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Menina de 4 anos ajuda polícia a desvendar assalto e prender babá nos EUA

Publicado no UOL

Abby, 4, ajudou os policiais a descobrirem que os assaltantes não se encaixavam na descrição física dada pela babá

Abby, 4, ajudou os policiais a descobrirem que os assaltantes não se encaixavam na descrição física dada pela babá

A polícia de Ferndale, no Estado de Washington (EUA), contou com a ajuda de uma garotinha de 4 anos para desvendar um assalto e, de quebra, prendar a babá dela como principal suspeita.

Dois homens armados invadiram a casa onde Abby era cuidada pela babá, uma adolescente de 17 anos que não teve o nome revelado, na última quarta-feira (18). Após anunciar o assalto, eles as trancaram fora da casa e roubaram consoles de videogames, notebooks, um iPod e até mesmo o cofre de porquinho da menina.

À polícia, a babá adolescente disse que os suspeitos do roubo eram duas pessoas negras. Ela chegou a acusar um dos vizinhos da casa, que é negro, como sendo um dos assaltantes.

Porém, ao conversarem com Abby, os policiais descobriram que os assaltantes não se encaixam na descrição física dada pela babá. “Eles tinham a pele branca”, disse a menina.

Ao confrontar a babá, a adolescente confessou a participação no roubo. Ela, o namorado de 16 anos e o segundo suspeito, Ruben Benjamin, 18, foram detidos e serão indiciados por roubo.

Abby ficou feliz de ajudar a polícia. “Eles [a polícia] conseguiram pegá-los porque eu sou uma super-heroína.” Mas ela não gostou nada da situação pela qual passou. “Quarta-feira foi o pior dia da minha vida”, disse à rede “Q13Fox”. (Com Huffington Post)

“O silêncio protege o pedófilo”

O empresário Marcelo Ribeiro, 48, autor do livro "Sem Medo de Falar - Relato de uma Vítima de Pedofilia" (foto: Marlene Bergamo/Folhapress)

O empresário Marcelo Ribeiro, 48, autor do livro “Sem Medo de Falar – Relato de uma Vítima de Pedofilia” (foto: Marlene Bergamo/Folhapress)

Eliane Trindade, na Folha de S.Paulo

Há seis anos, Marcelo Ribeiro, 48, revelou à mulher Renata Daud, 36, ter sido abusado sexualmente dos 9 aos 16 anos pelo maestro do coral da Igreja Católica de sua cidade natal, em Minas, e depois no Rio Grande do Sul. Uma crise na relação levou o empresário a relatar pela primeira vez um trauma que escondia há mais de três décadas e que agora conta também no recém-lançado livro “Sem Medo de Falar – Relato de uma Vítima de Pedofilia” (ed. Paralela, 195 págs., R$ 24,90). A seguir, o depoimento em primeira pessoa do autor sobre o abuso e suas consequências:

*

“Quando comecei a ser molestado aos nove anos de idade pelo maestro do coral da Igreja Católica da minha cidade natal, em Minas, eu não tinha noção do que era sexo. O primeiro beijo que ele me deu foi uma coisa maravilhosa. Para mim, não era erótico. Criança é erógena. Sente, mas não sabe lidar com aquilo.

Já ele, o predador sexual, sabia o que estava fazendo. Não fui violentado, mas abusado sexualmente dos 12 aos 16 anos. Uma noite, eu acordei com o maestro na minha cama. Ele se assustou, me mandou fazer silêncio, saiu do quarto e eu fiquei sem compreender nada.

O maestro era respeitado na minha cidade a ponto de ganhar a confiança dos meus pais para que eu fosse morar com ele no Sul, para onde o coral se transferiu.

A primeira vez que me lembro de ter feito sexo com ele foi quando ficamos sozinhos na casa paroquial. A mãe dele tinha viajado e o secretário estava em outro quarto. O maestro foi tirando a minha roupa e eu fui aceitando. Ele já tinha me beijado escondido várias vezes.

BEL-PRAZER

Aprendi que tenho de ser explícito para que as pessoas compreendam o que quer dizer abuso sexual e pedofilia. Ele fez sexo comigo, me acariciou, me tocou, me beijou, me fez praticar sexo oral e me penetrou. Repetidas vezes e a seu bel-prazer. E exigiu que eu o penetrasse.

Não havia o meu desejo. Era obediência mesmo. Como eu era muito criança, parecia que aquilo não me incomodava tanto, porque tinha outras coisas bacanas, como cantar no coral, ser reconhecido. Chegamos a gravar discos, nos apresentávamos em casamentos e saíamos em turnê pelo país.

