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Empresas buscam autistas por suas habilidades únicas

Patrick Brophy trabalha em sua mesa na SAP. (foto: Ciaran Dolan / The Wall Street Journal)

Patrick Brophy trabalha em sua mesa na SAP. (foto: Ciaran Dolan / The Wall Street Journal)

Shirley S. Wang, no The Wall Street Journal

Algumas empresas estão vendo o autismo cada vez mais como uma vantagem no trabalho, em vez de uma deficiência.

A empresa alemã de software SAP AG, SAP.XE +0.03% por exemplo, tem procurado ativamente pessoas com autismo para certas posições, não como uma iniciativa de caridade, mas por acreditar que as características do autismo podem tornar algumas pessoas melhores para determinadas tarefas.

Segundo especialistas na deficiência, a iniciativa tem mérito: Estima-se que 85% dos adultos com autismo estejam desempregados. O programa, iniciado na Alemanha, Índia e Irlanda, também está sendo lançado em quatro escritórios da empresa na América do Norte.

A SAP pretende que, até 2020, 1% da sua mão-de-obra, de cerca de 650 pessoas, seja de pessoas com autismo, diz José Velasco, responsável pela iniciativa da SAP nos Estados Unidos.

Pessoas com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) — que têm como características um comportamento repetitivo e deficiência para interações sociais — tendem a prestar muita atenção a detalhes, o que pode torná-las muito indicadas para fazer testes de software e eliminar falhas, segundo Velasco, que tem dois filhos com a doença.

Além disso, essas pessoas trazem uma perspectiva diferente ao local de trabalho, o que pode contribuir para a eficiência e a criatividade, diz.

“Elas têm uma natureza muito estruturada” e apreciam resultados precisos e sem ambiguidade, diz. “Estamos olhando para esses pontos fortes e vendo onde eles teriam valor na organização.”

Os funcionários autistas da SAP assumiram funções como a identificação de problemas de software e a distribuição de consultas feitas pelos clientes à central de atendimento, para membros da equipe responsável pela solução de problemas.

Um desses funcionários autistas trabalha em “marketing de talentos”, enviando mensagens a outros empregados internamente. A empresa procura alguém para produzir vídeos e está considerando um candidato com autismo que tenha experiência em mídia.

A SAP também está cogitando oferecer outras funções para autistas, como a redação de manuais que deem a clientes instruções muito precisas sobre como instalar o software.

As pessoas com autismo podem se sobressair numa descrição passo a passo, por exemplo, sem omitir detalhes que outros podem deixar escapar, diz Velasco. O processo de compras, como a obtenção de notas fiscais ou a gestão da cadeia de suprimentos, é outra área em que um indivíduo com autismo pode se destacar, diz ele.

Dara McMahon trabalha em sua mesa na SAP. (foto: Ciaran Dolan for The Wall Street Journal)

Dara McMahon trabalha em sua mesa na SAP. (foto: Ciaran Dolan for The Wall Street Journal)

A SAP não é a única empresa a ter um programa desse tipo. Nos EUA, a agência de hipotecas Freddie Mac FMCC +2.85% oferece estágios desde 2012, inclusive na área de TI, finanças e pesquisa.

A instituição contratou seu primeiro funcionário em tempo integral desse programa em janeiro, segundo uma porta-voz da Freddie Mac. Na área de TI, a empresa descobriu que os estagiários têm um bom desempenho em testes e modelagem de dados que exigem foco e grande atenção a detalhes, assim como uma maneira de ver as coisas que pode ter sido ignorada pelos desenvolvedores.

“Aproveitar as habilidades únicas de pessoas no espectro autista tem o potencial de fortalecer nosso negócio e nos tornar mais competitivos”, diz a norma interna da Freddie Mac.

Assim como ocorre em qualquer grupo, pessoas com autismo têm uma gama de interesses e habilidades. A SAP está trabalhando com uma consultoria dinamarquesa de treinamento com foco no autismo, a Specialisterne. A firma faz uma seleção cuidadosa de candidatos para encontrar profissionais adequados, antes de enviá-los para serem avaliados pela SAP.

Patrick Brophy, de 29 anos, é bacharel em ciência da computação e fez pós-graduação em sistemas de multimídia, que inclui o desenvolvimento de sites e edição. Brophy diz ter a síndrome de Asperger, termo comumente usado para descrever uma forma mais branda do transtorno do espectro autista.

