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Pastores da Universal chefiam a campanha do líder Russomanno

Diógenes Campanha, na Folha de S.Paulo

Integrantes da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) comandam a campanha de Celso Russomanno à Prefeitura de São Paulo.

No “núcleo duro” da candidatura estão o presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, bispo licenciado da igreja e coordenador da campanha, e o pastor Vinicius Carvalho, presidente estadual do PRB, responsável pela agenda do candidato e também licenciado da Iurd.

Outros dois integrantes da igreja ocupam cargos executivos: o tesoureiro Aildo Rodrigues Ferreira e o jornalista Edson Pedroso, que assumiu a coordenação logística do comitê de Russomanno após deixar o escritório da TV Record em Nova York.

A emissora pertence ao bispo Edir Macedo e abrigou Russomanno em um quadro de defesa do consumidor.

“Ele já estava negociando com a Record antes de vir para o partido”, diz Marcos Pereira, que afirma ter convidado Russomanno para se filiar ao PRB em junho de 2011.

Pereira foi vice-presidente da Record antes de ser presidente do PRB: “Mas também sou professor de direito e mestrando da PUC, a Pontifícia Universidade Ca-tó-li-ca”.

Aliado de Geraldo Alckmin e ex-advogado de Macedo, o deputado estadual Campos Machado, presidente do PTB paulista comanda o “conselho político” da campanha.

Machado foi procurado por Pereira depois de ter negociado com o PMDB de Gabriel Chalita e o PT de Fernando Haddad. Foi encorajado por tucanos a apoiar do PRB.

Na época, os apoiadores de José Serra quiseram impedir a adesão do PTB a Chalita.

Segundo o Datafolha, Russomanno lidera com 35%. Serra tem 21% e Chalita, 7%.


Editoria de arte/Folhapress

Gostaria que tivesse uma igreja em cada quarteirão, diz Russomanno

Celso Russomano, cadidato a prefeito em São Paulo – Foto: Fernando Donasci/UOL

Publicado por UOL

O candidato à Prefeitura de São Paulo Celso Russomanno (PRB) disse que, se for eleito, gostaria de “uma igreja em cada quarteirão”. A afirmação foi feita durante a sabatina Folha/UOL realizada nesta quarta-feira (22).

“Vou preservar todas as igrejas, regularizando a situação delas, e gostaria que em cada quarteirão houvesse uma igreja pregando o amor ao próximo”, disse.

Para Russomanno, a linha religiosa das pessoas evita mortes e crimes. “As pessoas não matam ou roubam porque a lei proíbe, mas porque têm uma linha religiosa. Existe igreja porque a população é temente a Deus, porque a população acredita”, declarou.

Russomanno também afirmou que o deputado federal e ex-prefeito Paulo Maluf (PP) não é seu padrinho político. “Ele [Maluf] não é meu padrinho [político], nunca foi e nunca será”, disse.

A firmação foi feita após a colunista da “Folha de S.Paulo” Barbara Gancia dizer que Russomanno “aprendeu com seu padrinho Maluf a não responder às perguntas”.

Segundo a jornalista, o candidato não respondeu objetivamente à questão sobre qual seria sua “primeira canetada” à frente da prefeitura caso fosse eleito.

Russomanno, porém, queria discorrer sobre seus planos para a saúde. “O senhor quer comandar o debate, mas nós é que faremos isso. Pedimos para que o senhor seja mais objetivo”, disse Maurício Stycer, repórter especial do UOL.

Em 1997, Russomanno deixou o PSDB  e filiou-se ao PPB, que mais tarde virou PP. Ele foi candidato ao governo do Estado de São Paulo em 2010 e, no ano seguinte, saiu do PP após divergências com Maluf. Filiou-se, então, ao PRB, partido ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, para disputar a prefeitura.

Russomanno afirmou que não é um candidato populista. “Eu sou o candidato que tem feito propostas de pé no chão. Sem nada mirabolante”, afirmou.