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O homem de 2003

Gregório Duvivier, na Folha de S.Paulonokia-tune-ringtone-01-291x535

O Homem de 2003 acorda ao som do seu celular tocando o Nokia Tune. O homem de 2003 abre a sua agenda (ele ainda usa agenda) e descobre que tem uma reunião no centro da cidade dali a uma hora. “Uma hora é tempo de sobra para chegar no centro”, ele pensa, “ainda dá pra tomar um cafezinho” –coitado.

O homem de 2003 sai de casa com R$ 5 na carteira: ele acha que a passagem custa R$ 1,50. Ao entrar no ônibus, percebe que além de custar R$ 3, agora tem uma televisão em que passam dicas astrológicas. O trânsito está parado e o homem de 2003 já leu 11 vezes o seu horóscopo. O homem de 2003 chega na reunião com uma hora e meia de atraso. As pessoas não parecem se incomodar –essa é a vida em 2014. Os colegas riem quando ele põe trema. Tadinho do homem de 2003. Ele é do tempo do trema!

O homem de 2003 vai à padaria e pede um cafezinho. O caixa de 2014 estende a máquina do cartão: débito ou crédito? O homem de 2003 não sabe o que responder. Não faziam essa pergunta em 2003. O homem de 2003 estende uma moeda de 50 centavos. O caixa explica: “Custa R$ 7″. “O cafezinho?” “É Nespresso”, ela responde. “É o quê?”.

O homem de 2003 desiste. “Chegando em casa eu passo um café (o homem de 2003 ainda fala “passar um café”).” O homem de 2003 liga para os amigos, mas eles não atendem. As pessoas não atendem mais o telefone em 2014. Ele joga no Yahoo perguntas: “Como falar com amigos em 2014?” e descobre que ele tem que baixar um Whatsapp. Mas não sabe como fazer isso no seu Nokia 1100.

O homem de 2003 vai ao pior bar da cidade. Quem sabe assim encontra seus melhores amigos. Felizmente, certas coisas não mudam: seus melhores amigos continuam frequentando o pior bar da cidade. A diferença é que cada um está mergulhado na tela do seu celular. Fazem carinho na tela, coçam a tela, tamborilam a tela. Quando falam, é para comentar o que está na tela: você viu isso aqui? Você leu isso aqui? Vou te mandar isso aqui. O homem de 2003 conta uma piada, mas é velha. Arrisca uma fofoca, mas é manjada. Quando fala de política, é um desastre. Ele diz que acredita no Lula. Ele diz que sonha em ver a Copa no Maracanã. Os homens de 2014 voltam para sua tela. Postam no Facebook: Amigo petralha #semcomentários.

Na volta, o ônibus lhe dá uma dica: “O homem de Áries precisa se adaptar à realidade ao seu redor”. Ele decide: “Vou comprar um iPhone”. Enquanto isso não acontece, pega o celular e se contenta com o jogo da cobrinha.

As quatro perguntas que Silas Malafaia não quis responder

O livro “Entre a Cruz e o Arco-íris” conversou com dezenas de líderes do Brasil e do mundo, mas não com o “defensor da fé cristã”

A autora Marília Camargo César, o pastor Silas Malafaia e o livro "Entre a cruz e o arco-íris": agenda disputadíssima impediu entrevista, alegadamente

A autora Marília Camargo César, o pastor Silas Malafaia e o livro “Entre a cruz e o arco-íris”: agenda disputadíssima impediu entrevista, alegadamente

Ricardo Alexandre

Gostaria de recomendar imensamente a leitura do livro Entre a cruz e o arco-íris: A complexa relação dos cristãos com a homoafetividade (Editora Gutenberg), mas não vou fazê-lo. É que Marília Camargo César, editora no Valor Econômico e também autora dos livros Feridos em nome de Deus e Marina: A vida por uma causa, é minha amiga e, mais comprometedor ainda, eu editei de muito perto os originais, acompanhei todo o trabalho de apuração, dei vários pitacos e, de quebra, escrevi o prefácio que pode ser lido aqui.

Então, não acredite em nada do que eu disser sobre o livro-reportagem. Faça o seguinte: vá até a noite de autógrafos (na próxima segunda-feira, dia 14 de outubro, às 18h30, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional), compre seu exemplar, leia e envie um comentário aqui mesmo dando a sua opinião isenta.

