jornalista está em férias, mas isso não é verdade. Sheherazade já havia tirado suas férias em janeiro, quando viajou a Paris.

O SBT também está sob investigação pela Procuradoria Geral da República, por suposta apologia ao crime.

Rachel ficou na berlinda em fevereiro, quando justificou a ação de uma milícia no Rio que acorrentou um suposto infrator a um poste. Embora boa parte dos comentários tenham sido favoráveis à jornalista, a opinião caiu pessimamente entre grupos de direitos humanos.

Oficialmente, o SBT afirma que ela voltará ao trabalho no próximo dia 14 de abril. No entanto, no final de março, a própria jornalista comentou que seus dias na TV “estão contados”.

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Conheça a história da clássica imagem de fundo de tela do Windows XP

Publicado no IG

Prestes a completar 13 anos, o Windows XP teve o fim do seu suporte decretado. Na próxima terça-feira (8), a Microsoft deixará de fornecer atualizações para essa versão. Segundo mais popular no mundo, o XP é um dos sistemas mais populares da história da tecnologia. E um dos aspectos mais marcantes é sua imagem de fundo de tela. Esta.

Divulgação

Windows XP foi lançado em 25 de outubro de 2001

A imagem do céu azul e dos campos verdes apresentada como papel de parede padrão do Windows XP é real e foi batizada de Bliss pela Microsoft. O curioso é que há uma história de amor por trás da imagem, de acordo com um texto da Cnet.

Era 1996 e o fotógrafo Charles O’Rear dirigia pela região das vinícolas de Sonoma, na Califórnia, para ver Daphne, sua então namorada. Segundo Charles, era janeiro, época do ano de bastante chuva conhecida como meio-inverno nos Estados Unidos. Uma tempestade parecia se aproximar, mas tão logo ela se foi, as nuvens brancas chegaram para contrastar com a grama verde brilhante característica desse período do ano.

Diante da paisagem, Charles parou o carro e fez a foto com uma câmera de filme Mamiya RZ67. Segundo o fotógrafo, essa não tinha sido a primeira vez que ele tentava fotografar as colinas da região usando um filme Kodachrome 64, seu preferido.

Sem nenhum tipo de retoque digital, a imagem foi enviada para o Corbis, serviço de licenciamento de fotos fundado por Bill Gates em 1989. Na época, o Corbis não devia ter mais que 50 fotógrafos inscritos. Hoje, são mais de 100 milhões de imagens no banco de dados.

Nem Charles nem a Microsoft divulgam quanto foi pago pela foto na época, mas estima-se que ela tenha sido uma das mais caras de todos os tempos. Charles diz não saber como a Microsoft encontrou sua foto, ou seja, quais termos de busca foram usados para localizar a imagem.

O fotógrafo conta ainda que vários anos depois do lançamento do Windows XP recebeu um e-mail de um dos engenheiros da Microsoft. Ele queria saber onde a fotografia havia sido feita. O e-mail dizia: “nós estamos apenas curioso sobre onde essa fotografia foi feita. A maioria de nós do departamento de engenharia acha que foi ‘photoshopada’ [manipulada digitalmente no Photoshop]. Alguns pensam que ela foi feita não muito longe da sede da Microsoft, em Washington”.

Charles esclareceu que estavam todos errados e que o lugar era real, que a foto foi feita perto de onde ele morava (em Santa Helena, no condado de Napa), e que a sua imagem era original. A Microsoft, no entanto, havia cortado a foto para que ela coubesse na área de trabalho e reforçado o verde da colina.

Apenas por diversão, o fotógrafo fez uma versão de Bliss no Photoshop a partir de outras fotografias suas e o resultado não é nem de perto bom como a original.

Com o fim do suporte ao Windows XP, a foto que nasceu com ele pode desaparecer. Mas Charles não está preocupado com isso, ele acha que Bliss será para sempre. “Quando você tiver 90 anos, em algum lugar, uma fotografia como a Bliss vai aparecer e você vai dizer: eu me lembro disso, quando tivemos computadores na nossa mesa, ela estava na tela. Em qualquer lugar neste planeta, se você parar alguém na rua e mostrar a fotografia, eles vão dizer: eu vi isso em algum lugar, eu reconheço.”

