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Cheia em Rondônia: a única coisa que a chuva não levou foi a fé

Pastor que faz trabalho humanitário relata drama das famílias

Casas de famílias ribeirinhas estão completamente debaixo d'água

Casas de famílias ribeirinhas estão completamente debaixo d’água

Louise Rodrigues, no Jornal do Brasil

Mais de 18 mil desabrigados, fome, doenças e pressa: esse é o quadro que muitas famílias do Estado de Rondônia têm enfrentado todos os dias diante da maior enchente da história na região. A ajuda só chega de avião ou de barco. Quando chega. Na parte alta das cidades, a água ainda não chegou, mas as populações ribeirinhas não escaparam da tragédia. O Rio Madeira subiu e levou embora casas, eletrodomésticos e a terra cultivada por famílias que vivem da agricultura, principalmente plantando banana e mandioca. A fome é aplacada com carne de peixe e, quando é possível encontrar, outros animais. A água contaminada causa doenças e as crianças e idosos são os que mais sofrem. O ribeirinho tem pressa para que a chuva chegue ao fim e ele possa reconstruir sua vida. A única coisa que a chuva não levou foi a fé.

Essa é a pior enchente da história de Rondônia, batendo o recorde de 1997. O Estado convive com a chuva há mais de um mês. Em meio a um quadro desolador, a população conta com a ajuda e solidariedade de quem pode contribuir. Motivado a reunir esforços em prol daqueles que perderam tudo, o pastor José Valamatos, que realiza trabalhos voluntários nessas comunidades, desabafa: “Estamos lutando para minimizar o sofrimento causado pela tragédia”.

Ajuda chega apenas de barco ou avião, estradas estão interditadas

Ajuda chega apenas de barco ou avião, estradas estão interditadas

Valamatos conta que recebeu 50 cestas básicas como doação de uma Igreja em Manaus. Os mantimentos chegaram de barco. “Ficamos muito felizes com a ajuda que recebemos e já distribuímos os alimentos. Só que, infelizmente, não dá para todos”. A alimentação dos atingidos pela chuva é um dos pontos que mais preocupam o pastor. “As pessoas estão comendo praticamente peixe, mas não é só de peixe que se sustenta uma alimentação adequada. Às vezes eles saem para caçar animais e a alimentação acaba sendo basicamente carne”. O grande problema é a escassez dos itens da cesta básica, principalmente, arroz, feijão, sal, açúcar, farinha e café. Valamatos também relata que faltam equipamentos capazes de levar o socorro para todos, deixando muitas famílias sem a ajuda necessária.

Outra preocupação do pastor é com o futuro das famílias que vivem à beira dos rios e igarapés. “Quando as águas baixarem, vai ser uma calamidade. Agora, eles podem pegar uma canoa e fugir para a cidade ou para lugares altos. Só que as águas vão baixar e tudo vai começar do zero: sem casa, sem móveis, sem nada. O solo não vai estar mais próprio para agricultura e o ribeirinho vai ficar praticamente um ano sem produzir sua subsistência”, justifica.

Muitos moradores perderam suas casas com a enchente

Muitos moradores perderam suas casas com a enchente

Ainda segundo Valamatos, as famílias conseguiram subir terras altas e agora aguardam a chuva baixar. Enquanto isso, devido às cheias, elas não podem se sustentar, uma vez que vivem da agricultura. “Essas pessoas perderam tudo, mas o tempo vai ajudar a recuperar o que foi levado”, diz o pastor. Valamatos contou que dez casas estão sendo construídas para abrigar as famílias que precisam. Seis já foram construídas. “Se nós pudermos ajudar de alguma forma, nós vamos ajudar”, afirma.

Além de tudo que já estão sofrendo, os ribeirinhos ainda têm mais uma questão para se preocuparem: a saúde. Devido à contaminação das águas, muitas pessoas, principalmente crianças, vêm apresentando quadros de diarreia, dores no corpo e na cabeça, além de otite, leptospirose, desnutrição e disenteria. “Estamos preocupados com a cólera. Embora ainda não tenham sido registrados casos, pessoas estão doentes e sem acesso total à higiene ou a cuidados”, conta Valamatos.

Para o pastor, a Defesa Civil e o governo do Estado de Rondônia estão conseguindo agir, dentro dos limites estipulados pela tragédia. “Trata-se de uma questão da natureza, uma calamidade ambiental. Não adianta culpar ninguém agora”, afirma Valamatos. No dia 15 de março, a presidente Dilma Rousseff sobrevoou as regiões atingidas pela chuva e mostrou-se preocupada. Na ocasião, a presidente declarou: “Estamos em um momento de fenômenos naturais bem sérios no Brasil. Vamos discuti-los sim”.