Ele estava procurando um emprego integral há alguns anos, mas diz que, nas entrevistas pelas quais passou, acabava gaguejando ou interpretando mal as perguntas, o que ela acha que prejudicou seu resultado.

Mas quando chegou à SAP para a entrevista, ele tinha as qualificações técnicas e parecia ter a capacidade de trabalhar num ambiente corporativo, diz Peter Brabazon, gerente de programas da Specialisterne. Brophy foi contratado pelo departamento de garantia de qualidade em julho, onde identifica falhas em software que ainda vai ser vendido.

“Quatro semanas antes de entrar [na empresa], comecei a ficar mais nervoso”, diz Brophy, que se preocupava com sua adaptação a um novo ambiente. “Em um mês, [o trabalho] se tornou natural. Eu me encontrei.”

Para Brophy, o trabalho traz desafios, especialmente quando tem que mudar a forma com que faz uma determinada tarefa. Do ponto de vista social, foi fácil se integrar à equipe, diz Brophy e David Sweeney, colega designado para ser seu mentor.

Estima-se que 1% da população dos EUA, cerca de três milhões de pessoas, tenha uma síndrome do espectro autista. Os dados mais recentes do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, divulgados na semana passada, mostram que 1 em cada 68 crianças foi diagnosticada com alguma espécie de autismo nos EUA.

No Brasil, o Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo estimou, em 2007, que há um milhão de casos de autismo no Brasil. Hoje, será inaugurada em Itaboraí, RJ, a primeira clínica-escola para autistas do Brasil, que também funcionará como centro de capacitação profissional.

(Colaborou Camila Viegas-Lee.)

23 fotos que provam que a sociedade está perdida

Publicado no BuzzFeed

1. Essa foto de velhas amigas recordando sobre os bons e velhos tempos durante um brunch delicioso:

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2. Essa foto adorável de almas gêmeas se encontrado pela primeira vez.

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3. Essa foto de formandos indo embora da escola pela última vez, finalmente livres das algemas da educação.

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4. Essa foto inspiradora de fãs torcendo pelo seu time em uma importante final:

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5. Essa foto de amigas se deliciando com uma pizza:

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6. Essa foto de uma família maravilhosa agradecendo todas as sua bênçãos em um jantar de Ação de Graças.

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7. Essa foto de melhores amigas partindo para uma viagem de carro que vai mudar as suas vidas.

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8. Essa foto de adolescentes aproveitando as suas últimas férias de verão, que sem dúvida irá mudar as suas vidas:

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9. Essa foto de amigos discutindo as complexidades do amor e da vida enquanto degustam um bom vinho.

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10. Essa foto de cortar o coração de um irmão e uma irmã se reencontrando após uma década de separação.

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11. Essa foto de pessoas que gostam de ir a museus pra ver quadros lindos do Thomas Cole pela primeira vez, o tipo de arte que leva alguém às lágrimas.

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12. Essa foto de amigos muito animados durante um esquenta antes do jogo do ‘Niners.

enhanced-buzz-12519-1371655714-41 Continue lendo

Campanha faz crianças reproduzirem a violência dos adultos

Publicado no Catraca Livre

children-see_feeldesain_00-450x228Uma campanha realizada na Austrália, destinado a evitar o abuso infantil,  mostra crianças reproduzindo a violência e maus hábitos dos adultos.

O objetivo é chamar a atenção dos adultos para que prestem mais atenção na influência de seus atos para as crianças. E, assim, exerçam uma influência positiva.
Assista ao vídeo:

Jovens adotam apps como Snapchat e WhatsApp para fugir dos adultos no Facebook

Rafael Capanema na Folha de S.Paulo

No fim de outubro, durante a apresentação dos resultados trimestrais do Facebook, o diretor financeiro da empresa, David Ebersman, afirmou que a rede social teve um “declínio em usuários diários, especificamente entre os adolescentes mais jovens”.

O motivo do êxodo, que tem beneficiado apps e serviços como o Snapchat e o WhatsApp, é simples: os jovens querem se comunicar longe das vistas de pais, parentes e professores, que muito provavelmente estão entre o 1,1 bilhão de usuários da maior rede social do mundo.

É a primeira vez em que um executivo do Facebook trata do assunto publicamente, mas há tempos a empresa se preocupa com as ameaças à sua hegemonia e age vigorosamente para combatê-las.

Quando percebeu que as pessoas compartilhavam cada vez mais imagens no Instagram, comprou o aplicativo, em abril de 2012.