O que eu gostaria de dividir com você é, como de costume neste blog, um pouco do “making of”. Mais especificamente, os meses de tentativas de entrevistas com o pastor Silas Malafaia, autodenominado “defensor da fé cristã e dos valores éticos, morais e espirituais da igreja de Cristo”. Marília entrevistou dezenas de pessoas durante o período de reportagem, incluindo pastores e leigos de diversas tradições cristãs, das chamadas igrejas “inclusivas” às mais tradicionais, no Brasil e no exterior, alguns inflexíveis diante da ortodoxia outros com casos de homossexualidade na própria família. Enfim. Por meio de sua assessoria, Malafaia primeiro disse que não poderia receber a jornalista, dada a agenda disputadíssima dele. Diante da insistência de Marília, o pastor disse que aceitaria responder apenas por e-mail. Claro que um encontro olhos-nos-olhos – como ele concederia logo depois a Sabrina Sato no Pânico na TV ou a Luciana Gimenez no Super Pop – sempre renderia mais ao leitor, mas era a opção que tínhamos, então concordamos. Marília me pediu algumas sugestões de perguntas e eu enviei as quatro abaixo.

Depois de receber e ler as perguntas, entretanto, Silas Malafaia disse que não teria tempo de responder. Foi uma pena. Como Marília teve a elegância de não publicar o questionário que o pastor preferiu não responder, pedi a ela que me deixasse divulgá-lo aqui no blog. Quais seriam as respostas de Malafaia às perguntas abaixo, caso ele tivesse tempo de respondê-las? Jamais saberemos:

1. O teólogo Justino Mártir (100-165) dizia que uma das marcas da igreja cristã primitiva era o fato de os santos terem passado a “conviver com outros povos” com os quais antes não conviviam “por causa de seus costumes diferentes”. Ou seja, segundo ele, a mensagem de Jesus mudou sua maneira de relacionarem-se com os diferentes. O senhor enxerga esse mesmo espírito em seus discurso acerca dos ativistas homossexuais? Em caso negativo, como o senhor justifica essa aparente diferença de postura entre Justino Mártir e Silas Malafaia?

2. Pelo que entendo, boa parte do seu discurso contra a PL122 baseia-se no que ela fere dos direitos dos cristãos. Biblicamente, o cristão teria outro direito além de servir o próximo e ser, como diria Charles Spurgeon, “a bigorna do mundo”?

3. Os evangelhos mostram Jesus amoroso e misericordioso com os marginalizados e pecadores. O episódio da casa de Levi, por exemplo, mostra-o comendo e bebendo com prostitutas e alcoólatras. Os únicos registros da Bíblia de Jesus desqualificando e confrontando publicamente eram dirigidos aos líderes religiosos (“sepulcros caiados”, “raça de víboras”, “cegos que guiam cegos” etc.). O senhor, nos últimos anos, tem feito aparições públicas ao lado de líderes religiosos muito controvertidos no meio protestante, alguns com complicações até na justiça comum (Sônia e Estevam Hernandes, Morris Cerullo). Por outro lado, em seu debate sobre homossexualidade, já chamou ativistas gays de “parasitas”, uma premiada jornalista de “vagabunda”, políticos de “idiota”, “frouxo” e “bandido”. Como o senhor harmoniza esses comportamentos aparentemente opostos entre Jesus Cristo e um de seus representantes brasileiros mais expostos na mídia?

4. O apóstolo Paulo, em Romanos 1, afirma que a homossexualidade é decorrência do fato de os homens não terem rendido graças devidas a Deus e terem, como efeito, glorificado a imagens feitas à semelhança do homem. Gostaria de fazer duas perguntas ao senhor: a) digamos que os cristãos consigam proibir legalmente não apenas o casamento, mas toda relação ou manifestação homossexual em todos os países do mundo. O senhor acha que isso reverteria em glória para Deus? b) o senhor afirmaria que a sua luta contra o comportamento homossexual equipara-se em tempo e energia à sua luta contra outras “disposições mentais reprováveis” citadas por Paulo no texto, como a ganância, a injustiça, a rivalidade e a arrogância? Em caso negativo, porque a preferência por um assunto que, se entendo bem, é apenas uma entre várias manifestações de um mal maior (o rompimento do homem com Deus)?

fonte: Blog do Ricardo Alexandre

Carta Aberta às Lideranças das Igrejas Evangélicas do Brasil

foto: INternet

foto: Internet

Não havendo sábia direção, o povo cai, mas, na multidão de conselheiros, há segurança. (Provérbios 11.14)

Prezados irmãos e prezadas irmãs,

Nós, pastores, pastoras e líderes evangélicos de organizações envolvidas com a agenda dos Direitos Humanos, escrevemos esta carta aberta para pedir sua intervenção nos recentes acontecimentos relacionados à nova composição da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados.

