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Quase metade dos usuários do Twitter no Brasil usa rede de microblogs junto com a TV

Brasileiros acham que o Twitter deixa a TV mais legal

Twitter: dos usuários que assistem TV e navegam na rede de microblogs simultaneamente, 76% afirmam que estão em busca de outras perspectivas sobre o programa que está passando, diz executiva (Foto AFP)

Twitter: dos usuários que assistem TV e navegam na rede de microblogs simultaneamente, 76% afirmam que estão em busca de outras perspectivas sobre o programa que está passando, diz executiva (Foto AFP)

Sérgio Matsuura, em O Globo

O Twitter divulga nesta quinta-feira a primeira pesquisa sobre o perfil dos seus usuários no Brasil, com destaque para o crescente uso da plataforma como companheira da TV. Segundo os números, 97% dos tuiteiros assistem à televisão todos os dias, mas a atenção é dividida com o celular: 50% ficam com os smartphones nas mãos em busca de produtos para comprar, informações sobre a programação e conversando pela rede social. (O Twitter tem no mundo mais de 241 milhões de usuários ativos por mês. O Brasil está entre os cinco principais mercados em termos de usuários, mas a empresa não compartilha números por país.)

- Dos usuários que assistem à TV e navegam no Twitter simultaneamente, 76% afirmam que estão em busca de outras perspectivas sobre o programa que está passando. E a experiência compartilhada é um atrativo a mais: 62% afirmam que o Twitter deixa a TV mais legal – comenta Janette Shigenawa, diretora de pesquisas do Twitter para a América Latina.

Os números apontam sobre a importância das marcas para o tuiteiro. Cada usuário segue, em média, 27 marcas que, pelo Twitter, conseguem conversar diretamente com seus consumidores. O principal segmento é o de moda, tema de interesse de 70% dos brasileiros na rede social, seguido por tecnologia (55%), automotivo (54%) e alimentos e bebidas (49%).

E a rede é apontada não apenas como um canal de relacionamento direto com as marcas preferidas, como ambiente para novas descobertas. Segundo a pesquisa, 85% dos usuários do Twitter gostam de experimentar novos produtos. Por outro lado, 80% dizem ser fiéis as marcas que gostam.

Entre os assuntos de interesse, destaque para filmes e cinema (79%), música (77%), ciência e tecnologia (75%), cuidados com a saúde (70%) e, surpreendentemente, livros e leitura, apontados por 69% dos usuários.

- Pelo Twitter as pessoas discutem suas leituras e falam direto com os autores. O Paulo Coelho é uma das personalidades brasileiras com maior número de seguidores – afirma Guilherme Ribenboim, presidente do Twitter no Brasil.

Outro destaque da pesquisa é o percentual de usuários que acessam a rede social pelo celular, que já atinge 60%. Ribenboim destaca que é um fenômeno não apenas no Brasil, mas global, e reforça as principais característica da plataforma: as mensagens rápidas e o tempo real.

- O nosso crescimento em mobile é lógico e estratégico. O usuário entra no Twitter nos momentos de microtédio. Na fila do banco, no transporte público, pega o celular e se informa sobre o que está acontecendo.

O Twitter pretende se tornar a principal plataforma de conversação sobre a Copa do Mundo que se aproxima. Em 2013, a partida final da Copa das Confederações, entre Brasil e Espanha, foi o evento que mais gerou tweets por minuto no país e a expectativa é que a repercussão este ano seja maior.

- A Copa é estratégica para nós. Estamos prontos para atender o mercado de TV, mas também o mercado publicitário. Trabalhamos próximos dos jogadores de futebol, empresas de mídia, portais e com as marcas – diz Ribenboim.

