Em Alagoas, sessão de tortura comandada por policiais é filmada

Jovem apanha e é recriminado por tatuagem; Secretaria de Defesa Social diz que imagens serão analisadas por corregedoria independente

Odilon Rios, em O Globo

Policiais civis e militares comandaram e gravaram uma sessão de tortura com um jovem, sem identificação, que apanha no rosto por causa de uma tatuagem nas costas. O caso está sendo apurado pela Corregedoria da Secretaria de Defesa Social de Alagoas. O vídeo tem duração de dois minutos e cinco segundos e circulou pelo “WhatsApp” de jornalistas em Maceió. O material não tem data e não é informado o local.

— Ô doutor, por favor, pelo amor de Deus. Vou apagar essa tatuagem — diz o jovem, enquanto recebe tapas no rosto. Os policiais riem e o jovem chora.

Uma farda da PM, usada pela tropa, aparece no vídeo e o jovem cita o nome “Sikêra”. Sikêra Júnior é apresentador do programa Plantão de Polícia, da TV Alagoas.

— Sikêra, eu tô arrependido desta tatuagem. Vou pedir perdão na TV Alagoas. Isso é coisa de Zé Ruela — dizia o jovem, repetindo frases do policial.

— Ô doutor, não fui pego com nada, o senhor mesmo viu. Eu sou usuário de maconha — diz o jovem, levando mais tapas no rosto.

— Desculpa, desculpa — repete o jovem.

“O Comando não aceita este tipo de comportamento”, disse a assessoria do Comando da Polícia Militar, que acrescentou ter encaminhado o material para a Secretaria de Defesa Social. “Será analisado por uma corregedoria independente”, disse a assessoria.

Violência em Alagoas

Levantamento do Escritório sobre Drogas e Crime das Nações Unidas com base em assassinatos ocorridos no ano de 2012 apontou Maceió como a quinta cidade mais violente do mundo em homicídios por cada 100 mil habitantes. Há dois anos, o governo federal implantou o plano Brasil Mais Seguro, para diminuir a quantidade de assassinatos no estado. O plano também é aplicado na Paraíba, a partir da experiência alagoana.

Nos últimos dias, casos chocantes de violência se sucederam. Na cidade de Joaquim Gomes, zona da mata alagoana, o estudante Franklin Luiz Morais de Santana Júnior, de 18 anos, foi morto na porta da escola onde estudava. A polícia não tem pistas dos criminosos. A vereadora Heloísa Helena (PSOL) foi assaltada e ameaçada com uma tesoura dentro de casa por quatro assaltantes, em Maceió. O filho dela ficou ferido ao tentar defender a mãe. Os dois passam bem.

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Homens ‘se transformam nos próprios pais’ aos 38 anos, diz estudo

Pesquisa foi realizada por canal de televisão britânico, mas os resultados parecem universais

Pesquisa foi realizada por canal de televisão britânico, mas os resultados parecem universais (Thinkstock)

Publicado na Veja

Dormir no sofá, acreditar que qualquer música moderna é igual e ser o único a rir das próprias piadas são sintomas de que um homem virou o pai. E esse momento, segundo um estudo divulgado nesta quinta-feira, acontece aos 38 anos de idade.

A pesquisa foi encomendada pelo canal de televisão britânico Gold. Depois de um trabalho com quase 2.000 adultos, o resultado enumera 30 sinais que anunciam a mudança na vida do britânico médio, mas que soam universalmente familiares. Além dos indícios já citados também são mencionados ter a própria cadeira, um modo particular de dançar – que inclui tocar bateria ou guitarra imaginárias –, não conhecer nenhum artista do Top 40 e passar mais tempo no banheiro.

Outros sinais da “catástrofe etária”: envergonhar os membros mais jovens da família e achar divertido, falar muito alto no telefone, ter obsessão com a temperatura, gostar de regar a grama, reclamar da música alta e preferir os livros de história. Questionar o argumento de um filme, alegando que é “impossível”, ou trocar com mais frequência os sapatos são outras evidências listadas.

“O futuro é brilhante para os homens: dormir mais, ter a própria cadeira, soltar-se na pista de dança e achar divertido. Parece que os 38 representam a idade em que os homens perdem oficialmente as inibições”, disse Steve North, diretor geral do Gold, canal dedicado às comédias.

