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Campanha da Cavalera provoca polêmica e marca sofre ameaça

A polêmica campanha da marca/ Foto: reprodução
A polêmica campanha da marca/ Foto: reprodução

Publicado originalmente por Bruno Astuto na Época

A ideia era reunir os doze personagens que o diretor criativo Alberto Hiar elencou como inspirações para o Verão 2013 da Cavalera. Nomes como Fernanda Young, Emicida, Regina Guerreiro e Pitty posaram em um cenário semelhante a famosa Santa Ceia e estamparam diversos veículos.

Mas a iniciativa acabou provocando alguns católicos mais fervorosos, como Paul Medeiros Krause, procurador do Banco Central em Belo Horizonte. Ele enviou um e-mail para a marca indignado e solicitando o cancelamento imediato da campanha.

A história foi parar no CONAR, Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, que declarou a imagem sem nenhuma apelação provocativa. “Tenho muito medo desse radicalismo religioso. Namastê para todos vocês”, disse Alberto ao saber da decisão da entidade.

Procurador é ameaçado por cristãos após pedido para retirar expressão “Deus seja louvado” das cédulas

Procurador Jefferson Dias SP revela ameaças de morte após ação que pede o fim da expressão Deus seja louvado nas cédulas de Real. Foto: Talita Zaparolli/Especial para Terra
Procurador Jefferson Dias revela ameaças de morte após ação que pede o fim da expressão “Deus seja louvado” nas cédulas de Real

Talita Zaparolli, no Terra

Procurador da República há 16 anos em Marília, interior de São Paulo, Jefferson Aparecido Dias foi destaque na mídia nacional e internacional após uma ação contra o Banco Central exigindo a retirada da expressão “Deus seja louvado” das cédulas de Real. Ele também é autor de outras ações polêmicas, como uma ajuizada em 2009 que pedia a retirada de símbolos religiosos que estivessem expostos em repartições públicas federais. O argumento proposto era o de que, apesar de ter uma população majoritariamente cristã, o Brasil é um País laico e, por isso, não poderia haver vinculação entre o poder público e qualquer igreja ou crença religiosa.

Em outra ação judicial, desta vez contra a prefeitura de Marília, Dias exigia que a cor da bandeira do município, adotada há quase três décadas, voltasse a ter a cor vermelha. Na época, o então prefeito Mário Bulgarelli, alegou que a mudança ocorreu em razão da cor do uniforme do time de futebol da cidade, o Mac (Marília Atlético Clube) e pelo fato dos prédios públicos municipais ostentarem a cor azul. Para Dias, a mudança lesava o patrimônio cultural da cidade, além do que, a população não havia sido consultada sobre a alteração. O pedido foi aceito pela Justiça e houve a troca do azul pelo vermelho.

O procurador moveu ainda duas ações contra uma das maiores emissora de TV do País. Em uma delas, a exigência era para que a emissora explicasse, durante um reality show, as formas de transmissão do HIV. A medida foi tomada depois que um participante do programa disse que heterossexuais não contraíam aids. Já na outra, Dias ajuizou uma ação civil pública para que cenas que pudessem estar relacionadas a crimes não fossem exibidas. A ação foi motivada depois que a emissora exibiu imagens de um suposto estupro ocorrido no mesmo programa.

Além de ocupar o cargo de procurador da República em Marília, no interior de São Paulo, Jefferson Dias também responde pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC), com sede na capital. O mandato à frente da PRDC é de dois anos, podendo haver reeleição. Ele encerra quatro anos no comando da procuradoria no início de 2013. A escolha do sucessor será feita mediante eleições internas.

Em entrevista exclusiva ao Terra, ele fala sobre os motivos que o levaram a propor a ação, se diz católico e revela que vem sofrendo ameaças de morte.

Como surgiu essa ação?
Jefferson Dias –
Uma pessoa ateia entrou com uma representação na PRDC questionando a existência do “Deus seja louvado”. Na procuradoria, as queixas são distribuídas e, dependendo da temática, vai para a PRDC. Toda essa temática de liberdade religiosa vai para a PRDC e aí eu passo a investigar. A reclamação era só no aspecto de laicidade do Estado, um estado laico. E aí nós constatamos também que não tem uma lei autorizando, que era um pedido pessoal do ex-presidente da República num primeiro caso e, depois, um pedido pessoal do ministro da Fazenda. Então aí a ação é proposta sob dois aspectos: violação da legalidade e violação do princípio da laicidade do Estado.

A pessoa que entrou com a representação se sentia incomodada com a expressão?
Jefferson Dias –
Ela relata que se sentia afetada na sua liberdade religiosa pelo fato dela não crer em Deus e ter que conviver com a manifestação estatal de predileção por uma religião. Se chegar uma representação pra mim, independente de qual for a temática, eu sou obrigado a investigá-la. É uma obrigação legal minha.