A disseminação mundial do Windows XP significa que Bliss foi vista em lugares bastante distantes. Charles comenta um foto recente que recebeu. A imagem foi feita na Coreia do Norte por um fotógrafo autorizado a entrar no país e traz dois homens sentados em uma usina próximos a um computador. “Quem está na foto?”, questiona Charles. “Bliss”. Até imagens oficiais da Casa Branca já estamparam sua foto para não dar detalhes do que era feito nos computadores.

Charles já colaborou com National Geographic e fotografou para o Los Angeles Times. Atualmente, passa grande parte do seu tempo fotografando regiões produtoras de vinho de todo o mundo para livros, a trabalho, e para o seu site, o Wineviews.com. Segundo sua esposa, Daphne, aquela mesma, Charles foi um dos últimos fotógrafos de sua geração a migrar para o digital. Agora, depois de sete ou oito anos, ele não se vê sem sua Panasonic Lumix LX3 com lente de 28 milímetros.

Sobre ter suas fotos em outros papeis de parede do sistema operacional da Micorosoft, Charles conta que continua esperançoso, que mandou seu número de telefone, mas que ninguém ligou pedindo outra imagem. Enquanto isso, na casa que divide com Daphne, Bliss continua a estampar a tela do computador.

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Os nomes estranhos em Stars Wars

star-wars-thumb-600x337-62265Publicado no Obvious

Tanto os fãs de Star Wars como aqueles que assistiram sem empolgação a alguns dos episódios devem ter percebido uma razoável quantidade de personagens com nomes bem estranhos. Mais do que estranhos, bizarros, principalmente para os falantes da língua portuguesa.

Inclusive, alguns desses nomes foram modificados nas versões dubladas e com legendas: Syfo-Dias virou Zaifo-Vias e o Conde Dooku virou Dookan.

Vejamos:

Syfo-Dias (apenas mencionado nos filmes)

syfo-thumb-600x846-62285Conde Dooku

dookuCapitão Panaka

panaka-thumb-600x451-62287Fodesinbeed Annodue

fodesinbeed-thumb-600x255-62277Capitão Typho

typho-thumb-600x474-62279Princesa Amidala

amidala-thumb-600x337-62281Difícil tudo isso ser coincidência, não é mesmo? Ainda mais com o forte boato da presença de um brasileiro brincalhão dentro da Lucas Film.

No mínimo, curioso…

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Aqui é a roupa curta, lá é o rímel embaixo da burca

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Por Gabriela Loureiro no Brasil Post

Brasil e Arábia Saudita, países tão distantes e com culturas tão diferentes, têm algo em comum na questão dos direitos das mulheres: culpar a vítima pelo estupro. Pois um dos piores países do mundo para ser mulher fez uma pesquisa parecida com a do Ipea, segundo a qual 26% dos entrevistados acreditam que mulheres que usam roupa curta merecem ser atacadas. Na Arábia Saudita, onde vigora a ordem da burca e do niqab, os sauditas acreditam que mulheres com muita maquiagem são a causa dos assédios em público. Detalhe: a única parte do rosto à mostra das sauditas são os olhos. Aqui é a roupa curta, lá é o rímel.

Segundo o site Emirates 24/7, uma pesquisa realizada pelo Centro de Diálogo Nacional King Abdul Aziz, com 992 entrevistados, mostrou que 86% da população acha que olhos maquiados são a principal causa de assédio sexual em público no país. Algumas peculiaridades da Arábia Saudita: é o único país do mundo onde as mulheres não podem dirigir nem votar (apesar de o rei Abdullah ter prometido que em 2015 elas poderão participar das eleições) e um dos únicos, além do Marrocos, onde as mulheres podem ser punidas por serem estupradas.

Isso mesmo. Em um caso que chocou o mundo, uma jovem saudita que sofreu um estupro coletivo foi presa por seis meses e levou 200 chibatadas por estar em companhia de um homem que não era seu parente no momento do ataque.

Claro que a realidade brasileira é diferente da saudita, aqui temos a Lei Maria da Penha e, bem ou mal, as mulheres têm muito mais liberdade e oportunidades que as da Arábia Saudita. O que Brasil e Arábia Saudita têm um comum é a mentalidade machista da “justificativa injustificável” do estupro: a culpabilização da vítima. Saiu fora do código de vestimenta, “provocou”. Como se os homens fossem bestas privadas de autocontrole.