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Pela 1ª vez, astrônomos encontram outro planeta semelhante à Terra

Salvador Nogueira, no Mensageiro Sideral

Título original: Momento histórico: encontramos outra Terra no Universo

Desde a descoberta do primeiro planeta a orbitar uma estrela similar ao Sol, em 1995, a humanidade estava à espera deste anúncio. Finalmente ele chegou, com toda pompa e circunstância, num artigo publicado no periódico científico “Science”: encontramos um planeta praticamente idêntico à Terra orbitando outra estrela numa região que o torna capaz de abrigar água líquida — e vida — em sua superfície.

Concepção artística do planeta Kepler-186f: mesmo tamanho da Terra e capaz de abrigar água em estado líquido

Concepção artística do planeta Kepler-186f: mesmo tamanho da Terra e capaz de abrigar água

O anúncio está sendo feito neste momento numa entrevista coletiva conduzida pela Nasa (uma reportagem mais completa sobre o achado, produzida por este escriba, estará amanhã nas páginas da Folha). O planeta orbita uma estrela chamada Kepler-186 e tem, segundo as estimativas, praticamente o mesmo diâmetro da Terra — 1,1 vez o do nosso mundo. Até onde se sabe, ele é o quinto a contar de seu sol e leva 129,9 dias terrestres para completar uma volta em torno de sua estrela. Ou seja, um ano lá dura mais ou menos um terço do que dura o nosso.

A estrela-mãe desse planeta é uma anã vermelha com cerca de metade do diâmetro do nosso Sol, localizada a cerca de 490 anos-luz daqui. Um dos aspectos interessantes dessa descoberta em particular é que, além de estar na chamada zona habitável — região do sistema em que o planeta recebe a quantidade certa de radiação de sua estrela para manter uma temperatura adequada à existência de água líquida na superfície –, o planeta está suficientemente distante dela para não sofrer uma trava gravitacional. Caso fosse esse o caso, o Kepler-186f, como foi batizado, teria sempre a mesma face voltada para a estrela, como acontece, por exemplo, com a Lua, que sempre mostra o mesmo lado para a Terra. Embora modelos mostrem que a trava gravitacional não é um impeditivo definitivo para ambientes habitáveis (a atmosfera trataria de distribuir o calor), é sempre melhor ter um planeta com dias e noites, em vez de um em que um hemisfério é sempre aquecido pelo Sol e outro passa o tempo todo na fria escuridão.

Numa nota pessoal, lembro-me de ter já conversado antes com Elisa Quintana, pesquisadora da Nasa que é a primeira autora da descoberta. Em 2002, ela produziu uma série de simulações que mostravam que o sistema Alfa Centauri — o trio de estrelas mais próximos de nós, sem contar o Sol — podia abrigar planetas de tipo terrestre na zona habitável. Imagino a realização pessoal dela de, depois de “conceber” por tantos anos mundos como esse em computador, finalmente poder reportar uma descoberta dessa magnitude. Não de uma simulação, mas da fria realidade da observação!

Trata-se de um momento histórico. A partir de agora, os astrônomos devem se concentrar cada vez mais na busca de outros mundos similares à Terra e a Kepler-186f, gerando alvos para futuras observações de caraterização — a efetiva análise da composição desses mundos e suas atmosferas –, em busca, quem sabe, de evidências de uma outra biosfera.

Nosso planeta está prestes a ganhar muitas companhias.

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Sete coisas que você não deve dizer a alguém com ansiedade

Publicado no Brasil Post

Se você já sofreu de ansiedade grave, provavelmente conhece muito bem o modo como ela pode controlar sua vida.

Os transtornos de ansiedade e pânico podem causar sensações intermináveis de medo e incerteza — e esse sofrimento muitas vezes provoca comentários que são mais prejudiciais que úteis. Segundo o psicólogo clínico Scott Bea, professor-assistente de medicina na Clínica Cleveland, embora geralmente venha de pessoas amadas, a incompreensão dos outros pode tornar incrivelmente desafiador superar uma crise de pânico.

