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Motorista que atropelou ciclista na av. Paulista tinha bebido e dirigia em zigue-zague, dizem testemunhas

O motorista Alex Siwek, 22, que atropelou um ciclista na manhã deste domingo (10) na avenida Paulista, chega ao 78º DP, nos Jardins, na zona oeste da capital. O ciclista teve o braço amputado pelo veículo que o atropelou Mais Nelson Antoine/Fotoarena/Estadão Conteúdo

O motorista Alex Siwek, 22, que atropelou um ciclista na manhã deste domingo (10) na avenida Paulista, chega ao 78º DP, nos Jardins, na zona oeste da capital. O ciclista teve o braço amputado pelo veículo que o atropelou Mais Nelson Antoine/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Débora Melo, no UOL

O motorista que atropelou um ciclista na avenida Paulista, região central de São Paulo, na manhã deste domingo (10), tinha ingerido bebida alcoólica e trafegava em velocidade incompatível com a via, dirigindo em zigue-zague, segundo testemunhas.

O cliclista David Santos de Souza, 21, teve o braço decepado no acidente. O motorista, o estudante de psicologia Alex Siwek, 22, fugiu sem prestar socorro e, depois, jogou o braço da vítima em um córrego da zona sul.

De acordo com Luis Francisco Segantin Junior, delegado-assistente do 78º DP (Jardins), que investiga o caso, um amigo do motorista –que estava no carro– contou que eles tinham ido à casa noturna Josephine, no Itaim Bibi (zona sul), onde beberam.

“O consumo de bebida alcoólica foi confirmado pela pessoa que estava com ele. Mas não posso dizer que ele estava embriagado.” Segundo o delegado, Siwek se recusou a fazer o teste do bafômetro.

“Todas as pessoas que tiveram contato com o autor dos fatos, inclusive PMs que atenderam a ocorrência, disseram que ele aparentava embriaguez”, completou Segantin Junior.

“Testemunhas também disseram que ele fazia zigue-zague pela Paulista. Ele entrava e saía da faixa reservada para os ciclistas, que já estava separada por cones, e chegou a derrubar alguns.” De acordo com o delegado, imagens de vídeo já foram solicitadas à CET (Companhia de Engenharia de Tráfego).

A faixa de lazer exclusiva para ciclistas da av. Paulista funciona aos domingos e feriados, das 7h às 16h. Segundo a polícia, no momento do acidente o ciclista andava na faixa, que não estava operando, mas que já estava separada por cones das demais.

Em depoimento, Siwek disse à polícia que só depois notou a presença do braço da vítima em seu carro. Médicos do HC (Hospital das Clínicas), onde Souza está internado, informaram à polícia que o braço da vítima poderia ter sido reimplantado caso fosse encontrado a tempo. De acordo com a assessoria de imprensa do HC, o quadro de saúde de Souza é “estável”. O braço, porém, não poderá ser reimplantado mesmo que seja encontrado.

O ciclista, que estava a caminho do trabalho no momento do acidente, costumava fazer o trajeto de bicicleta, segundo a polícia.

Motorista deve ser indiciado por quatro crimes

Alex Siwek foi encaminhado na noite deste domingo ao 2º DP (Bom Retiro), na região central da capital. De acordo com o delegado Segantin Junior, a manutenção da prisão depende “de manifestação judicial”.

Siwek deverá ser indiciado por quatro crimes: tentativa de homicídio doloso (por ter assumido o risco de matar), omissão de socorro, embriaguez ao volante e fraude processual (porque tentou se desfazer do braço da vítima).

“[O motorista] se recusou a fazer o teste de dosagem alcoólica [bafômetro] e de sangue e urina, mas fez o exame clínico de embriaguez. Estamos aguardando o resultado desse exame, que deve sair amanhã”, disse Segantin.

Um dos advogados de Siwek, Pablo Naves Testoni, disse que o motorista se reservou o direito de ficar calado e só vai se manifestar em juízo. Segundo ele, Siwek está “chocado” com o acidente.

“Muita prova que for produzida irá constar nos autos: eventual embriaguez, eventual velocidade”, disse. “Algumas testemunhas disseram que ele estava em velocidade incompatível e que fazia zigue-zague. Outras disseram que ele não estava em velocidade incompatível. E ele mesmo diz que teve que fazer uma manobra brusca quando aconteceu o acidente.”

