Mulheres se casam após 70 anos de namoro nos Estados Unidos

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publicado no G1

Mais de sete décadas depois de começarem a namorar, Vivian Boyack e Alice “Nonie” Dubes se casaram. Boyack, de 91 anos, e Dubes, de 90 anos, se uniram em uma cerimônia no sábado (6), em Davenport, no estado de Iowa, nos Estados Unidos. Ambas assistiram à celebração em cadeiras de rodas.

“Esta é a celebração de algo que deveria ter acontecido há muito tempo”, disse a reverenda Linda Sunsaker ao pequeno grupo de amigos e familiares que presenciaram a cerimônia.

As mulheres se conheceram quando ainda eram adolescentes em Yale, Iowa, e se mudaram juntas para Davenport em 1947, onde Boyack trabalhou como professora e Dubes se tornou bancária.

Dubes disse que as duas aproveitaram bastante a vida juntas, e ao longo dos anos viajaram por todos os 50 estados do país e todas as províncias do Canadá, além de visitarem a Inglaterra duas vezes. “Nós nos divertimos”, afirmou.

Já Boyack comentou que é preciso muito amor e esforço para manter um relacionamento durante 72 anos.

Um dos convidados da cerimônia, Jerry Yeast é amigo do casal desde que era um adolescente e trabalhou como jardineiro na casa delas. “Conheci essas duas mulheres minha vida toda, e posso lhe garantir, elas são especiais”, disse.

O estado de Iowa passou a permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo em 2009. Sobre a decisão de finalmente se unirem legalmente, as duas mulheres disseram que nunca é tarde demais para um novo capítulo na vida.

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Jovem é ameaçada após fazer vídeo com gato sendo jogado pela janela

Caso ocorreu no dia 19 de agosto em Diadema, no ABC.
‘Vai, Alice! Vai, Alice! Tchau!’, diz adolescente, ao empurrar o animal.

Página no Facebook com ameaças à adolescente foi criada (foto: Reprodução/Facebook)
Página no Facebook com ameaças à adolescente foi criada (foto: Reprodução/Facebook)

Publicado no G1

Uma adolescente de Diadema, no ABC, está recebendo ameaças de internautas depois de supostamente ter postado vídeo nas redes sociais no qual aparece empurrando um gato da janela de um apartamento no 14º andar de um edifício. O caso teria ocorrido em 19 de agosto, quando o vídeo começou a ser distribuído por meio do WhatsApp e caiu na internet.

Na imagem, a jovem filma a gata, chamada Alice, antes de empurrá-la pela janela. Em seguida, ela diz: “Vai, Alice! Vai, Alice! Tchau!”. Depois, empurra o bichano, mas não consegue filmar a queda nem o impacto do animal no chão.

Horas antes, a adolescente teria escrito na conta dela do WhatsApp: “Amo mortadela, enquanto você lia, um gato saiu voando pela janela”. No dia seguinte, a jovem abriu um perfil no Twitter e passou a retuitar os comentários sobre o vídeo. Posteriormente, ela postou: “NINGUÉM sabe o que eu passei”. Na última mensagem, ela diz apenas “ADEUS”.

Revoltados com o vídeo, um grupo criou uma página no Facebook com uma comunidade intitulada “Não adianta se esconder, vamos te jogar pela janela”, com uma foto da adolescente. Até a noite desta quarta-feira, a página havia recebido 2.719 curtidas.

O perfil da jovem no Facebook foi deletado. O G1 tentou contato por telefone com a adolescente, mas ela não atendeu as ligações nem retornou os recados deixados na caixa postal.

Vídeo mostra gata chamada Alice sendo jogada de prédio em Diadema, no ABC (foto: Reprodução/internet)
Vídeo mostra gata chamada Alice sendo jogada de prédio em Diadema, no ABC (foto: Reprodução/internet)

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Ver fotos do próprio perfil no Facebook pode melhorar o humor do usuário

Pessoas que olham fotos antigas de si no Facebook melhoram o humor (Foto: Reprodução)
Pessoas que olham fotos antigas de si no Facebook melhoram o humor (Foto: Reprodução)

Carolina Ribeiro, no TechTudo

Usuários melhoram de humor quando olham suas fotos antigas no Facebook. É a conclusão de um Estudo feito pela Universidade de Portsmouth, na Inglaterra. E o resultado é ainda mais supreendente: pessoas com depressão ou ansiedade ficam confortadas ao verem fotografias de si mesmas na rede social.

O estudo teve a colaboração de 144 entrevistados com idade média de 34 anos. No grupo, 90% disseram usar a rede social para olhar as publicações no seu próprio mural com frequência. Entre eles, a maioria dos entrevistados também afirmou que, quando está se sentindo triste, a ação é ainda mais frequente.

Alice Good, uma das responsáveis pela pesquisa, acredita que ver as próprias fotos podem servir como tratamento para o mau humor. “Embora este tenha sido apenas um estudo pequeno, vamos continuar a pesquisar grupos maiores para ver se os resultados permanecem consistentes”, disse Good. Para o psicólogo Clare Wilson, as publicações das pessoas no Facebook influenciam para que elas mesmas não fiquem deprimidas.