Os abusos eram um fardinho que eu tinha de carregar. Só fui tomar consciência de ser vítima de pedofilia muito depois. O maestro, que se tornaria padre, dizia que a nossa era uma história de amor. Sempre contava que Mozart tinha um sobrinho que vivia assim com ele. É como se fosse normal, mas era dúbio. Tinha que ser escondido.

Tenho 48 anos e só aos 42 consegui falar sobre o assédio. Contei minha história em um livro por saber que existem tantas outras vítimas que não conseguem denunciar.

ABUSO HOMOSSEXUAL

Sinto que é muito importante um homem falar de abuso. Temos vários depoimentos de mulheres na internet. Muitas falam abertamente. É mais difícil falar de um abuso que é homossexual. Nunca pensei se eu era ou não era gay. Antes de ser molestado, tive uma paixão platônica por uma colega de escola. Quando decidi abandonar o coral e voltar para casa, eu tinha 16 para 17 anos e nenhum traquejo com meninas. Afinal, de alguma forma, já tinha me iniciado sexualmente, mas não com mulher. Então, minha opção foi pelas profissionais, como vários jovens da época, quando era estudante de engenharia em Belo Horizonte.

Vivi uma adolescência tardia. Aos 26 anos, conheci minha mulher. Renata tinha 13. Falei para o amigo que nos apresentou: ‘Como é que você me apresenta uma menina que não tem peitinho ainda?’ Fiz essa grosseria, mas namoramos por dois anos.

Eu era totalmente desregulado. Agia com brutalidade. Meus familiares foram os que mais sofreram com as sequelas do abuso, com o ódio que eu tinha guardado.

Só contei aos meus pais quando o livro estava para sair. Sinto que minha mãe, que é muito católica, carrega uma culpa. Espero que ela passe a culpar a Igreja, afinal, ela autorizou que eu fosse morar com o maestro imaginando que eu estivesse nas mãos seguras de religiosos.

LAVAGEM CEREBRAL

O maestro foi nos afastando da família, dos amigos, do futebol. Era uma lavagem cerebral. Comecei a me rebelar quando fui passar férias em casa e voltei usando jeans. Nós tínhamos que usar calça social, com vinco, e camisa de manga comprida e gola, com o último botão fechado.

Minha mulher diz que existe força no ato de falar o que até então era indizível. Reencontrei Renata adulta e nos apaixonamos novamente. Mas, há seis anos, ela pediu que eu fosse embora da vida dela. Foi o medo de perdê-la que me fez falar pela primeira vez que eu tinha sofrido abuso. Ela foi amorosa e sábia para me ajudar a me libertar daquele trauma.

A vida foi me preparando para este momento. As denúncias de pedofilia na Europa e nos Estados Unidos dão força às vítimas. O silêncio protege o pedófilo. Falar desnuda ele. E a força do denunciar está em reverberar.

É um modo também de incentivar que pais e educadores falem abertamente sobre o assunto. Temos que ter consciência de que esse é um crime muito comum. O pedófilo está próximo: pode ser um padre, um maestro de coral, um professor de educação física. E a gente vai ter que falar para as crianças. Elas vão ter que saber o que é pedofilia, até para estarem mais protegidas.

SEM PRESCRIÇÃO

O livro levanta ainda a questão da prescrição dos crimes de abuso sexual infantil. Meu caso está prescrito há décadas. Antes, o pedófilo não podia mais ser punido após dez anos, a contar da data do abuso. Com a denúncia da nadadora Joana Maranhão, a lei foi alterada e passou a contar dez anos a partir dos 18 anos da vítima.

Defendo que não exista prescrição para esse tipo de crime. Tenho contato com muitas vítimas, e ninguém sabe quando vai se curar do trauma e conseguir falar.

O maestro dirige hoje uma instituição no Sul do país. Ele mudou de ordem. Não é mais católico. No entanto, fiz a denúncia à CNBB por ter sido vítima de abuso sexual dentro da Igreja Católica, numa casa paroquial.

Esperava que a entidade tomasse pelo menos meu depoimento formal. Ninguém me procurou. Cheguei a falar diretamente com o presidente da CNBB na época, dom Geraldo, que era arcebispo de Mariana. Ele disse que eu não precisava me preocupar mais.

Três décadas depois, tomei coragem e telefonei para o mosteiro para falar com o maestro, que continua cercado de jovens. Perguntei: ‘Por que você não se afasta das crianças já que tem essa doença?’. Ele não disse nada. Lembrei do que ele tinha feito a mim e a resposta foi o silêncio. Antes que desligasse, fiz um apelo: ‘Para de fazer o mal’.