O acidente

O acidente ocorreu na altura da estação Brigadeiro do metrô, na faixa sentido Paraíso da avenida Paulista, por volta das 5h30 deste domingo (10).

Nesse horário, a ciclofaixa de lazer da avenida ainda está desativada –o horário de funcionamento da faixa exclusiva para ciclistas é das 7h às 16h, aos domingos e feriados.

O motorista fugiu do local levando o braço da vítima no veículo. Posteriormente, jogou o membro no córrego da rua Ricardo Jafet, na zona sul da cidade. À polícia o motorista disse que o braço da vítima caiu dentro do carro, mas que só percebeu a presença do membro mais tarde.

Depois, Siwek se apresentou ao 3º batalhão da PM, na Saúde. Na tentativa de encontrar o braço do ciclista, os policiais refizeram, com Siwek, o trajeto realizado pelo motorista.

Protestos

Em protestos, ciclistas deitaram-se na avenida Paulista na noite deste domingo (10), interditando três faixas da via no sentido da Vila Mariana.

Na noite de sábado (9), a avenida Paulista foi palco de outro protesto: o “Naked Bike Ride” (passeio de bicicleta pelado), no qual dezenas de manifestantes nus pedalaram pela via reivindicando mais respeito pelos direitos dos ciclistas.

Alex Siwek, 22, estudante de psicologia, acusado de atropelar um ciclista na avenida Paulista na manhã deste domingo (10), é transferido para o 2º DP Bom Retiro, na região central de São Paulo Mais Reinaldo Canato/UOL

Alex Siwek, 22, estudante de psicologia, acusado de atropelar um ciclista na avenida Paulista na manhã deste domingo (10), é transferido para o 2º DP Bom Retiro, na região central de São Paulo Mais Reinaldo Canato/UOL

Ciclista é atropelado na Av. Paulista e tem braço amputado no acidente

Segundo a polícia, motorista fugiu e jogou braço da vítima em córrego.
Vítima está internada com saúde estável; acidente ocorreu neste domingo.

Três faixas foram bloqueadas na Avenida Paulista após o acidente (Foto: G1)

Três faixas foram bloqueadas na Avenida Paulista após o acidente (Foto: G1)

Publicado originalmente no G1

O ciclista David Santos de Souza, de 21 anos, foi atropelado no início da manhã deste domingo (10), na Avenida Paulista, região central da cidade. De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o acidente ocorreu por volta das 5h30, no sentido Paraíso, próximo ao Metrô Brigadeiro. Com o acidente, o braço direito do ciclista foi amputado, segundo o Corpo de Bombeiros.

David está no Hospital das Clínicas com estado de saúde estável. Ele foi socorrido pelos bombeiros e levado para o hospital. A vítima está consciente e segue internada no Pronto-Socorro na tarde deste domingo.

Motorista que atropelou o ciclista na Av. Paulista chega com seu advogado ao 78º DP (Foto: Luiz Claudio Barbosa/Futura Press/Estadão Conteúdo)

Motorista que atropelou o ciclista na Av. Paulista
chega com seu advogado ao 78º DP (Foto: Luiz
Claudio Barbosa/Futura Press/Estadão Conteúdo)

Segundo a Polícia Militar, o motorista Alex Siwek, de 22 anos, estudante de psicologia, que atropelou o ciclista, fugiu sem prestar socorro e deixou o local com o braço da vítima, que segundo o motorista ficou preso no carro após o atropelamento. De acordo com a polícia, ele disse que jogou o braço em um córrego na Rua Ricardo Jafet após a fuga.

No início da tarde de domingo, Alex Siwek se apresentou na base do 3º Batalhão da PM, no bairro da Saúde, e foi conduzido ao 78º Distrito Policial, nos Jardins. Além do condutor, outras quatro testemunhas devem depor sobre o caso neste domingo.

“Segundo o que nos foi informado, os policiais militares refizeram, junto com o condutor, o trajeto percorrido após o atropelamento. Isso porque a vítima teve um braço amputado e os médicos afirmaram que seria possível um reimplante caso o membro fosse encontrado. Durante esse percurso, porém, o motorista contou que havia jogado o braço em um córrego na Rua Ricardo Jafet. Isso tornaria impossível a localização do membro”, afirmou ao G1 o investigador Eduardo Belmiro, que atua no 78º DP.