Constatamos, surpresos, que 12 dos 18 membros da Comissão são membros de Igrejas Evangélicas, o que representa grande responsabilidade para nós, pastores e líderes evangélicos envolvidos com esse tema. Entendemos que este momento representa uma oportunidade concreta para a promoção e a defesa dos direitos dos mais vulneráveis e das minorias. Nesse sentido, é preciso tanto uma postura de escuta à Deus e à sociedade, quanto a certeza de que os espaços de poder ocupados precisam ser utilizados principalmente como espaços de serviço.

No entanto, o quadro que assistimos no processo de eleição da presidência da Comissão foi desolador. Não se trata aqui de pré-julgar o presidente recém-eleito, mas não há como desconsiderar seus vários comentários públicos sobre negros, homossexuais e indígenas, declarações que inviabilizam a sustentação política de seu nome entre os que atuam e são sensíveis às temáticas dos Direitos Humanos.

A Igreja Evangélica brasileira experimenta um momento singular, com a enorme responsabilidade de ter vários parlamentares atuando na CDHM que foram apoiados oficialmente por diferentes denominações, situação que abre a possibilidade de que – caso haja mudanças na presidência da comissão e uma postura condizente com a função – seja dada uma importante contribuição ao campo dos Direitos Humanos no País. Para tanto, é fundamental que o clima de conflito e mobilizações contrárias à nova presidência sejam dissipados. Por essa razão, redigimos esta carta como um apelo, na esperança de que os líderes das Igrejas considerem orientar seus fiéis que atuam como parlamentares – que elegeram a nova composição da Comissão -, para que atuem na resolução deste conflito.

O ano de 2013 pode trazer avanços nos trabalhos da CDHM e por isso fazemos este apelo aos líderes das igrejas que apoiaram os parlamentares evangélicos. Nosso pedido, aliás, se junta à conclamação de vários setores da sociedade e perpassa não somente movimentos ligados às lutas de minorias, mas também a OAB e diferentes indivíduos e organizações. Cumpre discernir que não há uma perseguição aos evangélicos; há, sim, uma situação de conflito que precisa ser equacionada, especialmente porque, para nós, o compromisso do Evangelho com os mais pobres e vulneráveis é central. Ainda há tempo para a indicação de um novo ou nova parlamentar que, a despeito de suas convicções, traga pacificação e consenso à sociedade brasileira, presidindo a CDHM com a isenção esperada. É tempo para nova disposição, numa postura aberta, a fim de que seja viável a indicação pelo PSC de um outro nome, que não possua tamanha rejeição.

Urge que os irmãos, pelas posições que ocupam, façam um firme e público pronunciamento para a sociedade e para os fiéis de suas igrejas com relação à defesa dos direitos humanos e à importante contribuição que a comunidade evangélica pode oferecer a este tema. Nossa oração é que exemplos históricos como os do Pr. Martin Luther King Jr., do Rev. Jaime Wright e do Bispo Desmond Tutu possam inspirar e servir de referência para a atuação dos vários parlamentares evangélicos na CDHM, levando-os a se posicionar ao lado dos que sofrem injustiças.

Prezados irmãos, escrevemos aqui sob o temor ao nosso Deus e conscientes de que há um caminho de consenso para esta situação. A ninguém, muito menos aos direitos dos que sofrem, interessa que esta disputa entre posições extremas prossiga.

