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Em defesa das almas indígenas

Missões evangélicas, acusadas de proselitismo contra indígenas, usam Comissão de Direitos Humanos para pressionar governo e ter acesso as aldeias

Felipe Milanez, na CartaCapital

Ronaldo Lidório, "coordenador de pesquisa" do Departamento de Assuntos Indígenas da Associação Brasileira de Missões (AMTB), prega em encontro evangélico. Ele disse que são necessários mais 500 missionários para traduzir a bíblia para todas as linguas indígenas do Brasil.

Ronaldo Lidório, “coordenador de pesquisa” do Departamento de Assuntos Indígenas da Associação Brasileira de Missões (AMTB), prega em encontro evangélico. Ele disse que são necessários mais 500 missionários para traduzir a bíblia para todas as linguas indígenas do Brasil.

Nesta quarta-feira 11, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara vai debater o tema da liberdade das almas indígenas. Uma discussão um tanto surpreendente para o Legislativo. O tema é “atuação de instituições religiosas entre os povos indígenas”

Quem propôs o debate é o pastor evangélico Eurico, deputado pelo PSB de Pernambuco. Segundo ele, “entidades governamentais têm impedido a continuidade do trabalho de missões religiosas, especialmente as católicas e evangélicas, nas comunidades indígenas.”

Marcos Feliciano, o polêmico pastor conhecido por declarações homofóbicas e racistas, capo da Comissão, topou, como era de se esperar. Foi convencido pela justificativa de que: “Cabe a esta comissão debater a melhor forma de participação dessas instituições religiosas em detrimento do que permite a legislação brasileira sobre o tema”.

Convidaram a presidenta da Funai, o secretário-executivo do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), ligado a Igreja Católica, e também o pastor Ronaldo Lidório, “coordenador de pesquisa” do Departamento de Assuntos Indígenas da Associação Brasileira de Missões (AMTB), e o pastor Henrique Terena, indígena que é o presidente do Conselho Nacional de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas (Conplei). A AMTB e o Conplei, no caso, representam as agências missionários históricas que querem evangelizar os povos indígenas.

É difícil que o debate esclareça alguma coisa a não ser expor a aliança, nem sempre eficaz, entre missionários evangélicos de igrejas históricas, como presbiterianos e metodistas, com os congressistas neopentecostais. As vítimas, no entanto, são evidentes: as sociedades indígenas e, claro, a humanidade como um todo.

O que está em discussão na Comissão (de “direitos humanos”?) é a conquista das almas indígenas. A determinação bíblica, na crença destes missionários, consta no Evangelho Segundo Marcos. Ele conta que Jesus teria lhe dito para ir a todo lugar e pregar o evangelho para todas as “criaturas”. E quem não for convertido será condenado. É a teoria do pecado original. Os evangélicos históricos querem ter acesso livre para praticar o proselitismo religioso e tentar converter indígenas a partir da metodologia das missões: enviar missionários até os “confins do mundo”, como dizem, para traduzir a bíblia, pregar, converter e construir igrejas entre todos os povos do mundo. E usam os meios de que dispõe para pressionar o governo.

Na visão combativa dessas “missões”, todo empecilho à evangelização deve ser enfrentado. Como o presidente da New Tribes Mission (que integra a AMTB de Lidório), Edward Luz, me disse em um congresso: “Se [o governo] proíbe pregar o evangelho, está proibindo a liberdade da adoração; proíbe o autor do evangelho, o senhor Jesus; e proibiu a Bíblia, proibiu o Deus criador. E nós partimos para um confronto”.

As missões foram expulsas das terras indígenas pela Funai em 1991, durante a gestão de Sidnei Possuelo. Haviam acusações de diversos tipos, como genocídio, escravidão, exploração sexual, e uma conturbada séries de relações com o Estado, principalmente monopolizando o acesso a saúde e a educação, no que decorria um problema fundamental: as missões visam evangelizar os índios, e num estado laico, isso não pode ser permitido.

Desde então, a retórica missionária para buscar alguma legitimidade passou a ser maquiar ou disfarçar o desejo proselitista, a conversão, forçada ou não, a ferro e a fogo ou só na conversa.

A questão do Estado laico no Brasil é urgente e merece extrema atenção. Proteger as sociedades indígenas do ataque religioso não se trata de ações de governo, mas de princípio da Constituição Federal, inscrito no artigo 4, inciso III, de garantir a “autodeterminação dos povos”. E no artigo 5, inciso VI, a proteção aos “locais de culto”, ou seja, os territórios indígenas: é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias.

A retórica missionária protestante prega uma suposta “liberdade de escolha”. Nessa concepção, a possibilidade de escolha se daria, em forma hipotética, é claro, a partir da apresentação das religiões disponíveis. Como se todas as religiões que foram criadas pela humanidade ao longo dos últimos 10 mil anos estivessem em um cardápio. Como não estão, “oferecem” o protestantismo.