“Por isso, muitas coisas que você poderia dizer acabam tendo um efeito paradoxal e agravam a ansiedade”, diz Bea a The Huffington Post. “A ansiedade pode ser como areia movediça — quanto mais você tenta resolver a situação imediatamente, mais você afunda. Dizer às pessoas coisas como ‘fique calmo’ pode realmente aumentar sua sensação de pânico.”

Apesar de tudo, existem maneiras de ainda dar apoio sem causar mais perturbação. Aqui estão sete comentários que você deve evitar fazer para alguém que sofre de transtorno de ansiedade — e como você pode realmente ajudar essa pessoa.

1. “Não dê importância a essa bobagem.”

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A verdade é que o que você considera bobagem pode não ser tão insignificante no mundo de outra pessoa. Embora você tente projetar uma luz positiva sobre uma situação tensa, pode querer reduzir algo que é muito maior para outra pessoa.

“Você precisa entrar no sistema de crença da pessoa”, aconselha Bea. “Para [alguém com ansiedade], tudo é importante.” Para ajudar, tente aproximar-se dela com uma perspectiva de incentivo, em vez de implicar que ela “surtou” por causa de algo sem importância. Lembrar à pessoa que ela já superou esse pânico antes pode ajudar a confirmar que sua dor é real e ajudá-la a empurrar para longe os sentimentos arrasadores, diz Bea.

2. “Acalme-se.”

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O problema debilitante dos transtornos de ansiedade e pânico é que você simplesmente não consegue se acalmar. Encontrar a capacidade de relaxar — especialmente por ordem de alguém — não é fácil para a maioria das pessoas, e certamente pode ser mais difícil para alguém que sofre de ansiedade.

Em um blog em “Psychology Today”, o psicólogo Sean Smith escreveu uma carta aberta para uma pessoa amada do ponto de vista de alguém com ansiedade, afirmando que, mesmo que haja boas intenções, dizer para a pessoa se acalmar provavelmente terá o efeito contrário:

“Vamos reconhecer o óbvio: se eu pudesse conter minha ansiedade, já o teria feito. Isso pode ser difícil de entender, já que provavelmente parece que eu escolhi [entrar em pânico, me coçar, acumular coisas, andar de um lado para outro, me esconder, ruminar, verificar, limpar, etc.]. Não. No meu mundo, fazer essas coisas é apenas ligeiramente menos doloroso do que não as fazer. É difícil explicar, mas a ansiedade coloca uma pessoa nessa posição.”

Segundo Keith Humphreys, professor de psiquiatria na Universidade Stanford, suas palavras não precisam ser seu método mais poderoso — oferecer para fazer algo com a pessoa talvez seja a melhor maneira de ajudar a aliviar seus sintomas. Humphreys diz que atividades como meditação, dar um passeio ou fazer exercícios são maneiras positivas de ajudar.

3. “Apenas faça isso.”
Quando alguém com ansiedade enfrenta seus medos, um pouco de “amor duro” pode não ter o efeito que você espera. Dependendo do tipo de fobia ou transtorno que a pessoa enfrenta, o pânico pode atacar a qualquer momento– ao embarcar em um avião, falar a um grupo de pessoas –, ou mesmo surgir do nada. “Obviamente, se elas pudessem superar isto o fariam, porque seria mais agradável”, diz Humphreys. “Ninguém escolhe ter ansiedade. Usar [estas frases] as faz sentir-se na defensiva e sem apoio.”

Em vez de dizer a alguém para “aguentar”, praticar empatia é o segredo. Humphreys aconselha a trocar a linguagem incentivadora de time esportivo por frases como “É horrível sentir isso” ou “Que pena que você se sinta assim”.

“O paradoxo é que [uma frase empática] ajuda a acalmá-las porque elas não sentem que têm de lutar por sua ansiedade”, diz Humphreys. “Demonstra certa compreensão.”

4. “Tudo vai dar certo.”
Embora seja de modo geral um apoio, Bea diz que as pessoas com ansiedade não vão reagir de fato a palavras reconfortantes da maneira que você gostaria. “Infelizmente, dizer a alguém [que está enfrentando ansiedade] que tudo vai dar certo não ajudará muito, porque a pessoa não vai acreditar”, ele explica. “A tranquilização às vezes pode ser um método ruim. Ela as faz sentir-se melhor durante 20 segundos e depois a dúvida pode retornar.”

