‘Não como e não durmo mais’, diz jovem torturada por mais de 6 horas

Ela teve o cabelo cortado e levou socos; agressões foram parar na internet.
Jovem e amigos teriam armado para torturar vítima que é de Suzano.

Vídeo de adolescente de Suzano sendo espancada foi parar no YouTube (foto: Reprodução/YouTube)
Vídeo de adolescente de Suzano sendo espancada foi parar no YouTube (foto: Reprodução/YouTube)

Carolina Paes, no G1

Após ter ficado seis horas e meia sendo torturada por uma jovem, a adolescente de 15 anos, moradora de Suzano (SP), diz que sua vida acabou depois da agressão. “Eu não durmo, não como e nem saio para ir à escola. Ela [agressora] destruiu com a minha adolescência”, declarou a vítima.

A agressão foi na última sexta-feira (21) em uma rua deserta perto da estação de trem, em Guaianazes, na Zona Leste de São Paulo. A adolescente foi torturada por uma garota que foi ajudada por outros dois jovens. A vítima foi acusada de “talaricar” (paquerar alguém que é comprometido na gíria popular) o namorado dela. Os momentos de tortura foram registrados e divulgados no YouTube, mas as imagens foram retiradas nesta sexta-feira (28) horas depois da reportagem ser publicada pelo G1.

Durante a entrevista, a adolescente lembra as horas que ficou refém dos jovens. “Foi o pior dia da minha vida. Eles me ameaçavam e diziam que se eu contasse para alguém iam me matar”. Além de ter sofrido agressões psicológicas, a vítima teve o cabelo cortado com uma tesoura e ainda levou vários socos no rosto. Ela diz que ficou sabendo do vídeo pela mãe quando estava na casa de uma amiga. “Minha mãe me ligou várias vezes e quando atendi me contou do vídeo. Foi só aí que falei da tortura. Quando vi o vídeo entrei em desespero. Não acreditava no que estava acontecendo. Ela [agressora] acabou com a minha imagem”, declara.

A mãe da vítima, que preferiu não se identificar, em entrevista ao G1 nesta sexta (28)  afirmou que só ficou sabendo das agressões sofridas pela filha depois que as imagens começaram a ser compartilhadas nas redes sociais. “É torturante ver esse vídeo. Minha filha não teve chance de defesa. Ela ainda é ameaçada nas redes sociais por essa menina e as amigas. Quero que peguem essa covarde”.

Um boletim de ocorrência foi feito na Delegacia da Mulher de Itaquera. A menina de 15 anos também passou por exame de corpo de delito. Por conta da repercussão na internet, a adolescente afirma já ter virado motivo de piadas. “Não vou para escola e tenho vergonha de sair de casa. Tem gente que é solidário, mas outras ficam me zuando”.

O Conselho Tutelar de Suzano informou que recebeu na noite de quinta-feira (27) uma denúncia do caso vinda de uma mulher que teve acesso ao vídeo pelas redes sociais. Porém, como ainda não foi acionado pela família da vítima, aguarda o contato para poder dar o apoio psicológico para adolescente.

Agressão
Para atrair a vítima até o local da agressão, a jovem mandou mensagem dizendo que precisava da ajuda da adolescente para desmascarar o namorado, que mentia sobre o fato de estar solteiro. “Confiei nela e fui para gente conversar e desmascará-lo”, conta a vítima.

A vítima saiu de casa por volta das 16h sem dizer para a mãe onde ia. Ao chegar na estação de trem de Guaianazes, em São Paulo, ela foi surpreendida pela agressora “Só ela me batia. Os outros dois rapazes ficavam incentivando e filmavam. Eu já conhecia há algum tempo o namorado dela [agressora], mas quando ele voltou a namorar eu apaguei ele do Face. De uns dia para cá ele me procurou de novo, disse que eu estava bonita e que estava solteiro. Começamos a conversar.”

Com ciúmes, a agressora teria visto as mensagens da vítima no celular do namorado e ficado enfurecida com a possível traição. “Eu não tinha noção do mostro que ela [agressora] era e nem que era tão covarde”, diz. “Quando me prendeu ela só dizia que queria que eu falasse que eu não ia ficar com ele.”

A vítima ainda diz que é ameaçada pela agressora. “Depois que apanhei ela me obrigou a manter segredo. Se não fizesse isso disse que ia me matar. Até hoje, ela e as amigas ficam me mandando mensagem de ameaças no celular e na internet. Falam que vão raspar todo o meu cabelo e me cortar.”

Leia Mais

Fãs que tiveram ingresso roubado na fila são convidadas pelo Rock in Rio

Janaina Lima deu de presente as entradas para a filha de 15 anos.
Ela gastou mais da metade do salário para levar Ana Beatriz ao festival.