Em Cristo, despedimo-nos,

1) Adriano Trajano – Pastor Batista
2) Alessandro Rodrigues Rocha – Pastor Batista
3) Alexandre de Silva – Pastor Igreja do Nazareno
4) Aluísio Faria de Siqueira – Pastor Metodista
5) Alzira dos Reis Silva – Presbítera Presbiteriana Unida
6) Ana Paula Calixto – Irmã Igreja do Nosso Senhor Jesus Cristo – Ministério Profético
7) André Esteves – Pastor Presbiteriano
8) André Sidnei Musskopf – Escola Superior de Teologia/EST
9) André Tadeu de Oliveira – Licenciado Presbiteriana Independente
10) Anivaldo Padilha – Koinonia
11) Anselmo Melo – Pastor Comunidade Apostólica Operação Resgate
12) Antonio Carlos Costa – Pastor Presbiteriano/Rio de Paz
13) Antônio Carlos Ribeiro – Pastor Luterano
14) Antonio Carlos Rosalino – Pastor Luterana Livre
15) Ariovaldo Ramos – Pastor Batista
16) Bruno dos Santos – Pastor Apostólica Vida Nova
17) Bruno Privatti – Pastor Batista
18) Bruno Santos Nascimento Dias – Rede FALE Rio
19) Caio Marçal – Missionário Rede Fale
20) Carlos Alberto Bezerra Junior – Pastor da Comunidade da Graça
21) Carlos Alberto Rodrigues Alves – Reverendo Presbiteriano
22) Carlos Augusto Lopes Pastor Assembleia de Deus Independente
23) Carlos Eduardo Calvani – Reverendo Episcopal Anglicana
24) Carlos Eduardo Mattos – Pastor Metodista
25) Carlos Jeremias Klein – Reverendo Presbiteriana Independente
26) Carlos Queiroz – Pastor da Igreja de Cristo
27) Christian Gillis – Pastor Batista
28) Cibele Kuss – Pastora Luterana
29) Cleber Diniz Torres – Reverendo Presbiteriana Independente
30) Clemir Fernandes Silva – Pastor Batista
31) Daniel Costa – Capelão Batista El Shadai
32) Daniel de Almeida e Souza Jr – Pastor Batista
33) Daniel Mário Alves de Paula – Pastor Assembléia de Deus
34) Daniel Rocha – Pastor Metodista
35) Daniel Souza – Rede Ecumênica da Juventude/REJU
36) Daniela Zeidan – Seminarista Batista
37) Djalma Torres – Pastor da Igreja Evangélica Antioquia
38) Domingos Amauri Massa – Pastor Batista
39) Douglas Rezende – Rede Fale Paraná
40) Éber Ferreira Silveira Lima – Ministro Presbiteriana Independente
41) Edson Fernando de Almeida – Pastor da Igreja Cristã de Ipanema
42) Edson Igre Insarraldi – Pastor Batista Aliança Bíblica
43) Eliana Aparecida Amancio Cerqueira – Ministério de Mulheres Batistas
44) Eliana Rolemberg – Coordenadoria Ecumênica de Serviço/CESE
45) Eliandro Viana – Pastor Batista
46) Eliel Amaral – Pastor Igreja Maanaim
47) Elza Zenkner – Revda. Metodista
48) Ênio Caldeira Pinto – Universidade Filadélfia/Unifil
49) Érick Rodrigo da Silva – Assembléia de Deus Ministério de Madureira
50) Filadelfo Oliveira – Bispo Episcopal Anglicana
51) Flávio Conrado – Novos Diálogos
52) Francisco Simão Neto – Pastor Assembléia de Deus
53) Francisco Thiago de Almeida – Pastor Metodista
54) Geter Borges de Sousa – Evangélicos Pela Justiça/EPJ
55) Gilberto Carmo dos Santos – Pastor CEEA
56) Giselle Gomes da Silva Prazeres Souza – Reverenda Episcopal Anglicana
57) Guilherme Schaper – Pastor Luterano
58) Gustavo Lima – Pastor Presbiteriano
59) Hélio Sales Rios – Pastor Presbiteriano
60) Inailda Bicudo – Presbitera Presbiteriana Independente
61) Ismar do Amaral – Pastor Presbiteriano
62) Israel Mazzacorati – Faculdade Latino Americana de Teologia Integral
63) Jane Maria Vilas Bôas – Presbiteriana do Planalto
64) Jefferson Ramalho – Instituto Cristão de Estudos Contemporâneos
65) Jefferson Silva – Pastor Batista
66) Joanildo Burity – Espiscopal Anglicana
67) Joaquim Xavier de Souza Neto – Rede FALE Triângulo Mineiro
68) Joel Zeferino – Pastor Batista
69) Johannes Wille – Pastor Luterano
70) John Medcraft – Pastor da Ação Evangélica
71) Jônatas Souza de Abreu – Rede Fale Campina Grande
72) Jonathan Menezes – Pastor Presbiteriano
73) Jony Wagner de Almeida – Pastor Presbiteriano
74) Jorge Eduardo Diniz – Reverendo Presbiteriana Unida
75) Jose Antonio Gonçalves – Pastor Presbiteriana independente
76) José Carlos Silva – Pastor Batista Nacional
