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Intolerância religiosa termina em morte em Caruaru (PE)

Foto: Blog do Adielson Galvão

Foto: Blog do Adielson Galvão

Publicado originalmente no Diário de Pernambuco

Um caso de intolerância religiosa terminou com uma pessoa morta e outras três feridas no município de Caruaru, no Agreste de Pernambuco. Sem aceitar que a família, a esposa e os filhos, se tornassem evangélicos, um homem identificado como Vicente Henrique de Andrade, de 50 anos, teria iniciado uma discussão com o filho adolescente de 16 anos e o perseguido com um arma pelo bairro de Vila Juriti.

Sogra do pastor  da igreja, Josefa Bezerra foi atingida e morreu.

Sogra do pastor da igreja, Josefa Bezerra foi atingida pelos disparos e faleceu.

O jovem foi se abrigar na igreja evangélica onde outros dois irmãos, Jeferson Henrique Monteiro de Andrade, de 19 anos e Rubens Henrique Monteiro de Andrade, 23, assistiam a um culto. Tentando atingir o filho adolescente, o homem efetuou vários disparos de arma de fogo dentro do templo religioso. O pânico tomou conta do local. As balas atingiram quatro pessoas: dois homens e duas mulheres.

Josefa Bezerra da Silva, de 46 anos, morreu na hora. Os feridos, identificados como Severino Pedro Oliveira da Silva, de 41 anos e Emerson Caetano dos Santos, 32 e  Marilene Nicácio da Silva foram socorridos para o Hospital Regional do Agreste (HRA).

O crime aconteceu por volta das 21h desta terça-feira e está sendo investigado pela polícia. O suspeito continua foragido.

Com informações da TV Clube

Leia mais sobre o caso aqui.

dica do Jénerson Alves e do Paulo Nailson

Humanidade precisa do Deus que se autoesvazia, diz filósofo

O mundo de múltiplas possibilidades religiosas e conexões sincretistas que hoje se apresenta precisa dessa ideia maluca do Deus que se autoesvazia. Ela inspira cristãos a conviverem com a pluralidade e a diversidade, afirmou Charles Taylor.

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Publicado no Instituto Humanas Unisinos

A reportagem é de Edelberto Behs e publicada pela Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação – ALC, 29-04-2013.

“Vivemos na fronteira” das convicções religiosas e é preciso conviver num mundo plural,  admitiu o filósofo canadense, que participou de conversatório com religiosos, teólogos, jornalistas e cientistas sociais reunidos na sexta-feira, 26, no Instituto Humanitas Unisinos – IHU, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos.

De adolescente confuso, na época do Concílio Vaticano II, Taylor  voltou a crer na fé católica inspirado pelas leituras dos teólogos Yves Congar e Henri de Lubac. “Hoje sou um octogenário confuso”, definiu-se, entre risos da plateia. Taylor, 81 anos, biografou três tipos de cristãos.

A primeira biografia diz respeito às pessoas que não perdem a fé, vêm de uma família cristã e creem assim como seus avós e pais acreditaram na mensagem evangélica. No segundo grupo estão aqueles que ainda creem, enquanto o terceiro grupo passou por um hiato, mas voltou a crer.

Taylor frisou a distinção de “ainda crer” e “crer novamente“. Cristãos do terceiro grupo descobriram nova caminhada, uma nova maneira de vivenciar a fé, diferente daquela professada por seus antepassados, e se entendem envolvidos numa busca constante.

Cristãos do primeiro grupo sentem-se ameaçados pelo processo de secularização e assumem uma postura defensiva e não entendem esse mundo de múltiplas possibilidades e conexões.

“É um erro pastoral agir dessa forma. Devemos conviver com esse tipo de pluralismo”, defendeu. O filósofo canadense aceita que as novas mídias ajudam a construir um mundo secular, mas elas apenas incrementam a sociabilidade difusa, não são cruciais e responsáveis pela constituição de uma nova ambiência que transforma a religião.

As novas tecnologias que marcam a sociedade da informação intensificam o que já vinha acontecendo, disse. A busca difusa teve início na sociedade protestante dos Estados Unidos. Pessoas buscavam respostas às suas perguntas fora dos limites do cristianismo, no budismo, no hinduísmo, “o que vem num crescendo na nossa época”, admitiu.

Ele “detestaria” ser papa diante de decisões importantes, como adoção do ministério feminino na Igreja Católica. “Nossos netos e bisnetos vão olhar para trás e perguntar – ‘o quê, mulheres não podiam ser ministras?’ A gente não pode ficar furioso e encarar isso com raiva”, admoestou, mas defendeu: “É preciso romper o vínculo entre sacerdócio e gênero.”