Esse argumento desenvolve a determinação bíblica de Marcos de que todos devem seguir a doutrina cristã. Os indígenas, após a leitura da bíblia na sua língua, deveriam tomar a decisão de ser cristão, ou de negar ser cristão. No Brasil, são mais de 180 línguas.

Ser cristão, ou não ser no sentido de negar a ser, é a suposta “liberdade”.

É evidente que se trata de uma falácia retórica que serve, apenas, para justificar o proselitismo. Isso reflete a vontade de impor uma única visão religiosa possível para todos os humanos do planeta. Quem estiver de fora, deve arder no inferno, seja na vida, seja após a morte.

Qual a gravidade disso?

Primeiro, a atuação das missões é etnocida. Provoca o etnocídio entre as sociedades indígenas onde atuam. Segundo o antropólogo francês Pierre Clastres: “O etnocídio, portanto, é a destruição sistemática de modos de vida e de pensamento de pessoas diferentes daquelas que conduzem a empresa da destruição. Em suma, o genocídio assassina os povos em seus corpos e o etnocídio os mata em seu espírito.”

Depois, o genocídio em si mesmo, a morte total e completa de um povo, o extermínio. Isso aconteceu, conforme denuncia da Funai, entre o povo Zoé no final da década de 1980, por atuação da New Tribes.

Também, o trabalho escravo, quando índios são escravizados para construir templos, pistas de avião, trabalhos domésticos para os missionários – acusações recorrentes entre as agências missionárias. Por exemplo, essa foi uma das justificativas dos Yawanawa, no Acre, para a expulsão da New Tribes de seu território.

Entre outros fatos, igualmente terríveis, como a perversa associação entre missões e o Estado no passado, como o uso do acesso a medicamentos para trocar aspirina e remédios pela conversão. É o que aconteceu, por exemplo, entre os Karajá, na Ilha do Bananal.

A atuação da missão Jovens com Uma Missão – Jocum –, como mostrei há alguns anos aqui na CartaCapital, provocou uma onda de suicídios entre os suruwahá, além da acusação de outro diversos crimes na aldeia – e loucuras, como a de trazer um xamã maori, da Nova Zelândia, para realizar um ritual de exorcismo no meio da Amazônia. Foram expulsos da aldeia pela Funai, sob determinação do Ministério Público Federal do Amazonas, acusados de uma série de crimes que foram compilados em um relatório da Funai, como publiquei.

A corrida pelas almas indígenas visa abastecer um verdadeiro mercado de almas, a custa do etnocídio, conforme reportagem na revista RollingStone publicada em dezembro de 2011.

O valor das almas no mercado das missões evangélicas pode variar muito. As mais caras e valiosas são a de pequenos povos que falam línguas isoladas ou ainda sem gramática traduzida. Nesses casos, o esforço é grande para traduzir a bíblia, e cada alma recebe mais investimentos da agência missionária para ser conquistada.

Os índios considerados “isolados”, que vivem em “isolamento voluntário”, ou então, apenas livres na floresta sem querer se aproximar das sociedades que os cercam, são o grande objeto de cobiça. E nesse caso, como são mais vulneráveis a epidemias, é maior o risco de um genocídio. Como a New Tribes Mission é acusada de praticar com os Zoé.

Nessa disputa de almas, há valores envolvidos. Há dinheiro, poder, controle de territórios, de mercados. A ética protestante, escreveu Max Weber no início do século, pode contribuir para o avanço do capitalismo. No caso das agências missionárias que tentam conquistar almas selvagens (“selvagem” no sentido de Levy-Strauss), as vinculações com capitalistas chegam a ser diabólicas, para fazermos uma analogia maldosa.

Exemplo: foram financiados por Rockfeller no pós-guerra. O milionário americano esperava encontrar petróleo nessa busca cristã por almas. E conseguiu, no Equador. As missões chegaram antes da exploração, converteram, “civilizaram”, e contribuíram para fulminar a resistência que os indígenas tinham aos planos petroleiros em suas terras.

Na região de Santarém, onde missionários da New Tribes Mission haviam sido expulsos dos Zoé, alianças inescrupulosas foram feitas para arregimentar almas ribeirinhas, de castanheiros, quilombolas, e fortalecer a religião entre os way-way e utilizar os way-way como mensageiros da fé. Os agentes missionários em Santarém passaram a ser contratados por madeireiros e sojeiros em disputa territorial contra os povos indígenas (relação parecida aconteceu com os garimpeiros no Amapá, outro exemplo). Em razão de problemas éticos, um deles, o antropólogo Edward M. Luz, filho do presidente da New Tribes Mission (de mesmo nome, Edward Luz, citado acima), foi expulso da Associação Brasileira de Antropologia. Em nota: “A ABA esclarece que o Sr. Edward Luz foi expulso do seu quadro de associados em reunião realizada em Brasilia, no dia 11 de janeiro de 2013. Não corrobora e não considera justas as manifestações deste senhor.” Luz publicou um texto no qual dizia: “não fui expulso da ABA. Pedi para sair ao constatar total compromisso e submissão da ABA ao Movimento Indígena”.

