“Mulheres Pobres” é versão sem glamour de programa da Band

Via POP

A nova websérie, feita em produção independente e de deliberada baixa qualidade, é uma paródia hilária de “Mulheres Ricas” da Band.

O projeto foi idealizado por Ana Luísa Pereira e Cecé Fialho e pode ser acompanhado diretamente no YouTube. Enquanto em “Mulheres Ricas” as vemos comprando, gastando e agindo daquela maneira inacreditavelmente fútil, em “Mulheres Pobres” teremos aparentemente quase o mesmo, mas guardadas às devidas proporções.

As personagens são Evellyn (uma manicure delivery), Estephanny (desempregada), Kellen (atendente de lanchonete), Maráia (diarista) e Janainakelly (“secretária”). A websérie terá um formato com curta duração e esquetes mostrando o cotidiano das cinco amigas unidas pela falta de dinheiro. Inicialmente serão cinco episódios, lançados às segundas-feiras – concorrência com as Mulheres Ricas? Confira o primeiro episódio:

Red bull Jesus


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Comercial da Red Bull usa piadinha antiga sobre Jesus. Na área de comentários, um pouco da tradicional falta de humor do rebanho.

dica da Aline Reguine

O que fazer com seus CDs antigos?

recycled-shattered-cd-animal-sculptures Se você não sabe o que fazer com seus CDs velhos, uma mídia que é considerada ultrapassada para muitos, o artista Sean Avery postou em sua página da devianART  uma bela sugestão.

Transforme-os em  arte, corte em pequenos pedaços e use cola e imaginação para dar um “fim” mais apropriado a eles.

Via: [Colossal]

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100 links para clicar antes de morrer

Carlos Willian Leite, na Revista Bula

Uma seleção com os 100 melhores links publicados na coluna Web Stuff, do suplemento Opção Cultural, do Jornal Opção. A lista faz uma espécie de inventário do que teve de melhor na internet nos últimos três anos.

Os links que compõem a lista contemplam os mais díspares perfis e abrange os mais diferentes segmentos e tendências: música, livros, cinema, fotografia, ciência, tecnologia, jornalismo, mídias sociais, artes e humanidades.

Entre os 100 links para se clicar antes de morrer, destacam-se: Toda a obra de Wolfgang Amadeus Mozart para download; O maior acervo de arte da internet; 750 mil livros para download; 1001 álbuns para ouvir antes de morrer; O maior acervo de vídeos de jazz da internet; A obra completa de Machado de Assis para download; 10 mil jornais de todo o planeta em um só lugar; 20 mil fotos de Henri Cartier-Bresson; As 20 obras de arte mais caras da história; As 100 maiores canções de jazz de todos os tempos (com vídeo e áudio incorporados).

O lado oculto do carnaval

Gabriel Novis, no blog Prosa & Política

Pesquisei sobre as origens do Carnaval no pai dos burros – doutor Google -, no livro de Leandro Narloch e em fontes alternativas. Interessei-me pelo lado, propositalmente esquecido, das folias de Momo.

Existem pesquisadores que acham possível enterrar uma história. É fascinante a procura de uma segunda opinião, como se faz diante de um caso complexo na medicina.

Diz o Narloch que “um traço comum no carnaval de diferentes épocas e países, é o de virar as regras pelo avesso. Escravos e seus senhores, na época da festa considerada pagã, invertiam os papéis: por um dia, eram os servos que mandavam.”

“As pessoas comuns faziam missas e procissões cômicas no lugar dos padres, onde guiavam as cerimônias religiosas e personagens bizarros, como o Rei Momo.

A ordem era tirar um sarro dos costumes da época dessas festas pagãs da Roma Antiga.”

Prossegue o pesquisador: na maior parte da história do Brasil, o nosso carnaval foi uma algazarra deliciosamente sem noção.

“Quem regulou essa bagunça que era o carnaval europeu, com grandes repercussões aqui no Brasil, foram dois ditadores: Hitler e Mussolini!”

“O objetivo do nazi-fascismo era transformar essa festa em motivo de orgulho nacional. Aparece então o carnaval organizado, onde só eram permitidas músicas edificantes e patrióticas. A melodia só poderia ser executada por instrumentos considerados da cultura nacional.”

Se adicionarmos algumas celebridades seminuas ou nuas e muita plumagem, o cenário fica parecido com a Sapucaí.

Foi mais ou menos assim que nasceu o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro, na narrativa de Narloch.

“Seu formato atual deve-se muito aos costumes e às ideologias de 1930. Já havia desfiles em sociedades carnavalescas no começo do século XX, é verdade, mas a maioria das regras da apresentação moderna nasceu em 1937, ano em que Vargas torna-se ditador, e instituiu que todos os sambas enredos deveriam homenagear a história do Brasil.”

Pedro Ernesto, na época Interventor Federal no Rio, começou a dar dinheiro para as escolas.

“A apresentação ocorria na Avenida Rio Branco, mesmo local onde os militares comemoravam com um desfile a Independência – todo dia 7 de setembro.”

“Os instrumentos de sopro foram proibidos e os grupos festeiros aderiram, espontaneamente, ao carnaval organizado pelo governo.”

“A Deixa Falar”, primeira escola de samba de que se tem notícia, desfilou em 1929, usando na comissão de frente cavalos da Polícia Militar do Rio de Janeiro.

“Não fosse a influência de Mussolini, o famoso desfile de carnaval brasileiro não existiria, afirmam estudiosos desse período.”

E sem ele o samba que conhecemos hoje seria também muito diferente.

“O mesmo patriotismo que deu um empurrão ao desfile de carnaval provocou a folclorização do samba.”