Se as brasileiras usassem burcas, aconteceriam menos estupros? Não sabemos, mas a pesquisa saudita sugere que não. E nós sabemos que muitos abusos acontecem em casa. Segundo a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, em cerca de 65% dos casos de estupro no país o agressor é um conhecido da vítima.

De uma vez por todas: a culpa não é da vítima, é do estuprador. Como diz a campanha da jornalista Nana Queiroz, que inclusive foi parabenizada nesta segunda-feira (31) pela presidente Dilma Rousseff, nós não merecemos ser estupradas #EuNãoMereçoSerEstuprada.

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Morre o ator José Wilker

Jos-Wilker-05Publicado no G1

O ator José Wilker morreu na manhã deste sábado (5) no Rio de Janeiro. Ainda não há informações oficiais sobre a causa da morte, mas suspeita-se que ele tenha sofrido um infarto.

A última participação do ator em novelas foi em 2013, em “Amor à Vida”, de Walcyr Carrasco, na qual interpretou o médico Herbert. Em 2012, ele foi o coronel Jesuíno no remake de “Gabriela”, baseado no livro “Gabriela Cravo e Canela”,  de Jorge Amado. Em 2008, na novela Duas Caras, o ator fez o papel do professor Fernando Macieira.

Começo
José Wilker de Almeida nasceu em Juazeiro do Norte no dia 20 de agosto de 1946 e se mudou com a família, ainda criança, para o Recife. A mãe, Raimunda, era dona de casa e o pai, Severino, caixeiro viajante.

Sua carreira no teatro começou no Movimento Popular de Cultura (MPC) do Partido Comunista, onde ele dirigiu espetáculos pelo sertão e realizou documentários sobre cultura popular.

Em 1967, Wilker se mudou para o Rio para estudar Sociologia na PUC, mas abandonou o curso para se dedicar exclusivamente ao teatro.

Em 1970, após ganhar o prêmio Molière de Melhor Ator pela peça “O Arquiteto e o Imperador da Assíria”, foi convidado pelo escritor Dias Gomes o para o elenco de “Bandeira 2″ (1971), sua primeira novela.

Wilker interpretou o primeiro protagonista em 1975: foi Mundinho Falcão em “Gabriela”, adaptação de Walter George Durst do romance de Jorge Amado, um marco na história da teledramaturgia brasileira.

Personagens conhecidos
Wilker tem em seu currículo personagens memoráveis, como o jovem Rodrigo, protagonista da novela “Anjo Mau” (1976), de Cassiano Gabus Mendes. Em 1985, viveu Roque Santeiro, personagem central da trama homônima escrita por Dias Gomes e Aguinaldo Silva. Em 2004 interpretou o ex-bicheiro Giovanni Improtta, de “Senhora do Destino”, de Aguinaldo Silva, um personagem com diversos bordões como “felomenal” e “o tempo ruge e a Sapucaí é grande”.

O artista dirigiu o humorístico “Sai de Baixo” (1996) e as novelas “Louco Amor” (1983), de Gilberto Braga, e “Transas e Caretas” (1984), de Lauro César Muniz. Durante uma rápida passagem pela extinta TV Manchete, acumulou direção e atuação em duas novelas: “Carmem” (1987), de Gloria Perez, e “Corpo Santo” (1987), de José Louzeiro.

Apaixonado pelo cinema, o ator participou de filmes como “Xica da Silva” (1976) e “Bye Bye, Brasil” (1979), ambos de Cacá Diegues, e foi o personagem Antônio Conselheiro em “Guerra de Canudos” (1997), de Sérgio Rezende.

Wilker também se destacou em minisséries como “Anos Rebeldes” (1992), de Gilberto Braga; “Agosto” (1993), adaptada da obra de Rubem Fonseca; e “A Muralha” (2000), escrita por Maria Adelaide Amaral e João Emanuel Carneiro. Em 2006, interpretou o presidente Juscelino Kubitschek na minissérie “JK”, de Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira.

O artista ainda escreveu textos para revistas e jornais e comentou a cerimônia do Oscar durante vários anos.

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