A substituição das cédulas vai gerar despesas ao Banco Central?
Jefferson Dias –
Não vai gerar nenhum gasto. As cédulas vão se danificando e vão sendo substituídas gradativamente. Ela tem um tempo de vida útil e aí ela acaba se deteriorando e sendo substituída. Na ação nós pedimos que, nessa substituição de cédulas, elas sejam trocadas sem a expressão. Nem que demore 10, 15 ou 20 anos. Mas acredito que demore menos.

Um ateu entrou com a representação por se sentir ofendido, mas fato de retirar a expressão “Deus seja louvado” das cédulas não vai ofender uma população 64% católica, além das demais religiões cristãs?
Jefferson Dias –
O Estado não pode manifestar predileção religiosa. O Brasil optou em 1890 por ser um estado laico. O mais grave que um eventual sentimento dos católicos, é o fato de ser ilegal. Por exemplo, eu não gosto de pagar impostos, então não quero pagar impostos, mas é ilegal. Mesmo sendo católico, eu ouso discordar um pouco. Porque, se você for estudar a Bíblia, Jesus nunca teve uma posição materialista. Jesus disse que, quando lhe é perguntado se ele deveria dar dinheiro, pagar imposto a César, ele fala “A César o que é de César, a Cristo o que é de Cristo”. Quando ele encontra vendedores no templo, ele os expulsa de lá dizendo que “A casa do Senhor não é casa de comércio”. Perguntado sobre o rico, ele fala que “seria mais fácil um camelo passar pelo buraco da agulha do que um rico entrar no reino dos céus”. Então, em nenhum momento Jesus deu a atender, para quem é cristão, que o dinheiro deveria trazer o nome dele ou o nome de Deus. Acho que é uma inversão de valores.

Com tantas injustiças e violência, essa não seria uma forma de ressaltar certa religiosidade, pregar o cristianismo?
Jefferson Dias –
Mas essa é uma injustiça e uma violência. Eu estou sendo ameaçado por causa dessa ação, por cristãos. Recebi alguns emails com ameaças, em nome de Deus. Continue lendo

Americana liga para a polícia e reclama que sua foto da detenção está ruim

Tonya Ann Fowler foi detida; ela já havia sido presa por ameaças terroristas. Foto tirada quando ela foi presa apareceu no jornal ‘Os maus e presos’.

A foto que Tonya Ann Fowler, 45, disse estar ruim (Foto: Reprodução)

publicado originalmente no G1

Uma norte-americana foi detida após ligar para a polícia e reclamar que sua foto, tirada em uma prisão anterior da mulher, estava ruim, relata o “Daily News”.

Tonya Ann Fowler, 45, de Commerce, Georgia, tem passagem na polícia por ameaças terroristas e foi fotografada pela instituição, segundo o jornal.

Ela ligou para a polícia na tarde do último domingo (15) pedindo para eles guardarem seus pertences porque ela tinha acabado de ser despejada.

À noite, Tonya ligou novamente para o 911, reclamando que uma foto sua publicada no jornal semanal “The Bad and Busted” (“Os maus e presos”, em tradução) estava “muito feia”.

Após a segunda ligação, Tonya foi presa por mau uso do serviço de emergência.

 

PF prende jovens de Curitiba e Brasília que postavam mensagens criminosas na internet

Perfil no Facebook dos detidos

Publicado originalmente no Paraná Online

A Polícia Federal em Curitiba identificou dois homens de Curitiba e Brasília que há meses vinham postando na internet mensagens de apologia de crimes graves e da violência, sobretudo contra mulheres, negros, homossexuais,  nordestinos e judeus. Emerson Eduardo Rodrigues e Marcelo Valle Silveira Mello colocavam as mensagens  criminosas no site silviokoerich.org. Os dois tiveram a prisão preventiva decretada e os mandados foram cumpridos nesta quinta-feira (22), durante a fase ostensiva da chamada “Operação Intolerância” .

Até esta manhã, o site continuava no ar. Em um dos posts, o autor diz: “Vocês podem denunciar o quanto quiserem. Que todos estes movimentos esquerdistas façam coro, berrem, gritem, no fundo, não vai acontecer m… nenhuma. O mundo em que vocês vivem querendo ou não, é capitalista, e o dinheiro e o poder compram tudo”, diz.

As investigações, conduzidas pelo Núcleo de Repressão aos Crimes Cibernéticos, uma Unidade Especializada da PF, foram feitas a partir de inúmeras denúncias relacionadas ao conteúdo discriminatório do site. O Ministério Público Federal e à ONG SaferNet também receberam pedidos de providências a respeito do conteúdo criminoso do site investigado, um número recorde da participação de populares no controle do conteúdo da internet brasileira.

Também, nesta manhã, a PF dá cumprimento aos mandados de busca e apreensão expedidos pela JF, para examinar residências e locais de trabalho dos criminosos.

Dentre os conteúdos publicados pelos criminosos e localizados pela PF, havia referência ao apoio prestado pelos criminosos ao atirador Wellington, que em 2011 atacou a tiros uma escola em Realengo, no Rio de Janeiro, matando diversas crianças, bem como à suposta incapacidade da Polícia Federal em o localizar e deter.