77) José do Carmo da Silva – Reverendo Metodista
78) Jose Romulo de Magalhaes Filho – Pastor Presbiteriana Independente
79) José Wendel Cavalcante Ferreira – Rede FALE Fortaleza
80) Josias de Souza Novais – Pastor Batista
81) Juliano Fabricio – Sal da Terra
82) Julio Paulo Tavares Zabatiero – Faculdade Unida de Vitória
83) Kathlen Luana de Oliveira- Escola Superior de Teologia/EST
84) Keiny Moreira da Cunha – Pastor Batista
85) Lays Gonçalves da Silva – Rede FALE Paraná
86) Léa Cordeiro – Pastora Metodista
87) Leonara Almeida – Rede Fale São Paulo
88) Levi Araújo – Pastor Batista
89) Lirian Angélica Rezende de Moraes – Rede FALE BH
90) Luiz Caetano Grecco Teixeira – Rev. Episcopal Anglicana
91) Luiz Carlos Gabas – Reverendo Episcopal Anglicana
92) Luiz de Jesus – Pastor Batista Boas Novas
93) Luiz Mattos – Instituto Anima
94) Lyndon Araujo – Pastor Congregacional
95) Manoel Ribeiro de Moraes Junior – Pastor Batista
96) Marcelo Gualberto da Silva – Pastor Presbiteriano
97) Marco Aurélio Alves Vicente – Pastor Assembléia de Deus – Catedral da Família
98) Marcos Custódio – CADI-Origem
99) Marcos Fellipe Marques – Pastor Comunidade de Jesus
100) Marcos Machado – Pastor Batista
101) Marcos Monteiro – Pastor Comunidade de Jesus em Feira de Santana
102) Marcos Viana – Pastor Comunidade Cristã em Amsterdam
103) Marcus Vinicius Matos – Rede Fale Coordenação Nacional
104) Mardes Silva – Pastor Igreja Betesda do Ceará
105) Mauricio Andrade – Bispo da Episcopal Anglicana
106) Mersia Lisboa Costa – Missionária Batista
107) Miguel Ângelo – Presbítero Igreja de Cristo
108) Morgana Boostel – Rede FALE
109) Mozart João de Noronha Melo – Reverendo Luterano
110) Nancy Cardoso Pereira – Pastora Metodista
111) Nello Pulcinelli – Pastor Batista
112) Nelson Gervoni – Pastor Batista
113) Neusa Butzlaff – Pastora Luterana
114) Neusa Tetzner – Pastora Luterana
115) Octavio A. S. Filho – Pastor Metodista
116) Odja Barros – Pastora Aliança de Batistas do Brasil
117) Orivaldo Lopes Junior – Pastor Batista
118) Orvandil Moreira Brabosa – Bispo Igreja Anglicana Tradicional do Brasil
119) Paltiel de Souza Ferreira – Bispo Comunidade Evangélica Cristã
120) Patrick Timmer – Missionário da Aliança Bíblica Universitária do Brasil/ABUB
121) Paulo Ayres Mattos – Bispo Metodista
122) Paulo Cesar Garcia – Pastor Comunidade Milícia
123) Paulo Saraiva – Pastor Batista
124) Pericles Gonzaga de Souza – Pastor Presbiteriana Unida
125) Rafael Lira – Juventude Batista do Estado de SP
126) Raul Matamala Seminarista Batista
127) Regis Augusto Domingues – Reverendo Episcopal Anglicana
128) Reinaldo Castro – Pastor Comunidade Cristã Novo Nascimento
129) Renan Nery Porto – Fale Uberaba
130) Ricardo Bitun – Pastor da Igreja Manaim
131) Ricardo Matense – Evangélicos Pela Justiça/EPJ
132) Rodrigo Guimarães Pinheiro – Pastor Batista
133) Romi Becker – Pastora Luterana
134) Ronny Clayton – Pastor Batista
135) Rosilea Maria Roldi Wille – Luterana
136) Sandro Amadeu Cerveira – Reverendo Presbiteriana Unida
137) Serguem Jessui Machado da Silva – Tearfund
138) Simei Marcondes de Carvalho – O Brasil para Cristo
139) Valdir Steuernagel – Pastor Luterano
140) Valmir Paze – Pastor da Ig Nazareno/Mov. Evangélico Progressista/MEP
141) Vanda Aparecida Fernandes Massa – Capelã Batista
142) Vilma Petsch – Diácona Luterana
143) Vitor Louredo de Souza – Grupo de Ações Evangelísticas – Missões Urbanas
144) Wagner Lemos Junior – Movimento pela Ética Evangélica Brasileira
145) Waldir Benevides- Reverendo Presbiteriano
146) Welinton Pereira – Pastor Metodista
147) Wellerson de Almeida – Reverendo Anglicano
148) Wellington Santos – Pastor Batista
149) Wellington Vieira – Pastor Federação das CTs Evangélicas do Brasil/FETEB
150) Wellison Magalhães Paula – Pastor Batista
151) Werner Fuchs – Pastor Luterano
152) Ziel Machado – Pastor Metodista Livre
153) Zwinglio Mota Dias – Pastor Presbiteriana Unida