Como o ano de 2000 era imaginado em 1910

he1Publicado no Conselhos do He-man

Um artista francês chamado Villemard produziu no ano de 1910 uma série de ilustrações imaginando como seria a vida em 2000. As ilustrações foram encontradas no na biblioteca nacional da França, e acredita-se que elas eram uma espécie de figurinhas colecionáveis que vinham em alimentos.

he2Os barcos voariam. Uma espécie de avião bem imbecil.

he3Essas moças estão usando patins motorizados.

he4Uma pessoa passa uma imagem que é enviada de outro lugar. bem parecido com o Skype.

he5Um aluno coloca livros em uma máquina de moer, e pelo jeito, as informações são transformadas em sinais elétricos que vão para a mente dos alunos.

he6Uma incrível máquina que faz uma peça de roupa por vez.

he7Carros de guerra em conflito.

he8O nome dessa imagem é “curiosidade”. Acreditava-se nessa época que a maioria dos animais estariam extintos no ano 2000. As pessoas admiram um cavalo, que na cabeça do artista, seria raro hoje em dia.

he9Segundo a ilustração, é um trem elétrico que liga Paris a Beijing.

he10Um helicóptero sendo detectado por uma torre de comando.

he11Uma patrulha e suas bicicletas armadas.

he12As pessoas poderiam no ano 2000 ouvir o seu jornal favorito. Já pensou?

he13Um policial voador para um avião que está cometendo alguma infração de trânsito aéreo.

he14Um banheiro com vários mecanismos, alavancas e engrenagens. A eletrônica era inimaginável nesse mundo mecânico.

he15Um arquiteto seria o responsável por uma obra inteira, apenas controlando botões. Um dos botões ativa um auto-falante que solta cantadas para as gostosas que passam na rua.

Vi no Ovelhas Voadoras

dica do Guilherme Massuia

Com alimentos, vídeo mostra diferenças entre sexo real e filmes pornô; assista

panqueca

publicado no F5

Um vídeo com alimentos, mas que nada tem a ver com as receitas da Palmirinha, tem feito sucesso na internet.

Trata-se do “Porn Sex vs Real Sex: The Differences Explained With Food” (algo como sexo pornô versus sexo real, as diferenças explicadas com comida).

Publicado no YouTube ontem pelo “estúdio-boutique” americano Kornhaber Brown, que faz trabalhos para o canal PBS, entre outros, ele já teve mais de 85 mil visualizações.

“Se você já assistiu a um pornô e já fez sexo, você sabe que as duas coisas são bem diferentes”, apresentam os criadores. “Mas quais são especificamente as diferenças? Estimule seu apetite e assista ao vídeo”.

As imagens mostram de forma didática, com um pepino, por exemplo que os pênis dos atores pornô têm entre 15 cm e 22 cm, enquanto a média das pessoas reais fica entre 12 cm e 17 cm.

Entre os temas abordados estão ainda a quantidade de pelos púbicos, o formato da vagina, o tempo que os homens levam para se excitar e o tempo que demoram até ejacular.

Assista abaixo ao vídeo (em inglês). Para ativar as legendas em português, clique no botão “CC” (closed caption) após dar início ao vídeo.

Comidas fake: veja cinco alimentos que não são o que parecem

Chocolate, kani-kama, cereja enlatada, pipoca de microondas e pão integral. Você sabe o que está comendo?

Ana Freitas, na Galileu

É um problema contemporâneo: nem sempre você come o que acha que está comendo.

Os rótulos enganam, os processos de manufatura alimentícia não parecem ser tão confiáveis quanto nós gostaríamos que fossem e vez ou outra um escândalo acaba mostrando isso pra gente: lembra dos mais de 12 países europeus atingidos pelo escândalo envolvendo venda de carne de cavalo no lugar de carne de vaca no início desse ano? A carne de cavalo no lugar da de boi e vaca, aliás, nem é exclusividade europeia: no início do mês, em Pernambuco, a polícia apreendeu 500 quilos de carne de cavalo que estavam sendo usados para fazer cachorro-quente.

Nos EUA, a ONG U.S. Pharmacopeial Convention informou, em janeiro deste ano, que entre os alimentos mais camuflados nos EUA estão o azeite, que é vendido misturado com óleos mais baratos, o chá, que é diluído com outras ervas – até grama! – e temperos como páprica e açafrão, que são adulterados com corantes de alimentos que imitam as cores desses condimentos.

Ninguém está à salvo: a realidade é que só dá pra ter certeza do que se está comendo se é você o responsável pela cadeia de produção da sua comida. E como isso é algo muito raro nesses tempos, vale lembrar os cinco alimentos que você achou que estivesse comendo mas, na verdade, não passam de pura engenharia alimentícia.

