Mulher de 101 anos vê mar pela primeira vez

Ruby Holt contou que nunca teve tempo ou dinheiro para visitar uma praia

A americana Ruby Holt viu o mar pela primeira vez na vida pouco antes de completar 101 anos (foto: BBC)
A americana Ruby Holt viu o mar pela primeira vez na vida pouco antes de completar 101 anos (foto: BBC)

Publicado por BBC [via G1]

A poucas semanas de completar 101 anos, a americana Ruby Holt viu o mar pela primeira vez na vida.

Ruby passou a maior parte da vida em uma fazenda na zona rural do Tennessee onde colhia algodão. Ela disse que nunca teve tempo ou dinheiro para visitar uma praia.

O asilo onde ela vive em parceria com ONG que realiza os últimos desejos de idosos pagou a viagem da americana até o Golfo do México, onde ela pôde, pela primeira vez em um século, caminhar sobre a areia e sentir as ondas em seus pés.

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Morre americana com câncer que anunciou suicídio assistido

Brittany Maynard foi diagnosticada em janeiro com um tumor no cérebro

A americana Brittany Maynard tinha 29 anos e era recém casada - Reprodução
A americana Brittany Maynard tinha 29 anos e era recém casada – Reprodução

Publicado em O Globo

A americana que sofria de um câncer terminal se suicidou no sábado, depois de anunciar que o faria, provocando uma onda de debates sobre o direito de morrer.

Brittany Maynard, de 29 anos, foi manchete na imprensa internacional no mês passado, depois de divulgar um vídeo na internet anunciando que iria se suicidar.

“Adeus a todos os meus queridos amigos e familiares que amo. Hoje é o dia que eu escolhi para partir com dignidade diante de minha doença terminal, esse terrível câncer no cérebro que levou tanto de mim… mas poderia ter tomado muito mais” escreveu em uma mensagem circulou amplamente pelas redes sociais, compartilhadas por milhões de usuários.

“O mundo é um lugar bonito, viagens tem sido o meu melhor professor, meus amigos mais próximos e os meus pais são os que mais têm me dado. Tenho mesmo um círculo daqueles que me acompanham ao redor da minha cama enquanto eu escrevo… Adeus mundo. Compartilhem energia boa. Vale a pena!”

Maynard havia anunciado em um vídeo que acabaria com sua vida em 1 de novembro para não sofrer os estragos do seu tumor cerebral, mas na terça-feira disse: “ainda não é o momento certo para morrer”.

“Ainda me sinto suficientemente bem e ainda tenho alegria suficiente e sigo rindo e sorrindo junto à minha família e amigos, pelo que parece que ainda não chegou o momento adequado”, explicou em um novo vídeo divulgado na noite de terça-feira.

A psicóloga americana começou a ter enxaquecas fortes e recorrentes no final de 2013, pouco depois de se casar com Dan Diaz. Em janeiro deste ano ela teve o diagnóstico de um dos tipos mais graves de tumor cerebral maligno, chamado glioblastoma. Brittany logo foi submetida a duas cirurgias, que contiveram o câncer e renderam-lhe um prognóstico de mais dez anos de vida. No entanto, em abril, os médicos constataram que o tumor voltou maior e mais agressivo. O prognóstico de vida mudou para só seis meses.

Um porta-voz de Maynard disse há algumas semanas que a mulher planejava morrer pela ingestão de uma combinação letal de barbitúricos em 1 de novembro, devido a dores de cabeça constantes e outros efeitos que lhe causou o tumor.

Maynard e seu marido decidiram se mudar da Califórnia para Oregon, um dos poucos estados americanos que permitem a eutanásia.

Um médico poderia em consequência prescrever os medicamentos necessários para terminar com sua vida, cercada por sua família, na cama que dividia com o marido.

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Americana de 113 anos mente idade para entrar no Facebook

Face-da-Vovó

Publicado no Catraca Livre

Ontem, véspera de seu aniversário de 114 anos, a americana Anna Stoehr decidiu entrar no Facebook, mas percebeu que o ano de seu nascimento, 1900, não foi listado como uma opção para registro de idade na rede social.

Sem alternativa, recorreu ao que muitos jovens fazem todos os dias para ter acesso ao site: mentiu a idade, já que na rede social só é possível colocar a data a partir de 1905. Para o Facebook, Anna tem 99 anos.

Facebook-Vovó

A americana passou a se interessar por tecnologia quando ficou amiga de Joseph Ramireza, um representante de vendas da Verizon que vendeu um iPhone para seu filho de 85 anos de idade.

Ele comentou a idade da mãe, e Joseph quis conhecê-la. Ficaram tão amigos que ele passou a ensinar Anna a ser uma pessoa conectada. Hoje, com seu iPad, é comum vê-la conversando com amigos e familiares pelo Face Time.

Para chamar à atenção do fundador da rede social, Mark Zuckerberg, a americana, também com a ajuda de Joseph, escreveu uma carta, na qual ela diz: “Eu ainda estou aqui”. Sim, usando uma máquina de escrever.

Nos registros de uma organização que mapeia indivíduos centenários, Anna, que é de Minessota, é a sétima pessoa norte-americana mais velha. A mais idosa é uma morada de Arkansas, de 116 anos.

