Meninas nigerianas sequestradas por terroristas fogem de cativeiro na Nigéria

Martha Mark, mãe de Monica Mark, chora segurando uma foto de sua filha, que foi sequestrada pelo Boko Haram | AP Photo/Sunday Alamba

Martha Mark, mãe de Monica Mark, chora segurando uma foto de sua filha, que foi sequestrada pelo Boko Haram | AP Photo/Sunday Alamba

Publicado no Brasil Post

Mais de 60 meninas nigerianas sequestradas por extremistas islâmicos há duas semanas conseguiram escapar sozinhas, informaram policiais nesta segunda-feira (07).

O líder do governo local de Chibok, Pogu Bitrus, disse nesta segunda que verificou que 63 meninas escaparam entre quinta e sexta-feira da semana passada através de enviados que se encontraram com algumas fugitivas e suas famílias. Cinco reféns continuam desaparecidas.

As meninas fugiram enquanto seus raptores estavam ocupados em um grande ataque em acampamentos militares e delegacias na cidade de Damboa. Apesar de todas as evidências, as autoridades da Nigéria negaram informações de abduções em massa em três vilarejos no estado de Borno em 22 de junho.

O grupo terrorista Boko Haram tem realizado sequestros de pequena escala nos últimos meses desde o sequestro de mais de 200 meninas em uma escola em Chibok, no estado de Borno, em 15 de abril. Até onde se saiba, 219 dessas meninas ainda estão desaparecidas.

O fracasso do governo e do Exército em resgatar as meninas foi criticado globalmente. O Boko Haram exige a libertação de guerrilheiros em troca das meninas, mas o presidente Goodluck Jonathan não quis considerar a troca. Enquanto isso, os ataques a vários vilarejos no norte do país aumentaram, com centenas de mortos em cada ofensiva.

(Com Associated Press)

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12 motivos para acreditar que o Brasil pode vencer a Alemanha sem Neymar

Publicado no UOL

Comoção nacional: Neymar está fora da Copa. A Copa do Mundo que o Brasil esperou para ver Neymar conquistar agora está carente de seu protagonista. A joelhada de autoria do lateral colombiano Camilo Zuñiga não só tirou o camisa 10 da seleção brasileira da competição, mas também todas as esperanças de título de boa parte da torcida brasileira. Mas o Brasil não é só Neymar. E a Alemanha, adversário da semifinal na terça-feira, já mostrou contra Gana e Argélia que não é todo esse enorme obstáculo. Veja alguns motivos para acreditar na vitória mesmo sem o craque:

1. Neymar não vai voltar

ney1Para começar, é bom pontuar: Neymar não fará tratamento com infiltrações de antinflamatório ou à base de placenta de égua para jogar uma possível final. A Copa do Mundo acabou para ele. O Brasil, agora, pensa APENAS com os outros 22 jogadores.

2. Neymar não jogou bem contra Chile e Colômbia

ney2Camisa 10, excelente jogador, próximo melhor do mundo. Neymar decidiu a Copa para o Brasil na fase de grupos. Dois gols contra a Croácia, dois gols contra Camarões, boa atuação contra o México. Não fosse ele, a história provavelmente teria sido outra. Mas foram os zagueiros – David Luiz, principalmente – que decidiram as partidas contra Chile e Colômbia, nas oitavas e quartas de final. Neymar teve até atuação apagada.

3. A Argélia quase tirou a Alemanha das quartas de final

ney3A seleção da Argélia certamente não foi uma das favoritas nos bolões por todo o Brasil. Mas surpreendeu. Comandada pelo técnico bósnio Vahid Halilhodzic – o mais irritado e um dos mais competentes dessa Copa –, superou o favoritismo da Rússia e se classificou para as oitavas na segunda posição do Grupo H. Pegou a Alemanha e obrigou a melhor atuação do time de Joachim Löw na Copa. Segurou o 0 a 0, levou o jogo para a prorrogação e ofereceu perigo antes de acabar derrotada. E a Argélia passou longe de ter um craque como Neymar.

4. Gana EMPATOU com a Alemanha

ney4Gana também não tem Neymar. Não tem Oscar, não tem David Luiz, não tem Júlio César. Não tem ninguém. Tem briga de jogador com membro da comissão técnica, dinheiro do bicho chegando na concentração, jogador fumando no alojamento… e EMPATOU com a Alemanha. Sim, durante a fase de grupos. E não, a Alemanha não estava classificada ainda. Gana.

5. A Alemanha também não tem um de seus protagonistas

ney5Ele não é tão importante para a Alemanha quanto Neymar é para o Brasil, mas foi um dos melhores – senão o melhor – jogadores da última temporada alemã: o meia Marco Reus, do Borussia Dortmund, sofreu uma lesão no joelho em um amistoso às vésperas da Copa do Mundo, e teve de ser cortado.