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Chocolate que não é chocolate As leis brasileiras são claras em relação ao que é um chocolate: para ser classificado como tal, um produto precisa ter pelo menos 25% de cacau. Acontece que, de acordo com uma entrevista do presidente da Associação de Turismo de Ilhéus (BA) para o portal UOL na última semana, um em cada três chocolates no Brasil não concentra essa quantidade de cacau e, portanto, não pode ser considerado chocolate. Na reportagem, Lessa estima que praticamente 35% dos chocolates comuns nas prateleiras, produzidos pelas grandes empresas alimentícias, são doces tipo chocolate. Segundo com ele, muitos afirmam ter alta porcentagem de cacau, mas estariam enganando o consumidor, já que não haveria fiscalização que comprovasse esse tipo de informação do rótulo – e informar esse número, aliás, nem é obrigatório por lei. Em vez de cacau, esses doces contém altas quantidades de açúcar e gordura.

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Pão e biscoito integral que não são, digamos, integralmente integrais

Alimentos integrais são grãos que não passam por um processo de refinamento. Com as fibras preservadas, eles ajudam a limpar o organismo: mantém os níveis de colesterol baixos e controlam os picos de insulina no sangue, aumentando a saciedade e facilitando o emagrecimento. Só que comprar pães e biscoitos integrais não é tão fácil quanto parece. É que a Anvisa não estabelece nenhuma regra para a fabricação desses produtos, como por exemplo uma porcentagem mínima de farinha integral na composição para que ela possa ser chamado assim. Comece a ler as embalagens com bastante atenção e você vai reparar que a maioria desses alimentos nas prateleiras também inclui farinha refinada na composição. Ou seja: na maioria das vezes, pão integral não é 100% integral. E em alguns casos, a porcentagem de farinha integral pode chegar a apenas 30%. Para ter certeza que não está levando gato por lebre, lembre-se dessa dica: o pão realmente integral tem de 3 a 5 gramas de fibras a cada 50 gramas de pão. Fique de olho na tabela nutricional.

cereja

Cereja que é feita de chuchu

O chuchu é o vegetal mais sem personalidade que existe. E a cereja é cara no mundo tropical. Por isso, confeiteiros e culinaristas muitas vezes recorrem a um truque culinário que transforma o chuchu em cerejas em calda. Elas são usadas em bolos e tortas, e você provavelmente já comeu muito chuchu por cereja nessa vida. Claro que cerejas frescas, daquelas que a gente só come no Natal (e que são importadas) não fazem parte da farsa alimentícia. Mas aquela cerejinha que enfeita a fatia de bolo da padaria da esquina por cima do marshmallow provavelmente é uma farsante.

kani

Carne de siri que é feita de todo o resto que há no mar, menos siri

Ele é a estrela do restaurante japonês: o kani é o coringa dos sushis mais sem-graça da bandeja. É usado também em saladas orientais e até como snack. O kani, como se sabe, é feito de carne de siri processada. Só que não. Carne de siri de verdade é cara – e o kani que conhecemos certamente não seria tão abundante assim se esse não fosse o caso. A principal matéria prima do kani é o surimi, uma massa feita de carnes de diferentes tipos de pescados e misturada com coisas como amido de trigo, clara de ovo, açúcar, extrato de algas, extratos aromatizantes de caranguejo e lagostas, sal, vinho de arroz e até glutamato monossódico, uma substância difícil de ser metabolizada pelo corpo e que pode até causar câncer. O pigmento rosa? É Colchonilla, um corante alimentício avermelhado que é obtido esmagando-se um inseto vermelho de mesmo nome.

pipoca

Manteiga na pipoca do cinema que é, na verdade, óleo de soja e aromatizante artificial

Não tem nada mais aconchegante do que o cheirinho de pipoca amanteigada ao entrar no hall do cinema. Aquele cheiro antecipa todo o lazer e conforto o que você espera das duas horas que vai passar aninhado naquela poltrona. Pena que esse aroma tão emblemático é uma farsa. Para você ter uma ideia, em 2011, redes de cinema norte-americanas se recusaram a informar exatamente o que eles colocam em suas pipocas. Manteiga é cara e existem alternativas mais baratas e que não deixam a pipoca tão murcha: as pipocas de cinema costumam ser banhadas com óleo de soja com sabor artificial de manteiga, além de um pouco de beta caroteno pra ajudar na cor.

fotos: Wikimedia Commons