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Mãe cria aplicativo que obriga filhos a atenderem telefonemas dos pais

Caso não respondam aos chamados, crianças têm o celular bloqueado

Sharon Standifird decidiu criar o aplicativo depois de filhos ignorarem suas ligações (foto: Reprodução/ABC)
Sharon Standifird decidiu criar o aplicativo depois de filhos ignorarem suas ligações (foto: Reprodução/ABC)

Publicado em O Globo

Cansada de ter seus telefonemas ignorados pelos filhos, a americana Sharon Standifird resolveu agir. Em vez de dar broncas ou ameaçar com castigos e punições, ela inovou: criou um aplicativo que obriga as crianças a atenderem ou responderem as chamadas. Chamado Ignore No More, o app bloqueia o aparelho remotamente se o filho resolver ignorar os chamados dos pais.

“Quando você bloqueia o telefone dos seus filhos com Ignore No More, eles só têm duas opções: podem ligar de volta ou chamar um número de emergência. Sem telefonemas para amigos, mensagens de texto, sem jogos, até que te liguem de volta”, explica o site do aplicativo.

Bradley, porta-voz da empresa e filho adolescente de Sharon, deu sua opinião sobre o aplicativo criado pela sua mãe:

– Eu pensei que era uma boa ideia, mas para as outras pessoas, não para mim – disse, em entrevista à emissora CBS.

Disponível para Android, o aplicativo custa R$ 4,51 no Brasil. Segundo a descrição, é “virtualmente impossível” que a criança desabilite o programa do smartphone.

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Cantora gospel americana revela que é gay e diz que Deus a ama do mesmo jeito

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Publicado em O Globo

Fãs evangélicos da cantora gospel Vicky Beeching, de 35 anos, podem levar ao susto ao ler os jornais nesta semana. Em entrevista ao periódico inglês “The Independent”, Beeching declarou que é gay, e que mesmo assim, Deus a ama do jeito que ela é.

A artista é um dos maiores ícones dentro da Igreja Anglicana. Formada em Teologia em Oxford, na Inglaterra, Beeching também se popularizou ao comentar aspectos religiosos do dia a dia, conquistando hordas de fieis. Escrevendo canções gospel desde os 11 anos, a cantora já fechou contrato com duas gravadoras internacionais e vendeu milhões de discos no chamado “Cinturão da Bíblia” dos Estados Unidos.

Na entrevista, Beeching diz que foi criada por pais evangélicos conservadores. Na escola, livros diziam que a homossexualidade era pecado, “coisa do demônio”. Mas isso não foi o suficiente para que ela não começasse a se sentir atraída por outras meninas, ainda aos 12 anos:

– Perceber que eu estava atraída por elas foi uma sensação horrível. Eu estava tão envergonhada! Era uma luta, porque eu não podia contar a ninguém – confessou.

Ao se dar conta de sua homossexualidade, Beeching entrou em depressão, acreditando que estava pecando e que não poderia ser “curada”. Aos 13, ela chegou a pedir a Deus que ou tirasse a vida dela, ou a atração por outras meninas. Com 16, durante uma colônia de férias cristã no interior da Inglaterra, a cantora chegou a se submeter a uma sessão de exorcismo, em vão.

– Lembro de muitas pessoas colocando as mãos nos meus ombros, orando muito alto e, em seguida, gritando coisas tipo: ‘Nós ordenamos que Satanás saia! Saia fora, corja de demônios! Nós falamos a vocês, demônios da homossexualidade: deixem a menina em paz!’.

Isso foi a gota d`água para Beeching, que se sentiu humilhada com a situação. Na entrevista, a cantora contou que o episódio serviu para que ela se tornasse mais introspectiva, buscando outras soluções por conta própria. Dedicou-se aos estudos, formando-se em Teologia em Oxford e seguindo logo depois para Nashville, no Tennessee, atraída pela carreira de compositora. Por lá, imersa no centro do conservadorismo evangélico americano, gravou discos e percorreu grandes igrejas do país para mostrar suas canções.

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Mas amores frustrados por amigas e outras mulheres a perseguiam como uma sombra. Nesse meio tempo, Beeching teria tentado até começar relacionamentos com homens, todos sem sucesso.

Em 2008, aos 29 anos, ela decidiu se mudar para a Califórnia, esperando que San Diego fornecesse um ambiente mais liberal. Mas este foi o ano em que a Proposição 8, lei estadual que proíbe o casamento homossexual, estava para ser votada. Em paralelo, Beeching cumpria sua série de shows agendados em igrejas do estado.

No início de 2014, a artista descobriu ter uma doença rara de pele, que deixava a epiderme com marcas de cicatriz, podendo levar até a morte. Durante uma sessão de quimioterapia, a cantora pensou consigo mesmo que deveria resolver sua situação pessoal. Ela já tinha 35 anos:

– Olhei para o meu braço com a agulha da quimioterapia, olhei para a minha vida, e pensei: ‘tenho que entrar em acordo com quem eu sou’ – afirmou Beeching na entrevista. – Trinta e cinco é metade de uma vida, e eu não posso perder a outra metade. Perdi tanta vida como uma sombra de uma pessoa.

Até então, Beeching nunca tinha mantido um relacionamento homossexual. O tratamento da doença a fez refletir e aceitar gradualmente sua homossexualidade. Na Páscoa, ela revelou aos seus pais a situação, que acabaram se desculpando por fazerem ela passar pelos constrangimentos. Beeching e eles concordaram em discordar sobre a teologia.

Ao final da entrevista, a cantora afirmou que espera agora que a Igreja Anglicana siga o exemplo acolha fieis homossexuais.

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