Algumas acusações contra Luz, que faz parte do mesmo grupo da AMTB e da Unievangélica, de Anapolis, constam num relatório feito pelo antropólogo Leandro Mahalem que podem ser acessado nesse link.

A Comissão de Direitos Humanos, a cada dia, segue misturando religião com Estado, rasgando a laicidade, e promovendo violência contra as minorias. Os missionários tentam pressionar o governo para que possam pregar o evangelho nas aldeias, promovendo assim o proselitismo religioso. Querem pregar de forma aberta, pois escondido já o fazem. É o caso, por exemplo, de uma professora  municipal, também missionária entre os arawete, na região de Altamira. Ela utiliza o serviço público para praticar o proselitismo. A Funai regional em Altamira abriu processo para a sua expulsão da aldeia. Será que esse caso, que merece investigação, vai ser debatido na Comissão?

dica do Alex Fajardo

“Pessoas não são aplicativos”, afirma estudo de universidade catarinense

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Publicado por Paulo Brabo

ORLEANS, SC. Um estudo publicado pela Universidade Federal de Orleans, em Santa Catarina, concluiu que pessoas não são aplicativos da internet, e não precisam estar disponíveis cem por cento do tempo para produzir satisfação no seu público consumidor de amigos e conhecidos.

Durante três semanas o estudo acompanhou os hábitos de 12 pessoas e sua interação com familiares e amigos. Hugo Parbá, professor de Antropologia e Webcinese, autor de Vida além da net, afirma ter encontrado indícios de vida offline em pelo menos 20% dos integrantes do grupo teste.

“Aparentemente não é preciso estar conectado 100% do tempo e passar o dia promovendo as suas próprias atividades na net para que as pessoas se lembrem de você”, afirma Parbá. “Encontramos indicações de que as pessoas talvez continuem a gostar de você mesmo sem que as duas partes tenham acesso à rede em um dado momento. Pelo que sabemos essa afeição offline pode durar meses, quem sabe anos, mas testes adicionais serão necessários.”

Estudos que buscam indícios de vida offline enfrentam oposição e ceticismo em diversos círculos acadêmicos. “Isso é pseudociência”, opinou o filósofo e ensaísta Luiz Felipe Pondé quando tomou conhecimento da pesquisa. “A internet é tudo que existe, existiu ou existirá”, completou o escritor, citando o subtítulo de seu novo livro, A rede é o peixe.

Técnica cria esperma feminino e óvulo masculino

ovuloVanessa Daraya, na INFO Online

São Paulo – Fêmeas podem produzir espermatozoides e machos conseguem fazer óvulos. Parece loucura, mas pesquisadores da Universidade de Kyoto, no Japão, descobriram que é possível.

Um artigo publicado na revista Scientific American explica que Katsuhiko Hayashi e seu orientador Mitinori Saitou usaram células da pele de camundongos para criar células-tronco germinativas primordiais (CGP). Estas células foram, então, transformadas em espermatozoides e óvulos.

Embora a técnica ainda esteja no começo, as possibilidades são surpreendentes. As células de um rato macho podem ser convertidas em óvulos. Com isso, os ratos que eram inférteis podem se tornar férteis novamente, transformando as células da pele em células germinativas viáveis. Essas células já foram usadas para criar um rato bebê, que nasceu em perfeitas condições de saúde.

A pesquisa inicial foi feita em outubro do ano passado. Desde então, cientistas do mundo todo perceberam o potencial da pesquisa. Pesquisadores têm replicado a técnica, mas continuam incapazes de produzir filhotes vivos.

Agora, a equipe de Hayashi está envolvida em estudar como o seu trabalho pode ser aplicado em seres humanos. Isso poderia significar uma nova esperança para casais inférteis ou casais homossexuais.

Mas os cientistas ressaltam que esse é um salto muito grande. O método usado para transformar a pele em células germinativas pode desenvolver anormalidades cromossômicas e mutações genéticas. O acesso restrito a embriões humanos para experiências também é um obstáculo.