No município do Humaitá, onde está o pastor Valamatos, a ajuda chega com um pouco mais de facilidade, devido à localização estratégia entre Manaus e Porto Velho. Ainda assim, a situação é preocupante. Em localidades mais distantes, famílias inteiras estão isoladas, cercadas pela água, longe de suas casas e dependendo da chegada de mantimentos. Estradas estão interditadas, impedindo que caminhões prossigam levando água, alimentos e combustível. Os aviões muitas vezes não encontram lugares para pousar e os barcos, muitas vezes, precisam enfrentar a correnteza para chegarem ao destino final. Diante de um quadro cada vez mais desolador, o pastor Valamatos não perdeu a esperança: “É preciso ter fé”.

dica do Ailsom Heringer

Prefeitura do RJ conta até com espírito de cacique contra chuvas na Copa

Uma forte chuva no Rio de Janeiro causou o alagamento do entorno do Maracanã, estádio da final da Copa do Mundo de 2014 (foto: Buda Mendes/Getty Images)

Uma forte chuva no Rio de Janeiro causou o alagamento do entorno do Maracanã, estádio da final da Copa do Mundo de 2014 (foto: Buda Mendes/Getty Images)

Tiago Dantas, no UOL

Todo evento realizado a céu aberto, como um jogo de futebol ou um show de música, está sujeito a danos causados pelas chuvas. Mas talvez não no Rio de Janeiro. A cidade encontrou uma fórmula para evitar que temporais estraguem a festa de encerramento da Copa do Mundo, em 13 de julho, e os Jogos Olímpicos, em 2016. E, para isso, conta com a ajuda do espírito de um índio norte-americano, que seria capaz de interferir nos fenômenos meteorológicos.

A Prefeitura do Rio mantém, desde 2005, um convênio de custo zero com a FCCC (Fundação Cacique Cobra Coral). A organização é administrada pela médium Adelaide Scritori, que afirma ser capaz de receber o espírito do próprio cacique desde os 7 anos. Por meio de suas habilidades mediúnicas, Adelaide trabalha para “minimizar catástrofes que podem ocorrer em razão dos desequilíbrios provocados pelo homem na natureza”, segundo suas próprias palavras.

Os trabalhos espirituais de Adelaide, chamados de “operações” pela FCCC, levam o espírito do cacique a fazer algo como um bloqueio atmosférico, que impede, por exemplo, que nuvens de chuva cheguem a determinada região e sejam desviadas para outro lugar. Toda operação, porém, deve ter um motivo maior do que evitar a chuva em um evento, segundo o diretor de assuntos corporativos da fundação e marido de Adelaide, Osmar Santos.

“Fomos chamados para atuar no carnaval do Rio. Os desfiles aconteceram no domingo e na segunda. O carnaval, por si só, não interessa à fundação. Qual o problema de chover no desfile? Mas pensamos em aproveitar a oportunidade para mandar chuvas para São Paulo, que está enfrentando problemas de estiagem. E foi o que foi feito”, afirma Santos. Segundo ele, a operação da FCCC fez com que chovesse perto da cabeceira do sistema Cantareira.

A prefeitura de São Paulo também já teve convênio com a FCCC, em 2005. Mas, segundo Santos, o governo municipal não fez sua parte, o que levou a fundação a suspender o acordo. É assim que a FCCC mantém seus contratos com o poder público: eles são gratuitos, mas o governo precisa se comprometer a e investir em obras anti-enchente. O Ministério de Minas e Energia e os governos do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina já foram clientes do cacique.

Atualmente, segundo Santos, a FCCC tem contratos em 17 países. Os clientes privados, sim, têm que pagar pelos serviços. Os valores não são revelados. Na lista figura, por exemplo, o COI (Comitê Olímpico Internacional). Foi esse contrato que levou Adelaide e seu marido para Sochi, na Rússia, para assegurar que não haveria chuva na cerimônia de abertura das Olimpíadas de Inverno.

O mesmo serviço foi prestado em Londres, em 2012, de acordo com o diretor de assuntos corporativos da FCCC. “Havia risco de chuva, mas fizemos uma intervenção. Em volta do estádio, só tinha nuvens negras, mas não caiu chuva na abertura. A chuva foi desviada para a Espanha, onde os agricultores estavam passando por um período de estiagem”, afirma Santos.