O motorista Alex Siwek comparece com a polícia em região do córrego na avenida Ricardo Jafet, onde ele confessou ter jogado o braço do ciclista que atropelou na Avenida Paulista, na manhã deste domingo (10) (Foto: Adriano Lima/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo)

O motorista Alex Siwek comparece com a polícia em região do córrego na avenida Ricardo Jafet, onde ele confessou ter jogado o braço do ciclista que atropelou na Avenida Paulista, na manhã deste domingo (10) (Foto: Adriano Lima/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo)

O advogado do motorista, Cássio Paoletti, que o acompanhava ao 78º Distrito Policial, disse que o cliente não prestou socorro à vítima porque temeu a reação de pessoas que estavam próximas ao local do acidente.

“Segundo ele, ele temia pela conduta dos que estavam ali presentes”, disse o advogado, sobre o fato de o motorista não ter prestado socorro à vítima. Questionado sobre o motivo de o jovem ter se desfeito do braço da vítima, ele disse: “Eu não posso entender. Como ser humano eu estou absolutamente chocado com isso. Eu acredito que foi um lampejo de consciência que o levou à polícia”, disse o advogado Cássio Paoletti.

Mãe do ciclista

Antonia Ferreira dos Santos, mãe do ciclista David Santos de Souza (Foto: Livia Machado)

Antonia Ferreira dos Santos, mãe do ciclista David
Santos de Souza (Foto: Livia Machado)

A empregada doméstica Antônia Ferreira dos Santos, de 51 anos, mãe do ciclista David Santos de Souza, disse que ouviu do filho a afirmação de que ele estava na ciclofaixa quando foi atingido pelo automóvel.

Antônia foi ao 78º Distrito Policial, dos Jardins, onde o motorista que atropelou seu filho presta esclarecimentos. Ao chegar, ela foi recebida com aplausos por cicloativistas que esperam do lado de fora.

No horário em que ocorreu o acidente, a ciclofaixa de lazer da Avenida Paulista ainda estava desativada. As ciclofaixas funcionam aos domingos e feriados nacionais, das 7h às 16h.
A bicicleta da vítima foi levada à delegacia e também pode ajudar a esclarecer o caso.

“Ele está muito assustado. Ele acha que está com o braço, mas sabe que não está. Espero justiça. Vamos procurar um advogado e ver o que vai acontecer. Isso vai ser uma luta muito grande para ele. Ele trabalha escalando prédios e gosta de adrenalina. Vai ser uma coisa muito ruim”, afirmou.

A mãe contou que o rapaz, que trabalha como limpador de vidros, saiu de Diadema, na Grande São Paulo, e se dirigia ao trabalho, em um prédio próximo ao Hospital das Clínicas.  De acordo com ela, o rapaz ia entrar às 6h no trabalho e deve ter saído de casa às 4h. Antônia afirmou que sugeria ao filho que fosse trabalhar de ônibus, mas ele preferia a bicicleta.

Pai do ciclista, o pintor Gerôncio Lopes de Souza, também afirmou que espera justiça. “A gente espera justiça. A gente vê muita gente que fica impune, mas a gente espera que a justiça seja feita.”

Ciclistas se reúnem em frente a delegacia nos Jardins (Foto: Lívia Machado/G1)

Ciclistas se reúnem em frente a delegacia nos
Jardins (Foto: Lívia Machado/G1)

Protestos

Ao retornar à delegacia neste início de tarde, o motorista foi recebido sob gritos de “assassino” e “porco” por um grupo de ciclistas que se reunia em frente ao Distrito Policial. Pela internet, cicloativistas planejam um protesto na Avenida Paulista, a partir das 16h deste domingo. “Não há um organizador. Isso está sendo feito pelas redes sociais”, explicou ao G1 Renata Falzoni, cicloativista e criadora do Night Bikers Club do Brasil.

Daniel Guth, 29 anos, que é consultor da área de mobilidade, está na delegacia desde as 11h30 para protestar. “É um absurdo o que aconteceu. Não foi um acidente, é mais uma tragédia envolvendo um ciclista”, disse. Guth participou, no sábado (9), da sexta edição do World Naked Bike Ride, um protesto que reuniu centenas de ciclistas na Avenida Paulista contra a poluição causada pelos carros e a vulnerabilidade dos cidadãos que escolheram a bicicleta como meio de transporte.

