Brasileiro de 25 anos é pago para viajar e postar fotos no Instagram

Carioca é ‘instagrammer profissional’, trabalho pouco conhecido no país.
Ele é contratado para divulgar destinos; veja dicas para fotografar viagens.

Paulo del Valle com um camelo em Dubai (foto: Paulo del Valle/Divulgação)
Paulo del Valle com um camelo em Dubai (foto: Paulo del Valle/Divulgação)

Flávia Mantovani, no G1

Conhecer belos lugares pelo mundo, postar fotos no Instagram e ainda ganhar dinheiro para isso. Esse emprego dos sonhos se tornou uma realidade para Paulo del Valle, um carioca de 25 anos que é uma das poucas pessoas no mundo a ter a profissão de “instagrammer profissional”.

Paulo é pago por empresas e órgãos governamentais que promovem destinos turísticos para ir até o local, tirar fotos bonitas e postá-las em seu perfil nessa rede social, onde tem mais de 252 mil seguidores.

Desde que começou a se dedicar integralmente a esse trabalho, no início deste ano, ele já esteve na Austrália, nos EUA, em Israel e em Dubai, além de em Santa Catarina e na Bahia.

O que hoje é profissão começou como um hobby desinteressado. O estudante de design fez um perfil no Instagram em 2011, três meses depois que a plataforma de compartilhamento de fotos foi lançada. Postava principalmente fotos do Rio de Janeiro, onde mora, tiradas com seu iPhone.

A qualidade das imagens chamou a atenção da equipe do Instagram, e em 2012 ele passou a ser um “usuário sugerido” — uma espécie de usuário modelo, que posta fotos boas com frequência e interage bastante com outros membros.

“Não tinha nem ideia de que isso existia. Eu nem era fotógrafo, tirava fotos dos meus amigos, de pedras, plantas, coisas aleatórias”, diz. Em duas semanas, seu número de seguidores cresceu de 1.400 para 34 mil.

Foto tirada em mesquita de Abu Dhabi (foto: Paulo del Valle/Divulgação)
Foto tirada em mesquita de Abu Dhabi (foto: Paulo del Valle/Divulgação)

Viagens

Paulo então estudou fotografia por contra própria, em livros e na internet. Trocou o celular por uma câmera e pouco tempo depois recebeu um convite de uma “instagrammer profissional” australiana para ir até o seu país, junto com outros usuários que se destacavam na rede social. O grupo viajou pela Austrália divulgando fotos dos destinos em seus perfis, para despertar em seus seguidores a vontade de conhecer o país.

Foi lá que ele viu que aquilo podia se tornar uma profissão e decidiu abandonar a marca de roupas que ele tinha com amigos. “Conheci esse novo universo e vi que aquilo era o que eu queria fazer. Meu sonho sempre foi conhecer o mundo”, diz ele.

Em seguida veio um convite para conhecer Israel e outro para ir a Florianópolis fazer trabalhos para uma marca de automóveis. Durante a Copa do Mundo no Brasil, uma marca esportiva o convidou para um trabalho em Salvador. Depois foi o órgão de promoção turística de Dubai que o chamou para gravar um programa de viagens no país.

Paulo também recebeu um convite para conhecer a sede do Instagram na Califórnia, e foi para lá com amigos.

Experiências

Durante as viagens, o brasileiro andou de camelo no deserto e de caiaque com golfinhos, segurou um bebê canguru e flutuou no Mar Morto, entre outras experiências que ele diz que nunca vai esquecer. “Fui a lugares para onde jamais pensaria em ir. Foram oportunidades incríveis”, afirma ele, que até então só tinha saído do Brasil para ir aos Estados Unidos.

Paulo diz que sua profissão está crescendo fora do país e acredita que pode se expandir também por aqui, apesar de não saber quanto tempo a tendência vai durar. “Não sei o que o futuro me reserva. Mas estou aproveitando muito o momento”, completa.

Foto de Paulo em parque nos Estados Unidos (foto: Paulo del Valle/Divulgação)
Foto de Paulo em parque nos Estados Unidos (foto: Paulo del Valle/Divulgação)

Veja as dicas de Paulo del Valle para tirar boas fotos de viagem com o celular

1 – Limpe a lente da câmera do seu celular. É comum lembrarmos de limpar a tela, mas não a lente. Isso pode influenciar no resultado das fotos.

2 – Sempre segure o celular firmemente com as duas mãos. É muito importante para que as fotos não saiam tremidas.

3 – Jamais use o zoom do celular. Ele não é um zoom ótico, como nas câmeras, e só piora a qualidade das suas fotos.

4 – Evite tirar fotos diretamente contra a luz do sol, para evitar que feixes de luz (flare) saiam na imagem. Se aparecer “flare” ao tirar a foto, coloque sua mão acima do celular, tentando bloquear a luz do sol.

5 – Ao tirar selfies, prefira a câmera traseira do celular, que possui maior qualidade, usando a função de timer (disponível no iOS 8 e alguns aplicativos). Utilizar o botão do fone de ouvido também é uma boa opção para esse tipo de foto.