“Com o Rio já trabalhamos para diminuir as chuvas na época da reforma do Maracanã, para não atrasar os trabalhos”, diz o porta-voz da fundação. “Vamos atuar no encerramento da Copa no Rio, com certeza. E, depois, nas Olimpíadas.” A Prefeitura do Rio confirmou que mantém o contrato com a FCCC, já que o convênio é gratuito. A administração municipal disse que “consulta” a fundação antes de grandes eventos, como réveillon e carnaval. Mas não admitiu que os serviços serão usados na Copa e nas Olimpíadas.

Bush, Galileu e Abraham Lincoln

A FCCC não é só uma organização religiosa. A fundação mantém um departamento de meteorologia para monitorar as mudanças climáticas. Por outro lado, as habilidades mediúnicas de Adelaide extrapolam o possível controle sobre o tempo. O site da fundação mostra um email que a médium diz ter enviado à Casa Branca em 3 de agosto de 2001, alertando o então presidente George W. Bush de uma possível catástrofe que aconteceria em Nova York e Washington nos próximos dias. Em 11 de setembro, as Torres Gêmeas foram atacadas.

Segundo Adelaide, antes de ajudar a coordenar eventos meteorológicos, o espírito foi parte de uma lista de encarnações que inclui o físico e matemático italiano Galileu Galilei, que viveu no século XVI, e o presidente norte-americano Abraham Lincoln, que aboliu a escravidão no século XIX. A FCCC foi criada em 1931 pelo pai de Adelaide, Ângelo Scritori, que também era médium.

Cão abandonado ajuda músico de rua e os dois viram parceiros de trabalho

SingingDog1

Publicado no Hypeness

O improvável (mas adorável!) dueto começou numa manhã de trabalho normal para Sergei Ivanovich. O artista de rua se preparava para tocar clarinete numa das praças da cidade ucraniana de Dnepropetrovsk, como sempre faz, quando um vira-lata abandonado se aproximou.Apesar de nunca ter visto o cachorro antes, Sergei percebeu que seu show era muito melhor a dois.

O artista e o cão (que começou logo a ‘cantar’) foram o grande sucesso do dia, com centenas de pessoas parando para os ver. O vídeo com a performance acabou por ir parar ao Youtube e rapidamente atingiu os milhares de visualizações.

Mas a melhor parte veio no fim: impressionado pela atitude e talento do cão, Sergei o levou pra casa, adotando o vira-lata como parceiro de trabalho. Bela parceria entre humanos e animais.

Vale a pena ver o show deste duo:

 

Shoppings pedem ajuda federal contra ‘rolezinhos’

Yuri Gonzaga e Leonardo Machado na Folha de S.Paulo

A Alshop, associação que representa lojistas de shoppings de todo o país, vai pedir ajuda federal para que os “rolezinhos” sejam suspensos nos centros de compras.

Como os eventos deixaram as fronteiras de São Paulo, a associação teme o aumento dos prejuízos. Os centros de compras têm optado por fechar as portas para impedir a realização dos “rolezinhos”.

Na avaliação da associação, os eventos também levam insegurança e perturbam os consumidores.

Editoria de Arte/Folhapress

Os jovens que promovem os eventos pelas redes sociais dizem que só querem se divertir, dançar, namorar e passear dentro das instalações.

“Vamos entrar em contato com a Presidência [da República] para tentar uma reunião. A Dilma [Rousseff], que chamou as lideranças das manifestações do ano passado, tem de chamar as lideranças desses eventos também”, diz Nabil Sahyoun, presidente da Alshop.

Para ele, é preciso “proibir que façam esse tipo de convocação. Caso sejam menores, responsabilizar os pais”.

O presidente da Alshop cobrou também mais policiamento e punição aos organizadores dos “rolezinhos”.

“Se você tem uma casa e alguém a invade, vai fazer algo para não acontecer novamente. Vamos levar até as ultimas consequências a questão da inoperância. A lei está a nosso favor.”

Rolê contra o racismo no JK Iguatemi

Estudantes, movimentos negros e outras entidades protestam em frente ao JK

Estudantes, movimentos negros e outras entidades protestam em frente ao JK

PREJUÍZOS

No final de semana, o shopping JK Iguatemi, na zona oeste de São Paulo, fechou as portas quase dez horas antes do horário normal porque um grupo de cerca de cem pessoas queria entrar no local para fazer uma manifestação contra o racismo.

Lojistas do estabelecimento relataram prejuízos de até R$ 40 mil com o dia perdido.