Eu não revelo o nome dele no livro. Não se trata de vingança. Se eu contasse todos os detalhes, eu ia reduzir o fato à minha história. É uma forma de não discutir só o meu caso, mas de falar de um problema social. Quis contar o meu caso e não a história do coral, embora saiba que existam outras vítimas.

Espero que o livro ajude a sociedade brasileira no combate à pedofilia. É um documento que pode ajudar outras vítimas, os legisladores e, principalmente, os pais. Eu fui escolhido para ser uma vítima. E tenho certeza de que também fui escolhido para contar a história.”

OUTRO LADO

Procurada pela Folha para falar sobre a denúncia do empresário Marcelo Ribeiro, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) não respondeu até a conclusão desta edição.

Em carta endereçada a Marcelo Ribeiro, datada de 23 de junho de 2010, a CNBB acusa o recebimento da “denúncia de pedofilia e abuso sexual na Diocese de Novo Hamburgo/RS”.

“Agradeço-lhe a confiança e informo que o assunto foi encaminhado à Assessoria Jurídica da CNBB”, diz o texto assinado por Dom Geraldo Lyrio Rocha, arcebispo de Mariana, e então presidente da entidade.

Desde então, o autor da denúncia tenta obter informações do andamento das investigações. O padre acusado de pedofilia se desligou da Igreja Católica por razões não informadas e hoje está à frente de um mosteiro no Sul. Marcelo não revela a sua identidade nem encaminhou o caso a Justiça, pois seu caso está prescrito há três décadas.

O Pai Nosso – em minhas palavras

anel-aco-inox-preto-pai-nosso-giratorio-oraco-frete-gratis-14247-MLB164195823_9117-ORicardo Gondim

Pai nosso e dos exilados, dos deprimidos, das meninas vendidas à prostituição, dos curdos, das aeromoças, dos ianomâmis, dos carvoeiros, das juízas, dos mineradores chineses, dos médicos legistas, dos cabeleireiros, das noviças, dos poetas, das atrizes, dos teólogos, das massagistas, dos meus filhos e netos, dos ateus, das motoristas de ônibus, dos carcereiros.

Que estás no céu, na terra, no vácuo, no hades, no patíbulo, na floresta, na sala de hemodiálise, no cabaré, na UTI, no acampamento dos sem-terra, na catedral, na sala de tortura, no asilo de velhos, no botequim, no matadouro, no quartel, na ambulância, no escafandro, no aeroporto, no palco, na piscina, no hospício.

Santificado seja o teu nome, a ideia que fazemos de ti, o livro que escrevemos sobre ti, a música que cantamos sobre ti, os planos de paz que organizamos pensando em ti, a mulher que tocamos por seguirmos a ti; e o futuro que sonhamos por ousarmos te chamar de Pai.

Venha o teu reino. Sentimos a urgência não de ir até aí, mas de demonstrar aqui neste planeta diminuto a aspiração que está no além. Queremos nos enraizar neste chão para fazer algo novo, algo que se sobreponha ao que já se construiu na história. Acontece que somos inadequados, claudicantes e egoístas. Incentiva-nos a querer mostrar lampejos do que seria a vida se vivêssemos, minimamente, teus valores. Faze-nos subversores do inexorável, sabotadores das sinas, revolucionários do amanhã. Precisamos da esperança que desvela outra realidade, outro mundo, outra forma de viver.

Seja feita a tua vontade na terra como ela é feita no céu. Desde a criação decidiste que homens e mulheres tomariam os rumos da história. Tu assinalaste a eles a responsabilidade de disseminar bondade e não crueldade, equidade e não injustiça, criatividade e não opressão, liberdade e não escravidão. Anima-nos para que possamos incubar vida, parir oportunidade, perenizar o bem e assim estreitar esse abismo que nos separa de tua morada.

O pão nosso de cada dia, nos dai hoje, mas que este pão nos alimente física, emocional e espiritualmente. Não nos deixe satisfeitos com a ração que nos apequena em nossa humanidade. Temos fome de sentido, carecemos de afetos, ansiamos por beleza, desejamos transcendência. Dá-nos gula de palavras; e que as palavras, transformadas em versos, nos saciem de eternidade.  E que as parábolas, temperadas de metáforas, se transformem no banquete que nos salva no dever inclemente de sobreviver, só sobreviver.

