Dilma manda ‘beijinho no ombro’ ao comemorar 350 mil fãs em perfil oficial do Facebook

Dilma manda "beijinho no ombro" em rede social (foto: Reprodução do Facebook)

Dilma manda “beijinho no ombro” em rede social (foto: Reprodução do Facebook)

Publicado no Extra

Até Dilma Rousseff se rendeu ao sucesso da música Beijinho no Ombro, de Valesca Popozuda. Não se trata de mais uma montagem com trechos dos discursos da presidente, tampouco uma publicação do perfil de humor Dilma Bolada: o perfil oficial de Dilma no Facebook postou um vídeo em que um desenho com as características da presidente manda um beijinho no ombro para comemorar a marca de 350 mil curtidas na página, ao som de aplausos.

A legenda traz outro pedaço do sucesso da funkeira Valeska Popozuda: “Pro recalque passar longe #FacedaDilma”. Em menos de uma hora, a postagem recebeu mais de 2.900 “curtir” e mais de 400 compartilhamentos.

Dilma manda beijinho no ombro em desenho (foto: / Reprodução da internet)

Dilma manda beijinho no ombro em desenho (foto: / Reprodução da internet)

Comentários

Camisinha com sabor e aroma de caipirinha esgota estoque em dez dias

Publicado no Estadãocaipi

A caipirinha, drink tipicamente brasileiro conhecido internacionalmente, ganhou uma versão em forma de camisinha. A DKT do Brasil, dona da marca Prudence de preservativos, lançou a primeira camisinha com cor, sabor e aroma de caipirinha.

Segundo a empresa, o produto lançado no carnaval teve procura acima do esperado e o estoque previsto para três meses se esgotou em dez dias.

O lançamento faz parte da linha Cores e Sabores, que já tem camisinhas com cor, sabor e cheiro de banana, melancia, morango, uva, chocolate, hortelã, tutti-frutti e Cola-Cola.

Segundo a gerente de marketing da empresa, Denise Santos, a camisinha de caipirinha não tem álcool e não tem contraindicações.

“O objetivo do lançamento é despertar a curiosidade do público e promover o uso de preservativo de forma prazerosa e divertida”, afirma a executiva. “Desenvolvemos preservativos que as pessoas querem usar, por que saem do convencional e acrescentam um algo a mais na relação”.

Para alavancar as vendas em ano de Copa no Brasil, além da camisinha verde e amarela com sabor de caipirinha a marca Prudence lançou também uma versão combo, que inclui sachê extra de lubrificante íntimo.

As camisinhas com sabor chegaram ao mercado brasileiro em 1999 e hoje a marca Prudence detém  35% das vendas neste segmento. Segundo a empresa, as camisinhas com sabor já representam 26% do total de preservativos vendidos no País.

Fundada em 1984, a DKT International é uma entidade especializada na implantação de programas de planejamento familiar e prevenção de DSTs e AIDS ao redor do mundo.

dica do Gerson Caceres Martins

Comentários

Empresa faz sucesso com produto que tira álcool do sangue em 2 horas

Reprodução/Facebook(Out Alcohol)

Reprodução/Facebook(Out Alcohol)

Fernando Moreira, no Page not Found

Uma empresa uruguaia disse ter criado um xarope, batizado de Out Alcohol, capaz de eliminar do sangue qualquer sinal de álcool em até 2 horas.

De acordo com o site do fabricante, a Embotelladora Serrana, a pessoa precisa tomar o produto 30 minutos antes de consumir bebida alcoólica. Out Alcohol é eficaz para eliminar totalmente do sangue o álcool de três taças de vinho ou duas doses de uísque.

“Assim que o produto entra no sangue, começa a eliminar o álcool, já que acelera o metabolismo e faz com que ele seja expulso mais rapidamente pela urina”, explicou Tabaré Burgueño, presidente da Embotelladora Serrana ao jornal “República”.

A Embotelladora Serrana garante que a novidade no mercado do Uruguai não tem como objetivo ajudar os consumidores de álcool a passar incólumes pelo teste do bafômetro em blitz da lei seca. A ideia, diz a empresa, é eliminar os efeitos indesejados da ressaca.

A página do Out Alcohol no Facebook tem sido bastante visitada pelos jovens uruguaios. O produto tem feito sucesso na noitada de Montevidéu:

out1out2dica do Gerson Caceres Martins

Comentários

A ditadura que não vivi e a “ditadura” que vivo

passeata-1024x768Publicado por Fabricio Cunha

Tava conversando com a Ester hoje, na hora do almoço… Tentávamos fazer o exercício mental de imaginarmos como seríamos, como nos posicionaríamos, como interferiríamos ou seríamos “interferidos”, se vivêssemos em 1964.

Ficamos um bom tempo imaginando. Uma nostalgia estranha, daquilo que não vivemos. Mas, a verdade, é que é impossível saber o que passaram nossos irmãos que viveram de fato esse período de nossa história nacional.