“Sílvio Koerich”

O nome “Sílvio Koerich” foi apropriado indevidamente pelo investigado Emerson Eduardo Rodrigues, que havia sido expulso de um fórum de debates feminista, representando assim uma represália àquela pessoa, que inicialmente rejeitou, num ambiente virtual, as declarações preconceituosas, homofóbicas e intolerantes do ora investigado preso.

Rodrigues e Mello estão sendo acusados pelos crimes de incitação/indução à discriminação ou preconceito de raça, por meio de recursos de comunicação social (Lei 7716/89); incitação à prática de crime (art. 286 do Código Penal) e publicação de fotografia com cena pornográfica envolvendo criança ou adolescente (Lei 8069/90-ECA).

Consta da decisão judicial que decretou a prisão preventiva dos criminosos que “Elementos concretos colhidos na investigação demonstram que a manutenção dos investigados em liberdade é atentatória à ordem pública. A conduta atribuída aos investigados é grave, na medida em que estimula o ódio à minorias e à violência a grupos minoritários, através de meios de comunicação facilmente acessíveis a toda a comunidade. Ressalto que o conteúdo das ideias difundidas no site é extremamente violento. Não se trata de manifestação de desapreço ou de desprezo a determinadas categorias de pessoas (o que já não seria aceitável), mas de pregar a tortura e o extermínio de tais grupos, de forma cruel, o que se afigura absolutamente inaceitável.”

Mais informações sobre a operação serão fornecidas pela PF em entrevista coletiva nesta quinta-feira.

abaixo, o último post no blog dos doentes.

Que a justiça brasileira coma minhas fezes

Vocês podem denunciar o quanto quiserem. Que todos estes movimentos esquerdistas façam coro, berrem, gritem, no fundo, não vai acontecer merda nenhuma. O mundo em que vocês vivem querendo ou não, é capitalista, e o dinheiro e o poder compram tudo.

Jean Wyllys é um merda. Ele não tem voz no poder, é apenas uma bicha que não manda em porra nenhuma, sequer eleito com o voto do povo conseguiu ser.

Que mandem a barangona da SPM aqui na Malásia junto com o “bichona” Wyllys para ver o que o nosso governo irá fazer com eles.

Eu não tenho passaporte brasileiro, idiotas.

Isto significa que eu tenho uma permissão para METER A REAL.

Ninguém pode me impedir.

Agora mesmo, com um simples telefonema, posso mandar dar um tiro na mãe daquela bichona. Ele tá com segurança no congresso e tudo mais, mas e a família dele ? Será que tem essa segurança toda ?

Se Jean Wyllys sumisse deste mundo, eles apenas “fingiriam” investigar, exatamente como estão fazendo com o nosso blog. Vocês denunciam e eles dizem estar fazendo alguma coisa, quando no fundo não estão fazendo porra nenhuma.

SÓ D’EUS PODE ME JULGAR.

OS IMPUROS NÃO PODEM ME TOCAR.

Vereadores de Aracruz (ES) contratam espírita para verificar se fraudes foram denunciadas

ORVANIR PEDRO BOSCHETTI (PMDB), OZAIR COUTINHO GONÇALVES AUER (PMDB) e GILBERTO FURIERI (PMDB)
O espírita teria sido contratado pelos vereadores Orvanir Bosquetti (PMDB), Ozair Coutinho Auer (PMDB) e Gil Furieri (PMDB)

Letícia Cardoso, na Gazeta Online

O esquema criminoso denunciado pelo Ministério Público no município de Aracruz vai muito além das práticas mais comuns envolvendo a apropriação ilícita de recursos públicos. Depoimentos de testemunhas revelam que a quadrilha de vereadores e de servidores públicos contrataram “uma pessoa espírita para avaliar as energias do depoente e verificar se ele havia cooperado com as autoridades e delatado os esquemas que circundam a Câmara Municipal”, salienta um trecho da denúncia.

O espírita teria sido contratado pelos vereadores Orvanir Bosquetti (PMDB), Ozair Coutinho Gonçalves Auer (PMDB) e Gil Furieri (PMDB); e também pelo marido da vereadora Ozair, o ex-vereador, Ismael Daros Auer para ‘avaliar’ a testemunha, logo após ela ter saído da cadeia. De acordo com depoimentos ao Ministério Público, eles “atuam em bloco e são capazes de matar quem atravessar o caminho deles”. Os quatro estão presos.

As ameaças também se tornaram uma peça de intimidação adotada pela quadrilha. Uma outra testemunha contou que ao chegar no sítio de Gil Furieri, no distrito de Guaraná, foi obrigada a levantar a perna da calça para ser revistada, por imposição dos que estavam presentes. Além dos quatro, o vereador Jocimar Rodrigues Borges (PSB) participava do encontro. Ele também está preso. Leia +.

dica do Robson Ribeiro