Diante do sucesso do Snapchat, que permite enviar fotos e vídeos que se autodestroem em alguns segundos, criou um clone, o Poke, que foi um fracasso.

Depois, tentou comprar o próprio Snapchat por US$ 3 bilhões –o triplo do que pagara pelo Instagram–, segundo revelou o “Wall Street Journal” na semana passada.

Ainda na última semana, reformulou seu aplicativo de mensagens para Android e iOS, que agora pode ser usado para a comunicação entre pessoas que não são amigas no Facebook.

Além disso, o app tomou emprestado de mensageiros instantâneos populares na Ásia, como o WeChat (China), o Line (Japão) e o KakaoTalk (Coreia do Sul), o tom neon do novo ícone e a ênfase nas figurinhas (emoticons gigantes e ultracoloridos).

Nenhum desses concorrentes, porém, age como um substituto direto do Facebook, como o Google+. Além disso, eles às vezes são usados de formas que não haviam sido previstas por seus criadores, observou o analista Benedict Evans.

“As pessoas não estão usando o Instagram para fotos, o WhatsApp para texto e o Line para adesivos. Elas estão usando tudo para tudo: o Instagram para informar aos outros que vão se atrasar, o WhatsApp para compartilhar fotos, o Snapchat para fazer planos para a noite e assim por diante.”

Procurado pela Folha, o Facebook afirmou em nota: “De maneira geral, como o diretor financeiro do Facebook apontou, o uso do Facebook pelos jovens continua estável, eles continuam entre os usuários do Facebook mais ativos e isso está claro para múltiplas plataformas. O Facebook continua liderando em um ambiente em crescimento.”

Uso de Facebook não faz o usuário feliz, diz um estudo

O uso da rede social prevê uma diminuição do bem-estar do usuário, de acordo com o estudo da Universidade de Michigan

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Publicado por EFE [via Gazeta do Povo]

As redes sociais contribuem muito para que as pessoas se sintam mais conectadas, mas seu uso não as faz, necessariamente, mais felizes, segundo um estudo de usuários do Facebook publicado nesta quarta-feira na Public Library os Science.

De fato, o uso do Facebook prevê uma diminuição do bem-estar do usuário, de acordo com o estudo da Universidade de Michigan (UM), que é a primeira pesquisa conhecida e publicada que examina a influência do Facebook na felicidade e na satisfação.

“Superficialmente, o Facebook proporciona um recurso valioso para a satisfação de necessidade humana básica de conexão social”, indicou o psicólogo social da UM, Ethan Kross, autor principal do artigo e docente associado no Instituto de Pesquisa Social (ISR) da universidade. “Mas, ao invés de realçar o bem-estar, encontramos que o uso do Facebook prevê o resultado oposto, solapa o bem-estar”.

“Isto é um resultado de importância crítica porque vai ao centro da influência que as redes sociais podem ter sobre a vida das pessoas”, acrecentou outro autor do estudo, o cientista cognitivo John Jonides, da UM.

Para o estudo, os pesquisadores recrutaram 82 adultos jovens, um grupo demográfico central dos usuários de Facebook. Todos eles tinham smartphones e contas de Facebook.

Os pesquisadores usaram a amostragem de experiência – uma das técnicas mais confiáveis para medir como as pessoas pensam, sentem e se comportam momento a momento na vida cotidiana – a fim de avaliar o bem-estar subjetivo dos participantes enviando mensagens de texto, ao acaso, cinco vezes por dia durante duas semanas.

Cada mensagem de texto continha um link para uma enquete cibernética com cinco perguntas: como se sente neste momento? Quão preocupado está? Quão solitário se sente neste momento? Quanto usou o Facebook desde a última vez que te perguntamos? Quanto interagiu “diretamente” com outras pessoas desde a última vez que te perguntamos?

O estudo mostrou que quanto mais as pessoas usavam Facebook durante um período, pior se sentiam depois.

Os autores também pediram aos participantes que qualificassem seu nível de satisfação com a vida no começo e no final do estudo. Encontraram que quanto os participantes ao longo de um período de estudo de duas semanas usavam o Facebook, mais diminuíam seus níveis de satisfação com a vida.

Algo que também é importante assinalar é que os pesquisadores não encontraram provas de que a interação direta com outras pessoas por telefone ou em encontros tête-à-tête influenciam negativamente no bem-estar.

Por outro lado, os pesquisadores descobriram que as interações diretas com outras pessoas faziam com que os participantes se sentissem melhor com a passagem do tempo.

dica do Jarbas Aragão