Perdoa as nossas dívidas bem como as ofensas grosseiras de quem ataca a adolescente, o homossexual, o pobre, o negro, o cigano, o gari, o porteiro, a babá, o garçom, o pedreiro, o trovador, a enfermeira, a maria-ninguém.  Somos cruéis uns com os outros, lentos em reconhecer a dignidade alheia. Mordazes, desaprendemos a respeitar dores. Inclementes, desonramos sonhos. Insensíveis, não paramos para ouvir queixas. O perdão nos livra dos grilhões que nos aferramos com o endurecimento. Precisamos de misericórdia, antídoto que nos salva do veneno que tentamos inocular nos outros. Falta-nos a percepção que revidar só expõe a soberba de nos achar melhores e mais privilegiados que os demais.

Assim como perdoamos aos nossos devedores, não nos deixa aspirar de ti nada além do que fazemos pelo próximo. Não te sintas obrigado a nos absolver mais do que absolvemos, a nos compreender mais do que compreendemos, a nos proteger mais do que protegemos. A régua que medirmos deve ser a mesma que esperamos ser aferidos. Que nossa balança não se vicie. E que nós nos identifiquemos no próximo, única forma de amá-lo.

Não nos deixe cair em tentação. Livra-nos do mal, que é a desgraça de cobiçar poder, honra e glória. Lembra-nos: cobiçar poder transforma anjo em diabo e homens em demônios. Que não nos iludamos com caminhos largos, com brilho intenso ou com segurança de riqueza sem fim. Desperta-nos para a vida do Nazareno que desprezou valer-se do divino em sua árdua trilha humana. Sem apelar para poderes sobrenaturais, ele se fez gente. Foi grande porque não fugiu da morte estúpida e banal que os opressores lhe impuseram. Dá-nos a serenidade de não nos seduzir pela mentira de que existe outra senda senão a que ele escolheu.

Amém.

Soli Deo Gloria

fonte: site do Ricardo Gondim

Adolescente em estado terminal arrecada mais de R$ 3,7 mi para caridade

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Publicado na BBC Brasil

Um blogueiro britânico de 19 anos com câncer terminal arrecadou 1 milhão de libras (R$ 3,7 milhões) para a caridade e postou uma última mensagem para seus seguidores.

Quando Stephen Sutton foi diagnosticado com câncer de intestino aos 15 anos, ele começou a levantar fundos para a Teenage Cancer Trust, instituição na Grã-Bretanha dedicada à adolescentes com câncer.

Na terça-feira, Sutton postou no Facebook: “Esta é minha última mensagem. Acho que já fui muito longe.”

Em reação à notícia de que o total de arrecadações ultrapassou 1 milhão de libras, Sutton tuitou: “Muito obrigado à todos”.

“Essa situação é de tirar o folêgo de várias maneiras!”, ele adicionou.

Dezenas de pessoas responderam dando parabéns, incluindo uma que descreveu Sutton como uma “verdadeira inspiração”, enquanto outra disse que ele tinha “mudado a vida de milhares de pessoas”.

No dia anterior ele disse à seus milhares de amigos e seguidores no Facebook que aquele seria seu último post e que qualquer novidade viria de seus familiares.

Ele escreveu: “É uma pena que o fim tenha chegado tão de repente. Há tantas pessoas à quem eu não consegui agradecer ou dizer adeus. Me desculpem por isso.”

“Eu continuarei lutando enquanto eu conseguir, e o que quer que aconteça em seguida, eu quero que vocês todos saibam que eu estou mentalmente bem, e em paz com a situação.”

“Isso é tudo. Mas a vida tem sido boa. Muito boa.”

As mensagens de terça-feira fizeram com que as pessoas doassem mais de 250 mil libras durante a noite e mais 200 mil libras na quarta-feira de manhã.

Sutton criou uma lista de desejos que ele gostaria de realizar antes de morrer para ajudar a levantar fundos e dar à outras pessoas a motivação para “aproveitar a vida”.

Entre os vários desejos que conseguiu realizar estavam tocar bateria para 90 mil pessoas, abraçar um elefante e fazer uma tatuagem.

Menina de 12 anos idade dá à luz bebê cujo pai é um menino de 13 anos

publicado no Gadoo

Uma menina de 12 anos e 3 meses e seu namorado, de 13 anos de idade, se tornaram os pais mais jovens da Grã-Bretanha. A mãe tinha apenas 10 anos quando conheceu o pai, e ainda estava na escola primária quando ficou grávida.

O jovem casal, do norte de Londres, comemorou o nascimento de sua filha bebê no fim de semana, e prometeu ficar juntos como uma família. A menina é 5 meses mais nova que a anterior mãe mais jovem do Reino Unido.

Segundo o jornal The Sun, o casal estava junto há mais de 1 ano. A família dos dois está dando apoio ao casal.

Menina de 12 anos e menino de 13 se tornam pais mais jovens da Grã-Bretanha

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