Taylor acredita que o cristianismo ainda tem um papel relevante na sociedade, mesmo que cristãos não saibam bem como conviver com a diversidade. O mundo moderno, disse, pode ser tudo, menos relativista. “Há malucos fundamentalistas por todo lado. Quando a Igreja fala a partir do Evangelho, ela sempre cativa pessoas”, afirmou.

Jornalista estuprada por adolescente é contra redução da maioridade penal

Luiza Pastor, 56, estuprada nos anos 1970 por um menor de idade

Luiza Pastor, 56, estuprada nos anos 1970 por um menor de idade

Publicado originalmente na Folha de S.Paulo

O principal argumento dos defensores da redução da maioridade penal pode ser sintetizado em uma frase: “Queria ver se fosse com você”.

Pois foi com a jornalista Luiza Pastor, 56, casada e mãe de uma menina. Com apenas 19 anos, Luiza, ainda estudante da USP, foi estuprada por um garoto menor de idade. Experiência tão traumática, entretanto, não a transformou em defensora da redução da maioridade penal.

*

Eu fui estuprada por um menor de idade e sou contra a redução da maioridade penal.

Era o ano de 1976 e eu, estudante ainda, trabalhava como secretária de um pequeno escritório em um prédio cheio das medidas de segurança ainda novas para a época –crachás, catracas de acesso, registro de documentos na entrada e montes de seguranças fardados, espalhados pelo saguão.

A porta do escritório estava aberta, à espera de alguém que havia marcado de vir na hora do almoço. O menino entreabriu a porta, perguntou alguma coisa, aproveitou para espiar e confirmar que só estava eu no local, e daí a pouco retornou, revólver em punho, fechando a porta atrás de si.

“Tire a roupa”, foi tudo o que ele disse, apontando a arma. E eu, morta de medo, obedeci.

Era óbvio que ele era muito novo, subnutrido provavelmente, a arma tremia em suas mãos. A única coisa que eu conseguia pensar era que não devia reagir. Aguentei a humilhação e a violência do estupro, chorando de raiva e vergonha, mas finalmente tudo acabou e ainda estava viva.

Ele me mandou ficar dentro do banheiro e sumiu, depois de ter escondido minhas roupas e levado uma pulseira de ostensiva bijuteria, além dos trocados para o ônibus.

A certa altura que considerei segura, me atrevi a sair. Um segurança do prédio, que havia visto a porta trancada com a chave do lado de fora e estranhou, veio perguntar se estava tudo bem. Não, não estava, explodi, gritei e, chorando, larguei tudo aberto e fui embora, em busca do colo de minha mãe.

Não, não fiz boletim de ocorrência, muito menos exame de corpo de delito. Eram tempos bicudos em que, estudante de jornalismo na USP, tinha mais medo da polícia que do bandido, por pior que ele fosse. Fiz os exames necessários no meu médico e me preparei para ir embora do Brasil para uma longa temporada.

JUSTIÇA x JUSTIÇAMENTO

Dias depois, chegou em casa uma intimação para que fosse identificar um suspeito, um certo P. S., detido a partir de denúncia feita pelos seguranças do prédio. Na delegacia, ao lado de meu pai, ouvi barbaridades sobre a ficha corrida do garoto.

Egresso de várias detenções, tinha o estupro por atividade predileta, mas sempre se safara. Filho de mãe prostituta e pai desconhecido, havia sido criado pela avó, uma senhora evangélica que tentara salvar-lhe a alma à custa de muitas surras. Era óbvio que algo havia dado muito errado no processo.

Enquanto o delegado nos contava tudo aquilo, outro policial entrou na sala e mandou a pérola: “Ah, de novo esse moleque? Esse não adianta prender, que o juiz manda soltar, o melhor é a gente deixar ele escapar e mandar logo um tiro. Vocês não acham?”

Não, eu não achava. Eu tinha claro que a vítima, ali, era eu. Que, se tivesse tido ferramenta, oportunidade e sangue frio, eu teria gostado de poder matar o safado que me violentara –e dormiria tranquila o resto da vida. Mas tinha mais claro ainda que a vingança que meu sangue pedia não cabia à Justiça, muito menos àquele que pretendia descontar no criminoso sua própria impotência.

Recusei-me a depor; nada mais disse. Eles não precisavam de mim para condená-lo; já tinham acusações suficientes e não me deram maior importância. Ainda me chamaram de covarde, por me discordar de um justiçamento.

E insinuaram que, se eu tinha pena dele, era porque, vai ver, tinha até gostado. Não preciso dizer do alívio que senti ao embarcar, dois dias depois, para fora deste país.