6. O Brasil venceu a Copa de 1962 sem um tal de Pelé

ney6“Ah, mas aquele time tinha o Garrincha!”. É, tinha mesmo. Mas era o desfalque de Pelé. Mesmo sem o Rei, a seleção venceu times como a Espanha do húngaro Ferenc Puskás, a Inglaterra e a Tchecoslováquia. Foi campeã do mundo mesmo após o baque de ter de competir sem o melhor jogador de futebol de todos os tempos.

7. E a Costa Rica?

A seleção da Costa Rica, aquela que tomou de 5 do Brasil na Copa de 2002, desbancou Uruguai, Itália, Inglaterra, Grécia e quase mandou a Holanda de volta para casa há alguns dias. E só por causa do desfalque de Neymar o Brasil não pode vencer?

8. Felipão já conseguiu anular o melhor jogador da Copa

A Copa é repleta de imprevisibilidades. Zebras à parte, há também duelos individuais em campo que surpreendem. Um deles foi visto no jogo entre Brasil e Colômbia, da última sexta-feira. Luiz Felipe Scolari teve que exigir de Fernandinho – um volante técnico, de passe – uma atuação nos moldes do suspenso Luiz Gustavo – de marcação forte e desarme preciso – para parar o camisa 10 James Rodríguez, até então o melhor jogador da Copa do Mundo. E assim aconteceu. Fernandinho jogou os primeiros minutos como um Sandro Goiano, bateu muito, e na marcação, depois, fez James ter a atuação mais apagada da Copa. Por que não daria certo com os alemães?

9. O jogador mais regular do Brasil volta ao time agora

E Luiz Gustavo volta. O volante foi mais regular nesta Copa do Mundo do que Neymar e David Luiz. Jogou muito bem nas quatro partidas antes da Colômbia. Contra a Alemanha, volta à equipe para reforçar o meio de campo. Tudo leva a crer que seja na vaga de Paulinho.

10. Willian, provável substituto, joga com Oscar

Felipão testou Willian em diferentes funções no treino deste domingo, na Granja Comary. Tudo leva a crer que ele será o substituto de Neymar contra a Alemanha. E o entrosamento no campo ofensivo está garantido. No Chelsea (ING), ele é companheiro de Oscar, que estará imediatamente ao lado.

11. Willian, provável substituto, joga TANTO QUANTO Oscar

ney11Willian pode ser desconhecido da maior parte da torcida brasileira por ter saído muito cedo do Corinthians. Jogou no Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, e no Anzhi Makhachkala, da Rússia, antes de se transferir para o Chelsea. Apesar de não ser tão famoso, tem muito futebol: joga tanto quanto Oscar no time treinado pelo português José Mourinho. No ano, ambos fizeram mais de 40 partidas, e Willian foi até mais participativo que o camisa 11 da seleção na campanha do Chelsea na Liga dos Campeões.

12. A Copa é no Brasil

O Brasil disputa a Copa em casa. E, se falta um jogador em campo, sobra apoio nos estádios. Do hino a capela à vaia aos adversários.

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Sem remédio, clínica usa ‘palavra de Deus’ para tratar viciados

foto: Milena Crestani/Folhapress

foto: Milena Crestani/Folhapress

Milena Crestani, na Folha de S.Paulo

Em barracos de madeira e lona, sem nenhum profissional da saúde nem remédios, uma igreja evangélica de Campo Grande (MS) oferece “tratamento” gratuito para dependentes químicos.

O idealizador da Clínica da Alma, mantida com doações, é o pastor Milton Marques, um ex-viciado em drogas.

Atualmente, cerca de cem “pacientes” de cidades de Mato Grosso do Sul e de outros Estados vivem na chácara, a 20 km do centro da cidade.

Todo o “tratamento” é baseado na fé e nos “dizeres da Bíblia”. “Não tem lógica dar remédios para um dependente e esperar que ele cuide de tomar na hora certa”, afirma o pastor.

Tratamento sem remédio

Homens de diversas idades chegam ao local indicados por parentes ou após serem encontrados nas ruas por fiéis da Igreja Tabernáculo da Glória.

“São pais que não veem os filhos há anos. Perderam emprego, casa e estavam morando na rua”, diz o pastor, que começou abrigando-os na sede da igreja, no centro. “Mas lá muitos saíam escondido e continuavam com as drogas.”

O Ministério Público Estadual instaurou um inquérito em abril para apurar se há violação aos direitos dos dependentes, após denúncias de cárcere privado e de que o pastor ficaria com metade do salário de ex-viciados que conseguem emprego.

