Com Marina, intenções de voto no PSB sobem 300% entre jovens e pentecostais

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Wellington Ramalhoso, na Folha de S.Paulo

A pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (18) mostra que a possibilidade de a ex-senadora Marina Silva encabeçar a chapa do PSB faz crescer as intenções de voto no partido e que o aumento é ainda mais expressivo entre os evangélicos pentecostais e os jovens. Nos dois segmentos, o salto é de 300%.

No total da amostra de 2.843 entrevistados, Marina aparece com 21% das intenções de voto, quase o triplo dos 8% que o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos tinha no levantamento anterior do instituto, divulgado em 17 de julho.

A presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, permaneceu na liderança com 36%. O senador Aécio Neves (MG), candidato a presidente pelo PSDB, se manteve com 20%.

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para cima ou para baixo, mas ela sobe nos estratos por causa do número menor de entrevistas feitas dentro de cada um deles.

Entre os evangélicos pentecostais, Campos estava com 6% em julho e Marina obtém agora 24%, o que a coloca em empate técnico com Dilma no primeiro lugar.

A petista tem 32% entre os pentecostais, mas o empate com Marina acontece porque a margem de erro no segmento é de quatro pontos para mais ou para menos.

Neste estrato religioso, Aécio aparece em terceiro lugar, com 15%, e a soma de indecisos e eleitores dispostos a votar em branco ou nulo despencou de 31% em julho para 17% em agosto.

Entre os eleitores de 16 a 24 anos, Campos possuía 7% no mês passado e Marina angaria o apoio de 28% em agosto. Neste segmento, a margem de erro é de cinco pontos. Dessa forma, a ex-senadora fica em empate técnico com Dilma, que soma 32%, mas também com Aécio, que tem 18%.

Com a hipótese de Marina ser candidata a presidente, a proporção de eleitores indecisos ou dispostos a votar em branco ou nulo caiu praticamente pela metade nesta faixa etária: de 29% para 15%.

Mesmo com a margem de erro mais elevada, o resultado indica o potencial de Marina nos dois segmentos. Candidata a vice, a ex-senadora deve ser elevada à condição de candidata a presidente depois da morte de Eduardo Campos em um acidente de avião na semana passada em Santos (SP).

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