Nunca soube que fim levou o criminoso, nem quero saber. Não me sinto mais nobre ou generosa pelo que fiz, mas apenas cidadã que raciocina sobre a vida real.

Toda vez que ouço alguém defender a redução da maioridade penal como solução para o crime de menores, me lembro daquele P. S., de sua história, e renovo minha crença no que, naquele momento terrível, me ajudou a superar o trauma.

Sem dar a todos, menores e maiores, uma oportunidade de educação e de recuperação, algo que exige investimento e vontade política, uma política de Estado consciente de suas responsabilidades, teremos criminosos cada vez mais cruéis, formados e pós-graduados nas cadeias e “febens” da vida.

Se os políticos quiserem fazer algo realmente eficaz para combater o crime na escalada absurda que vivemos, terão que enfrentar os pedidos de vingança dos ofendidos da vez e criar um sistema penitenciário que efetivamente recupere quem pode e deve ser recuperado. Sem isso, qualquer mudança nas leis será pura e simples vingança. E vingança não é Justiça. Continue lendo

Justin Bieber é criticado por dizer que Anne Frank poderia ser uma ‘belieber’

Cantor adolescente foi ao museu na Holanda dedicado à memória de Frank. No livro de dedicatórias, Bieber escreveu que ela poderia ter sido fã dele.

(Foto: AP/Globo News)

(Foto: AP/Globo News)

Publicado originalmente no G1

O pop star adolescente Justin Bieber virou alvo nas mídias sociais após dizer que Anne Frank poderia ser uma “belieber”, nome pelo qual chama suas fãs.

A polémica começou após o museu Anne Frank House relatar que Bieber escreveu no livro de visitas da entidade esperar que a jovem vítima do Holocausto fosse uma “belieber”.

A entidade comunicou, por meio de seu perfil no Facebook, neste sábado (13) que Bieber havia visitado o museu na noite anterior e passado mais de uma hora, acompanhado de um grupo de amigos e guardas. Os fãs esperavam o astro do lado de fora por “um vislumbre dele”.

“Em nosso livro de visitas, ele escreveu: ‘Verdadeiramente inspirador poder vir aqui. Anne era uma grande menina. Esperançosamente ela teria sido uma belieber’”, disse o museu em sua publicação no Facebook.

A frase escrita no livro de visitas gerou centenas de comentários na rede social de pessoas reagindo negativamente à escolha de palavras de Bieber.

“Anne Frank uma belieber? Essa é de longe uma das coisas mais egoístas que eu já li, tipo sempre”, escreveu a usuária do Facebook, Tania Saez Pinto.

Comentaristas da mídia também se juntaram à polêmica. Scott Simon, apresentador da Rádio Pública Nacional dos EUA, disse no Twitter: “Anne seria sábia o suficiente para apenas rir”.

Um representante de Bieber não retornou as ligações ou um e-mail neste domingo a respeito da controvérsia sobre seu comentário no livro de visitas.

Anne Frank, que morreu aos 15 anos no campo de concentração de Bergen-Belsen em 1945, é uma das mais notórias vítimas judias do Holocausto.

Leitores em todo o mundo leram seu diário, publicado em 1947, e detalha privações e triunfos pessoais que ela e sua família passaram no tempo em que se esconderam da ocupação nazista na Holanda.

 

Adolescente rico causa revolta no Instagram ao brincar com dinheiro

Érika Kokay, no Bombou na Web

O que não falta na internet é motivo pra nos deixar revoltados, né? Bom, tem um garoto que está dando o que falar no Instagram. O nome dele é Lavish, tem 17 de anos e mora em São Francisco, Califórnia, nos Estados Unidos. Ele é como qualquer adolescente de sua idade, entendiado com a vida. Exceto por um detalhe: aparentemente, o garoto tem rios e rios de dinheiro. Passa boa parte do tempo fotografando sua fortuna e insultando os que são menos ricos que ele – inclusive as celebridades.

No Instagram, colocou como descrição de seu perfil (@itslavishbitch) a seguinte frase: “Minha vida é como Louis Vuitton, todo mundo quer” (em tradução livre). Na minha opinião, o garoto mais bobo que vi na rede social até hoje. Tem mais de 120 mil seguidores, muitos estão ali para criticá-lo, outros por interesse mesmo – de tempos em tempos, o menino resolve sortear uma quantia de dinheiro em troce de likes e comentários. Confira o que faz Lavish no dia-a-dia:

Amarra notas a balões e solta no ar

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Usa grampos de ouro que custam US$ 175

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Joga a caríssima água San Pellegrino no vaso sanitário

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Se cobre de dinheiro

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Gasta milhares no Starbucks

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Tem tanto que sai dando

lavish07(Via BuzzFeed)