Se você é líder e quer subscrever o manifesto, clique aqui.

PS: post atualizado às 22h

Trama Virtual chega ao fim: “Concorremos com gigantes”, diz João Marcello Bôscoli

O produtor e empresário João Marcello Bôscoli, dono da Trama Virtual João Sal/Folhapress

O produtor e empresário João Marcello Bôscoli, dono da Trama Virtual.     João Sal/Folhapress

Lucas Nobile, na Folha de S.Paulo

A Trama Virtual anunciou nesta quinta-feira (28) o encerramento das atividades de seu site. A página da internet, que conta com material de 78 mil bandas, sairá do ar no dia 31 de março.

Segundo o produtor e empresário João Marcello Bôscoli, dono da Trama Virtual, os motivos que levaram ao encerramento das atividades do site não são de ordem financeira. “Hoje, a gente concorre com gigantes como iTunes, Facebook, YouTube, Twitter, entre outros. Quando a gente surgiu, tinha um caráter muito inovador, que hoje não tem mais”, disse Bôscoli.

“Hoje, as bandas têm todas essas outras plataformas para divulgar seu trabalho. Temos um crescimento pequeno e acredito que, no fim deste ano, talvez no ano que vem, entrássemos no vermelho”, afirmou à Folha.

“Mas o fim da Trama Virtual é uma questão filosófica. É como você criar um blog e ser o único. Depois, criam 4 mil blogs e você passa a ser mais um. É como tantos jogadores de futebol que a gente gosta, que esperam entrar num período ruim para encerrar a carreira. Não é o nosso caso”, completa o produtor.

Ainda segundo Bôscoli, a Trama Virtual vai cumprir com os compromissos restantes e pagar às bandas os downloads remunerados que estejam pendentes. Ele também comenta que os artistas do site são independentes e que não têm nenhuma relação contratual com a Trama.

“Hoje, o Facebook está na agenda a humanidade. Nós achávamos que iríamos durar sete anos, pela obsolescência programada. Dez anos no mundo digital é muito tempo. Hoje as bandas conseguem divulgar seu trabalho em outros lugares.”

Entre as 78 mil bandas que utilizam o site para divulgar seu trabalho, estão artistas como Fresno, Teatro Mágico, Nasi, Vanguart, Cine, Forgotten Boys, Wander Wildner, entre outros que oferecem na página músicas para download, fotos e a agenda de shows.

Mesmo com o encerramento das atividades do site, Bôscoli diz que a marca Trama seguirá atuando em outras áreas, como já fazia.

“Vamos prosseguir com a editora, com o estúdio, com o agenciamento de artistas, com nosso canal no YouTube. Hoje, recebemos 220 bandas por ano no estúdio e subimos mais de dois mil vídeos no YouTube anualmente. Estamos também montando a nossa própria loja digital da Trama. E vou mergulhar na música voltada para a educação. Tenho um projeto ainda em fase de consultoria, mas não posso dar detalhes”, informou Bôscoli.