6 – Acessórios são importantes. As baterias dos smartphones não aguentam o dia todo, principalmente tirando fotos. Compre uma bateria externa para garantir que não perderá chances de tirar fotos durante todo o dia. Pequenos tripés, feitos para celulares, são ótimos para aquelas situações em que não tem ninguém para tirar fotos ou quem quer tirar fotos mais avançadas, como de longa exposição e HDR.

7 – Tire muitas fotos durante o dia e deixe para editá-las depois, quando tiver tempo. Tenha paciência nesse processo, pois uma boa edição manual (controlando brilho, contraste, saturação etc.) faz toda diferença.

8 – Entenda como funciona a câmera do seu celular. No iPhone, você pode tocar na tela para focar, arrastar o dedo para controlar a exposição de luz, “trancar” o foco e usar o botão de aumentar o volume para tirar fotos. Ferramentas como HDR garantem melhores fotos no pôr do sol e no contra-luz, mas é necessário manter as mãos muito firmes ou usar um tripé, pois o telefone tira 3 fotos ao mesmo tempo e as junta em uma só.

9 – Vá além da câmera nativa do seu celular para fazer melhores fotos e vídeos. Algumas dicas de aplicativos:

– Camera+ (iOS): Tem recursos manuais, como ajustar a velocidade do obturador (ideal para fotos em movimento e de pulos), permite tirar várias fotos por segundo, possui timer, foco manual e muitas outras funções.

– Cortex Camera (iOS): Permite tirar fotos de ótima qualidade em baixas condições de luz, sem a necessidade de flash.

– Average Cam Pro (iOS): Faz fotos com aspecto profissional de longa exposição com o iPhone e dá um efeito incrível a fotos de cachoeiras e mar. Exige o uso de um tripé.

– Hyperlapse (iOS): Para fazer timelapses das viagens sem a necessidade de equipamentos caros, como câmera e tripé.

10  Utilize aplicativos para editar suas fotos e vídeos. Algumas dicas:

– VSCOcam (iOS e Android – Grátis): Tem filtros incríveis disponíveis gratuitamente, além de opções pagas.

– Snapseed (iOS e Android – Grátis): Oferece muitas ferramentas de edição manual.

– TouchRetouch (iOS e Android): Ótimo para dar retoque final, removendo coisas indesejadas de fotos, como lixo na rua ou imperfeições no rosto.

– Over (iOS e Android): Bom para escrever textos sobre as fotos de viagens, com muitas fontes e gráficos.

– Mappr (iOS): Permite colocar a localização de qualquer lugar do mundo nas fotos.

– Videon (iOS): Permite editar filmes controlando brilho, contraste, saturação e muito mais. Oferece ainda muitos filtros, junção de vários vídeos e adição de trilha sonora.

 

 

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Garoto de 15 anos recria clássicos do cinema usando peças de LEGO em stop-motion incrível

publicado no Hypeness

Warren Elsmore ganha a vida brincando “profissionalmente” de LEGO e já tem mais de cinco livros publicados sobre o assunto, sendo o último deles o Brick Flicks, uma publicação que reúne 60 pôsters de filmes famosos que foram recriados utilizando as famosas pecinhas.

Para promover o livro, Warren convidou Morgan Spence, um garoto de 15 anos apaixonado por LEGO para ajudá-lo a filmar uma animação stop-motion com alguns desses filmes. No trailer, os títulos clássicos recriados vão desde “O Iluminado” e “Bonequinha de Luxo” a “Titanic” e “Mágico de Oz”.

Assista ao divertido e incrível vídeo abaixo:

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Preconceito nas redes sociais é crime? Veja em quais casos a lei se aplica

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Publicado no Tecmundo

Durante toda a campanha eleitoral deste ano, vários comentários preconceituosos das mais variadas formas têm pairado pela internet, nas redes sociais, mensageiros e em portais de notícia. Acontece que, discriminar ou manifestar preconceito no Brasil é crime punível com dois anos anos ou mais de reclusão e pagamento de multa. Se é assim? Porque tanta gente continua fazendo comentários odiosos por aí?

O advogado e professor Leonardo Pantaleão, do Complexo Educacional Damásio de Jesus, explicou ao TecMundo como esse tipo de comportamento pode ser punido de acordo com Constituição Federal. Para ele, o que temos visto nas redes sociais de ontem para hoje são “reações emocionais em relação a parte do país, no caso o Nordeste, pela reeleição da presidente Dilma. Não me parece refletir um conceito estável [convicção pessoal]. É mais emocional mesmo”, comenta Pantaleão.

Isso quer dizer que, uma só ocorrência de comentário preconceituoso ou discriminatório publicado e concretizado nas redes sociais não pode ser considerada um crime pelo que delimita a Lei Federal n° 9.459, de 13 de maio de 1997. O advogado consultado pelo TecMundo explica que isso só seria possível se a pessoa demonstrasse que aquele comentário faz parte de uma convicção pessoal dela. Assim, ela teria que dizer algo parecido várias vezes.