Apesar de dizer que todos são livres para sair da chácara, Marques afirma que, quando alguém tenta ir embora, os colegas o impedem.

Mark Diego da Silva, 23, por exemplo, tentou escapar três vezes nos primeiros dias, quando chorava e tremia muito. “A vontade é de sair correndo. Nessa hora, as pessoas que estão há mais tempo aqui ajudam bastante.”

“Cheguei a comer lixo e não reconhecia que era viciado. Tudo mudou quando eu conheci a palavra e o pastor Milton”, afirma o ex-locutor Marcelo Renato Guterres, 42.

ROTINA

O dia a dia dos dependentes se resume a orações e cuidados com a chácara. Foram eles, inclusive, que construíram os barracos dos dormitórios em chão de terra batida e as duas casas de alvenaria, tudo com materiais doados.

Às 6h, os monitores –ex-viciados que estão há mais tempo no local– tocam o sino que chama para o culto.

Depois do café, todos cuidam da horta e dos animais ou fazem tarefas domésticas. Às 11h, há uma pausa para descanso e o almoço.

À tarde, a rotina se repete até as 16h, hora do banho frio antes das orações e do estudo da Bíblia. Duas vezes por semana, o futebol é liberado.

Há três anos, o CRP (Conselho Regional de Psicologia) denunciou a falta de profissionais da saúde no local.

“O tratamento não segue o que é preconizado pelo SUS e não há informação sobre pessoas que tenham se recuperado”, diz Carlos Afonso Marcondes Medeiros, que presidia o CRP-MS à época.

Segundo o pastor, as condições da chácara não são ideais, mas ele indaga: “Seria melhor se eles ainda estivessem na rua se drogando?”

Milena Crestani/Folhapress

foto: Milena Crestani/Folhapress

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Deixaram a porta aberta e Deus fugiu da igreja

igreja-620x400Eberth Vêncio, na Revista Bula

A regra é rubra; os dogmas, claros. Abre aspas:  “É vedado aos crentes solteiros desta igreja, não somente se afeiçoarem aos crentes de outras agremiações religiosas que também concorrem a Pimenta-do-Reino dos Céus, assim como contrair com os mesmos chato, bubão ou matrimônio.

É vedado aos casais fazerem amor sobre o harmônio antes do culto, principalmente com as luzes dos castiçais acesas. Se a música e a fantasia libertam, com certeza deve ser pecado.

Cada um no seu quadrado: é vedado às fiéis casadas — sob alegação contribuírem com seus amos para a amortização das despesas domiciliares — trabalharem fora do lar, a não ser para varrerem o terreiro, catarem o coco do cachorro ou dependurarem as roupas no varal. Vão rezar, ó submissas!

Essa vocês vão ter que engolir: é vedado comer a hóstia antes da missa, conquanto ela seja nada mais nada menos que uma abençoada porção de farinha de rosca prensada numa máquina de fazer doidos sob a forma de moedas de cinquenta centavos com a logomarca do Vaticano.

É vedado ao médico, mesmo que ele seja cubano, mesmo investido do sacerdotal labor hipocrático, injetar quéti-chupe nas veias de um crente anêmico moribundo com um pé na cova e o outro no coágulo de sangue. Dizem as escrituras: Não dirigirás uma só palavra a Deus após tomar uma taça de Sangue de Boi.

Quem escreveu eu confesso que não sei quem fui, mas está explícito em letras garrafais num dos infinitos provérbios de Pronomes: é vedado às mulheres depilarem as axilas, as virilhas, o monte de Vênus ou quaisquer outros acidentes geográficos do corpo humano que induzam os varões a flutuarem no mundo da lua, a cobiçarem fazer sexo por mero divertimento, descomprometidos com as sacrossantas finalidades procriadoras de um coito.

É vedado aos crentes desta igreja fazerem o quadradinho de oito sob o pretexto de comemorarem feriados, mortes e aniversários, além de curtirem sozinhos à lapidação com pedras renais de um escriba ateu em praça pública.

É vedado colocar em dúvida o conteúdo dessas escrituras, sob pena de enlouquecer de razão”. Fecha aspas.

Com o apoio de prepostos aqui na Terra, Deus arrebanhou mais uma ovelha para o seu rebanho, e eu perdi um amigo. Vejam vocês, carneirada: era um dia quente de verão nos cafundós de Buraco Azul, quando eu me deparei com o sujeito num ponto de ônibus. Seus sovacos estavam ensopados de suor, e ele tagarelava mais que uma mulher naqueles dias, ao ponto de espumar pelos cantos da boca de tanto salvar o mundo, a pregar vergalhões inúteis no couro duro dos cidadãos que só queriam chegar logo em casa, pregar a bunda no sofá, e acompanharem pela TV o inédito beijo gay entre um ator sem talento e um dramaturgo efeminado da novela das oito. A corrida pela audiência não economiza sensacionalismo: espera-se para os próximos capítulos o incrível parto de um transexual dentro de um aquário.