Mãe e filha choram ao perceberem que ingressos tinham sido roubados da mochila (foto: Tássia Thum/G1)
Mãe e filha choram ao perceberem que ingressos tinham sido roubados da mochila (foto: Tássia Thum/G1)

Publicado no G1

A recepcionista Janaina Lima e sua filha Ana Beatriz, que descobriram quando estavam prestes a entrar que seus ingressos haviam sido roubados, foram convidadas por Roberto Medina, presidente do Rock in Rio, a ingressar na Cidade do Rock neste domingo (22), último dia do festival. Ele soube do ocorrido pela página da cobertura do G1 e pediu que elas fossem localizadas para que pudessem assistir aos shows.

As duas vieram de Nilópolis. Na fila, ficaram desoladas e choraram muito ao perceberem que as entradas haviam sido roubadas na fila. “Abriram minha mochila, levaram meus ingressos e mais R$ 150 em dinheiro”, lamentou Janaina.

“Acabei de ver a história das meninas no G1 e fiquei muito emocionado. Quero que elas sejam encontradas e vão entrar no Rock in Rio como minhas convidadas”, disse Roberto Medina.

Ana Beatriz fez 15 anos no dia 8 de setembro e ganhou dos pais o ingresso para o evento. Eles gastaram R$ 480, mais da metade do salário da mãe, que ganha R$ 810 como recepcionista de um hospital no Engenho de Dentro, no subúrbio do Rio. Elas compraram as duas entradas com uma amiga de Ana, que havia adquirido dois ingressos, mas terminou com o namorado e desistiu de assistir aos shows.

Janaína Lima teve o ingresso roubado na fila do Rock in Rio (foto: Tássia Thum/G1)
Janaína Lima teve o ingresso roubado na fila do Rock in Rio (foto: Tássia Thum/G1)

Leia Mais

Ex-detento comanda presídio na PB e unidade se torna modelo no Estado

Sertanejo da cidade de Patos, a 300 km de João Pessoa, Silva Neto, teve a vida marcada por uma tragédia

Presos em oração
Presos em oração

Publicado no Portal Correio

Ex-presidiário, estudante de Direito e diretor de uma cadeia pública na Paraíba. Essa é apenas parte do currículo de Antônio Silva Neto, de 46 anos, que vem surpreendendo o sistema prisional paraibano ao implantar um modelo de qualificação para os apenados e se tornando referência em outros estados brasileiros e faz escola em outros países. O diretor está percorrendo cidades brasileiras e a Bolívia, na América do Sul, dando palestras sobre administração prisional.

Sertanejo da cidade de Patos, a 300 km de João Pessoa, Silva Neto, teve a vida marcada por uma tragédia. Em 1991, um tiro disparado por ele vitimou a esposa. Ele jura que foi acidental. Na época, trabalhava como policial militar e foi condenado a 15 anos e 8 meses de prisão, por homicídio doloso, ou seja, com intenção de matar.

Hortaliças cultivadas na ressocialização
Hortaliças cultivadas na ressocialização

“Quando fui policial militar era muito violento. Meu objetivo era matar e tirar os criminosos de circulação. Quando cheguei à cadeia, conheci o inferno. Os presos batiam na grade e ficavam agitados com a minha presença”, relembrou Silva Neto. Por ter um bom comportamento, o então detento ganhou o benefício do regime semiaberto e cumpriu apenas 5 anos, dos 17 de condenação impostos pela Justiça paraibana.

Neto já trabalhou como vigilante da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) por 16 anos e, em 2011, foi nomeado como diretor da cadeia pública, agora presídio de Sapé (na região do Brejo paraibano, a 55 km de João Pessoa), sob críticas de setores da Segurança Pública estadual. Ele mesmo reconhece isso. “Fui muito criticado por colegas que integram a Segurança, mas, graças a Deus, venho desempenhado meu trabalho com sucesso e isso me fez ser convidado para participar de seminários e palestras no país e até mesmo na Bolívia, abordando o modelo de administração prisional”, comemora Silva Neto.

Dados da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) confirmam que o presídio de Sapé, é uma referência no quesito ressocialização. Estão reclusos 168 apenados, porém, a capacidade da unidade é de 70. Apesar da super lotação, não há registro de rebeliões ou tumultos. Todos frequentam a escola e cursos de qualificação profissional.

“Há 100% de frequência. Eles estão nos ensinos fundamental e médio e realizam cursos de culinária, pintura, artesanato, horta e confecção de produtos de limpeza. Outro dado importante é que temos o menor índice de reincidência. De 100 presos liberados, apenas dois retornam”, enfatiza Silva Neto.