O estudo conclui que é muito possível que as lembranças felizes das fotos ajudem no tratamento contra o mau humor. “As imagens que muitas vezes postamos são lembranças de um evento positivo passado. Quando estamos passando por um momento triste, é muito fácil esquecer como nos sentimos bem e as nossas mensagens positivas podem nos lembrar disso.”

Via Daily Mail

 

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Culto alternativo de ‘igreja ateísta’ tem rock e comédia

Brian Wheeler, na BBC News

Uma “igreja ateísta” no norte de Londres está se provando um sucesso entre os não-crentes. Alguns, no entanto, acreditam que a iniciativa pode se tornar uma nova religião.

Inaugurada no mês passado como ponto de encontro para ateus, a Assembleia de Domingo é, nas palavras de seu mestre de cerimônias, o comediante Sanderson Jones, “parte um show de pessoas batendo os pés, parte igreja ateísta e em geral uma celebração da vida”.

Em um domingo pela manhã, o grupo de mais de 300 pessoas se reúne no espaço de uma igreja desconsagrada para a celebração.

Ao invés de hinos, os não-religiosos ficam de pé para cantar músicas de Stevie Wonder e da banda Queen.
Há uma leitura de Alice no País das Maravilhas e uma palestra de um físico de partículas, Dr. Harry Cliff, que explica as origens da teoria da matéria escura.

Parece uma apresentação de comédia stand-up. Jones e a co-fundadora Pippa Evans fazem piadas uns com os outros e animam a plateia como os veteranos do circuito de stand-up que eles são.

No entanto, há momentos mais sérios.

O tema desta manhã é “fascinação” – uma reação, segundo Jones, à crítica de que os ateus não conhecem esse sentimento.

Os participantes têm que abaixar as cabeças por dois minutos em contemplação ao “milagre” da vida e, em seu sermão de encerramento, Jones fala sobre como a morte de sua mãe influenciou sua jornada espiritual e sua determinação por aproveitar ao máximo cada segundo, consciente de que a vida é muito breve e que nada virá após dela.

Espírito de comunidade

Celebração de ateus tem palestras científicas e músicas pop
Celebração de ateus tem palestras científicas e músicas pop

A audiência – em sua maioria jovem, branca e de classe média – parece entusiasmada por ser parte de algo novo e fala do vazio que sentiam nas manhãs de domingo quando decidiram abandonar a fé cristã. Poucos se identificavam ativamente como ateístas.

“É uma boa desculpa para nos reunirmos e termos um pouco de espírito de comunidade, mas sem o aspecto religioso”, diz Jess Bonham, uma fotógrafa.

“Não é uma igreja, é uma congregação de pessoas não-religiosas.”

“Eu acho que as pessoas precisam desse sentimento de conexão porque todos são muito individualistas agora, e se sentir parte de algo é o que as pessoas estão precisando no mundo”, diz Gintare Karalyte, outra frequentadora.

O número de pessoas que se declaram “sem religião” na Inglaterra e no País de Gales aumentou de cerca de 7 milhões em 2011 para 14,1 milhões, de acordo com o último censo no país, em 2011.

Isso faz dos dois países alguns dos mais seculares do mundo ocidental.

Pessoas como o escritor Richard Dawkins e o comediante Ricky Gervais transformaram em “moda” a ideia de ser mais assertivo sobre não ter fé religiosa e de pensar sobre o que significa ser ateísta.

O escritor Alain De Botton, que já propôs a criação de um “templo para ateus” em Londres, revelou também nessa semana um Manifesto para Ateístas, listando 10 virtudes para os que não tem fé.

Ele diz querer promover virtudes “esquecidas” como resiliência e humor. De Botton teve a ideia em resposta à crescente sensação de que ser virtuoso se tornou “uma noção estranha e deprimente”.

Os comentários de De Botton parecem ecoar o mantra da Assembleia de Domingo: “viva melhor, ajude com frequência, se maravilhe mais”.

Ele diz que um novo tipo de terapeutas seculares deve ocupar as posições de sacerdócio e acredita que o ateísmo deveria ter suas próprias igrejas, mas diz: “Elas não deveriam ser chamadas assim, porque ateísmo não é uma ideologia em torno da qual qualquer pessoa pode se reunir. É muito melhor chamá-la de algo como humanismo cultural”.

Risco de ‘se transformar em religião’

Bispo evangélico acha que Assembleia de ateus é início de jornada espiritual até religião
Bispo evangélico acha que Assembleia de ateus é início de jornada espiritual até religião

No entanto, existe a preocupação entre alguns não-crentes de que o ateísmo esteja se tornando uma religião em si mesmo, com seu próprio código de ética e sacerdotes autointitulados.

Sanderson Jones insiste que não está tentando fundar outra religião, mas alguns membros de sua congregação discordam.