Um funcionário da Ofner, que não quis se identificar, afirmou que a doçaria deixou de ganhar ao menos 90% do que costuma faturar em um sábado normal.

Já o restaurante Forneira San Paolo informou que deixou de ganhar cerca de R$ 10 mil com o fechamento.

No Rio, o Shopping Leblon não funcionou ontem com receio de um “rolezinho” combinado pelas redes sociais para o local às 16h30.

“No shopping tem mulheres grávidas, crianças, pessoas idosas que entram em pânico quando o local é invadido por 400 ou 500 jovens que saem correndo pelos corredores. Estamos revoltados. Os consumidores estão revoltados”, diz Sahyoun.

Segundo a Alshop, os centros de compras geram 1,5 milhão de empregos no país.

Donos dos centros comercial têm procurado a Justiça para conseguir liminares que impeçam a realização dos atos. A medida deve continuar sendo tomada.

Rolezinho no Leblon

Manifestantes a favor do rolezinho fazem churrasco em frente ao Shopping Leblon

Manifestantes a favor do rolezinho fazem churrasco em frente ao Shopping Leblon

“Entramos na Justiça para conseguir proteção, para evitar que bandos entrem no shopping, mas isso não foi suficiente. As autoridades não tomaram uma atitude no sentido de proteger esses empreendimentos.”

POLÍCIA

Após ação policial em um “rolezinho” no shopping Metrô Itaquera, no começo do mês, com bombas de gás e balas de borracha, movimentos sociais como o dos sem-teto passaram a apoiar e a promoverem também eventos dentro de centros de compra.

Nesta semana, ao menos dez encontros estão marcados pelas redes sociais para acontecer em shoppings e parques de todo o país.

Conspiração de Natal

MANO-ALTRUISMO-ESP-e1376023612814Por Carlos Bezerra Jr.

Há uns dois anos, um grande amigo chamado Shane Claiborne escreveu sobre uma experiência inusitada que havia vivido em um Natal, na Filadélfia (EUA). Cansado do frenesi consumista que toma conta da festa, ele buscava, junto com alguns amigos, outra forma de celebrar o nascimento de Jesus – que, nas palavras dele, parecia ser comemorado com uma competição para ver quem mais gastava e comprava coisas desnecessárias para quem já tinha o que precisava.

Como a lógica do Reino é sempre a de subverter os valores desse mundo, aqueles irmãos oraram pedindo criatividade ao Pai: queriam fazer algo que invertesse a lógica dos nossos tempos. E passaram, então, a colocar em prática uma “santa conspiração”. Aquele Natal tinha de ser comemorado de outro jeito, diferente desse das empresas que doam cestas básicas em massa ou dos atos de puro voluntarismo. De uma forma que reforçasse o que há de mais precioso nessa data. O espírito de doacão, de entrega, de generosidade, de amor.

Shane e seus amigos se reuniram e fizeram uma lista de vizinhos, conhecidos, conhecidos de conhecidos… Gente que havia passado por uma dificuldade específica naquele ano, como a perda da casa num incêndio, a morte prematura de um filho, a perda de um emprego etc.  Então, avisaram a cada uma das famílias listadas que elas receberiam uma visita especial na noite de Natal.

Chegada a noite de Natal, se espalharam pela vizinhança, visitando cada casa selecionada, entregando um assado especial, uma comida caprichada feita por eles e cantando uma música natalina. Junto com isso, um pequeno envelope que deveria ser aberto depois que saíssem. Dentro do envelope, uma boa quantia em dinheiro e um bilhete que dizia: “saibam que vocês são amados.”

Enquanto redijo esse artigo, imagino:  e se cada igreja da cidade fosse uma “célula revolucionária” do amor, fomentadora dessas conspirações? Se cada templo fosse um lugar de inspirar gente a espalhar amor pela cidade, proporcionando abraços aos mais pobres e aos que estão vivendo momentos de dor, solidão, tristeza e privações?

Por isso, faço uma sugestão: pare, pense, reflita. Faça uma ação anônima de generosidade. Peça a Deus criatividade. Estimule outros irmãos a fazerem o mesmo. Natal é tempo de conspiração, de subversão, de anúncio da chegada do Reino. É tempo de dizer que o mundo será governado por uma criança. É tempo de dizer que é possível ser gente de um jeito diferente, porque Ele nasceu e viveu entre nós pra nos mostrar como é ser gente do jeito que Ele planejou. É tempo de dizer que outro mundo é possível. Que o Espírito Santo nos livre do Natal do papai noel e nos mova à conspiração da manjedoura!

Feliz Natal.