Ou seja, uma demonstração de ódio única, apesar de completamente imoral, não é ilegal segundo a lei brasileira. Uma segunda ocorrência, por sua vez, já é passível de punição por crime de discriminação ou preconceito.

Ódio contra o Nordeste

No caso das eleições deste ano, tem se rechaçado muito os cidadãos brasileiros dos estados do Nordeste. Isso porque a presidente Dilma Rousseff conseguiu ampla vantagem sobre o candidato da oposição naquela região. A lei especifica que “discriminar e demonstrar preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional é crime”. Ou seja, rechaçar pessoas de outras regiões geográficas pelas suas supostas ações é punível na forma da lei.

Note que o texto aprovado no Congresso Nacional e sancionado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso é bem específico quanto ao tipo de preconceito. Somente é crime quando ele é dirigido nas condições citadas. Assim, fazer comentários maldosos contra pessoas de classes sociais diferentes, por exemplo, não se caracteriza delito.

Como denunciar os criminosos

No momento em que os comentários preconceituosos começaram ser percebidos na noite de ontem, muitas pessoas passaram a citar a Polícia Federal pelo Facebook nessas postagens com a intenção de fazer a denúncia. De acordo com Leonardo Pantaleão, essa prática é totalmente legítima e deveria ter o mesmo efeito que uma visita a uma delegacia qualquer para registrar um boletim de ocorrência.

A partir daí, a polícia precisa fazer uma investigação e, caso o crime seja realmente enquadrado na Lei Federal n° 9.459, esse problema será levado a um tribunal competente para que seja julgado. A pessoa que denunciou pode inclusive ser chamada para depor a respeito do ocorrido.

“Aquele que se sente vítima deve ir a uma delegacia e registar o boletim de ocorrência. Isso vai gerar uma ação penal pública, em que Estado passa a atuar sozinho, sem que a pessoa que denunciou precise mover uma ação”, Pantaleão esclarece.

Mesmo que você não seja vítima, é possível denunciar

Você não precisa ser caracterizado vítima de um comentário preconceituoso em específico para denunciá-lo. Assim como o Ministério Público e a Polícia podem investigar esses acontecimentos sozinhos, qualquer cidadão pode avisar do ocorrido para que haja punição.

De acordo com o advogado, não há um meio oficial ou específico para fazer uma denúncia desse tipo. O cidadão só precisa entrar em contato com os órgãos competentes a partir de qualquer meio de comunicação para que a investigação aconteça. Pode ser o Facebook, o Twitter, telefone, email ou qualquer outro suporte.

Você pode consultar o texto completo da Lei Federal n° 9.459 que regulamenta a punição de crimes de discriminação e preconceito.

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Preconceito contra nordestinos foi alimentado pela loucura de colunistas

sakamotopublicado no blog do sakamoto

Tão deprimente quanto as manifestações violentamente preconceituosas contra nordestinos após o resultado da eleição presidencial é identificar em muitos dos tuítes e posts raivosos o DNA da intolerância de alguns colunistas e jornalistas.

Não se enganem, colegas. Esses crimes virtuais cometidos por zumbis incapazes de enxergar no outro um ser humano detentor do mesmo direito à dignidade foram alimentados por argumentos construídos e divulgados, ao longo do tempo, por pessoas que não se preocuparam com o resultado negativo de seus discursos. Mas, autoproclamando-se arautos da decência, sabem que são norte intelectual para muita gente.

Liberdade de expressão não é um direito fundamental absoluto. Não há direitos fundamentais absolutos. Pois a partir do momento em que alguém abusa de sua liberdade de expressão, indo além de expor a sua opinião, espalhando o ódio e incitando à violência, isso pode trazer consequências mais graves à vida de outras pessoas.

Como aqui já disse, liberdade de expressão não admite censura prévia. A lei garante que as pessoas não sejam proibidas de dizer o que pensam. Mas também afirma que elas são responsáveis pelo impacto causado pela divulgação de suas opiniões.

Esconder-se atrás da justificativa da “liberdade de expressão” para a depreciação da dignidade humana é, portanto, a mais pura covardia.

Afinal, o exercício das liberdades pressupõe responsabilidade. Quem não consegue conviver com isso, não deveria nem fazer parte do debate público, recolhendo-se junto com sua raiva e ódio ao seu cantinho.

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“Pênis” em embalagem de produto gera piadas na Irlanda

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Publicado no Terra

Uma embalagem de buttermilk (espécie de soro de leite coalhado) no supermercado Tesco, da Irlanda, virou motivo de piada entre os internautas que sugerem a ilustração de um pênis no produto. As informações são do The Guardian.

O design da embalagem foi posto em prova pelos clientes que afirmaram enxergar um “pênis e as bolas” ao lado da jarra desenhada. Uma pessoa parece ter sido ainda mais “maldosa” fazendo um vinco propositadamente na embalagem na ponta do que seria a genitália.

“Sério Tesco – esta é o design de sua embalagem? E em na buttermilk também? Muitas piadas ruins”, postou um internauta:

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