Material produzido na cadeia
Material produzido na cadeia

Leia Mais

Igreja de Marcos Pereira publica nota de apoio ao pastor, condenado pela Justiça

Foto: Divulgação / Igreja Assembleia de Deus dos Últimos Dias
Foto: Divulgação / Igreja Assembleia de Deus dos Últimos Dias

Publicado no Extra

Mesmo após ser condenado a 15 anos de prisão por estupro de fiéis, Marcos Pereira continua com amplo apoio dentro de sua igreja a Assembleia de Deus dos Últimos Dias (ADUD). A organização publicou, nesta sexta-feira, uma nota de solidariedade ao pastor, em que cita supostas irregularidades da decisão judicial e reitera que o pastor está sendo vítima de calúnias.

No texto, divulgado nas redes sociais, a ADUD afirma que o processo que culminou na condenação se deu de maneira irregular e que, portanto, cabe recurso e até anulação. De maneira enfática o autor da nota afirma: “Se antes nosso Pastor estava “PRESO SEM PROVAS”, agora ele foi (em primeira instância) “CONDENADO SEM PROVAS”.”

Ao final, a mensagem compara Marcos Pereira aos apóstolos e profetas que, pelos relatos bíblicos, “também foram perseguidos, experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões. Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada, desamparados, aflitos e maltratados. Homens dos quais o mundo não era digno”.

Leia abaixo a nota na íntegra:

“Fomos surpreendidos pela sentença de condenação do nosso Pastor Marcos Pereira divulgada nesta quinta-feira pela Segunda Vara Criminal de São João de Meriti-RJ.

Ressaltamos que esta condenação se deu em primeira instância, e, portanto, não é definitiva, cabendo recursos e até a anulação da mesma, tendo em vista as contradições na condução do processo que não está na fase de Transitado e Julgado. Confiamos na verdade, que a inocência do nosso Pastor será provada.

O conteúdo da sentença diz que nosso Pastor foi condenado com base nos depoimentos de supostas vítimas, sem que nenhuma prova fosse apresentada. Se antes nosso Pastor estava “PRESO SEM PROVAS”, agora ele foi (em primeira instância) “CONDENADO SEM PROVAS”.

Esta condenação não apaga as DIVERSAS ILEGALIDADES cometidas na condução do inquérito e do processo, além do cerceamento de defesa de que nosso Pastor está sendo vítima.

Provas ilegais, tentativa de coação de testemunhas gravada, suposta vítima que revelou em juízo que foi coagida a depor contra o Pastor, mas que, na verdade, nunca foi estuprada, a exposição exagerada e imediata na mídia e a parcialidade nas investigações são fatos que põem em xeque a real situação do processo legal.

Confiamos em Deus. Ele é nosso refúgio e fortaleza nos momentos de angústia. ESTAMOS COM NOSSO PASTOR MARCOS PEREIRA, SABEMOS QUE ELE É INOCENTE. Seguimos a obra de Deus com humildade, paciência e esperança. A campanha EU AMO MEU PASTOR está de pé.

Nosso mestre Jesus foi condenado. Basta ao discípulo ser como seu mestre. Pastor Marcos Pereira, tu és homem de Deus, Ungido do Senhor. Guardadas as devidas proporções, os profetas e apóstolos também foram perseguidos, experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões. Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada, desamparados, aflitos e maltratados. Homens dos quais o mundo não era digno.

FORÇA ADUD, FORÇA PASTOR MARCOS PEREIRA, AS SUAS OVELHAS CONHECEM O SEU PASTOR!”

ADUD2

Leia Mais

Facebook vira sabor de sorvete na Croácia

foto: Mashable
foto: Mashable

Publicado no Olhar Digital

Qual será o sabor de uma rede social? Uma sorveteria na Croácia diz ter conseguido encontrar o sabor do Facebook e já comercializa sorvete com a marca da página de Mark Zuckerberg.

A Valentino Ice Cream, localizada em Tisno, na ilha de Murter, passou a oferecer aos seus clientes um tipo de sorvete azulado, lembrando as cores da rede social.

Segundo um de seus donos, Admir Adil, a ideia surgiu quando ele viu sua filha de 15 anos viciada na rede social. Então ele pensou em criar um sabor de sorvete para atingir o público obcecado por acessar o Facebook.

O sabor não é nada realmente muito especial, já que é apenas xarope azul sobre um sorvete de baunilha com uma plaquinha com o logotipo do Facebook em cima. Uma porção custa 1 euro (R$ 3,01) e tem gosto de chiclete.

Contudo, mesmo com tanta simplicidade e sem autorização oficial da empresa, o sorvete tem sido um sucesso entre os transeuntes que percebem imediatamente o logotipo da rede social e se interessam no produto.

Via Mashable

dica do Jarbas Aragão

Leia Mais