“Essa tragédia é superlativo do que acontece todos os dias com os ciclistas. Isso não é acidente. Do que sabemos, o motorista foi visto em zigue-zague na Avenida Paulista. Que tipo de cidadão é esse que arranca um braço, não presta socorro e percorre 7 km com o braço dentro do carro?”, questiona Renata Falzoni.

“Viemos para marcar presença. É mais uma vítima, mais uma tragédia que diz respeito aos ciclistas. Poderia ser com qualquer um de nós. Não entendo como alguém é capaz de atropelar e não prestar socorro”, afirmou Denise Markman.

Carro do Google Street View é acusado de atropelar e matar burro

Sequência mostra burro envolto em poeira, sugerindo que recém caiu, e depois apenas imóvel, deitado Foto: Reprodução

Sequência mostra burro envolto em poeira, sugerindo que recém caiu, e depois apenas imóvel, deitado
Foto: Reprodução

Publicado por Terra

Um carro do Google Street View teria atropelado e matado um burro em Botswana, onde o serviço está fazendo o mapeamento. O usuário @TheRealSheldonC do Twitter encontrou imagens das câmaras que mostram um burro de pé, antes da passagem do veículo, e  depois caído, sem se levantar mais.

A sequência mostra o burro deitado com uma nuvem de poeira, o que sugeriria que tinha sido atingido pelo carro e recém caíra – sendo capturado pela câmera traseira do carro. Usando as setas de navegação direcionais, há outra imagem que mostra o animal caído mas já sem nenhuma poeira ao redor, o que indicaria que caiu e não levantou mais – sugerindo que morreu.

O Google alega que quando o carro passou pelo burro, o animal já estava deitado. Segundo o gigante das buscas, logo depois o bicho levantou e começou a andar, sem sinais de estar ferido. “Nossa equipe do Street View leva muito a sério a segurança das pessoas e dos burros”, afirmou um porta-voz do Google.

A companhia de Mountain View diz que revisou as imagens feitas pelo carro no local e confirmou que o veículo “não causou nenhum ferimento ao burro”. Mas o site australiano Courier Mail discorda. Segundo a publicação, o Google enviou imagens que acabaram não sendo usadas no Street View mas que foram tiradas pelo carro, e que sustentariam a visão de que o bicho não foi atropelado.

Analisando as imagens, o site afirma que, se o acidente não ocorreu, então o burro estava andando de costa. Isso porque no momento inicial o animal estava deitado à esquerda, e no seguinte está de pé e do outro lado da estrada. Além disso, da segunda para a terceira foto, na ordem em que o Google diz que tudo aconteceu, o burro estaria andado de costas, por sua cabeça continua virada na direção do carro mas ele está mais distante. O site consultou um professor de zoologia que disse que burros não costumam andar longas distâncias de costas, apenas alguns passos.

Comprovado: TV faz mal às crianças

kickthebaby_thumbCarlos Cardoso, no Meio Bit

Os números são assustadores, mas reais: Anualmente nos EUA 13 mil crianças são machucadas da forma mais idiota e evitável possível: Derrubando o televisor em suas cabecinhas inocentes e curiosas. Pior: A cada 3 semanas uma criança morre por causa desse tipo de acidente.

70% das vítimas têm menos de 5 anos.

Esses números aumentaram em 31% na última década. A “culpa” é das TVs de tela plana. Antigamente era virtualmente impossível para um moleque atentado derrubar uma Telefunken 29 polegadas, que pesava uns 200kg. Hoje não só o peso como a estabilidade das TVs está bem diferente.

Em amo a minha Samsung Loura, mas balançando pela parte de cima ela treme toda. Uma pestinha dessas empurrando a TV invocará Newton E Darwin, e poderá acordar no hospital com cara de gato persa.

A culpa no caso é 100% dos pais. A mesma pesquisa identificou que 3/4 das TVs não estão presas nas paredes, mas apenas colocadas precariamente nos racks, com aquelas bases ridículas que não seguram nada. Os pais, botando o bolso na frente dos filhos temem danificar a parede ou instalar a TV corretamente.

Tem filho pequeno em casa? Não pense duas vezes: Compre um suporte de parede. Os bons modelos são seguros, flexíveis e permitem inclusive mais ângulos de visão do que a base original.