Na verdade, viver mesmo, foram somente alguns poucos, diante do todo. A maioria, como meus pais, por exemplo, só existia nesse período. Os que o viveram de fato, trazem consigo marcas irreparáveis, memórias inesquecíveis e um gosto amargo. Gosto de sangue derramado.

Quem não conhece e reconhece seu passado, não tem condições de escrever um futuro minimamente positivo.

Vivemos num país pacato, de gente muito boa, o que é maravilhoso, mas nas horas de crise, onde se demanda um engajamento radical e consciente, essa maravilha toda nos entorpece e aliena, nos tendendo, enquanto povo de uma nação, ao apequenamento, ao amedrontamento e ao silêncio.

Eu queria dizer algo sobre isso. Engraçado… Geralmente quando eu quero dizer algo sobre alguma coisa, não consigo.

Então… Não consigo…

Eu assisti o “O que é isso, companheiro?!”, li “Batismo de Sangue”, vi o documentário sobre o Vlado, li matérias e mais matérias sobre a ditadura, o AI-5, o DOI-CODI, li a espetacular biografia do Marighella. Enfim…

Mas, pelo fato de não ter vivido tudo isso, me sinto inabilitado, ou melhor, um profano, pisando em solo sagrado, ao tentar emitir uma opinião sobre o tema.

Reservo-me às minhas pesquisas, à curiosidade que me transporta no tempo e me põe em silêncio, na presença dos 6.016 torturados pela mão de ferro do inescrúpulo militar. Silencio e pasmo, acompanhando o cortejo fúnebre dos 210 mortos nos porões escuros e escusos de nossa vergonha. E choro e grito e pergunto pelos 146 que desapareceram de nosso solo, feito pó, não dando aos seus queridos nem a chance de enterrá-los.

Que o nosso silêncio seja de reflexão e respeito, mas não de medo, nem de descaso, muito menos de anuência. “Quem cala sobre o teu corpo, consente na tua morte”, me disse o Milton.

O mais triste… Na mesma semana onde nos lembramos de nosso período recente mais sombrio, o IPEA veicula uma pesquisa na qual 65% dos entrevistados concordam que uma mulher que se veste de forma “provocante” merece ser atacada.

O mais triste é perceber que nossa sociedade parece ter mudado pouco.

A sociedade que apoiou os militares ontem, é a mesma que acha normal estuprar mulheres pelo que vestem, hoje.

Mudam-se os “comos”, permanecem os “porquês”.

 

Comentários

‘Muitos perderam a vida por nada’, diz ex-guerrilheira que esteve presa com Dilma

Horas depois de ser presa e torturada na sede carioca do DOI-CODI, um dos órgãos de repressão mais temidos da ditadura, a jornalista Iza Salles conheceu um anjo em forma de monstro.

Fernanda Nidecker, na BBC Brasil

Iza Salles: 'Durante muito tempo evitei pensar nesse período porque dói muito'

Iza Salles: ‘Durante muito tempo evitei pensar nesse período porque dói muito’

Após uma noite inteira de choques elétricos, ela foi deixada sobre um colchão cheio de buracos e percevejos na sala de tortura porque já não havia lugar nas outras celas.

Quando tentava pegar no sono, ouviu passos no escuro vindo do corredor. Certa de que não escaparia de um estupro ou da morte, fechou os olhos e começou a rezar.

Foi quando um soldado alto, de feições “amedrontadoras” – com manchas escuras por todo o rosto – se aproximou e lhe pediu seu cinto.

Apavorada, ela obedeceu, sem entender de imediato que, ao se apoderar do acessório, aquele soldado com “cara de monstro” queria evitar que ela tentasse se enforcar em um momento de desespero.

Ainda com a respiração ofegante, Iza ouviu o homem dizer “calma, calma”. E essa palavra foi repetida pelo mesmo soldado todas as vezes em que ele se aproximou dela naquela noite fria de junho de 1970.

São lembranças como essa que Iza tenta se apegar para não sofrer demais quando se recorda dos sete meses em que ficou presa no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Ela diz que conceder a entrevista à BBC Brasil lhe obrigou a fazer uma viagem difícil.

“Durante muito tempo evitei pensar nesse período porque dói muito. E hoje, com a idade, fico emocionada”, diz ela pelo telefone com a voz embargada.

Ana, Maria, Darci

Atualmente com 75 anos, Iza Salles foi integrante, no final dos anos 60, da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), um grupo de guerrilha de extrema-esquerda que tinha como um de seus comandantes o capitão do Exército Carlos Lamarca, que desertara.

Número de o 'Pasquim' editado por Iza Salles faz comentário irônico sobre prisões e censura

Número de o ‘Pasquim’ editado por Iza Salles faz comentário irônico sobre prisões e censura

O grupo realizou assaltos a bancos para financiar suas ações e montou um foco guerrilheiro na região do Vale do Ribeira, no Estado de São Paulo. Também esteve por trás do sequestro do embaixador suíço Giovanni Bucher no Rio de Janeiro, em 1970, que foi “trocado” pela libertação de 70 presos políticos.