Os cientistas, portanto, concordam que a pesquisa é interessante. Mas ainda serão necessários muitos anos antes que qualquer tratamento viável para a infertilidade seja usado pela medicina.

dica do Sidnei Carvalho de Souza

Facebook encabeça projeto para levar web a 5 bilhões de pessoas

Samsung, Nokia e Ericsson são parceiras. Estratégia de ação ainda não é clara

Mark Zuckerberg fala durante o lançamento do novo celular do Facebook com sistema Android (foto: Justin Sullivan/AFP)

Mark Zuckerberg fala durante o lançamento do novo celular do Facebook com sistema Android (foto: Justin Sullivan/AFP)

Publicado na Veja online

Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, anunciou nesta quarta-feira o lançamento de um projeto que pretende promover o acesso à internet a 5 bilhões de pessoas no planeta. São parceiros da iniciativa grandes empresas do setor de tecnologia, como Samsung, Nokia, Opera, Media Tek, Ericsson e Qualcomm, que concentraram esforços no site internet.org. ”Durante nove anos, eu estive envolvido em uma missão para conectar o mundo”, afirmou Zuckerberg em um post em seu perfil no Facebook. “Para realizar o sonho de conectar os 5 bilhões, seremos obrigados a resolver um grande problema: a grande maioria da população que não tem acesso à internet.”

As companhias não ofereceram detalhes sobre o papel de cada uma no projeto, tampouco de que forma ele pode promover a conexão à web. A composição do time, contudo, sugere que a conexão se derá por via móvel, uma vez que os participantes são especializados nesse setor. Por exemplo, tanto a sueca Ericsson quanto a taiwanesa Media Tek têm experiência na área de comunicação sem fio e infraestrutura de redes móveis. A sul-coreana Samsung e a finlandesa Nokia são especializadas no desenvolvimento de celulares, smartphones e tablets – muitos dos quais utilizam processadores e componentes desenvolvidos pela americana Qualcomm. Por sua vez, a norueguesa Opera é capaz de desenvolver plataformas de navegação na web.

“Conectar 5 bilhões de pessoas será um grande esforço global que exigirá inovação contínua. Desenvolvedores, operadoras móveis e fabricantes de dispositivos trabalharão juntos para introduzir modelos empresariais que proporcionem às pessoas mais formas para acessar a internet”, diz texto presente na página.

De acordo com dados divulgados pelo próprio Facebook, 2,7 bilhões de pessoas têm acesso à rede mundial de computadores atualmente. O número, que representa um terço da população mundial, leva em conta o acesso a partir de diversos dispositivos, incluindo os móveis como celulares, smartphones e tablets.

No Brasil, o Facebook fechou acordo com as principais operadoras para oferecer seus serviços gratuitamente aos usuários de celulares de baixo custo. A rede tem 76 milhões de usuários ativos por mês no país, dos quais 44 milhões acessam o serviço a partir de dispositivos móveis.

CFM promete barrar convênio do governo para importação de 4 mil médicos cubanos

Para entidade médica, anúncio é ‘eleitoreiro, irresponsável e desrespeitoso’

Conselho Federal de Medicina

Publicado no Estadão

O Conselho Federal de Medicina (CFM) classificou como “eleitoreiro, irresponsável e desrespeitoso” o anúncio feito pelo governo de contratar médicos cubanos para atuar no País. Por meio de nota, o órgão afirmou que vai recorrer às “medidas judiciais cabíveis” para barrar a importação dos profissionais.

“O CFM condena de forma veemente a decisão irresponsável do Ministério da Saúde que, ao promover a vinda de médicos cubanos sem a devida revalidação de seus diplomas e sem comprovar domínio do idioma português, desrespeita a legislação, fere os direitos humanos e coloca em risco a saúde dos brasileiros”, afirmou a entidade.

O anúncio, de acordo com o CFM, evidencia a real intenção do governo de “abrir as portas do País para profissionais formados em Cuba, sem qualquer avaliação de competência e capacidade”. A avaliação do conselho é de que o programa Mais Médicos, com “prazos inexequíveis e falhas de sistemas”, desde sua concepção já apontava para o desfecho anunciado.

“Alertamos à sociedade que o Brasil entra perigosamente no território da pseudoassistência calcada em evidentes interesses pessoais e políticos eleitorais. Todos os brasileiros devem ter acesso ao atendimento universal, integral, gratuito e com equidade, conforme previsto pela Constituição ao criar o Sistema Único de Saúde SUS”, afirmou o CFM.

O presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Florentino Cardoso, também criticou a medida e disse que o acordo já era esperado. “Este convênio não é surpresa. Desde que o governo lançou o Mais Médicos, a gente sabia que o foco era trazer médicos formados em Cuba, brasileiros ou não.”

De acordo com o dirigente, a classe já planeja resposta na Justiça para tentar barrar o convênio. “O próximo passo é tentar evitar judicialmente que isso ocorra. Ainda precisamos ver qual é o melhor instrumento legal para usar”, diz.