“Vai se tornar uma religião organizada. É inevitável. Um sistema de crenças vai se estabelecer. Haverá uma estrutura, uma perspectiva ética sobre a vida”, diz o arquiteto Robbie Harris, frequentador da assembleia.
Ele acredita que Evans e Jones tem “uma grande responsabilidade” se a Assembleia de Domingo “continuar tendo tanto sucesso como tem agora”.

“Existe o perigo de que ela se torne ‘da moda’ e se torne centrada em uma pessoa só. Você pode acabar se colocando como um pregador, esse é o perigo.”

“Eu acho que Sanderson deveria se afastar e se ver como mediador ou facilitador, no que ele obviamente é bom, e somente levar pessoas para falar ou ler”, diz Sarah Aspinall, que também frequenta o grupo.

Jones diz que as assembleias estão no início e que as próximas serão menos sobre ele e mais sobre as experiências de membros da congregação. Ele rejeita a ideia de que esteja dando início a um culto.

“Eu não acho que sou um pregador carismático. Eu só fico muito entusiasmado com as coisas e quero dividir isso com as pessoas”, afirma.

Ele diz ainda que ficou surpreso com a reação do público da Assembleia de Domingo e que está explorando a possibilidade de fazer reuniões semelhantes em outros locais do país.

As doações dos membros da congregação irão ajudar a pagar por ela. “Eu queria fazer isso porque pensei que seria algo maravilhoso”, diz Jones.

Ao lado da igreja desconsagrada onde se reúnem os ateus fica a igreja evangélica de São Paulo e São Judas, onde cerca de 30 pessoas se reuniram no mesmo domingo para cantar músicas gospel e fazer leituras da Bíblia.

Mas o bispo Harrison, um pregador cristão há 30 anos, disse que não vê os vizinhos como ameaça e prevê que sua jornada espiritual eventualmente os levará a Deus.

“Eles tem que começar de algum lugar”, diz.

 

dica da Luciana Leitão

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Religião e alucinação

GALHO SECO

Ricardo Gondim

Tenho muita pena dos crédulos. Chego a chorar por mulheres e homens ingênuos; os de semblante triste que lotam as magníficas catedrais, na espera de promessas que nunca se cumprirão. Estou consciente de que não teria sucesso se tentasse alertá-los da armadilha que caíram. A grande maioria inconscientemente repete a lógica sinistra do “me engana que eu gosto”.

Se pudesse, eu diria a todos que não existe o mundo protegido dos sermões. Só no “País da Alice” é possível viver sem perigo de acidentes, sem possibilidade da frustração, sem contingência e sem risco.

Se pudesse, eu diria que não é verdade que “tudo vai dar certo”. Para muitos (cristãos, inclusive) a vida não “deu certo”. Alguns sucumbiram em campos de concentração, outros nunca saíram da miséria. Mulheres viram maridos agonizar sob tortura. Pais sofreram em cemitérios com a partida prematura dos filhos. Se pudesse, advertiria os simples de que vários filhos de Deus morreram sem nunca verem a promessa se cumprir.

Se pudesse, eu diria que só nos delírios messiânicos dos falsos sacerdotes acontecem milagres aos borbotões. A regularidade da vida requer realismo. Os tetraplégicos vão ter que esperar pelos milagres da medicina – quem sabe, um dia, os experimentos com células tronco consigam regenerar os tecidos nervosos que se partiram. Crianças com Síndrome de Down merecem ser amadas sem a pressão de “terem que ser curadas”. Os amputados não devem esperar que os membros cresçam de volta, mas que a cibernética invente próteses mais eficientes.

Se pudesse, eu diria que só os oportunistas menos escrupulosos prometem riqueza em nome de Deus. Em um país que remunera o capital acima do trabalho, os torneiros mecânicos, motoristas, cozinheiros, enfermeiras, pedreiros, professoras, terão dificuldade para pagar as despesas básicas da família. Mente quem reduz a religião a um processo mágico que garante ascensão social.

Se pudesse, eu diria que nem tudo tem um propósito. Denunciaria a morte de bebês na Unidade de Terapia Intensiva do hospital público como pecado; portanto, contrária à vontade de Deus. Não permitiria que os teólogos creditassem na conta da Providência o rio que virou esgoto, a floresta incendiada e as favelas que se acumulam na periferia das grandes cidades. Jamais deixaria que se tentasse explicar o acidente automobilístico causado pelo bêbado como uma “vontade permissiva de Deus”.

Se pudesse, eu pediria as pessoas que tentem viver uma espiritualidade menos alucinatória e mais “pé no chão”. Diria: não adianta querer dourar o mundo com desejos fantasiosos. Assim como o etíope não muda a cor da pele, não se altera a realidade, fechando os olhos e aguardando um paraíso de delícias.

Estou consciente de que não serei ouvido pela grande maioria. Resta-me continuar escrevendo, falando… Pode ser que uns poucos prestem atenção.

Soli Deo Gloria

fonte: site do Ricardo Gondim

imagem: internet

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