Dizem que as amizades da infância são as mais longevas. Fiquei tão feliz em reencontrar aquele cara que não hesitei em interromper a sua palestra no deserto, e convidá-lo para um café com palavras numa lanchonete ali perto. Ele declinou, disse que também estava naqueles dias, ou seja, jejuando e cumprindo a inoxidável missão de capturar ovelhas desgarradas, evangelizar transeuntes nas paradas de ônibus e OVNI. Com os olhos vidrados de tanta fé (até porque ele tinha uma bola de gude enorme enfiada num dos cavos orbitários, pois um olho secara de tanto chorar), ele fez uma rápida retrospectiva da sua vida, do quanto teve uma infância cruel regada a maus tratos.

Desde o dia em que ameaçou furar as tripas do próprio pai com a faquinha da manteigueira, porquanto o sujeito não parava de esbofetear a esposa na cara, quase tudo mudou: ele, as irmãos abusadas e a mãe agredida enxotaram o bêbado valentão de casa e se converteram a uma das religiões mais conservadoras e reacionárias que se tem notícia nesse hospício. Antes de tomarmos o último porre de “laranja mecânica” da nossa juventude (um coquetel feito com água de bateria e Crush), meu amigo me chamou de lagartixa, me prensou contra a parede e perguntou: “Você não ouviu o chamado?”. Juro que fiz de tudo para ouvir o tal chamado, até porque amava aquele sujeito como a um irmão.

Então, nunca mais nos vimos, até aquela tarde modorrenta em Buraco Azul. Como diria Dona Genoveta, a passadeira: os anos e as malas de roupas se passaram. Acho que meu coração ficou velho antes do tempo. Será? Que nada. Bobagem. Hoje, aos 48 anos, meu miocárdio está tão usado quanto o fígado e a vesícula, só que mais amargo, apesar de não bombear a bile.

O cérebro, não. Dependendo do sujeito, o cérebro pode ser o primeiro órgão do corpo humano perfeito a se tornar imperfeito, a definhar, pois ele é o sítio onde a amargura cria limo, o cárcere ideal cuja complexa rede de teias, traças e sinapses resulta, ora em euforia, ora em desterro, com uma evidente tendência à tragédia, como é o meu caso. Então é só isso: de certo modo, os meus neurônios se amarram numa melancolia. Ai, como dói perder um amigo.

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‘Faceboi’, o app que avisa se você foi traído

O lema é “amigo mesmo, avisa!” - Reprodução

O lema é “amigo mesmo, avisa!” – Reprodução

Programa cria redes anônimas para denunciar traições sem estremecer amizades

Publicado em O Globo

RIO – “O corno é sempre o último a saber”. Para acabar com essa máxima, uma agência carioca lançou recentemente o aplicativo “Faceboi”. Com o lema “amigo mesmo, avisa”, o programinha para celulares android procura pistas sobre possíveis casos das namoradas no Facebook e cria uma rede anônima para que amigos informem casos de traição sem estremecer a amizade.

“Longe da gente fazer inferno na vida dos outros, mas será que aquele ‘chopinho com as amigas’ terminou numa noite de queijos e vinhos entre a sua gata e aquele carinha novo do trabalho?”, diz o aplicativo, que promete ajudar os desavisados.

O aplicativo é direcionado apenas para homens. Para usar, é preciso logar com uma conta do Facebook. Na primeira tela, o programa pergunta se o usuário quer buscar por indícios de traição da sua parceira ou avisar amigos sobre traições alheias.

Para avisar os amigos, o app fornece uma série de hashtags bastante explicativas, como #amigogay, “que não conhece uma música da Madonna, toma cerveja no gargalo e sabe a escalação do Megão de 81”, ou #cartãovermelho, “enquanto você pensa que é o Messi, tem atacante, zagueiro e gandula balançando o capim no fundo dela”.

As mensagens só podem ser enviadas para contatos no Facebook. E, caso algum amigo aviste sua namorada em situação estranha, também pode lhe enviar um recadinho.

O aplicativo é gratuito e está disponível apenas para sistema Android versão 2.33 ou superior. Lançado no início de junho, o programa foi baixado entre 1 mil e 5 mil vezes.

“Com esse app peguei a gata no pulo e me safei de um belo chapéu de touro. Valeu faceboi!”, avaliou um usuário.

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