Bea sugere que se continue encorajando, sem usar declarações vagas que podem não ter valor naquela situação. Às vezes, diz ele, até permitir que a pessoa abrace sua preocupação — em vez de tentar afastá-la — pode ser a única maneira de ajudar. “Ela sempre pode aceitar a condição”, disse Bea. “Encorajá-la dizendo que é bom sentir o que ela está sentindo — também pode ser um bom remédio.”

5. “Também estou estressado.”

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Semelhante a “Acalme-se” e “Não dê importância a essa bobagem”. Você pode estar acidentalmente banalizando a luta de alguém ao criar uma comparação. No entanto, se você estiver estressado ou sofrendo de um transtorno leve de ansiedade ou pânico, Humphreys adverte que a camaradagem depois de certo ponto pode ser perigosa. “É importante não ficar obcecados um pelo outro”, aconselha. “Se você tem duas pessoas ansiosas, elas podem se alimentar mutuamente. Se as pessoas têm dificuldade para controlar sua própria ansiedade, tente não se envolver nessa atividade mesmo que você pense que pode ajudar.”

Pesquisas demonstraram que o estresse é uma emoção contagiosa, e um estudo recente da Universidade da Califórnia em São Francisco descobriu que até os bebês podem captar esses sentimentos negativos de suas mães. Para promover pensamentos mais saudáveis, Humphreys aconselha que se tente reorientar a narrativa, em vez de lamentar-se juntos.

6. “Tome uma bebida — vai distrair sua mente.” 

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Esse coquetel pode diminuir a tensão, mas quando lidar com transtornos de ansiedade existe um problema maior para se preocupar, diz Humphreys. Médicos e tratamentos prescritos são mais adequados quando se trata de lidar com os problemas que causam o pânico. “A maioria das pessoas supõe que se alguém tomar alguns drinques sua ansiedade desaparecerá”, disse ele. “Em curto prazo, sim, talvez desapareça, mas em longo prazo pode ser um caminho para a dependência. É perigoso em longo prazo porque essas substâncias podem reforçar a ansiedade.”

7. “Eu fiz alguma coisa errada?”
Pode ser difícil quando uma pessoa amada está constantemente sofrendo e às vezes pode até parecer que seus atos de alguma forma estão provocando isso. Humphreys diz que é importante lembrar que os transtornos de pânico e ansiedade derivam de algo maior do que apenas uma instância particular. “Aceite que você não pode controlar as emoções da outra pessoa”, ele explica. “Se você tentar isso, se sentirá frustrado, a pessoa que você ama e que está sofrendo pode se sentir rejeitada e vocês dois se ressentirão. É importante não levar a ansiedade do outro para o plano pessoal.”

Humphreys diz que também é crucial deixar a pessoa amada saber que há uma maneira de superar qualquer transtorno de ansiedade ou pânico — e que você está lá para ajudar. “Há maneiras de ser mais feliz e mais funcional”, diz ele. “Existe com certeza uma razão para ter esperança.”

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Restaurante norte-americano lança pulseira de frango

publicado no Extra

A rede de restaurantes norte-americana KFC apresentou, na última semana, uma novidade em seu menu: uma pulseira de frango. O acessório, na verdade, é um corsage, uma pulseira feita com flores verdadeiras que, por tradição, nos Estados Unidos, é dada pelo acompanhante para a menina na noite de formatura. A versão mais suculenta custa US$ 20, cerca R$ 50.

O acessório de frango custa US$ 20, cerca de R$ 50

Lançado em parceria com uma florista de Kentucky (estado de origem da rede especializada em frango frito), vem com um ramo de flores brancas e um voucher de US$ 5 para gastar no KFC. Apesar de parece brincadeira de 1º de abril, o acessório está à venda pela internet, apenas nos Estados Unidos.

A menina devora a pulseira de frango, no vídeo promocional

Nas redes sociais, muita gente adorou a ideia e resolver brincar com a novidade. Um casal chegou a posar com a pulseira no Twitter. O KFC ainda lançou um vídeo em que simula o ritual de entrega do corsage e a emoção da presenteada. Mas, na hora de trocar um beijo… Nhac!

Um casal posou com um corsage de frango

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