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Em poema, pastor planeja encontro de Niemeyer com anjos no céu

O pastor luterano Mozart Noronha chamou a atenção pela forma com que conduziu sua participação no culto ecumênico em homenagem ao arquiteto Oscar Niemeyer

Juliana Prado, no Terra

Quem esperava que o culto ecumênico em homenagem ao arquiteto Oscar Niemeyer, o ateu comunista, fosse motivo de algum constrangimento, se surpreendeu. Na tarde desta sexta-feira, o penúltimo ato formal de despedida ao arquiteto, morto aos 104 anos no Rio de Janeiro, foi marcado por várias citações descontraídas ao ateísmo de Niemeyer e também ao fato de ele ser comunista.

Foi a própria dupla de padres, além de um pastor e um rabino, a responsável por dar um tom ameno à celebração – mesmo que o burburinho reinante fosse de que não combinava realizar um ato religioso para celebrar a alma de um ateu. O pastor luterano Mozart Noronha chamou a atenção pela forma com que conduziu sua participação na cerimônia. Mais que demonstrar respeito à opção de Niemeyer pela ausência de uma prática religiosa, homenageou o arquiteto com um poema. Nele, ao chegar no imaginário céu, Niemeyer, com a bandeira comunista em punho, pergunta pelo companheiro Luiz Carlos Prestes e ainda é recebido por anjos em coro da Internacional Comunista. Ao final da peleja, uma sutil controvérsia: é convidado a entrar no cenário celestial, aquele que nunca acreditou existir. Afinal, para Niemeyer, a visão da vida sempre foi de finitude, bastante crua e prática: “a vida é um sopro, um minuto. A gente nasce, morre. O ser humano é um ser completamente abandonado…” , dizia o arquiteto.

A seguir, a íntegra do texto do pastor-poeta, lido no culto ecumênico:

Numa tarde de verão,
Dia cinco de dezembro
Do ano dois mil e doze,
Vi a Santíssima Trindade
Reunida de emergência,
Ordenando aos seus apóstolos
Receberem Niemeyer
O incansável guerreiro
Que do Rio de Janeiro
Partiu para a eternidade
Deus estava mui feliz
O espírito nem se fala!
E na comunhão do além
Recomendaram que os anjos
Organizassem um coral
Em homenagem ao arquiteto
Cantando a Internacional.

Logo os músicos reunidos,
Sopranos, baixos e tenores,
Com todos os seus instrumentos
Entoaram uns mil louvores
Externando os sentimentos.

Juntaram-se os trovadores,
Mil pintores e poetas,
Abraçando os escritores
Numa festa sem igual.
Niemeyer vestia azul,
Com a bandeira vermelha
Segurada à mão esquerda,
Bem como a foice-martelo.
Indagou por Carlos Prestes
E todos os seus companheiros.

Deus que sempre sentiu dores
De um povo pobre e oprimido
Disse: entre aqui, Niemeyer.
No céu você tem lugar.

dica do Norberto Carlos Marquardt

Preso tem perfil no Facebook atualizado via celular no Rio

Perfil de preso já foi atualizado seis vezes desde que ele entrou no Complexo Penitenciário de Bangu (Foto: Facebook/Reprodução)
Perfil de preso foi atualizado seis vezes desde que ele entrou no Complexo Penitenciário de Bangu (Foto: Facebook/Reprodução)

Priscilla Souza, no G1

Atualizar a página do Facebook e interagir com os amigos pela rede social usando o celular. Seria um comportamento considerado comum nos dias de hoje, se o dono do perfil em questão não fosse um preso da Cadeia Pública Paulo Roberto Rocha, no Complexo Penitenciário de Bangu, na Zona Oeste do Rio.

A página pessoal de Fernando Cristovão Gonçalves Duarte, que ainda aguarda julgamento, mostra que as atualizações são feitas através de um celular. Desde o dia 22 de agosto, quando Fernando entrou no sistema penitenciário do estado, o perfil do preso já foi atualizado seis vezes. Fernando é militar e foi preso por infringir o artigo 240 do código penal militar: roubo de munição.

Num post do dia 27 de outubro,  ele afirma que “prisão perpétua é a morte” e diz que voltará. Em um comentário, uma amiga pergunta por onde ele anda e Fernando responde: “em bangu resolvendo uns problemas”.

Três dias depois, aparecem duas novas atualizações. Primeiro, ele reclama da prisão: “aqui até os mais forte fica fraco (sic)”. Em seguida, o preso se queixa do fato de ter sido abandonado por algumas pessoas. “Mas aqui eu to aprendendo o quanto o ser humano vale nada! Pior que isso só quem te virou as costas”, diz o post.

Mais recentemente, no dia 5 de novembro, há a seguinte frase: “tá acabando o sofrimento, a festa tá chegando”, possivelmente se referindo a sua data de aniversário: 30 de dezembro. Neste mesmo post, Fernando recebe o apoio de vários amigos com frases do tipo: “fé em Deus” e “que a sua liberdade chegue logo”.

Questionado por um amigo, ele responde: "estou em bangu resolvendo uns problemas" (Foto: Facebook/Reprodução)
Questionado por uma amiga, ele responde: “estou em bangu resolvendo uns problemas” (Foto: Facebook/Reprodução)

Secretaria fez revista em cela
Após ser informada pelo G1 sobre o caso, a Secretaria estadual de Administração Penitenciária (SEAP) afirmou, por meio de nota, que foi realizada uma operação de revista, na noite desta segunda-feira (19), na cela do interno Fernando Cristovão Gonçalves Duarte, sem que fosse localizado qualquer tipo de objeto ou material ilícito.

A secretaria informou ainda que o preso foi levado para a Penitenciária Laércio da Costa Pelegrino (Bangu 1), por medida de segurança, e que foi aberta uma sindicância interna para apurar os fatos, acrescentando que foram tomadas as providências necessárias.

Depoimento
Segundo a Secretaria estadual de Administração Penitenciária, durante depoimento, nesta terça-feira (20), o preso negou ter acesso a internet via celular e alegou que sua mulher e seu primo é que atualizam o perfil dele no Facebook.

Série documenta a história de amor entre uma mulher e um gato resgatado das ruas

Jaque Barbosa, no Hypeness

Cat lovers gonna love. Treze anos atrás, a fotógrafa japonesa Miyoko Ihara começou a documentar a relação da sua avó de 88 anos, Misa, com seu gatinho de olhos bicolores, Fukumaru. Desde que a senhora encontrou o bichinho, ainda filhote, abandonado nas ruas, ela o resgatou e eles nunca mais se separam.

Essa linda história de amor foi documentada num livro de fotografias, chamado de Misao the Big Mama and Fukumaru the Cat. As fotografias são lindas e, se reparar nas entrelinhas, é possível observar o laço de amizade e a parceria verdadeira que extravasa pelo olhar do gato e de Misa.

ps: não conseguimos descobrir se Fukumaru é um nome masculino ou feminino. Se alguém souber, por favor nos avise.


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