A jornalista era do setor de inteligência da VPR. Editora do Segundo Caderno do jornal Diário de Notícias, ela ficava encarregada de passar à guerrilha informações de bastidores sobre o governo militar.

E se envolvia em ações mais arriscadas, como transportar dirigentes importantes da guerrilha do Rio para São Paulo. Entre 1967 e 1970, atendia pelos codinomes de Ana, Maria e Darci.

‘Tarefas’ de Paris

Seu interesse por política começou ainda no governo João Goulart, quando participava de manifestações e reuniões estudantis. Mas foi a partir de 1966, quando ganhou uma bolsa para estudar na Universidade de Sorbonne, na França, que passou a ter um envolvimento direto com a resistência à ditadura.

Em Paris, ela frequentava reuniões organizadas por exilados para debater planos para derrubar os militares. Um desses exilados era José Maria Crispim, militante comunista e deputado da Assembleia Constituinte em 1946. Crispim promovia encontros entre exilados e estudantes brasileiros que, posteriormente, retornavam ao Brasil com “tarefas”.

“A gente voltava carregando na mala mensagens cifradas para companheiros e, principalmente, manifestos”, relembra.

Iza voltou ao Brasil no final de 67 como membro do Movimento Nacionalista Revolucionário, fundado por sargentos rebelados, e que depois se transformou na VPR.

No início de 1970, o cerco começou a se fechar. Alguns de seus companheiros começavam a faltar a encontros marcados nos “pontos” clandestinos, sinal de que haviam “caído”.

Em uma dessas ocasiões, ela recebeu um recado para “desaparecer” e entrar na clandestinidade. A partir daí, viveu escondida na casa de amigos até que decidiu fugir do país. Marcou uma passagem para a França, em 23 de junho, mesmo dia em que a seleção tricampeã voltaria do México.

Iza Salles foi detida junto com a então guerrilheira Dilma Rousseff

Iza Salles foi detida junto com a então guerrilheira Dilma Rousseff

Sua esperança era de que passaria despercebida pelos militares diante da euforia pela chegada dos jogadores. Ledo engano. Assim que saiu do campo de visão de sua família, que compareceu em peso ao Galeão para protegê-la, sentiu seus pés suspensos no ar.

“Dois brutamontes” pegaram-na pelos braços e, jogada no banco de trás de um carro, foi conduzida à sede do DOI-CODI, na rua Barão de Mesquita, zona norte do Rio.

Transferida um dia depois para a Vila Militar, em Deodoro, zona Oeste da cidade, ela saiu da cela pela primeira vez em 18 de julho, dia de seu aniversário, quando ganhou “de presente” um banho de sol.

Poucas semanas depois, a jornalista foi levada para São Paulo, onde respondia a um processo por ter levado um dirigente da VPR ao Estado.

Torre das donzelas

Na “Torre das Donzelas” do Presídio Tiradentes, hoje demolido, Iza ficou detida com dezenas de outras presas políticas, entre elas a presidente Dilma Rousseff.

“Lembro que ela ficava sempre muito recolhida, triste. Das (militantes) que estavam ali, ela era a presidente improvável, não se destacava ou mostrava liderança”.

Iza e as companheiras passavam o tempo fazendo tricô ou jogando vôlei “para descarregar a raiva”. Ao contrário do que se poderia imaginar dos carcereiros, muitos eram “generosos” e jogavam balas pelas grades das celas ou colocavam música alto do lado de fora para que as presas ouvissem.

A liberdade – que em seus sonhos na prisão caía do céu em forma de bombom de chocolate – só viria no final de 70.

A partir daí ela abandonou a luta armada e passou a optar por uma militância mais “consequente”, passando a colaborar com os jornais de resistência Opinião e O Pasquim – tendo sido a única jornalista mulher a editar este último.

“Foi a única forma de continuar na luta”, diz Iza, que no Pasquim assinava como Iza Freaza.

Junto com Jaguar, Ziraldo, entre outros, ela comandou algumas das entrevistas mais célebres do semanário, entre as quais a do ex-presidente Jânio Quadros.

Revendo a luta armada

Em 1977, ela partiu para uma segunda temporada de estudos na França. A anistia parcial, dois anos depois, não foi suficiente para trazê-la de volta, o que aconteceria somente em 1984.

“A luta armada foi a estratégia certa? Você faria tudo de novo?”, pergunto-lhe.

“Com a cabeça que tenho hoje, não. Terminamos derrotados, muitos de nós perderam a vida por nada”, diz ela.

“Até hoje não fizeram a reflexão de que pregávamos uma ditadura de esquerda – que são terríveis. Muitos não queriam ver as denúncias que vinham da União Soviética sobre perseguições e mortes.”

Foi esta reflexão sobre o comunismo que lhe inspirou a escrever o livro Um Cadáver ao Sol, que relata, segundo ela, como a ditadura comunista pode conduzir à “autodestruição”.

“A democracia ainda é o caminho para construir vielas de idealização. Pode não ser perfeito, mas é a melhor forma de governo”.

Comentários